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Editorial: Escolas e professores brasileiros toleram demais a indisciplina em sala de aula. Você concorda?

26 de maio de 2011 21

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Comentários enviados até as 18h de sexta-feira serão selecionados para publicação na edição impressa.

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A TURMA DA BAGUNÇA

Estudo divulgado esta semana pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) revela que as salas de aula brasileiras são mais indisciplinadas do que a média de 66 países avaliados. O levantamento baseou-se em dados colhidos em 2009 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a partir de entrevistas com os próprios estudantes. No Brasil, 67% dos alunos entrevistados disseram que seus professores “nunca ou quase nunca” têm que esperar um longo período até que a classe se acalme para dar prosseguimento à aula. Nos demais países, o percentual médio é de 72%.

O estudo foi feito com alunos na faixa de 15 anos e mostrou que algumas nações asiáticas _ reconhecidas pela cultura da disciplina _ têm percentuais de satisfação entre 89% e 93%. Não surpreende, portanto, que países como o Japão e a China apareçam também na frente nas avaliações internacionais de estudantes. Segundo o estudo, a desordem em sala de aula tem efeito direto sobre o rendimento das turmas.

O relatório da OCDE indica claramente que salas de aula e escolas com mais problemas de disciplina levam a menos aprendizado, pois os professores têm de gastar mais tempo criando um ambiente ordeiro antes que os ensinamentos possam começar. A pesquisa também comprova que os estudantes com aulas constantemente interrompidas têm pior performance do que os frequentadores de aulas com menos interrupções.

A chamada bagunça em sala de aula continua sendo um desafio para os professores e para as escolas. Por motivos diversos, que vão da permissividade do ambiente escolar à falta de respaldo para os mestres, passando por deformações na educação familiar, a indisciplina pode ser apontada como um fator importante do fracasso e do mau desempenho dos estudantes brasileiros. Embora as causas sejam diversas e difusas, elas podem ser atacadas, pois a criação de um ambiente positivo para o aprendizado depende fundamentalmente da relação estabelecida entre alunos e professores.

O próprio estudo da OCDE indica que, quando os alunos são levados a sério pelos mestres, eles tendem a aprender mais e a ter uma conduta melhor. Por isso, cabe ao professor, ao organizar suas atividades, combinar regras e normas que estabeleçam limites para todos. Fica muito mas fácil pedir silêncio quando a plateia entende que está infringindo um acordo. De outra parte, quando uma regra é imposta de forma autoritária, os alunos não se sentem obrigados a cumpri-la. É diferente quando eles têm a oportunidade de conhecer as razões que deram origem à normatização. Mas adolescentes em formação precisam de normas que lhes indiquem limites, sem tolher-lhes a oportunidade de manifestar suas ideias e opiniões.

Mesmo num ambiente liberal e democrático, a autoridade do professor continua sendo indispensável para garantir a todos o direito de aprender. A liberdade e a descontração costumam ser estímulos poderosos para a criatividade, mas não podem ser confundidas com a bagunça tolerada, porque esta atrapalha, desagrega e atrasa.

Comentários (21)

  • Fernanda diz: 26 de maio de 2011

    Sou estudante do terceiro ano do ensino médio e concordo que as salas de aula brasileiras são indisciplinadas, mas o maior problema não são os alunos, e sim que nós possuímos poucos, mas muito poucos professores qualificados e interessados na nossa aprendizagem . A maioria dos professores hoje em dia não sabe despertar o interesse do aluno. Talvez se a educação no Brasil fosse levada mais a sério, sem professores faltando em várias escolas e o estado investindo no futuro do país que somos nós, em vez de aplicar o dinheiro público em kits anti-homofobia isto teria fim! Eu me enquadro na parte disciplinada da turma e sei que tem muitos alunos ótimos, mas que precisam ser valorizados.

