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A credibilidade como valor

28 de agosto de 2010 2

por Deca Soares – Coordenadora de Produção/ZH

Um sorriso de satisfação se instalou no rosto dos profissionais de 146 jornais do país que estiveram há duas semanas no Rio de Janeiro. E não era pelos dias ensolarados ou pela sempre convidativa orla carioca.
O otimismo dos palestrantes da 8ª edição do Congresso Brasileiro de Jornais deixou a sala de conferências do hotel Windsor, na Barra da Tijuca, com céu de brigadeiro. Em 2010, já não se aposta mais no fim do jornal impresso. Pelo contrário. Se festeja e se reforça a importância das mídias ditas tradicionais ou maduras, como Zero Hora, em função de sua credibilidade.

O sociólogo da Universidade de São Paulo (USP) Demétrio Magnoli citou o exemplo recente do site WikiLeaks, que publicou documentos secretos do governo dos Estados Unidos sobre a guerra no Afeganistão. O editor, o repórter investigativo Julian Assange, abriu mão do furo exclusivo e ofereceu a reportagem a três grandes jornais – New York Times (EUA), Der Spiegel (Alemanha) e Guardian (Grã-Bretanha). Se nenhum jornal impresso quisesse publicar a história, interpretou o sociólogo, seria como se a descoberta não tivesse importância.
A credibilidade, disse ainda Magnoli, está associada a marcas consagradas no papel. Um exemplo dessa premissa é zerohora.com. Nasceu com os mesmos princípios, é reconhecido pelo leitor pela marca Zero Hora e regido pelo mesmo Guia de Ética da versão impressa, só que está abrigado na web. Essa origem faz toda a diferença. Pois o jornal tem valor. Como conceito, não sai publicando tudo o que vê pela frente. Escolhe, entre todas as milhares de informações à disposição, as realmente relevantes. Como diz o slogan do New York Times – “All News that Fit to Print” (todas as notícias que merecem ser impressas). Em suma, jornais sólidos como ZH, tanto faz se de papel ou virtuais, organizam a vida do leitor.
Também foram apontadas como razões pelas quais os leitores não abrem mão dos impressos (ou de suas versões online) a sua tarefa de mediador do debate e sua capacidade de análise. Enquanto alguns sites, principalmente os que não nascem com o espírito das mídias tradicionais, dão uma falsa impressão de unanimidade, o jornal confronta pontos de vista discordantes. E analisa. E aprofunda.
Com a queda da Lei de Imprensa, no ano passado, o papel das mídias tradicionais foi ainda ampliado, segundo Sidnei Basile, vice-presidente de relações institucionais do Grupo Abril, outro palestrante do congresso. Os veículos maduros, diz ele, têm a cultura de zelar por seus valores – algo fundamental para a liberdade de expressão.
– Em um momento desorientado como este, o leitor pode ter a segurança de buscar o confiável na mídia tradicional – resumiu Basile.
Entre os profissionais de 146 jornais do país que não escondiam o sorriso no Rio, a delegação de ZH era uma das mais faceiras. Em plena era digital, Zero Hora acaba de bater o recorde no número de assinaturas – nunca, em 46 anos de história, ZH amanheceu em tantos lares gaúchos.
Quem jogou suas fichas no fim do jornal impresso deve estar a esta altura à procura de novas apostas para recuperar o prejuízo. A moda agora é prever o fim da web em função da chegada dos tablets – a revista americana Wired de setembro lançou a polêmica. Zero Hora não teme esta ameaça. Pois ZH é ZH, não importa a tecnologia ou plataforma. A credibilidade é a mesma.

Comentários (2)

  • PEDRO GIRARDI diz: 29 de agosto de 2010

    EU SOU UM LEITOR COMPULSIVO…DE JORNAIS E REVISTAS E LIVROS,,,POR MAIS QUE EU FIQUE NA INTERNET, E LEIA AS NOTICIAS, ME SINTO FALTANDO UM PEDAÇO DE MIM, ENQUANTO EU NÃO VOU COMPRAR UM JORNAL ( DE PREFERENCIA ZERO HORA) E OU UM LIVRO (DE FICÇÃO) EU NÃO ME SINTO BEM…NA MINHA OPINIÃO, NADA NO MUNDO IRÁ DERRUBAR OU ACABAR COM O JORNAL EDITADO EM PAPEL, E OS LIVROS IDEM, POIS O GOSTOSO DO LIVRO, É TE-LO JUNTO Á VC COMO UMA COMPANHIA…DEBAIXO DO BRAÇO, OU NA PASTA, NA MÃO, E VOCÊ O LÊ A HORA QUE TE DER VONTADE;;;;;;;;;;

  • rodrigo diz: 1 de setembro de 2010

    “o jornal confronta pontos de vista discordantes”. qual, a zh?

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