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Posts de março 2011

Você concorda com o editorial que critica a posição do deputado Bolsonaro?

31 de março de 2011 4

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Comentários enviados até as 18h de sexta-feira serão selecionados para publicação na edição impressa. Clique aqui e participe!

O DISCURSO DA INTOLERÂNCIA

Conhecido mais pelo rechaço a avanços elementares na área de direitos humanos, pela defesa das ditaduras e por uma indisfarçada homofobia do que pelos resultados de sua atuação parlamentar, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) está diante da maior reação popular e de seus próprios pares na Câmara já provocada por uma de suas declarações. Ao ser questionado em recente programa de televisão pela atriz, cantora e apresentadora Preta Gil sobre como reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra, o deputado fez um comentário chocante, que desencadeou manifestações imediatas de pessoas ofendidas e até uma ação por quebra de decoro parlamentar que, em tese, poderia inclusive custar-lhe o mandato. No seu já conhecido estilo agressivo, o militar voltou a usar sua condição de parlamentar para difundir preconceitos e para reafirmar o desprezo pelos direitos humanos. Vivemos numa democracia, a Constituição brasileira garante a qualquer pessoa dizer o que quiser. Ninguém pode impedir o senhor Bolsonaro de falar. Só não é justo que, protegido pelo instituto da imunidade, não responda por seus atos como os demais brasileiros.

A resposta destemperada do parlamentar acabou sendo multiplicada pela mídia e pelas redes sociais, tornando-se de imediato um dos temas campeões de comentários: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”. Diante da reação de colegas, que se apressaram em encaminhar o caso à corregedoria e ao Conselho de Ética da Casa, que insistem em levá-lo à Comissão de Constituição e Justiça e pretendem até mesmo pedir sua destituição da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o acusado recorreu ao sarcasmo que o manteve impune reiteradas vezes: “Com que moral vão me cassar aqui?”. Mas, para o grande público, alega ter entendido que a pergunta se referia a gays, não a negros. Tenta, ainda que escorado em outro evidente preconceito, livrar-se de uma provável acusação de racismo, que é crime tipificado em lei.

Independentemente das versões e das tentativas, de um lado, de atenuar a gravidade das declarações e, de outro, de transformá-las em bandeira na luta por diferentes causas na área de direitos humanos, o fato é que o caso apenas chama a atenção para a banalização desse tipo de ocorrência. O deputado, que vem se reelegendo sucessivas vezes, representa uma parcela importante da sociedade, sempre disposta a boicotar qualquer avanço na área de direitos humanos. Ainda assim, são inaceitáveis agressões explícitas a minorias, mesmo quando envolvem questões ainda não tipificadas legalmente como crimes.

A mesma Constituição que assegura a livre manifestação define a prática de racismo como crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão. E a imunidade parlamentar não pode servir para acobertar esse tipo de abuso. Tão importante quanto punir, porém, como adverte o ex-deputado federal Fernando Gabeira, é apostar em ações de conscientização permanente, que ajudem pessoas como Jair Bolsonaro e outras com visão de mundo semelhante a encarar os seres humanos, não importa quais, sem prejulgamentos, sem preconceitos e sem radicalismos.

Simpósio Internacional de Jornalismo Online será transmitido ao vivo

31 de março de 2011 0

Mais de 200 jornalistas, executivos de mídia e acadêmicos de pelo menos 14 países estão registrados no 12º Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ, na sigla em inglês), que acontece nos dias 1 e 2 de abril de 2011, na Universidade do Texas, em Austin. Os dois dias de discussões também podem ser acessados via transmissão ao vivo aqui.

A editora de Zero Hora, Marlise Brenol, estará no evento e enviará boletins.

Entre os palestrantes estão Vivian Schiller, ex-presidente da NPR e ex-gerente geral do NYTimes.com, Meredith Artley, vice-presidente e editora-chefe do CNN.com; Madanmohan Rao, editor do The Asia Pacific Internet Handbook, da Índia, e Warren Webster, presidente da Patch Media. Os painéis contarão com apresentações de membros das principais organizações de mídia de todo o mundo, incluindo a BBC News, The New York Times, Washington Post, The Daily, e Grupo Reforma do México.

