Inovação, criatividade, novas plataformas e relacionamento com redes sociais foram os assuntos predominantes no primeiro dia do Simpósio Internacional de Jornalismo Online. Pela manhã as discussões estiveram centradas nos motivos para as empresas de mídia acreditarem no fortalecimento da sua função social. Da Noruega veio o exemplo de como a produção online pode ser rentável.
Ex-presidente da NPR, Vivian Schiller (foto) foi das palestrantes mais aplaudidas no encontro. Schiler compartilhou a experiência com conteúdos em áudio e apostou em um cenário otimista.
— O rádio digital em carros vai mudar tudo. Nós seremos "usurpados" pela tecnologia
A experiência do Dallas Morning News foi apresentada pelo Mark Medici, diretor de desenvolvimento de audiência do jornal. Medici reforçou o quão importante é para um jornal manter a identidade.
— Seja você mesmo e acredite na sua marca. O mundo mudou e você precisa inovar. Se você esquece de inovar, é esquecido pelo público.
Do México, Jorge Meléndez apresentou um modelo de jornalismo com conteúdo pago que funciona há 10 anos. O Grupo Reforma cobra pelos conteúdo impressos e online e obtém um retorno positivo.
— Não tem rejeição porque nossa operação de cobrança começou em 2002, então naquela época não havia tanto compartilhamento (em redes sociais). E funciona muito bem até hoje.
Na Noruega, o grupo Schibsted alterou sua base financeira de impresso para online. Eivind Thomsen ressaltou que os jornais impressos são populares, mas registram uma queda em circulação. A razão seria o amplo acesso online em banda larga, 111% de uso de rede móvel e a penetração do Facebook (64%).
Hoje a receita online do Schibsted é de 30%, em 2002 era de 3%. E Thomsen encerrou com um conselho aos jornalistas: "entenda como a sua audiência consome notícias, experimente. Não se apoie em um único modelo de negócio, multiplique possibilidades de receitas e terá sucesso".