  • marcelo diz: 26 de maio de 2011

    Como professor da rede pública estadual e municipal de Caxias do Sul me sinto abandonado. A verdade é essa mesmo, a indisciplina reina nas salas de aulas brasileiras, e infelizmente estamos de mãos atadas. As exigências estão todas em cima da escola e dos professores e estamos aceitando tudo sem resistência nenhuma. Educação é algo em extinção. Famílias desestruturadas mandam seus filhos pra escola sem o mínimo de bom senso e respeito. E como eu ia dizendo, o abandono a classe é a olhos vistos. Então é fácil culpar os professores pela indisciplina, quando temos que matar um leão por dia na sala de aula sem que ninguém tome conhecimento e nem vamos a mídia informar os palavrões e ofensas que ouvimos todo santo dia. Esse é um desabafo de um professor, um professor que como tantos outros sente-se abandonado por tudo e por todos.

  • luiz diz: 26 de maio de 2011

    Os alunos são em aula a imagem e semelhança de suas familias,nada mais.Sabemos que a familia está falida,sem Deus,sem diálogo,uma porcaria,isso na maioria delas,então o que exigir dos jovens?Tais pais,tais filhos,não é isso,então?

  • Angela Ines diz: 26 de maio de 2011

    Concordo que o melhor meio é estabelecer acordos através de uma gestão democrática em sala de aula. Assim posto, parece tarefa fácil, mas só funciona quando o professor tem perfil negociador, domínio de conteúdo, respeita os alunos e demonstra empatia. Por outro lado, mesmo com esse perfil, o grande problema vivenciado e relatado por colegas, ocorre quando alunos com distorção idade/série, em geral mais de um ano de diferença, tentam monopolizar a atenção dos colegas, com idéias, assuntos e comportamentos que despertam interesse, mas que pertencem a outra faixa etária. Também há alunos com graves problemas comportamentais, que desafiam toda e qualquer autoridade, não demonstram interesse em estudar e sentem -se premiados com qualquer tipo de advertência. Alunos de 15, 16 anos cursando quinto, sexto ano não são raridade e essa situação de repetências seriadas decorre da falta de interesse do alunos, falta de compromisso dos pais e da impunidade. Todos os direitos ao aluno, ao professores, nada.

  • Mariane diz: 27 de maio de 2011

    Sou educadora da Rede Municipal de São Leopoldo e o que tenho a opinar é que a escola é o local de vivência social para muitos alunos. A violência das ruas, dos bairros, parques e praças, faz com que algumas famílias permitam que as crianças/adolescentes saiam de suas casas somente para ir a escola. E na escola além de serem colegas, eles são amigos, confidentes, tem os mesmos gostos musicais, etc. Como nós professores vamos conseguir momentos de silêncio para que sejamos ouvidos? Como fazer com que os adolescentes prestem atenção na explicação seja ela com fotos, vídeos, livros, quadro, ou somente o professor na frente de uma turma que tem toda a tecnologia a seu alcance com redes sociais e milhares de recursos multimídias?!?!?!

    Tudo é mais interessante que a AULA propriamente dita, TUDO vai ser motivo para conversarem, se distrairem, se envolverem… TUDO menos a AULA!

  • josé aroldo diz: 27 de maio de 2011

    A Educação brasileira sofre com a indisciplina nos dias atuais por várias razões primeiro por causa da desobrigação (unilateral) dos pais com o mundo escolar de seus filhos, mandam as crianças a escola como se esta tivesse por obrigação discipliná-lo, coisa que não é a escola que tem que dar o primeiro passo em direção, mas a família é que deve dar a criança os primeiros passos em direção a civilidade. Segundo se há falta de professores, país afora, para dar aulas de disciplinas básicas (matemática, português, física, filosofia e etc…) e as direções das escolas tem que quebrar a cabeça para conduzir um processo educativo no mínimo razoável; que tempo sobra para ensinar as crianças a responsabilidade social que é o respeito e o comprometimento com o processo de ensino de parte do aluno? Por fim creio que parte do desajuste se deve também a razões econômicas, pois os pais e responsáveis acabam esquecendo de que, mais importante que meios, é necessário ensinar a criança que o respeito com seu semelhante é mais importante e que a disciplina em sala de aula demonstraria isso.

