Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Uma edição que reúne mestres

25 de setembro de 2010 0

Por RICARDO STEFANELLI – Diretor de Redação de Zero Hora

Todos os leitores sabem que Paulo Sant’Ana é um megalomaníaco assumido que, entre um cigarro e outro, vive a se considerar Deus. Pois Sant’Ana também tem alguns deuses a quem teme, respeita ou admira – e um deles se chama Ivo Pitanguy, que o operou há 33 anos e com quem conversou na tarde de quinta-feira no Hotel Plaza São Rafael.
Na sexta-feira, depois de degravado o bate-papo de quase uma hora com um dos maiores cirurgiões plásticos do mundo, Sant’Ana passou de mesa em mesa da Redação declamando trechos da conversa, adjetivada por ele, é claro, de memorável, inesquecível e antológica. Enquanto infestava a minha sala de fumaça, tentava explicar tamanha excitação e por que flanava depois da conversa com o brasileiro que melhorou e enfeitiçou reis e rainhas:
– Eu só tenho duas chances de me encontrar com Deus. Uma é encontrando o Pitanguy. A outra é quando consigo me encontrar comigo mesmo – gargalhava.
Na quinta-feira, desconfio que fez as duas coisas.


A entrevista com o cirurgião, às páginas 30 e 31, é uma pepita em uma edição dominical que reluz. Outra preciosidade é um encontro de dois gigantes de grande quilate, ocorrido a cerca de 10 mil quilômetros de Porto Alegre. Recebido como um nobre na Itália, Paulo Roberto Falcão teve as portas da grande Inter de Milão abertas pelo próprio presidente milanês para que o colunista de Zero Hora pudesse conversar com o treinador Rafa Benítez.
Mesmo sendo o principal oponente do colorado gaúcho na disputa do título mundial, em dezembro, o técnico espanhol não escondeu do Rei de Roma os segredos do clube pentacampeão italiano. Sequer se furtou a desenhar num quadro o esquema tático de seu time. Se Celso Roth souber aproveitar ZH como os leitores costumam fazê-lo, metade do caminho do triunfo em Abu Dhabi está percorrida.
Hugo Chávez não é Deus nem rei, mas se considera os dois, e por isso ZH acompanha com atenção todos os passos da Venezuela desse ditador. Enviado Especial a Caracas, o experiente repórter Léo Gerchmann garimpa a terceira joia desta edição dominical em meio às eleições legislativas que vão testar a força do chavismo. Em 11 anos de governo Chávez, esta é a sétima incursão de ZH à agitada política venezuelana. Léo, que visita o país pela primeira vez, encontrou de cara algumas semelhanças com o Brasil: as contradições, o trânsito, a radicalização política e as mulheres, lindas como as gaúchas.
Eleger três pepitas é correr o risco da injustiça em meio a um jornal repleto de atrativos, boa parte deles concentrada nos momentos decisivos da corrida eleitoral. Cito apenas a valiosa série que a colunista Fernanda Zaffari inicia hoje, depois de acompanhar, com seu Estilo Próprio, o roteiro dos candidatos ao cobiçado Piratini. Acostumada a contar bastidores e o que ninguém vê, Fernanda mostrará, de hoje a quinta-feira, que o recém reformado palácio não receberá reis e muito menos deuses, mas cidadãos comuns que sonham em fazer uma cirurgia no Rio Grande. São pitanguys da política.
Boa leitura!

Envie seu Comentário