Para o evento, viajarão a Austin participantes de todo os Estados Unidos, Canadá e países da África, Europa, Ásia e América do Sul. Entre os países representados estão Argentina, Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, México, Noruega, Peru, Portugal, Serra Leoa, África do Sul, Espanha, Suécia e Tailândia.

O evento anual tem sido organizado desde 1999 pelo professor Rosental C. Alves, catedrático Knight de Jornalismo Internacional e diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas.

Teste ZH: do Lami ao Centro da Capital

31 de março de 2011 0

A viagem experimental entre zona sul e centro da Capital realizada hoje por uma comitiva da Prefeitura testou uma possibilidade futura de transporte alternativo aos porto-alegrenses.

Pensando na prática do deslocamento dos usuários, Zero Hora percorreu de carro e de ônibus o trajeto zona sul-centro para fazer um comparativo com o trajeto proposto para a nova rota hidroviária de transporte de Porto Alegre.

Luz e ação!

31 de março de 2011 0

A cor lilás que saía do estúdio de fotografia da Redação esta semana chamou a atenção. Não é comum o uso de filtros coloridos para os refletores jornalísticos. Mas a modelo mereceu. Acomodada na cadeira com asas de borboleta, a artista plástica Zoravia Bettiol. Ela é a entrevistada de Fernanda Zaffari neste domingo e ganhou a reportagem especial do caderno Donna.

Para retratar uma das mais ativas militantes das artes plásticas no Estado, o editor de fotografia de ZH Ricardo Chaves foi entrando no clima aos poucos. Acompanhou a maquiagem, conversou, trocou ideias e produziu o ensaio que, no caderno, recebeu a intervenção do artista multimeios Chico Baldini.

O trabalho descontraído no estúdio de ZH resultou em belas fotos…

Durou mais de três horas, teve os bastidores registrado por Genaro Joner … e terminou com integração total entre a modelo e o seu fotógrafo.

clicRBS com cara de Páscoa

31 de março de 2011 0

O internauta do clicRBS vai poder enviar ideias para a criação de um fundo exclusivo para a capa do portal com o tema Páscoa. Para participar da promoção, basta enviar um desenho, uma arte, uma imagem ou uma ilustração mostrando como a capa do clic poderia ficar nesta Páscoa. O prazo vai até o dia 7 de abril, ao meio-dia.

A ideia vencedora, escolhida com critério da criatividade, ficará disponível no portal e poderá ser usada pelos usuários para personalizar o portal.  Somente uma ideia será selecionada.

O vencedor vai ganhar um Ipod Shuffle, além de ver a sua criação na home do portal. O fundo com a temática vencedora será oferecido a todos os internautas do clicRBS com as outras opções já disponíveis, como na imagem abaixo.

Os leitores que usam o Ipad podem acessar a promoção pelo site www.clicrbs.com.br/promocoes

Fotógrafo de ZH vence prêmio nacional

30 de março de 2011 0

O repórter fotográfico de Zero Hora, Tadeu Vilani, conquistou nesta quarta-feira o primeiro lugar do Prêmio Conrado Wessel. O ensaio, feito durante reportagem sobre a transferência de moradores da Vila Dique, em Porto Alegre, arrebatou os jurados.

A Fundação Conrado Wessel escolheu a reportagem fotográfica composta por 15 imagens em Preto e Branco que expõe a interação dos moradores com restos de molduras de televisores velhas.

O fotógrafo foi escolhido entre 207 profissionais inscritos no concurso, que abordou a temática “O Brasil e os Brasileiros”.  Cerca de 100 fotos dos ensaios dos finalistas serão publicadas no livro da Fundação Conrado Wessel e expostas na noite da premiação, no dia 13 de junho, na Sala São Paulo, na Capital paulista.


Enviados especiais da RBS ao Egito, Líbia e Japão conversam com alunos de Comunicação na Famecos

30 de março de 2011 0

Uma interessada plateia se reuniu esta manhã no auditório da Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS para um bate-papo especial com os jornalistas da RBS que atuaram este ano em coberturas no norte da África e no Japão.

