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Posts de julho 2010

O Interior do coração de ZH

31 de julho de 2010 1

por RICARDO STEFANELLI – Diretor de Redação de Zero Hora

Costumo me apresentar entre colegas e amigos como um filho de Erechim, apesar de a certidão de nascimento desmentir o meu coração. Brinco de ciúme com Eduardo, meu irmão mais novo e conterrâneo de Gladstone Osório Márciso, que quem devia ter nascido no Hospital de Caridade era eu, e não ele, como naquele 7 de setembro de 1973, enquanto eu marchava na última fila de colegiais patrióticos ao ritmo da banda feminina da Escola Normal José Bonifácio, o JB de minha memória. Pode ser daí, da infância e adolescência inesquecível, meu carinho explícito pelo Interior, pelas pequenas e médias cidades, que sempre me orgulham a cada nota, matéria ou grande reportagem com o nome de uma delas estampadas no jornal dos gaúchos, como ocorre de forma especial nesta edição dominical que chega às suas mãos.
A melhor maneira de respeitar jornalisticamente o Interior é fazer com que as histórias de sua gente se imiscuam com naturalidade ao noticiário, sem delimitações de fronteira. Por isso que ZH aboliu há duas décadas o confinamento do Interior em uma página ou caderno. Independentemente de sua cidade de origem ou afeto, o leitor precisa encontrar em qualquer seção, em qualquer página, em todas as editorias, em todos os cadernos os fatos e a gente de suas querências. Delimitação geográfica não combina com nosso jeito de fazer jornalismo.


Essa visão, asseguro, está entranhada na cultura dos jornalistas desta Redação, a maioria originária do Interior. Esta postura fica mais explícita quando se nota o entusiasmo de um repórter como Moisés Mendes ao pegar a estrada para retratar o sonho dos moradores do distrito de Pinto Bandeira em conquistar o status de município. Natural de Rosário do Sul, embora se exiba ser do Alegrete, onde foi criado, Moisés capta com precisão o sentimento dos moradores diante da emancipação iminente: “Há no ar um sentimento de epopeia”, descreve Moisés. O símbolo desse sonho é a placa que apareceu misteriosamente na entrada da ponte sobre o Rio Buriti, na VRS-805, que avisa: limite entre Pinto Bandeira e Bento Gonçalves, o município-mãe.
O repórter Caio Cigana tem vivido sentimentos semelhantes nas últimas semanas, envolvido na reportagem sobre a recuperação de Joia, no coração do Estado, 10 anos depois de estar no epicentro de um foco de aftosa que estremeceu a pecuária gaúcha. Caio estava curioso, antes de viajar, para saber como reencontraria as pessoas atônitas com quem conviveu por três semanas naquele triste agosto de 2000. Uma década depois, o repórter lembrava-se com exatidão do rosto de muitos deles e das lágrimas derramadas a cada vaca leiteira sacrificada, algumas delas com nomes e história de estimação.
– De mim ninguém lembrava, por que eu era apenas mais um entre os quase mil forasteiros que chegaram ao município da noite para o dia para acompanhar a tentativa de controle da disseminação do vírus, uma batalha de oito meses, período em que os cidadãos de Joia perderam até o direito de ir e vir e tiveram os seus animais sacrificados a bala.
Acompanhado do fotógrafo Mauro Vieira, de Viamão, e do motorista bajeense Laercio Guterres, Caio retornou aliviado à Redação para redigir a reportagem que se inicia à página 4:
– Ninguém apagou por completo o episódio, mas todos encontraram forças para retomar suas vidas. E melhor: perseveraram e prosperaram.
A produção de leite, fonte de renda da maior parte da população do campo, subiu mais de duas vezes e meia. Investiram em genética e hoje, em regra, têm um plantel melhor. O comércio se recuperou e a arrecadação do município cresceu três vezes e meia.
Natural de Santa Maria mas criado em Caçapava, o que mais deixou o jornalista Caio aliviado é poder recolocar Joia no noticiário por motivos opostos ao de uma década atrás. Com um final feliz.
Zero Hora sem o Interior seria, quem sabe, um outro jornal, que não Zero Hora.

