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Posts do dia 3 junho 2010

O francês Le Monde é colocado à venda

03 de junho de 2010 0

As informações vêm da Agência Estado e são reproduzidas abaixo:

O jornal francês Le Monde, um dos mais importantes do mundo, foi oficialmente posto à venda na quarta-feira em Paris. O anúncio foi feito em editorial de capa pelo diretor-executivo da publicação, Eric Fottorino, e confirma a perspectiva aberta em janeiro de 2008, quando do agravamento da crise do maior diário da França. Os futuros proprietários, que deverão injetar em torno de 100 milhões de euros em troca do controle acionário, terão de assinar um termo de compromisso garantindo a total independência editorial do periódico de centro-esquerda.

A troca de mãos do Le Monde é desde já o maior movimento em curso no mercado editorial da Europa, e está mobilizando investidores da própria França, mas também da Itália, da Espanha e da Suíça. As ofertas deverão ser concretizadas até 14 de junho pelo conjunto do grupo Le Monde, integrado também pelo site lemonde.fr, o portal informativo mais frequentado do país, o jornal Le Monde Diplomatique, as revistas Courrier International, Télérama e La Vie e a gráfica da companhia, além de seus imóveis. A perspectiva é de que até 30 de junho o selecionado para liderar o processo de recapitalização do grupo seja conhecido.

A venda, nas palavras de Fottorino, marcará “uma virada histórica para Le Monde”, um jornal fundado pelo legendário jornalista Hubert Beuve-Méry em 1944 e controlado por seus funcionários desde 1951.

- O Monde sofreu as consequências de tensões sobre sua tesouraria que o conduziram no ano passado a contrair um empréstimo bancário de € 25 milhões, condicionado por nossos credores – o banco BNP em primeiro lugar – à implantação de uma recapitalização – informou executivo.

Ainda de acordo com Fottorino, a empresa precisará reembolsar entre 2012 e 2014 um total de 69 milhões de euros em empréstimos contraídos dos grupos Publicis, La Stampa e BNP Paribas. Apesar do quadro adverso, a direção do grupo reafirmou seu otimismo sobre o futuro, em especial depois que o jornal conseguiu reverter, em 2009, os crônicos déficits, fechando o ano com um saldo de 2 milhões de euros, “sinal de um dinamismo editorial e de um retorno à melhor gestão”, segundo seu editor.

Em 2009, o jornal já havia demitido 130 funcionários, dos quais 70 jornalistas, assim como vendido títulos como a revista Cahiers du Cinéma, com o objetivo de reduzir o endividamento e enfrentar a queda das receitas publicitárias e das vendas. Como em grande parte do mundo desenvolvido, a circulação de jornais impressos vem em queda, mas o Le Monde se mantém na liderança entre os jornais generalistas do país, com 320 mil exemplares por dia – 40 mil dos quais no exterior.

Apesar da crise, o futuro do diário parece assegurado. Se, de um lado, o grupo Lagardère, um dos maiores conglomerados da França e atual proprietário de 17% das ações, informou que não participará da seleção, investidores de pelo menos quatro países já anunciaram a intenção de fazer parte da recapitalização. Até o momento, a oferta mais concreta parece ser a de três investidores franceses, Pierre Bergé – ex-companheiro do estilista Yves Saint-Laurent e acionista do jornal Libération -, Matthieu Pigasse e Xavier Niel, os dois últimos empresários dos setores bancário e de comunicações.

Em nota oficial divulgada ontem, em Paris, Bergé, Pigasse e Niel confirmaram a disposição de investir entre 80 milhões e 100 milhões de euros em um projeto de longo prazo que visará a reequilibrar o projeto industrial do grupo sem interferir em seu conteúdo editorial, que seguiria à cargo da mesma equipe. “A independência é antes de mais nada editorial”, diz a nota. “Ela constitui o bem mais precioso para o futuro, um futuro que se inscreve na autonomia em relação a todos os poderes e no não alinhamento a nenhum campo, na defesa da qualidade da informação e das análises, e não à conformidade a uma ideologia.”

Fora da França, segundo informou Fottorino, os grupos Prisa, editor do jornal espanhol El País – já sócio minoritário do grupo francês, com 2% das ações -, e Ringier, que imprime o diário suíço Le Temps, estudam as condições de aquisição. O grupo italiano Espresso/La Repubblica também estaria interessado.

As ofertas, quando concretizadas, serão analisadas pelo conselho editorial do Monde, mas a decisão final será tomada pelos funcionários, atuais majoritários da empresa.

Ícones da fotografia na Redação de ZH

03 de junho de 2010 0

Em pouco mais de duas semanas, dois ícones da fotografia brasileira passaram pela Redação de Zero Hora: Pedro Martinelli e Walter Firmo. Os encontros, informais, não rendem apenas fotos curiosas (fotógrafos registrando fotógrafos sempre geram cenas interessantes!), mas uma bela troca de experiências.

Na quarta-feira, dia 2, foi a vez de Martinelli trocar figurinhas com os colegas de ZH. O editor de Fotografia do jornal, Ricardo Chaves, o Kadão, é quem conta como foi o encontro:

Devidamente escoltado pelo double de fotógrafo e restauranteur Adolfo Guerchmann (seu velho amigo e  cicerone em Porto Alegre) , esteve visitando o Departamento Fotográfico de ZH o renomado fotorrepórter Pedro Martinelli. Pedrão, como é conhecido entre seus pares, está em trânsito pela Capital rumo ao Uruguai, onde, numa cidade próximo da fronteira gaúcha, encontrará amigos e se hospedará num hotel-fazenda. A caça e a pesca, sempre dentro de padrões politicamente corretos, são esportes a que esse mestre da fotografia brasileira se dedica desde longa data. Pedrão troca facilmente o rush das metrópoles como São Paulo (onde vive) ou Nova York (onde circula frequentemente)  pelo prazer de sentir o cheiro do mato e tomar um banho de rio. Ele sempre alternou seu trabalho de fotógrafo/editor de jornais e revistas importantes como  O Globo ou Veja com incursões pela Amazônia ou qualquer outro local do sertão brasileiro. Cozinheiro emérito e comilão, também conhece o Brasil como poucos.”

Na foto, Adolfo, Pedro Martinelli, Adriana Franciosi e Diego Vara (E para D)