  • elisangela diz: 27 de maio de 2011

    Sempre existiu e vai continuar existindo indisciplina em sala de aula. O que cabe ao professor é usar novos metodos de ensino se reciclar.Os professores se sentem ofendidos e não fazem nada para mudar essa situação.A pergunta deveria ser porque as crianças não gostam da sala de aula? Poderia responder: os professores só gritam e ofendem em sala de aula,as aulas são cansativas, é sempre a mesma coisa , não há inovação, não existe motivação para as crianças estarem na sala de aula. Uma sugestão incentivem jogos escolares, envolva a escola e os alunos, formem uma banda na escola. Façam atividades que possam desenvolver as crianças, fazer aulas de reforço para ajudar os que tem dificuldades. Professor você dá aula atualmente dá mesma forma hoje do que quando começou a lecionar ?

  • Milton Juarez diz: 27 de maio de 2011

    Não concordo, acredito que nenhum professor saia de casa com este pensamento
    afinal de contas são profissionais mesmo mal remunerado em algumas areas, o estado sim que é relapso nas suas atribuições com a educação, entra governo
    sai governo e o problema continua, a indisciplina do aluno vem de casa não
    educado pelos pais, e acabam descarregando na sala de aula, por outro lado
    a cada ano que começa sempre faltam professores em sala de aula e isto certamente agrava o problema, sem contar escolas em péssima condições.

    Milton Juarez Furtado
    Porto Alegre RS

  • SERGIO diz: 27 de maio de 2011

    O que ocorre nas escolas brasileiras em termos de disciplina é lamentável sob todos aspectos. Os professores simplesmente não tem mais nenhum controle sobre a gurizada da era das drogas, dos filhinhos de papai, dos emos e por aí vai. Sabem aquela fábula de entregar as chaves do galinheiro para a raposa? É exatamente este cotidiano que vivem nossas escolas.

    Sergio Luiz Petry da Silveira – Porto Alegre – RS

  • Dani diz: 27 de maio de 2011

    Eu concordo. Sou pedagoga e os professores hoje se omitem diante de alunos mal educados e bagunceiros. Hoje, se um professor tenta colocar disciplina, é punido pelos pais e pelo Ministério Público.. A educação hoje está como está pelo simples fato de os pais acharem que a escola deve educar e a escola achar que os pais que devem dar a base, o que é o correto. Para a coisa funcionar não precisa de seminários, somente punição. Se o aluno atrapalha em aula, deve ser retirado da sala; se o aluno estraga algo, deve pagar o conserto ou mesmo consertar, se o aluno agride outro, ou mesmo agride um professor, deve ser expulso. Chega de passar a mão na cabeça de crianças e jovens sem limites, chega de deixar os alunos tomarem conta. O salário de professor é deplorável, mas se ele não está satisfeito, procure outra coisa. Sei o quanto é desafiador enfrentar uma sala de aula, mas se não começarem a colocar freios e punir quando deve, a coisa vai piorar cada vez mais.