Uma repórter atiradora

30 de julho de 2010 1

Nossa correspondente da Serra, Vanessa Franzosi, se armou com mais do que bloco e caneta na manhã dessa sexta-feira. O encontro era uma confraternização, mas a repórter pôde acompanhar de perto como é a preparação de um soldado da Brigada Militar. No fim, provou que encara qualquer desafio.  Confira o relato dela:

Pegar em uma arma de verdade, com munição, e atirar nunca foi uma das minhas pretensões. Mas foi o que fiz na  confraternização que reuniu brigadianos e jornalistas da região de Gramado para um torneio de tiro na manhã desta sexta-feira. O encontro marcou a comemoração do 5º ano de comando do tenente-coronel Marcelo Gomes Frota. E lá estava eu, repórter do Grupo RBS na região da Serra.

Quando fiquei sabendo do torneio, até pensei que os tiros seriam de borracha. Mas não eram. De qualquer forma, como os brigadianos queriam que os jornalistas também sentissem a adrenalina e a difícil tomada de decisão quando se está armado, aceitei o desafio.

Primeiro, passei por explicações rápidas de manuseio e porte da arma para, depois, fazer alguns disparos no alvo, como teste antes de ir ao campo de provas. Tudo isso, claro, sempre vestindo colete à prova de balas, óculos e protetor de ouvidos.

Eu tremia e, ao apertar o gatilho, percebi a dificuldade: a arma precisa estar muito firme na mão. Ela ganha uma força imensurável e quem não está acostumado a ela pode perder o controle fácil. Nessa fase, dos oito tiros disparados da pistola calibre 40, acertei sete no alvo.

Então, fui ao campo de provas, onde encontraria oito possíveis alvos. A orientação era de dar dois tiros em cada alvo que estivesse armado. Havia dois “inocentes”, mas identifiquei somente um. O outro levou dois tiros, fatais.

No total, acertei 12 tiros dos 14 disparados. Todos os que seriam bandidos foram atingidos.
Bom, o que restou para mim, no final da manhã, foi o 1º lugar entre as quatro jornalistas competidoras.

O que os concurseiros querem saber

30 de julho de 2010 0

Quem se impôs o desafio de conquistar uma vaga no setor público precisa de uma estratégia. Apesar de cada um ter seu próprio método de estudo, dicas nunca são demais. Na edição deste sábado, Zero Hora antecipa algumas do jurista Rogério Neiva Pinheiro.

Ele é um dos palestrantes da Feira da Aprovação, evento que reunirá especialistas em preparação para concursos na Capital neste fim de semana. Saiba como será o evento e confira a programação na editoria de Economia da ZH.

Dê sua opinião sobre o editorial que aborda restrição a programas humorísticos em campanha eleitoral

30 de julho de 2010 31

A partir de hoje, o Blog do Editor antecipará a publicação do editorial de Zero Hora de domingo às sextas-feiras. A intenção é ouvir outras opiniões sobre o pensamento e a postura expressos no texto. Os comentários enviados até as 18h de sexta-feira serão selecionados para publicação na edição dominical junto ao editorial. Participe!

A sátira proibida

Pela lei eleitoral, programas humorísticos de televisão não poderão abordar temas de atualidade política durante o período da campanha eleitoral. Esta é a interpretação que juristas e julgadores dão ao artigo que proíbe “trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato ou coligação”.

Tal limitação, por mais boa vontade que se tenha com a intenção da lei de impedir a manipulação ou a parcialidade, incorre em evidente agressão à liberdade de expressão. É o que afirma, por exemplo, o professor Gustavo Binenbojm, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Especialista em direito constitucional, ele considera que as restrições ao humor no rádio e na televisão contrariam normas maiores do país, garantidas na Constituição, em relação à liberdade de expressão e ao direito do cidadão à informação.

