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Posts de julho 2011

Ídolo colorado no Bar da Redação

31 de julho de 2011 0

Este domingo foi a vez de Fernandão participar do programa da Rádio Gaúcha no bar da Redação. Ao lado de Luiz Anápio Gomes, o ídolo colorado também conversou com Paulo Sant’ana…

…que minutos antes, publicou com exclusividade a queda do vice de futebol do Grêmio em seu blog.

Amanhã em ZH: O RS Indigente (2)

31 de julho de 2011 0

No segundo dia da série O RS Indigente, Zero Hora mostra como, no Rio Grande do Sul, ser índio significa quase o mesmo que ser pobre. Saiba como uma família de 11 pessoas faz para viver com renda de R$ 112 ao mês na aldeia Irapuá, em Redentora.



Cartas do Editor: Muitos não vão ler

30 de julho de 2011 3

RICARDO STEFANELLI, diretor de redação de Zero Hora


Nem sempre uma reportagem melhora o dia dos leitores.

O meu habeas corpus preventivo, acima, é para preparar estômagos e corações para a série que ZH inicia hoje e estende até terça, sobre a porção menos glamourosa do Rio Grande do Sul: a da miséria extrema.

Muita gente não vai ler. A maioria talvez olhe as fotos, que ZH opta por publicar em preto e branco. Quatro páginas de um assunto exigem tempo extra e paciência. Quatro páginas de um tema pesado costumam afugentar leitores, sabemos. Não faz mal, pois Zero Hora deste domingo oferece um amplo cardápio de assuntos para todos os gostos.

Quem dedicar 30 minutos para se debruçar sobre a reportagem produzida por Itamar Melo, porém, vai conhecer um pouco mais de um Estado, e de um povo, que um dia se ufanou de sua pujança, de seu poderio agrícola e, até, de seus níveis educacionais.

Com a colaboração do repórter fotográfico Tadeu Vilani, um ser humano especializado em captar sensibilidades, Itamar descreve um Rio Grande indigente, cuja renda per capita não passa de R$ 70 por mês – valor considerado o marco para tatuar a miserabilidade de um brasileiro. São 385 mil gaúchos que vivem assim (eu escrevi “vivem”?). Se formassem uma cidade, seria a terceira maior do Estado.

Ao contrário do que se imaginava, a pobreza mais aguda não se situa na Metade Sul. O principal perfil deste Rio Grande indigente é o da pequena propriedade familiar situada no extremo norte, onde os repórteres encontraram um panorama desolador. Em cidades como Lajeado do Bugre ou Vicente Dutra, localizaram famílias que mal sabem o que é dinheiro. Vivem apenas do que plantam. É gente que tem R$ 130 de Bolsa-Família por mês para sustentar meia dúzia de filhos. Moram em casas de chão batido, usam o mato como banheiro. Não se ligam a redes de água por um motivo bem simples: não têm como pagar.

Em Lajeado do Bugre, município de 2.487 habitantes, um menino de sete anos chamou a atenção de Itamar Melo, pois se divertia com os vidros do remédio com que fora medicado. Era o seu brinquedo. O garoto passa os dias com aqueles vidrinhos, fazendo de conta que são bois. Na mesma cidade, os repórteres conversaram com uma mulher de 52 anos que conta os anos para a aposentadoria porque nesse meio rural chegar à idade de se aposentar significa o contrário do que para nós da cidade: representa finalmente ter uma renda.

Depois de cinco décadas de miséria, ela conta que só espera se aposentar para “poder comer direito”. Depois de visitar algumas aldeias indígenas, Itamar diz ter tido a impressão de ter estado no Haiti. Ou na Etiópia. Num dia com temperatura perto de zero, soube que as crianças todas não tinham ido à aula por causa do frio: em vez de tiritar na escola, bateram os dentes em casa.

A Metade Sul também tem o seu naco de Sertão Nordestino e, em algumas regiões, a vergonha e o sofrimento da miséria são agravados pelo passado opulento. Santo Vitorino Rodrigues já foi o que se costumava dizer um Centauro dos Pampas. Foi um domador orgulhoso, esquilador de mão cheia e chegou a capataz de estância. Hoje, é mais um favelado. Trocou as lides campeiras por uma maloca de chão batido e paredes de pau, lata e plástico. Ainda mantém na memória os tempos em que pastoreava até 2 mil ovelhas, ele e os cachorros em campo aberto, “lá no Ibicuí da Armada”, como recorda. Aos 54 anos, vê a tesoura de esquila enferrujar há três anos sem trabalho e, dos tempos bons, mantém no dia a dia a velha bombacha, com a qual desfila na favela – numa metáfora de um Rio Grande que tenta sustentar a aura.

Para os que tiverem o instinto de evitar a reportagem de quatro páginas de hoje e as duas seguintes, de segunda e terça-feira, recomendo: vale a pena ler, pois leitores informados podem ajudar a mudar esse quadro vergonhoso.


Clique na imagem ao lado e veja audioslide em que o editor de Fotografia de ZH, Ricardo Chaves, comenta a incursão dos repórteres pela miséria gaúcha.




