Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de junho 2011

Você concorda que a exposição da nota das escolas ajudará a qualificar o ensino?

30 de junho de 2011 1

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Comentários enviados até as 18h de sexta-feira serão selecionados para publicação na edição impressa.


Participe!

A QUALIDADE DAS ESCOLAS

Projeto apresentado na Câmara pelo deputado paranaense Edmar Arruda, do PSC, obriga escolas públicas de todo o país a afixar em local visível uma placa com a nota da última avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, juntamente com as médias do município e do Estado em que se localizam. O propósito da medida, inspirada numa sugestão do economista Gustavo Ioschpe, é oferecer às comunidades uma informação objetiva sobre a qualidade do ensino ministrado nas escolas, de modo que os pais e responsáveis pelas crianças tenham um elemento a mais para fiscalizar a escola e cobrar qualificação. Também tem como objetivo adicional gerar o que o especialista em educação chama de “desconforto positivo” nas direções das escolas mal posicionadas, para que reajam e tentem melhorar a classificação no Ideb.

A medida é bem-vinda, pois tende a dar mais transparência a um indicador importante de qualidade do ensino público. O Ideb, criado em 2005, avalia a cada dois anos todas as escolas do país. As notas das escolas públicas dos Estados e municípios são disponibilizadas na internet pelo Ministério da Educação, mas muitas famílias, por falta de hábito ou de acesso à rede, jamais as consultam. Por isso é importante dar-lhes mais visibilidade.

A desinformação dos pais sobre a qualidade das escolas brasileiras, que aparecem pessimamente colocadas nas avaliações internacionais, ficou evidente num levantamento feito nos anos de 2004 e 2005 pela Fundação Cesgranrio, a pedido do MEC. A “Pesquisa Nacional Qualidade da Educação: a escola pública na opinião dos pais”, baseada em mais de 10 mil questionários aplicados em todas as unidades da Federação, revelou que mais de 70% dos entrevistados avaliam positivamente as escolas de seus filhos, especialmente na comparação com as instituições onde estudaram na infância. A percepção das famílias contrasta com a colocação dos estudantes brasileiros nas avaliações internacionais, especialmente no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa). Na última edição da prova trienal aplicada pela Organização de Cooperação dos Países Desenvolvidos (OCDE), em dezembro do ano passado, referente ao ano de 2009, o Brasil ficou no 54º lugar num ranking de 65 países.

Muitos pais de estudantes de escolas públicas preocupam-se pouco com a qualidade do ensino de seus filhos. Satisfazem-se, invariavelmente, em constatar que a criança fica na escola no período normal, recebe merenda escolar e aprende o básico. Poucos comparecem às reuniões convocadas pela escola e são mais raros ainda os que exercem o direito de fiscalizar o trabalho dos professores. E os docentes, como é de conhecimento público, nem sempre se sentem estimulados a compensar com abnegação o desinteresse das famílias, porque também eles são negligenciados e malpagos.

Neste ambiente de descaso, os maiores prejudicados são os estudantes. Por isso, é importante que a placa a ser colocada na frente de suas escolas contribua para beneficiá-los, e não para estigmatizá-los mais ainda. O Ideb não pode ser transformado num carimbo de incompetência. Precisa, isso sim, ser transformado num desafio permanente para todos os integrantes da comunidade escolar e também para os governantes. As placas são bem-vindas, desde que acompanhadas de efetiva mobilização para melhorar o ensino público no país.

Repórter do DC relata primeiro dia no congresso da Abraji

30 de junho de 2011 0

Quem também passou pelo espaço do Grupo RBS no 6ºCongresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, foi o repórter especial do Diário Catarinense, Diogo Vargas. O jornalista fez um balanço do primeiro dia do evento, que segue até sábado, na Universidade Anhembi Morumbi. Confira o depoimento.

“Participei de duas oficinas por enquanto: Google para jornalistas e Narcotráfico – Crime e Imprensa no México. Na do Google havia maior número de participantes. Dois funcionários da empresa ensinaram como fazer buscas mais específicas, mas ressaltaram a importância da fonte de informação na internet não ser a única. Também sobre a necessidade de se cruzar dados até à produção final da reportagem.