Num momento em que os candidatos estão nas ruas e em que o país respira disputa eleitoral para a escolha de novos governantes e novos parlamentares, restrições como essas, que são apenas um exemplo factual de todo um arsenal de pequenas e grandes limitações que a lei e a jurisprudência impõem, revelam uma espécie de imaturidade democrática. Sem saber como gerenciar adequadamente sua liberdade, a sociedade busca apoio nas muletas de uma lei restritiva, como se esse – e não a educação para a democracia – fosse o caminho adequado.

O estabelecimento de normas que garantem a igualdade na competição eleitoral e que impedem os abusos de poder político e econômico nada tem a ver com restrições à liberdade, como se fosse o exercício desse direito um obstáculo e não um apoio à eleição e às suas circunstâncias. A proibição que passou a incidir sobre o humor na televisão e no rádio significa, por isso, um retrocesso. A capacidade da sociedade de rir de si mesma faz parte de um processo pedagógico que só as ditaduras não suportam. O humor político retrata, com os exageros e as caricaturas que lhe são inerentes, o melhor e o pior de nossos políticos e de nossos governos.

Amordaçar essa manifestação, além de agredir um direito, faz com que a sociedade perca uma de suas riquezas e uma fonte de reflexão sobre temas da atualidade e sobre o próprio rumo das campanhas políticas. Normas com esse tipo de restrição, mais do que proteger a lisura eleitoral, são gestos que infantilizam politicamente os cidadãos. Evidentemente, alguns setores da mídia podem cometer excessos, mas esses devem ser examinados pela Justiça depois de cometidos, nunca antes.

A existência de uma lei que arranha direitos garantidos pela Constituição e que inibe manifestações tão genuínas como as do humor político precisa ser reavaliada tanto pelo Congresso do país quanto pelos tribunais. A Constituição de 1988 prescreve como direitos e garantias do cidadão a livre manifestação do pensamento e “a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.”

Você concorda ou discorda da opinião expressa neste editorial? Comente abaixo.

Não fique trancado no fim de semana

29 de julho de 2010 0

O último fim de semana das férias de inverno promete ser movimentado nas rodovias gaúchas. Rumo à Serra, por exemplo, há o encerramento da programação especial do Estação Gramado, com uma agenda lotada de atrações.

Mas, e a megaoperação para substituir um viaduto da BR-116 e que prevê o bloqueio de um trecho desde as 22h de sexta até as 6h de segunda-feira? Não atrapalhará os viajantes?

Para evitar que os gaúchos percam horas de lazer trancados em congestiomentos na rodovia mais movimentada do Estado, Zero Hora desta sexta-feira apontará alternativas para os principais destinos cuja rota seja afetada e alertará os motoristas para os pontos que não sofrem com a obra.

Se estava pensando em desistir de viajar por causa da obra, reconsidere. Se não tinha programação para o fim de semana ainda, não perca o roteiro de dicas sugeridas pela nossa reportagem para curtir a sexta, o sábado e o domingo no Estação Gramado.

O Uruguai é aqui

29 de julho de 2010 0

Nem todo mundo consegue dar uma escapadinha de casa para curtir o inverno em terras hermanas, como o Uruguai. Mas, se não dá para aproveitar o frio uruguaio, é possível sentir o sabor.

No caderno Gastronomia desta sexta-feira, Zero Hora traz receitas imperdíveis da cozinha de Montevidéu, ao gosto de carnívoros e vegetarianos.

Quatro horas autografando

28 de julho de 2010 1

— 51 minutos na fila… por uma assinatura!

A declaração bem humorada feita pelo colunista Tulio Milman dá uma boa ideia de como foi a sessão de autógrafos de Bailarina sem Breu, da também colunista Mariana Bertolucci.

Foram mais de quatro horas de cabeça baixa escrevendo dedicatórias aos amigos, leitores e fãs que saíram do Barrashopping Sul com o livro de crônicas da jornalista debaixo do braço. Entre anônimos e celebridades, passaram por lá autoridades como o prefeito de Porto Alegre, José Fortunatti, e a escritora Martha Medeiros.