Estudantes de Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas ocuparam cadeiras e corredores do teatro, além de uma sala extra,  para assistir aos depoimentos de Luiz Antônio Araujo, Humberto Trezzi, Rodrigo Lopes e Daniel Scola (na foto, da esquerda para a direita)

Professores, ex-alunos e profissionais de comunicação também participaram do evento, cuja abertura foi feita pelo diretor-geral de produto do Grupo RBS, Marcelo Rech.

Luiz Antônio Araújo, editor de Cultura de ZH, deu início ao bate-papo relatando a experiência de cobrir a revolução que derrubou Hosni Mubarak, no Egito, em fevereiro.

Rodrigo Lopes deu sequência à palestra contando sobre a atuação na crise na Líbia, em fevereiro. Como repórter multímida, não poderia deixar de apresentar a vivência no país árabe por meio de fotos, mapas e vídeo.

Humberto Trezzi, também enviado à Líbia, relatou as dificuldades de correspondentes no Exterior. Entre os principais obstáculos, mencionou a impossibilidade de se comunicar em países que se encontram em crise. O repórter especial de ZH lembrou que, sem internet e celular, não adianta de nada o jornalista estar no front. Trezzi ainda arrancou risos contando com bom humor o incidente que teve durante a cobertura.

Ao fugir de um bombardeio, o carro em que estava com outros correspondentes, acabou colidindo. O resultado foi um ferimento no olho.

— Não enxergo muito bem ainda, mas tá tudo tranquilo — disse o repórter.

Por fim, Daniel Scola fez uma paralelo de duas coberturas semelhantes: o terremoto no Chile, em 2010, e o recente terremoto no Japão. Scola lembrou que um repórter deve estar sempre preparado.

A cobertura online do evento pode ser conferida no site Eu Sou Famecos, e você pode conferir a íntegra abaixo:

Diário de repórter (1)

30 de março de 2011 1

Começa hoje o relato de uma das experiências mais ricas para um jornalista.   Lari, como é chamada na Redação de ZH,  participa de um intercâmbio e vai trabalhar por seis meses no Washington Post, de onde promete mandar notícias e bastidores do treinamento.


Por Larissa Roso

Washington me recebeu com temperatura perto de zero. Devido a contratempos, minha mala chegou só 24 horas depois. Mas nada de confusão nos dias seguintes.

Já conhecia — e adorava — a cidade. Até o final de semana, eu e os outros seis jornalistas do programa Alfred Friendly Press Fellowships – que traz estrangeiros para trabalhar em redações americanas por seis meses – estamos passando por um treinamento. Na semana que vem, cada um vai para o seu jornal, em outras cidades.

Sou a única do grupo que já está “em casa” porque fico no Washington Post – uma honra e uma alegria imensas, indescritíveis, por se tratar de um dos jornais mais respeitados do mundo. Moro em uma casinha linda, tipicamente americana, em Tenleytown, bairro próximo a American University.

A atividade mais legal até agora foi na terça-feira: fomos para as ruas com a missão de entrevistar três estranhos e escrever um perfil sobre cada um deles. Ótimo exercício para quebrar o gelo. Amanhã, está prevista nossa participação em uma coletiva de imprensa no Departamento de Estado — adoraria encontrar Mrs. Hillary Rodham Clinton por lá! — e, na sexta, uma matéria sobre um dos eventos que mais atrai turistas para a cidade: a floração das cerejeiras (cherry blossoms). É belíssimo!

Sejam bem-vindos a Washington e, logo, logo, ao Washington Post!

Abaixo, a turma de jornalistas estrangeiros, é claro, reunidos pela brasileira:

A partir da esquerda: Emal Haidary (Afeganistão), Aatekah Mir (Paquistão), Segun Adeoye (Nigéria), Wangui Maina (Quênia), eu, o professor Gary Weaver e Hee Jin Park (Coreia do Sul) no intervalo de uma das aulas na Georgetown University.

