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Posts de setembro 2010

Opine sobre o Editorial da RBS que diz que o dever do eleitor consciente não se esgota no voto

30 de setembro de 2010 23

O Blog do Editor adianta o editorial que Zero Hora publicará no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. 

Você concorda que é dever do eleitor fiscalizar os eleitos? Clique aqui para publicar seu comentário no mural. Não esqueça de colocar seu nome completo e cidade.

Os comentários enviados até as 18h de sexta-feira serão selecionados para publicação na edição impressa. 


UM DIREITO QUE TAMBÉM É DEVER

Você deixaria de votar se o voto não fosse obrigatório? Você está disposto a anular o voto ou a votar em branco, mesmo sabendo que mais de 22 mil candidatos colocaram seus nomes à disposição dos 135,8 milhões de eleitores brasileiros? Você está entre os eleitores que se livram do voto, digitando qualquer sequência de números na urna eletrônica, sem se importar com o resultado do seu gesto?

Se você respondeu sim a estas questões, está fazendo uso do seu direito individual de se omitir, mas está descumprindo um dever fundamental dos cidadãos numa democracia, que é participar da escolha dos governantes e representantes parlamentares. O eleitor que se omite não apenas renuncia à prerrogativa de cobrar eficiência e honestidade dos escolhidos, como também transfere automaticamente para outras pessoas o direito de escolher em seu nome. Pior: está confessando sua incapacidade de usar o voto como instrumento de transformação da sociedade e do país.

Votar de forma consciente é um exercício de liberdade e de responsabilidade. Antes de dar uma procuração para as pessoas que legislarão e governarão no nosso nome, precisamos saber quem são elas, como pensam, o que já fizeram pelas suas comunidades, de que forma construíram suas carreiras e quais os projetos e ideias que defendem para a cidade, para o Estado e para o país. Não é só o candidato que precisa ter predicados. A condição de eleitor também exige uma preparação prévia, que inclui estar bem informado, entender as atribuições dos candidatos a serem votados, avaliar a linha ideológica dos partidos e, em hipótese alguma, comercializar o voto. Quem vende voto vende a própria dignidade e trai a cidadania.

O dever do eleitor não se esgota na urna. Não basta escolher candidatos e partidos com propostas adequadas e com princípios éticos satisfatórios. O eleitor consciente fiscaliza o desempenho dos escolhidos, confere se no exercício do cargo eles cumprem o que prometeram e se mantêm coerentes com as ideias e projetos que defenderam durante a campanha. Mais: com as atuais facilidades de acesso aos representantes, o eleitor pode criticar, elogiar e cobrar os resultados que espera dos eleitos. A eleição não é o único instrumento da democracia, mas é o mais importante e o que sinaliza para o exercício dos demais.

Compreende-se que parte expressiva do eleitorado desconfie da classe política por conta dos escândalos de corrupção que vêm ocorrendo em sucessivas administrações e legislaturas. Mas a generalização é sempre injusta e perigosa. Governos e parlamentos costumam ser a representação fiel da sociedade, tanto nas suas virtudes quanto nos seus pecados. Se os cidadãos não têm uma conduta ética ilibada, não podem exigir integridade de seus representantes.

O dever do eleitor, portanto, é também ser um cidadão decente e participativo, para ter o direito de cobrar lisura e honestidade dos servidores públicos de todos os escalões. O voto, numa democracia, é a garantia de que todos os cidadãos podem opinar, fazer escolhas, decidir o próprio destino. Ao exercer o direito de votar, o eleitor está também assumindo um contrato com os demais cidadãos, de fazer a sua parte na construção de um país melhor para todos.

Bilheteria concorrida na Capital

30 de setembro de 2010 0

Promovido por Zero Hora, o espetáculo do bailarino russo Mikhail Baryshnikov teve 800 ingressos vendidos hoje nas primeiras quatro horas de bilheteria na loja da Oi, do Shopping Praia de Belas. As filas chamaram a atenção de quem passou pelo shopping.

Dona Dora Berger, 74 anos, conseguiu os lugares na plateia alta, às 14h. Os ingressos começaram a ser vendidos às 10h. Satisfeita, ela deixou o balcão já com o próximo sonho na cabeça.

— Adoro ele e tenho muitos DVDs. Quero ver como ele está dançando. Tenho binóculos e não vou perder nada — disse, emendando a torcida pelo próximo evento:

— Nem acredito que ainda vou ver um beatle este ano. Adoro o Paul McCartney.

Uma força-tarefa que não cabe na foto

30 de setembro de 2010 0

Bem que elas tentaram. Mas foi difícil para a colunista Rosane de Oliveira e a editora Dione Kuhn (sentadas, na foto) acomodar todas os jornalistas que trabalharão nestas eleições em uma única foto. Parte da equipe, o pessoal de Brasília, foi colocada em telas de computador.

O repórter-fotógrafico Jefferson Botega se esforçou. E o colega Jean Schwarz registrou. O resultado, o leitor vai conferir na carta do editor deste domingo.