Além do sorrisão e da simpatia da Mari, outro detalhe chamou a atenção de quem esteve por lá:

— Tinha uma mesa de doces que era uma loucura. É uma coisa inusitada para uma sessão de autógrafos — contou a editora de comunicação da ZH, Lúcia Pires.

A guerra dos sexos ao volante

28 de julho de 2010 0

Mitos e provocações sobre as diferenças entre homens e mulheres no trânsito existem aos montes. Mas, nessa guera dos sexos, quais são as verdades quando o assunto é imprudência?

É o que mostra a edição desta quinta-feira, ao comparar dados sobre infrações cometidas gaúchos. Estaria havendo uma inversão de papeis? Leia em Zero Hora.

Dúvidas sobre o jornal?

28 de julho de 2010 0

Quem faz a ZH? Como o jornal é impresso? Como entro em contato com a Redação?

Seja qual for a sua curiosidade, ZH Responde.

Elucidar dúvidas que chegam diariamente a Zero Hora é o espírito da seção hospedada no site da zerohora.com.  O espaço funciona como um grande banco de perguntas e respostas de questões recorrentes entre os públicos do jornal impresso e online, além de ser um forte canal de comunicação entre jornalistas e leitores.

Quer exemplos? Confira o gráfico explicando o funcionamento do novo parque gráfico ou saiba como é a cara escondida por trás dos nomes que assinam cada matéria no espaço Quem é Quem.

Não deixe de visitar o ZH Responde clicando aqui.

O inverneio dos Pretinhos na ZH

27 de julho de 2010 0

“Sou daqueles que tem as piores impressões do inverno. (…) Todos os invernos são “esquecíveis”. (…) São ondas intensas de mau humor em meio às massas polares.”

As palavras acima são do Porã (foto ao lado) e ainda serão lidas durante esta semana. Bem ou mal, os guris do Pretinho Básico estão adorando falar do inverno para os leitores da Zero Hora. A convite, os integrantes do programa da Rádio Atlântida estão assinando, desde domingo, um espaço dedicado aos seus relatos sobre a imagem que têm do frio.

— Ainda que escrever não seja a minha ocupação, curto muito. Até tenho algumas crônicas escritas e bem guardadas. Um possível livro do Pretinho já foi cogitado também! — revela Fetter, autor do primeiro texto da série Crônicas da Estação.

Porã também não tinha história nenhuma com jornal:
—  Não é muito a minha, mas com o desafio do Pretinho de Inverno deu uma vontade de continuar.  Escrevi meu texto inspirado pela dificuldade que tenho de enfrentar o inverno. Quero é praia e sol — justifica, antes mesmo de ter sua crônica publicada.

Mas nem todos são contra o inverno. Cagê, que também não teve o texto publicado ainda, defende o que o inverno pode ter de bom:

“… A estética do frio, como sabidamente denominou o nosso poeta Vitor Ramil, nasce com o gaúcho. (…) Inverno combina com o Interior do Rio Grande do Sul”.

Piangers, que na edição de segunda-feira desafiou os leitores a encontrarem alguém que realmente goste de frio, comemora a repercussão:

— Poxa, escrevo no Kzuka toda semana, mas, pelas respostas por e-mail, vi que escrever no corpo do jornal pode ser uma experiência ainda mais divertida. Dá moral escrever na ZH. Meu texto partiu do ódio profundo às temperaturas abaixo de zero e do fascínio bobo que algumas pessoas têm pelo inverno.  Mesmo assim, a maioria das respostas foram positivas!

Perdeu algum dia da série? Não quer perder os próximos?

Leia mais abaixo as crônicas de Fetter, Piangers e Mauricio Amaral clicando nas imagens e programe-se para o resto da semana:
Quinta - Cagê
Sexta - Porã
Sábado - Rodaika
Domingo - Potter