A agressão da correspondente americana Lara Logan no Egito está gerando discussão sobre riscos da profissão para mulheres. O blog Jornalismo das Américas destaca o assunto nesta sexta-feira, informando que o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) divulgou um comunicado em que se declara “alarmado” com o ataque a Logan enquanto ela cobria as celebrações pela renúncia do presidente Hosni Mubarak.
Além de elogiar os jornalistas que “trabalham nas circunstâncias mais adversas”, o Clube Nacional da Imprensa pediu às autoridades do Egito que investiguem o ataque a Logan e levem os responsáveis a julgamento. A jornalista foi sexualmente agredida por um grupo de pessoas no Cairo, no dia 11 de fevereiro, informaram a agência AFP e o Washington Post.
Em 2007, a revista Columbia Journalism Review discutiu os abusos sexuais contra correspondentes internacionais e destacou que, com frequência, as agressões sexuais contra repórteres não são denunciadas.