Veja também o primeiro vídeo da série que se encerra na próxima terça-feira. Ele mostra a miséria rural retratada
pelos repórteres em Lajeado do Bugre.





Wando na Redação de Zero Hora

30 de julho de 2011 0

Na noite de sexta-feira, a presença do cantor Wando causou um pequeno rebuliço na Redação de Zero Hora.

O pessoal da Arte, que trabalha próximo ao estúdio fotográfico onde o cantor foi clicado, não resistiu e posou com ele.

Mas o mais divertido foi a brincadeira com a semelhança do colega Jones Lopes com o ídolo da música brega.

A face gaúcha da miséria

30 de julho de 2011 1

O repórter Itamar Melo e o fotógrafo Tadeu Vilani mergulharam durante uma semana nas regiões mais pobres do Estado com a missão de retratar os gaúchos que vivem com quase nada.

O resultado desta viagem será apresentado aos leitores em uma série de reportagens com três dias de duração, que tem início na edição deste domingo.

Clique na foto abaixo para conferir algumas das imagens produzidas pela reportagem:

Mitos, verdades e como tratar o ronco

29 de julho de 2011 0

Mais do que desconforto, o ronco traz prejuízos para a saúde e até para a vida conjugal. O caderno Vida deste sábado vai mostrar verdades e mentiras sobre o ronco. Saiba o que fazer para resolver o problema, que pode ser um sinal de doenças mais sérias, quando procurar ajuda e quais os tratamentos que funcionam.


O suplemento traz ainda os 10 mandamentos contra o câncer. Confira uma lista do Instituto do câncer de São Paulo sobre o que fazer para evitar a doença. E mais: saiba se você tem a síndrome do bumbum sarado.

Conheça os cinco finalistas do Primeira Pauta

29 de julho de 2011 0

Começou a terceira e última etapa do concurso Primeira Pauta 2011. Dos 10 estudantes de Jornalismo finalistas, cinco estão classificados — quatro pela escolha de editores de Zero Hora e um pelo voto popular no Blog do Editor. Eles terão agora de produzir um novo texto, além de passarem por entrevista na Redação de Zero Hora.

Saiba quem são os concorrentes:

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Fabiane Paza: 7º semestre da UFSM, 21 anos, Frederico Westphalen

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Leonardo Lopes (voto popular): 6º semestre da UCS, 21 anos, Caxias
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Michelle Tjäder: 7º semestre da Unijuí, tem 20 anos e mora em Ijuí

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Raquel Saliba: 5º semestre da PUCRS, 22 anos, mora em Porto Alegre

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Tiago Lobo: 1º semestre da PUCRS, 21 anos, mora em Porto Alegre

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A divulgação do vencedor ocorrerá no dia 14 de agosto. O vencedor acompanhará todas as etapas da produção de uma grande reportagem, passando pela formulação da pauta e sua discussão, apuração e edição. Todos serão comunicados sobre o dia e local da entrevista por email e por telefone.

Esta é a terceira edição do concurso cultural. Nos dois anos anteriores, os vencedores foram Mariana Müller — estudante da Ufrgs que participou da Expedição Lagoa Mirim, e Alvaro Andrade, aluno da Ulbra que esteve na cobertura do resgate dos mineiros no Chile.

Para reler todos os textos, clique neste atalho.

Você concorda que a diversidade étnica é positiva para o país?

28 de julho de 2011 17

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Comentários enviados até as 18h de sexta-feira serão selecionados para publicação na edição impressa.

Participe!

 

O BRASIL DAS DIFERENÇAS

As teorias conspiratórias desenvolvidas pelo autor do massacre na Noruega denunciam uma mente doentia, mas não expressam uma voz solitária, principalmente quando enxergam no multiculturalismo os problemas do mundo. Em textos na internet, Anders Behring Breivik referiu-se especificamente ao Brasil como um exemplo de nação que não teria dado certo por causa da mistura de raças e culturas. O norueguês é a expressão de uma tendência que prospera em países do Primeiro Mundo. Seus seguidores, em maioria, inspiram-se na xenofobia e na aversão à diversidade que levaram Hitler a executar o mais brutal massacre étnico da História, com o extermínio de milhões de judeus no Holocausto.
Tais grupos, como os nazistas apegados à ideia da raça pura, refletem uma patologia e também um projeto político articulado, que se normatiza em partidos e tem líderes bem identificados. Pois todos são aberrações da História. A multiplicidade de etnias confirma-se, no caso brasileiro e da grande maioria das nações que a acolhem, entre as quais a Noruega, como uma virtude e não como um defeito. É assim, múltiplo, diversificado, que o Brasil dá certo, sim, como nação pacífica, solidária e voltada para a prosperidade.
É nesse contexto que as diferenças, em todas as suas manifestações, na política, na economia, nas artes, se reafirmam como valores da democracia. Mas ainda causam, mesmo dentro do Brasil, certo desconforto. Somos desafiados a aprender a respeitar a multiplicidade étnica e cultural que nos identifica. O recente estudo do IBGE Características Étnico-Raciais da População, que aborda a percepção dos brasileiros sobre as classificações de cor e de raça, mostra que para 63,7% dos entrevistados esses dois aspectos influenciam na vida das pessoas, no trabalho, no convívio social.
É interessante observar que o IBGE recorreu ao conceito de raça humana, há muito questionado pela ciência social e pela biologia, para poder avaliar as reações dos pesquisados diante do próprio conceito. O estudo mostra como o brasileiro se vê e como percebe que é visto pelos outros e conclui: as pessoas têm sua condição avaliada, de forma positiva ou negativa, de acordo com a cor ou a raça. O levantamento ratifica outros estudos, como uma amostragem do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada segundo a qual negros e pardos são discriminados até mesmo nas cirurgias de transplantes de órgãos como coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão. E negros e pardos são pela primeira vez, desde o Censo de 2010, a maioria dos brasileiros, com 52,27% da população.
Raça e cor não deveriam ser preponderantes para determinar as relações humanas, muito menos num país em que a miscigenação é exaltada como identificadora da nação por clássicos da sociologia, como Casa-Grande e Senzala, de Gilberto Freyre. Não reconhecer diferenças é negar o que somos desde nossas múltiplas origens. A missão de contribuir para essa compreensão é da cidadania e principalmente da área educacional. Em quaisquer circunstâncias _ e de forma especial na escola, onde se formam muitos conceitos e também preconceitos _, cor e raça não podem ser indicativos discriminatórios de indivíduos ou de categorias sociais, mas essências de nossas identidades.