Os técnicos do Google falaram sobre situações jurídicas também. O Brasil, por exemplo, é campeão em quantidade de pessoas que tentam _ e sem sucesso _ a retirada de conteúdo do portal. “O Google não é dono de conteúdo”, disse um dos palestrantes, lembrando que o portal traz sim as páginas de outros sites.

No painel sobre o México e o narcotráfico, a jornalista mexicana Ana Arana, da Fundación MEPI, falou sobre os cartéis daquele país e o alcance na vida da população. Ana comparou o narcotráfico como um “exército” no crime naquele país e um verdadeiro “negócio”. Ela defendeu a legalização da maconha e um “pacto” das autoridades para tentar minimizar o problema mundial. No final, se mostrou preocupada com o número de jornalistas assassinados pelo mundo”.

O final de tarde também foi movimentado e espaço RBS foi visitado por jornalistas e estudantes.

Revelações sobre o WikiLeaks

30 de junho de 2011 0

Em entrevista exclusiva para Zero Hora desta sexta-feira, Daniel Domscheit-Berg, 33 anos, o alemão que trabalhou por três anos com o criador da organização WikiLeaks,  conta como o projeto acabou se tornando uma decepção, à medida que seu mentor foi seduzido pelo dinheiro e pela fama.

Ele revela como era trabalhar com Julian Assange e por que seis integrantes do grupo se desentenderam e deixaram a organização no ano passado. Domscheit-Berg tem recebido cartas de um advogado de Assange com ameaças para não falar à imprensa. Ele deixou-as de lado, como mostra a entrevista cujo trecho você lê antes no blog do Editor:

Zero Hora — Por que você saiu?
Daniel Domscheit-Berg: Essa é realmente uma história longa. (…) Ele ficou obcecado por esses grandes vazamentos e se esqueceu de cultivar o WikiLeaks como um projeto, desenvolver a organização, lidar responsavelmente com esse material.

ZH – Como é Assange?
Domscheit-Berg: Ele é muito inteligente. (…) Julian trabalha usando o medo e a raiva para manter as pessoas sob controle.

Saiba mais sobre o período em que os dois trabalharam juntos, como Domscheit-Berg avalia o WikiLeaks e o novo projeto em que o alemão está envolvido na Zero Hora desta sexta-feira.

Congresso reúne jornalistas em São Paulo

30 de junho de 2011 0

Investigação, apuração detalhada em reportagens ou em coberturas do dia a dia estão no foco das discussões do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, organizado pela Abraji, em São Paulo, de hoje até sábado. A primeira rodada de cursos, debates e oficinas terminou ao meio dia, com a participação intensa de estudantes, professores, jornalistas e profissionais de diferentes áreas.

Com forte DNA de investigação jornalística, os jornais do Grupo RBS marcam presença no evento. O público que visita o estande pode conhecer os oito jornais impressos no iPad, assistir reportagens investigativas da RBSTV e conhecer a Agência RBS. O local também sendo frequentado pelos profissionais do grupo que participam dos cursos.

A repórter de Zero Hora Adriana Irion chegou cedo e fez um pit stop no estande da RBS. A jornalista assistiu esta manhã a palestra Investigação de Gastos Públicos, com Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas.

Por volta das 11h, foi a vez do repórter Everton Siemann, da editoria de Esportes do jornal de Santa Catarina, descansar a mochila no espaço RBS do evento.

Interessado nas palestras que começaram às 14h, Everton pautou a jornada com seis cursos, a maioria voltada ao esporte. Na mala, o repórter trouxe livros para serem autografados pelo mestre Andrew Jennings, da BBC, um pioneiro na investigação sobre escândalos da Fifa.

- Vamos sediar uma Copa e queremos aprimorar a investigação no esporte – disse, contando seis palestras no roteiro até sábado.




Everton aproveitou o tempo para se divertir olhando as matérias investigativas do Santa no iPad e a capa de Zero Hora com a saída de Renato do Grêmio.