  • patricia diz: 27 de maio de 2011

    Como professora da rede pública, que educa com todo o carinho diariamente muitos “filhos do crack”, acho um absurdo ainda me deparar com esse tipo de editorial. Os jornais vão conseguir tornar ainda mais insuportável essa profissão logo, logo. Os números já indicam queda na procura pela profissão de professor. Que adolescente vai sonhar em prestar vestibular para ser professor? É muito rasteiro colocar a culpa no magistério. O problema da indisciplina passa por múltiplos aspectos. Eu tenho muitos alunos pequenos, filhos de adolescentes que estão preocupadas com outros assuntos e muito pouco com a educação dos filhos. As avós é quem acabam educando como podem, o que também acarreta em muita permissividade que vem de casa. Você é pago para alfabetizar e precisa educar crianças com uma série de problemas de socialização. Isso é um desafio, e nós conseguimos grandes vitórias diariamente. E mesmo com tudo isso, muitas salas de aula são disciplinadas sim, mas a custo de um trabalho intenso do professor. A ZH achar que está ensinando o professor a fazer “acordos” com a turma é simplesmente patético, pois os acordos são estabelecidos desde o início do ano, tanto dentro da sala de aula quanto com o restante da escola. Não é por aí que conseguiremos abordar a indisciplina por uma perspectiva mais realista.

  • vera diz: 27 de maio de 2011

    Os professores,neste belo Brasil,perderam o poder de disciplinar devido o ECA-Estatuto da Criança do Adolescente- se passa aos jovens apenas os direitos esquecendo de mostrar que também existe o dever e a obrigação. Desta forma tanto pais quanto professores falham e ai já sabemos os resultados: baguça, desrespeito,violência e obviamente baixo desempenho. Além disso a falta de participação da “família” que muitas vezes prefere jogar para escola a responsabilidade de EDUCAR E ENSINAR,o que é impossível já que temos variações culturais ,econômicas e sociais num mesmo ambiente.

  • Aida diz: 27 de maio de 2011

    Olá! Sou Professora e já trabalhei em diversas escolas públicas e privadas e discordo que exista uma tolerância com a indisciplina, a meu ver existe sim uma falta de avaliação de perfil por parte dos professores. Atualmente para mediar uma sala de aula com mais de 30 alunos é preciso coragem, alegria e comprometimento com a motivação dos alunos! Exige muito esforço, muita pesquisa e interesse pelo que motiva as crianças e jovens de hoje, exige investimento em formação continuada para que possamos aprender a ler os alunos, mas vale muito a pena! lembrando que quem escolhe ser professor escolhe ser um mestre, orientador, mediador e não um ditador ou mero “falador “de conceitos, fórmulas e teses!Quando professores e direção estabelecem metas de motivação e investimento na aprendizagem a indisciplina deixa de ser necessária como uma forma de chamar a atenção que os alunos necessitam. Já tive o prazer de receber turmas rotuladas como indisciplinadas e que ao longo do ano com o investimento em seus potenciais e com o apoio da direção e em alguns casos, das famílias, conseguimos mudar a imagem de indisciplina e falta de respeito. Como dizia “Paulo Freire” a queixa é uma forma de acomodação, não vamos nos queixar das famílias, da falta de estrutura, da falta de apoio que incomoda vamos buscar transformar a situação a favor dos alunos, da qualidade de nossas aulas e de uma aprendizagem efetiva. Se o índice de atenção está baixo cabe a nós mobilizar a comunidade escolar para virar o jogo da indisciplina!

  • Eloi da Rosa diz: 27 de maio de 2011

    Não concordo,mas se os professores tomarem uma atitude drástica e disciplinadora, exigindo respeito, poderão,inclusive, ser demitidos e hoje , infelizmente o errado é o certo,pelo menos nos livros do Mec.Vejam os jovens militares de D Pedrito,o que fizeram com nosso hino.Existe uma articulação de desmoralização das Instituições, o mau exemplo vem de cima, é só assistir aos noticiarios e ver a corrupção no Executivo, Legislativo e Judiciário.Cheios de mau exemplos, o que esperar dos mal educados jovens???

