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Os riscos da reportagem policial

30 de setembro de 2010 0

Os estudantes de Jornalismo que atuam em ZH tiveram esta semana mais um encontro reservado com profissionais do jornal. Aluna da PUCRS, Schariane Kozak, 20 anos, é quem conta como foi a tarde de dicas sobre o jornalismo policial.

Pé por pé, com a cautela de um estrangeiro em território desconhecido, os estudantes se acomodaram na sala VIP do sétimo andar. A palestra desta semana foi digna de um ambiente especial. Débora Dalcin Rodrigues, advogada do departamento jurídico responsável pelas redações do Grupo RBS, e Marcelo Ermel, editor assistente de Geral, conversaram com os jovens sobre um tema que assusta muitos futuros jornalistas: as armadilhas jurídicas em notícias de polícia e trânsito.

Com o copinho de café ou a taça de água mineral em mãos (só na sala VIP), os estudantes escutaram atentos às dicas dos profissionais sobre pequenos descuidos como um nome escrito errado ou um número trocado que podem causar uma grande dor de cabeça tanto para a empresa, como para o repórter.

Diante dos olhares assustados dos estudantes, Ermel tentou acalmá-los:

— Se fizermos um bom trabalho, buscando o máximo de informações para construir a verdadeira história, não temos com que nos preocupar. A Débora dará um jeito — brinca o editor.


Para a surpresa dos estudantes, os palestrantes mostraram que as pequenas publicações são as que geram grandes problemas, geralmente quando a apuração dos fatos é feita com rapidez. Por isso, tanto a advogada quanto o jornalista ressaltaram a importância de checar as informações, escolher as palavras certas e guardar consigo documentos, relatos e anotações que comprovem o que está escrito na matéria. Para Débora, esses cuidados são indispensáveis quando se faz um jornalismo de qualidade:

– Confio no trabalho dos nossos repórteres e por isso os defendo. É claro que podem cometer um equívoco. Nesses casos, corrigimos o erro imediatamente. Esse é o preço da credibilidade.

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