Everton participa do evento com os colegas de jornal Anderson Silva e Raquel Vieira. A dupla também visitou o espaço RBS esta manhã.

Repórter da editoria de Geral do Jornal de Santa Catarina, Anderson está no congresso para assistir a todas as palestras, mas tem foco em três áreas:

_ O Vale do Itajaí é uma região de muitas enxurradas e deslizamentos. As coberturas em áreas de risco me interessam bastante. O jornalismo de emergência, o online e os assuntos ligados a segurança estão na minha lista. Mas não vou perder nenhuma.

Com nove palestras agendadas até sábado, Raquel começou o dia com Direito para Jornalistas, curso ministrado pelo promotor Roberto Livianu, presidente da ONG Ministério Público Democrático.

- São coisas muito práticas, que contribuem muito no nosso dia a dia – elogiou a jornalista.

E por falar em elogios, Adriana Irion fechou a manhã entusiasmada e com a cabeça cheia de pautas.

- Nos primeiros 15 minutos de curso, eu já queria ligar para o jornal para contar as ideias de pauta que surgiam a cada instante – disse a repórter, que hoje almoçou com a companheira de editoria Vivian Eichler, também participante do congresso, e as amigas e ex-colegas de ZH Dionara Melo (Agência EFE/Rio) e Mirella Nascimento (G1/SP), todas na foto abaixo.

Os jornalistas do Grupo RBS que estão no Congresso prometeram passar aqui pelo Blog do Editor e deixar as impressões sobre as principais ideias discutidas nas palestras ao longo da programação. Enquanto isso, os participantes podem conhecer os veículos. Só um aviso: faltou o chimarrão!!!

Sobre ZH: A repercussão da saída de Portaluppi

30 de junho de 2011 1

A demissão de Renato Portaluppi depois do empate contra o Avaí no Estádio Olímpico foi o assunto mais comentado nas redes sociais entre os leitores de Zero Hora. Depois de confirmada a saída do técnico do Grêmio, dezenas de internautas e leitores se manifestaram, dividindo opiniões.

Em gráfico, confira a era Portaluppi em 10 momentos.

Pelo Facebook, Betina Pires, diz que a culpa pelo baixo desempenho do time não é apenas do treinador. “Engraçado, a culpa cai no técnico. Não importa se é Renato ou não, todos sabemos que os jogadores estão deixando a desejar . O que tem que mudar no nosso time são jogadores e não esse troca-troca de treinadores”.

Paulo Bennett Barreco acredita que “há males que vêm para o bem. É hora de mudança mesmo”.

Ricardo Reischak salienta que as sucessivas derrotas e empates são resultado da ação de dirigentes. “O episódio demonstra que nossos dirigentes, tanto do Grêmio como do Inter, são amadores, incoerentes, prepotentes e arrogantes. Quando será que assumirão suas responsabilidades? Pobre futebol”.

Fernando Faganello Madeira afirma que Portaluppi acertou em pedir demissão. “Ele está certo. Saiu porque pediu reforços e só foi enrolado por essa direção mercenária. Assim não dá para trabalhar”.

Acompanhe a cobertura ao vivo diretamente do Estádio Olímpico.

O afastamento do técnico foi confirmado na manhã desta quinta-feira pelo empresário do ídolo gremista, Gerson Oldenburg, que divulgou pelo Twitter a decisão.

Quem você acha que deve ser o novo técnico do Grêmio? Opine!

Lições para escrever bem

30 de junho de 2011 0

Todos os meses, os estudantes que trabalham em Zero Hora sentam para ouvir lições que possam fazer a diferença no dia a dia do jornal. Na última quarta-feira, dia 29, o convidado para falar foi o editor de literatura Carlos André Moreira, que falou sobre a importância da leitura para quem escreve.

Com a informação de que lê, no mínimo, 50 livros por ano, Carlos André deu início ao relato de suas experiências com leituras e resenhas. O jornalista contou como organiza suas leituras e tarefas no Segundo Caderno. Segundo ele, os autores gaúchos têm prioridade no jornal.