Zero Hora na Índia

30 de março de 2011 0

A editora de Educação de Zero Hora, Ângela Ravazzolo, levou até Nova Delhi as ideias e ações que fazem de Zero Hora um jornal jovem. Além de apresentar suplementos como o Kzuka e Vestibular, a editora mostrou no Young Reader Summit, promovido por World Association of Newspaper and News Publishers (WAN IFRA), como ZH se empenha em ter uma personalidade jovem em todo o jornal, fazendo conexão com os jovens em todas as páginas do jornal.

O evento reuniu representantes de jornais de diferentes regiões da India, além da Indonésia e de outros países da Ásia.  Zero Hora foi apresentada na segunda-feira (28).

Os editores presentes ao evento conheceram iniciativas como o Clubinho, Conselho Mirim, Para o seu Filho Ler, além de páginas com design bonito, como as do Jornal da Copa de 2010 na Africa, capas do Nosso Mundo, Viagem, capas de ZH e Segundo Caderno.

E, ao final, Ângela atendeu editores ainda curiosos por ZH:

— Muitos jornalistas vieram falar comigo, fazendo perguntas e elogiando muito as iniciativas de ZH para atrair jovens leitores. Eles acharam o jornal bonito, very friendly to the reader, fácil de manusear e de ler.

Encontro com estudantes na PUCRS

29 de março de 2011 0

Jornalistas do Grupo RBS vão contar aos estudantes de Comunicação gaúchos as recentes experiências no Exterior como correspondentes na Líbia, Japão e Egito. O encontro está marcado para esta quarta-feira, na PUCRS, no auditório da Famecos, a partir das 10h.

O evento é gratuito e aberto aos estudantes interessados (sujeito a lotação do local). As revoltas nos países árabes serão tema do bate-papo com os enviados especiais Humberto Trezzi, Rodrigo Lopes e Luiz Antônio Araujo. Sobre a cobertura da catástrofe no Japão, Daniel Scola vai contar como é o dia a dia de trabalho nas zonas de risco. Na pauta da conversa, as dificuldades para a comunicação, o envolvimento ético com a notícia, o olhar apurado em campo e a cobertura multimídia.

Daniel Scola

Daniel Scola, 35 anos, é repórter da RBS TV e da Rádio Gaúcha. É formado em jornalismo pela Universidade de Caxias do Sul com mestrado em Jornalismo Internacional pela Universidade de Cardiff, UK. Participou de coberturas internacionais pela RBS, entre elas as duas últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos. Recentemente, passou sete dias no Japão na cobertura da desvastação no país após um terremoto.

Humberto Trezzi

Humberto Trezzi, 48 anos, é repórter do jornal Zero Hora há 22 anos. Formou-se em 1984 na Famecos (PUCRS). Participou de coberturas internacionais na Angola (1996), Colômbia (2003), Timor Leste (2004), Haiti (2005), Bolívia (2008), Chile (2010) e Equador (2010). Esteve durante 10 dias no Oriente Médio, cinco deles na Líbia. Percorreu por terra 1,5 mil quilômetros até a capital dos rebeldes líbios, Benghazi, para fazer a cobertura de como vive a parte daquele país sem governo.


Luiz Antônio Araujo

Luiz Antônio Araujo, 43 anos, é editor de Cultura e repórter especial do jornal Zero Hora desde 2009. Enviado pelos veículos da RBS ao Paquistão, cobriu a guerra do Afeganistão em 2001. Em fevereiro de 2011, foi enviado ao Egito para cobrir a revolução que derrubou Hosni Mubarak, permanecendo por quatro dias no Cairo. Formou-se pela Universidade Federal de Santa Maria em 1987.

Rodrigo Lopes

Rodrigo Lopes, 32 anos, formou-se em 2003 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É jornalista multimídia do Grupo RBS, onde trabalha há 15 anos. É repórter da RBS TV, colunista de assuntos internacionais de Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha. Como enviado especial, tem mais de 20 coberturas internacionais, entre elas a catástrofe do furacão Katrina, a Guerra do Líbano, o terremoto no Haiti e o resgate de mineiros no Chile. Em fevereiro de 2011, cobriu a crise na Líbia. Foi o primeiro jornalista de rádio do Brasil a transmitir ao vivo de dentro do país de Muamar Kadafi.