A arte de vender notícias

30 de setembro de 2010 2

No dia do jornaleiro, ZH faz uma homenagem a todos os vendedores de notícias do Grupo RBS.

O estudante de Jornalismo e auxiliar de Redação, Luan Ott, 20 anos, conversou com um dos campeões de vendas de jornais na Capital, o jornaleiro Ruben dos Santos Araújo, 40 anos, 24 deles no Grupo RBS. Confira:

O dia começa cedo para Araújo. Às 3h30min, o despertador toca e adianta a rotina: vender a notícia. Para isso, pega sua bicicleta, segue para seu ponto, a Rodoviária da capital, e oferece exemplares de Zero Hora e Diário Gaúcho, que recém saíram das rotativas a motoristas e pedestres. Assim como Araújo, duzentos jornaleiros integram a equipe que levam ao leitor as principais informações.

— Trabalhamos em cima de pontualidade e marketing, anunciando nossos produtos e promoções. O método de trabalho é encarar um dia após o outro — resume.

Nesta quinta-feira, a equipe comemora o Dia do Jornaleiro com trabalho, expondo 2 mil edições de ZH e 24 mil de DG. A festa ocorreu na quarta-feira passada, quando os funcionários foram recepcionados com churrasco e participaram de um campeonato de futebol. Além disso, os destaques deste ano foram condecorados com certificados de reconhecimento.

— Eles têm uma rotina aplicada e que exige muita disciplina. Acordar de madrugada, pegar o ônibus e entre as 5h30min e as 6h começar a vender o jornal debaixo de sol e chuva não é fácil. Temos que tirar o chapéu para esses caras — avalia o coordenador de Venda Avulsa, Alexandre Ferreira.

Tietagem jornalística

30 de setembro de 2010 0

 

Ernesto Paglia, 51 anos, 31 de Rede Globo, passou por Rio Grande para o projeto JN no Ar e não escapou da tietagem jornalística. Correspondente internacional, com cobertura de guerras, Olimpíadas e Copas do Mundo no currículo, o jornalista esbanjou simpatia, porém sem jamais perder o foco: precisava entregar sua matéria de três minutos ao Jornal Nacional.

O correspondente de ZH Guilherme Mazui acompanhou a reportagem e contou:

 

A cada ponto de parada na cidade, Paglia recebia elogios, súplicas e a ajuda de ilustres desconhecidos. Educado, ouvia, respondia e explicava que precisava seguir viagem. Sempre elegante.

Atento, com bloco e caneta ao menos no bolso da calça, puxava as armas a cada sacada. Seu repórter cinematográfico, o passo-fundense Lúcio Rodrigues, e o restante da equipe mostraram entrosamento. Trocavam poucas palavras. Por olhares, um acionava o trabalho do outro.

Na parada para o almoço, churrasco e causos de antigas coberturas, de impressões de outras cidades visitadas pelo Brasil. No Amazonas, o jornalista recebeu um boto empalhado de presente. O regalo não coube no avião, teve que ser doado.

Tenho 22 anos. Quando nasci, conta Mazui, Paglia já perambulava pelo mundo em grandes coberturas. Acompanhar seu trabalho serviu de aprendizado. O foca só observa, anota e, quando possível, emplaca as perguntas. Em uma delas, nada jornalística, o pedido de foto. Um momento tiete.

Entram na foto eu (bem à esquerda!), mais a turma da RBS local: o marketing Rafael Almeida, o cinegrafista Roger Albernaz e o repórter Maurício Gasparetto. O clique é gaúcho, de Lúcio Rodrigues.

Amanhã em ZH, veremos se aprendi alguma coisa com Ernesto Paglia.

Conheça os bons vinhos da safra 2010

30 de setembro de 2010 1

Mais de 750 pessoas que estiveram presentes na 18ª Avaliação Nacional de Vinhos, em Bento Gonçalves, se  surpreenderam com a qualidade da bebida degustada.

O caderno Gastronomia esteve no evento e conta nesta sexta-feira qual foi a impressão dos degustadores sobre as 16 amostras selecionadas entre as 260 inscritas por 55 empresas vinícolas.

Santa-marienses no bar da Redação

30 de setembro de 2010 0

Não existe um censo, mas é certo que há santa-marienses espalhados por todas as redações do Grupo RBS, muitos deles na de Zero Hora.

Na terça, três jornalistas de Santa Maria se reencontraram num bate-papo descontraído no bar da Redação de ZH. A motivação foi a visita da editora de Esportes do Diário de Santa Maria, Thaise Moreira (na foto, à direita), que esteve em Porto Alegre para participar de workshop, e aproveitou a oportunidade para colocar assuntos em dia com os ex-colegas de Diário Bruna Porciúncula, que atua nos cadernos de bairro de ZH, e Diego Borges, há quatro meses na equipe de ZH.

Os riscos da reportagem policial

30 de setembro de 2010 0

Os estudantes de Jornalismo que atuam em ZH tiveram esta semana mais um encontro reservado com profissionais do jornal. Aluna da PUCRS, Schariane Kozak, 20 anos, é quem conta como foi a tarde de dicas sobre o jornalismo policial.