— Não podemos deixar passar nada sobre os escritores daqui — salientou.

Carlos André ainda comentou o pouco tempo que tem para ler:

— Eu leio rápido, isso ajuda. Minha leitura rende mais pela manhã. Além de tudo, durmo pouco. Acordo cedo, tomo café e leio antes de vir para o jornal — disse, ao dar parte do crédito à insônia.

Dialla Dorneles, estudante do 3º semestre de jornalismo da PUCRS e auxiliar de produção do Segundo Caderno, gostou da explicação do jornalista sobre os métodos que ele usa para resenhar:

— Achei interessante o que disse sobre a ética na hora de fazer uma resenha: é muito fácil falar mal de um autor, difícil é fazê-lo sendo educado. Além disso, ele já teve de recusar resenhas por serem livros de amigos ou colegas de trabalho – afirmou.
Sobre escolher não falar a respeito de determinados autores, Carlos André explica:

— Não posso resenhar os livros da Cíntia Moscovich, por exemplo, que é uma grande amiga que tenho no meio literário. Eu posso até criticar seus livros, mas qualquer elogio que eu faça seria considerado suspeito — sublinhou.

O Encontro de Estudantes faz parte do projeto de integração e formação promovido uma vez por mês com profissionais e temas variados.

Texto: Thiago Souza, estudante de jornalismo na PUCRS

Sobre ZH: leitores criticam aprovação de reforma na previdência gaúcha

29 de junho de 2011 0

Com a aprovação da reforma na previdência do funcionalismo estadual, que aumenta a alíquota para 14%, o Piratini encerrou na terça-feira uma batalha que adentrou a madrugada na Assembleia. Nesta quarta, a medida foi a que mais repercutiu entre os leitores, que manifestaram sua opinião via Facebook, Twitter e e-mails enviados à Redação de Zero Hora.

Para o piloto Vitor Hugo Stepansky, todo governo que assume o Palácio Piratini anuncia um pacote de aumento de carga tributária. “Gostaria de ouvir um em que fosse anunciado um choque de gestão. Aumentar a arrecadação sem mexer no bolso do contribuinte”.

Pelo Facebook, Alex da Costa acredita que a aprovação do pacote é resultado de um jogo político: “Bastou atender aos interesses pessoais da oposição para que esses deputados pisassem em cima dos nós, que os elegemos. Somos todos um bando de otários mesmo”.

Enquanto Denise Ballardin declarou “luto pela Constituição Federal”, Débora Arsand questionou, via Twitter: “mais e mais contribuição. E o retorno?”

Amanhã é dia de Café ZH

29 de junho de 2011 0

O Café ZH vai aquecer o Moinhos de Vento nesta quinta-feira. Do meio-dia às 19h, a redação itinerante dos cadernos de bairro estará no Dometila Café (Praça Doutor Maurício Cardoso, 49) para encontrar moradores e frequentadores da região que poderão sugerir reportagens, escrever textos e entregar fotos à equipe.


Esta é a segunda edição do Café ZH do ano na região de abrangência do ZH Moinhos. Mais perto dos leitores, os jornalistas estarão a postos para anotar sugestões de reportagens de quem conhece a região formada por bairros Auxiliadora, Floresta, Independência, Moinhos e Rio Branco.

A reportagem do ZH Moinhos recebe fotos relacionadas aos bairros, relatos sobre festas da comunidade, dicas de personalidades a serem entrevistadas ou de restaurantes que mereçam destaque na seção Gastronomia, além do relato de problemas dos bairros. As sugestões apresentadas  serão publicadas nas próximas edições do caderno, e leitores que passarem pelo local serão clicados para a coluna Calçada da Fama. O material também será postado no blog www.zerohora.com.br/zhmoinhos.

O Dometila Café conta uma parte da história do Brasil. No cardápio, cartas trocadas entre Domitila, a Marquesa de Santos, e Dom Pedro I revelam um amor proibido. O proprietário gostou tanto de receber o Café ZH que preparou uma surpresa para a equipe. No dia da foto acima para a divulgação, recebeu ZH com pétalas de rosa.