  • Nédia Ávila diz: 27 de maio de 2011

    Trabalho em escolas públicas municipal e estadual há mais de vinte anos e vejo esta questão como reflexo e resultado da permissividade que existe hoje dentro das famílias. A indisciplina, o não respeito às regras e às pessoas só acontece onde se tenha um ambiente que permite isso. Desta forma, tanto na família quanto na escola este fato ocorre porque é permitido; talvez não uma permissão explícita, mas, como se vê muito: “vou fazer de conta que não vi, senão vou me incomodar…” Falta envolvimento de muitos professores nesse sentido (e pais também!) favorecendo a cultura do “não dá nada!”
    É necessário, sim, o envolvimento, a cobrança, a determinação de limites; tanto dentro de casa quanto na escola. Muitos pais chegam perante os professores e falam que não podem mais com os filhos, cobrando dos professores e da escola uma tomada de atitudes que eles, pai ou mãe, deveria ter tomado há tempos! A escola hoje está sobrecarregada de obrigações, e é vista pela maioria como a salvadora da pátria! Mas e as condições para que isso aconteça realmente? E a motivação para que os profissionais desta área realmente busquem a transformação? O magistério deixou de ser vocação e tornou-se profissão há muito tempo, pois os alunos exigem cada vez mais uma maior especialização e atualização dos professores para ser possível acompanhar a evolução dos jovens e das tecnologias. E como fazer isso com o mísero salário que recebemos e com o mínimo tempo que dispomos?

  • MORGANA WILKOMM diz: 27 de maio de 2011

    Já é de tempos que a educação em nosso país está em crise. E não pensem que é somente as escolas de nível básico e médio que sofrem com a indisciplina de seus alunos, que ainda estão em fase de crescimento, ou seja, ainda estão internalizando princípios e construindo a sua personalidade. Sou acadêmica do 5º Semestre do Curso de Administração, e infelizmente, a sala de aula de uma Instituição de Nível Superior, também é palco da indisciplina. É uma vergonha que futuros Administradores, futuros Gestores, não respeitem sequer o espaço que está os preparando para a vida, quanto menos os professores que dedicam o seu tempo à nos, meros estudantes em busca de um futuro melhor. Mas, como dizem: “educação vem de berço”. Se uma criança crescer sem regras, sem limites e sem intervenções no momento certo, é natural que ela se torne um adulto infrator das boas maneiras. E se as escolas e professores continuarem a tolerar os problemas decorrentes da indisciplina de seus alunos, a bola de neve vai continuar crescendo, e se ninguém tomar uma atitude drástica, o que será do Brasil amanhã? O que me indigna são os nossos governantes, que ao invés de reverter essa situação investindo em educação, ainda cogitam a hipótese de distribuição de um livro contendo erros de português! É lamentável, mas é a mais pura realidade.

  • Antonio Carlos diz: 27 de maio de 2011

    Trabalho em uma escola municipal e percebo que os alunos que apresentam um comportamento agressivo, não obedecendo professores, não querendo participar das atividades da sala de aula, são de famílias completamente dilaceradas. Não podemos exigir que um professor (a) eduque filhos de pais que só dão, aos seus filhos, exemplos de violência. A educação comportamental de um menino (a) vem do lar. Um professor tem como obrigação alfabetizá-lo, transmitir-lhe conhecimentos.
    Tenho conhecimento de pais de alunos, da escola onde trabalho, que instigam seus filhos a bater nos colegas para resolver os conflitos. E isso foi feito, na frente do diretor, professor e Conselheiros Tutelares, que simplesmente disseram: ” O sr. não pode incentivar seu filho à violência.”
    Já vi pais ameaçarem professores e auxiliares, pois acham que seus filhos não se comportam mal e, que errado são os professores e os colegas.
    Já vi alunos de oito ou nove anos, dizerem que o contra ele o professor nada pode fazer, pois o pai vai denunciá-lo ao Conselho Tutelar.
    E o Conselho Tutelar, quando acionado, só mostra os direitos que a criança tem, nunca os deveres e obrigações escolares.
    Se existe algum culpado, por essa situação, na educação brasileira, podem ter certeza que os que mais sofrem são os professores.