Crise no Dnit é comentada pelos leitores

28 de julho de 2011 0

Os escândalos de corrupção relacionados ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) que seguem resultando em demissões de funcionários do departamento mobilizaram leitores a se manifestar. Em mensagens enviadas por email, na manhã de hoje, eles comentaram o assunto.

Arnaldo Novaes disse esperar providências contra corruptos e corruptores:

- Ficamos na expectativa de medidas contra os corruptores, tanto as firmas quanto os seus donos, proibindo-os de concorrer em licitações e negócios com o governo – escreveu.

Orivaldo Gomes considerou “revoltante” assistir à precariedade da saúde pública no Estado na série de reportagens da RBS TV sobre o tema , enquanto na “corja de corrupção do Dnit a mulher de um dos corruptos arrematou uma obra de arte (um quadro) que vale milhões.”

Sergio Oliveira optou por uma metáfora para criticar a impunidade:

- Um polvo, em geral, costuma ter oito tentáculos. Mas nem todos são assim. Já foi encontrado um com 96 tentáculos! De repente este polvo não poderia ser o símbolo da corrupção existente no Brasil desde o mensalão? Em muitas áreas dos governos, nos últimos anos, tem havido corrupção e mais corrupção, como é o caso, agora, do Ministério dos Transportes e Dnit (antes também havia, mas, pelo que se nota, o Mensalão deu a partida para o incremento, pois desde quando ocorreu o mesmo ninguém foi punido. Devem pensar: “se com eles não aconteceu nada, vamos meter a mão, também”). Um polvão. Os tentáculos são muitos, atingindo os mais variados setores da administração pública.

Matheus, o representante de ZH no Festival de Cinema de Gramado

28 de julho de 2011 0

Estudante do 6º semestre de Jornalismo, Matheus Pannebecker, 20 anos, vai representar Zero Hora no Júri Popular da Mostra Competitiva do 39º Festival de Cinema de Gramado. Depois de duas tentativas em anos anteriores, ele ganhou o concurso realizado por ZH e vai se juntar a um seleto time de cinéfilos selecionado entre leitores de grandes jornais brasileiros.

O Blog do Editor visitou os arquivos do jornal e descobriu que não foi a primeira vez que o texto de Matheus é escolhido por jornalistas de ZH. E mais: aos 13 anos, ele também foi fonte para uma reportagem sobre transporte escolar, na porta do lotação com a mãe Clarissa Meira.

— Naquela época já era leitor do jornal, muito incentivado por minha vó Clara — lembrou Matheus.

Dois anos depois da foto acima, em 2006, Mateus já era um interessado em cinema. E teve o primeiro texto publicado no caderno Patrola, defendendo o filme O Código Da Vinci.

E, pra encerrar o álbum de recordações de Matheus, uma foto dele mais antiga ainda, lendo Zero Hora na beira da praia. Ele tinha mais ou menos três anos àquela altura, acredita sua mãe, Clarissa, e estava à beira-mar de Torres.

Hoje, o jovem tem um blog sobre cinema (cinemaeargumento.wordpress.com) e um programa semanal sobre cinema na webradio da faculdade. Perdeu a conta de quantos filmes assistiu na vida, acompanha diversos seriados e é fã de trilhas sonoras. E define-se assim:

“Às vezes, sou meio chato e exigente demais, mas, no fundo, sou cabeça aberta e melhor do que aparento ser”

O texto vencedor pode ser lido no site do Segundo Caderno.


O Festival de Cinema de Gramado 2011, maior evento cinematográfico da América Latina, ocorre de 5 a 13 de agosto. Mais informações sobre o evento em http://www.festivaldegramado.net/#.