O Café ZH integra o projeto de jornalismo hiperlocal de Zero Hora na capital gaúcha. ZH mantém outros seis cadernos de bairro, além do jornal + Canoas.

Página gigante de ZH orienta visitantes no Zoo

29 de junho de 2011 1

Uma reportagem de Zero Hora sobre o filhote de puma nascido no Zoológico da Serra está orientando os visitantes. O zoológico ampliou o material para colocar ao lado da área onde vivem os animais.

A autora da reportagem não resistiu e posou ao lado do material publicado pelo jornal que virou banner ao lado do recinto dos pais pumas.

—  Isso é que é serviço de uma matéria. Está lá, gigante, para todo mundo se informar — disse Vanessa Franzosi, correspondente de Gramado.

O frio no foco dos gaúchos

28 de junho de 2011 0

A temperatura enregelante que atinge a Região Sul embeleza as paisagens de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas também causa transtornos, como o cancelamento de aulas, e surpreende turistas e moradores, que sentem na pele uma sensação térmica de até -25ºC em alguns municípios. O frio – que chegou a provocar -6,2ºC nesta terça-feira em Cambará do Sul - foi o assunto mais comentado em redes sociais como Facebook e Twitter e motivou leitores a enviarem comentários à Redação de Zero Hora.

Pelo Facebook, Claudenir de Juli registrou que, em Carlos Barbosa, a temperatura chegou a 0ºC.

– Agora melhorou, está em 1ºC – brincou ele.

Como está o tempo na sua cidade? Registre as condições do clima onde você mora e envie fotos.

Magda de Almeida acredita que o cancelamento das aulas em um colégio em São José dos Ausentes em função do frio expõe a falta de estrutura nas escolas: “Como se pode ver uma coisa dessas num país que se orgulha de gastar bilhões de reais com um trem-bala absolutamente inútil, outros tantos bilhões com eventos esportivos que só servirão para afagar vaidades e enriquecer os já ricos? Para levar segurança, saúde, educação e bem-estar à população não há verba, muito menos vontade política de fazer o que precisa ser feito”.

Helga Luiza Suffert flagrou uma cena inusitada: mesmo com o frio, um surfista arriscou entrar no Guaíba: “Fotografei, fui ao supermercado e, na volta, lá estava ele, já quentinho, segurando sua prancha com a toalha debaixo do braço”.


O comerciante Décio Gotardo Marini aproveitou a geada em Alegrete e fotografou três cavaleiros no campo.

Afinal, por que o assunto clima gera tanta repercussão entre os gaúchos? Para a meteorologista Estael Sias, da Central de Meteorologia da RBS, a oscilação do tempo no Estado é singular e modifica hábitos da população.

– Acredito que o frio é tão enigmático porque é algo que nos diferencia do resto do país, que tem grandes extensões territoriais e, por isso, contém vários microclimas. Além disso, modifica a paisagem e os hábitos dos gaúchos. Se isso para uns significa um tormento, para outros significa a oportunidade de desfilar vestimentas elegantes e desfrutar do conforto e da gastronomia que as baixas temperaturas nos remetem. As comilanças são justificadas pela necessidade de energia para nos manter quentinhos – quilinhos a mais adquiridos sem culpa que ficam bem escondidos debaixo dos casacos e pulôveres.

E continua Estael:

– O frio nos torna mais próximos, seja numa roda de chimarrão ou numa mesa de fondue para nos “aquecer”. Mas, como tudo na vida, o frio tem seu lado negativo, sobretudo para pessoas desprovidas de comida, roupa e solidariedade. As emergências lotam, a gripe é quase uma epidemia e tomar um banho se torna um desafio, o que em dias “normais” seria um simples hábito de higiene.

E aqui ela fala como meteorologista, mas também com poesia:

– Como meteorologista, considero o frio fantástico, um belo exercício da previsão da temperatura. É o resultado da viagem de uma massa de ar polar que nesta época do ano se espreguiça dos polos até alcançar o Rio Grande do Sul num abraço gelado que nos faz buscar o calor nas cobertas, na comida, nas pessoas.