  • patricia diz: 27 de maio de 2011

    Como disse aquela professora no Rio Grande do Norte (aquela do famoso vídeo que circula na internet): “querem que eu, professora, em uma sala de aula apenas com um giz na mão mude o País…”

  • Wildem silva de freitas diz: 28 de maio de 2011

    Concordo plenamente com o que disse a Mariane em seu comentário, a educação em casa, na maioria dos casos, é feita a machado e a facão, sofre lapidação nas ruas e inferninhos que frequentam e querem que as escolas passem verniz para dar brilho. Os soldados que dançaram funk no quartel com o Hino Nacional de música de fundo é o exemplo dessa má formação de carater dos nossos jóvens. Como pode uma professora dar aula com os alunos com fones no ouvido, usando celulares durante a aula, há aqueles que levam até armas perigosas, se coibir o uso disso tudo serão agredidas pelos alunos e processadas pelos pais. Lembram da TFP ? tradição, família e propriedade. Estes valores se foram há muito tempo.

  • Marina diz: 28 de maio de 2011

    Acredito que as escolas e os professores brasileiros toleram demais sim a indisciplina em sala de aula. Toleram alunos preguiçosos, pais despreocupados com a educação e o ensino de seus filhos, toleram provocações, pichações, mal criações, desrespeito a tudo e a todos. Toleram por que não têm o que fazer…
    Se o professor resolve tomar uma atitude mais dura, como as que eu via sendo aplicadas quando era aluna do ensino fundamental, a escola chama a atenção do professor, os alunos sentem-se no direito de chantagear o professor com “o Conselho Tutelar”, os pais acusam o professor de abuso, por que “ninguém fala assim com meu filho”.
    A escola é processada pelos pais. O professor é desmoralizado, a escola é desmoralizada. E aquele pai e aquela mãe que não deram educação para seu filho em casa ou que não o ensinaram que o professor é a autoridade máxima dentro da sala, e que “ele” é o responsável direto pelo “seu” futuro, com certeza sempre têm mais razão, por que seu filho ofender, humilhar ou ameaçar o professor é sempre válido.
    O Brasil deveria se inspirar na educação chilena, onde as crianças desde cedo sabem a importância do professor e o valor do estudo. Onde querer estudar é valioso e não vergonhoso, e que estudar vale mais do que só querer ser modelo ou jogador de futebol, que aqui é só o que representa “futuro promissor”.
    Então, com o quadro atual de desvalorização de professores e alunos no país esperamos combate à indisciplina?
    Não… Não tem como… Enquanto os professores continuarem com medo e tendo que se esquivar da realidade, aprovando alunos para não apanhar, dando boas notas para não serem assassinados, é melhor continuar exatamente como está.

    E nós, futuros professores, continuaremos estudando, nos formando, e abandonando a profissão antes mesmo de iniciar a profissão.

  • Rogério Antônio Rosa diz: 11 de julho de 2012

    Lendo a matéria fico cada vez mais indignado, pois sou professor da rede pública estadual e em 20 e tantos anos de carreira tenho que ouvir cada coisa. Sou exigente, chato, cobra até a alma deles nos trabalhos e provas, mas ai vem a chefia e diz a prova não pode ser assim(use decoreba com eles, pois este aluno X tem depressão, a aluna Y a mãe é briguenta e milhões de desculpas dos próprios gestores escolares que não apoiam seus professores). Pais não permitem que possamos ensinar da nossa maneira, interferem toda hora e desejam apenas nota, nota, nota e não se preocupam com o futuro dos filhos, concursos, universidade que não vão olhar se é gordo, magro, branco, negro, depressivo e sim vão classificá-lo ou seja é bom fica, não é bom fora. E ai os pais vão culpar quem? Novamente a escola será sacrificada, pois quando desejavamos fazer alguma coisa ou gestor não permitia, ou lei não permitia, ou mídia interfere ou governo quer apenas números de aprovados. O que fazer? Eu postei em meu blog que estamos jogando para fora da escola, por ordens e desejo dos pais analfabetos funcionais.

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