Pé por pé, com a cautela de um estrangeiro em território desconhecido, os estudantes se acomodaram na sala VIP do sétimo andar. A palestra desta semana foi digna de um ambiente especial. Débora Dalcin Rodrigues, advogada do departamento jurídico responsável pelas redações do Grupo RBS, e Marcelo Ermel, editor assistente de Geral, conversaram com os jovens sobre um tema que assusta muitos futuros jornalistas: as armadilhas jurídicas em notícias de polícia e trânsito.

Com o copinho de café ou a taça de água mineral em mãos (só na sala VIP), os estudantes escutaram atentos às dicas dos profissionais sobre pequenos descuidos como um nome escrito errado ou um número trocado que podem causar uma grande dor de cabeça tanto para a empresa, como para o repórter.

Diante dos olhares assustados dos estudantes, Ermel tentou acalmá-los:

— Se fizermos um bom trabalho, buscando o máximo de informações para construir a verdadeira história, não temos com que nos preocupar. A Débora dará um jeito — brinca o editor.


Para a surpresa dos estudantes, os palestrantes mostraram que as pequenas publicações são as que geram grandes problemas, geralmente quando a apuração dos fatos é feita com rapidez. Por isso, tanto a advogada quanto o jornalista ressaltaram a importância de checar as informações, escolher as palavras certas e guardar consigo documentos, relatos e anotações que comprovem o que está escrito na matéria. Para Débora, esses cuidados são indispensáveis quando se faz um jornalismo de qualidade:

– Confio no trabalho dos nossos repórteres e por isso os defendo. É claro que podem cometer um equívoco. Nesses casos, corrigimos o erro imediatamente. Esse é o preço da credibilidade.

Como foi a chegada do JN no AR ao Estado

30 de setembro de 2010 1

Os jornalistas do quadro do Jornal Nacional, JN no Ar, estão na região sul do Estado para encerrar a série de reportagens pelo país sobre as eleições 2010. Eles chegaram por volta da 0h50min ao aeroporto de Pelotas.

A cidade de Rio Grande foi a escolhida para encerrar o roteiro pelo país e a presença de Paglia gerou expectativa na cidade. Desde o anúncio do destino, os rio-grandinos buscam a sede da RBS TV para tentar um contato com o jornalista, sugerindo atrações ou relatando problemas do município por telefone ou por cartas levadas pessoalmente à redação.

O primeiro desembarque de Paglia em Rio Grande foi no Sport Club Rio Grande, o time mais antigo do pais, com 110 anos. No local, o jornalista e sua equipe conversaram os jovens que formam as categorias do base da equipe rio-grandina e seus pais.

O correspondente de Zero Hora em Pelotas, Sancler Ebert conta como foi a chegada da equipe:

” A equipe fará a entrada ao vivo de Pelotas. Eles vão às 8h para Rio Grande e retornam às 15h. A editora e o técnico ficam em Pelotas e a edição será feita no hotel. Em Rio Grande, a equipe deve se dividir em duas: a produtora e um cinegrafista vão para um lado e o Paglia e outro cinegrafista para outro.

Aproveito para contar que o jatinho por dentro é maravilhoso (sim, eu entrei!) e possui lembranças que a equipe ganhou por todo Brasil, um colorido só, que estava mais especial nesta quarta em virtude do aniversário da comissária de bordo. Tinha até letreiro de Parabéns colado! Paglia chegou cansado, mas deu entrevista e foi gentil com a equipe.”

A 27ª e última edição do quadro vai ao ar no Jornal Nacional de hoje, que começa às 20h.

Repórter de ZH entre os mais premiados do país

30 de setembro de 2010 1

Sessenta anos, 27 de Zero Hora, oito livros, 38 distinções. É essa trajetória que levou Carlos Wagner a mais um lugar de destaque na carreira. Nesta quinta-feira, o veterano de ZH estará em São Paulo para receber a homenagem que a newsletter Jornalistas&Cia dispensará aos 15 repórteres mais premiados do Brasil.

Além de multipremiado, Wagner é um pioneiro. Levam sua assinatura algumas das mais inovadoras reportagens já produzidas no país. Em 1993, ele perfilou, um a um, os magnatas da jogatina clandestina no Estado. Em 1995, mapeou o Brasil de Bombachas, refazendo a trilha dos gaúchos que migraram e fizeram prosperar a imensa fronteira com os vizinhos países de fala castelhana.

Com suas reportagens, Wagner provocou a prisão de cafetões que exploravam índias adolescentes nas reservas gaúchas, na série de reportagens Índias Prostituídas, e adquiriu carteira de motorista em nome de morto para mostrar a corrupção vinculada ao Detran. Percorreu o país de Norte a Sul e de Leste a Oeste, entrevistando garimpeiros, pistoleiros, sem-terra ou engravatados.

Quem é ele? Confira no vídeo abaixo.