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Posts de outubro 2011

Preparação

31 de outubro de 2011 0

O momento é de preparação na Redação de Zero Hora. A nova zerohora.com, completamente reformulada, começa a funcionar em breve. Para que tudo saia nos trinques, a equipe de fotografia está fazendo uma força-tarefa para registrar imagens atualizadas dos colunistas.

Na foto, Daniel Dias, do blog Fórmula 1, está sendo fotografado por Mauro Vieira.

Luz em Gramado

31 de outubro de 2011 0

Quando menos se espera, ele aparece. O tempo passa rápido e, de repente, as guirlandas começam a pipocar nas portas vizinhas e os shoppings são tingidos de vermelho e verde. Então, é Natal.

Cleiton Thiele

O caderno Viagem de amanhã traz uma reportagem especial feita pela Vanessa Franzosi, correspondente do Grupo RBS em Gramado sobre os preparativos para o Natal Luz, que sempre colore a cidade nesta época do ano.

A matéria conta sobre as novidades desta edição e o que os turistas irão encontrar na Serra, além das datas e horários de alguns programas específicos.Confira!

Natã, o conquistador

30 de outubro de 2011 2

Confira o relato do repórter Rafael Divério sobre o encontro com o menino Natã, que foi matéria de ZH de hoje:

Quando cheguei ao Centro Municipal de Cultura de Rio Grande, para a primeira exposição de Natã Farias, cuja história ilustra a página 23 deste domingo, notei que ele estava todo arrumado. O guri de 13 anos usava um blazer azul da moda, colarzinho de prata, aneis no polegar, óculos modernosinhos e cabelo à Neymar. Cheio de estilo.

Ainda não trabalhava em Zero Hora quando conheci Natã Farias. No início do ano passado, ao lado do repórter fotográfico Marcus Maciel (marido da Lúcia, que fez nossas fotos), conversamos por mais de uma hora na praça Xavier Ferreira com Claudete e Oldair, pais do menino. Os dois deram uma aula sobre Anemia de Fanconi, a doença que acometia o único filho, e comentaram sobre a esperança renovada após terem encontrado um doador de medula óssea compatível.

A história dele mobilizou São José do Norte. Uma parceria da RBSTV Rio Grande com um plano de saúde, na época em que a patologia foi descoberta, causou comoção na cidade de 25 mil habitantes. Para dar uma ideia, faltaram frascos para receber as coletas de amostras de medula óssea. Cerca de 90% das pessoas entre 18 e 54 anos fez teste de compatibilidade.

Por isso, a recuperação de Natã teve tanta comemoração. Na abertura da exposição, os colegas da escola e vizinhos da comunidade lotaram a sala de quadros.

Assim que conversei com ele, avisei que ele iria me ajudar a montar a matéria.

- Tu vais escrever o Para Seu Filho Ler, dizendo como esses desenhos te ajudaram a superar a doença e dando dicas para quem quiser desenhar. Pega meu bloco e te vira, mas antes deixa eu ver se entendo a tua letra – brinquei.

Minutos depois, devolveu-me o bloco preenchido. E ainda ouvi uma “lamentação”:

- Vê, escrevi um livro e demorei tanto tempo para dar essas dicas. Acho que fiquei nervoso.

Os pais dele me contaram que o novo desafio de Natã era tocar violão e guitarra. Tinha aprendido umas notas. O negócio com ele é rock’n’roll, bebê. Por isso os quadros de Kiss, Guns’n’roses, Elvis Presley.

Depois de fazermos as fotos e um vídeo com alguns amigos, lembrei da pergunta que fiz quando ainda não estava aqui na Zero, para encerrar a primeira entrevista:

- Qual a primeira coisa que queres fazer quando ficares bom?

A resposta me desconcertou:

- Namorar.

Então, não perdi a oportunidade:

- Já arrumou namorada?

Ele:

- Não.

E o pai não perdoou:

- Mas bem que ele cantou todas as enfermeiras de Curitiba.

Agora, sim, entendo o blazer, o colar de prata, o cabelo à Neymar e o violão na mão. Em São José do Norte, é hora de trancar as filhas em casa.


Arte pelas ruas

30 de outubro de 2011 0

Conforme antecipado pelo Blog do Editor em 25 de outubro, o Segundo Caderno de amanhã traz reportagem especial sobre o Artemosfera. Se trata de um circuito de arte urbana que pretende mudar a cara de Porto Alegre e provocar o público a interagir com obras expostas na cidade. Confira no Segundo Caderno de amanhã os detalhes da exposição e os lugares da Capital que irão receber obras.

Cineclube ZH debate "Contágio"

30 de outubro de 2011 0

A penúltima edição do projeto Cineclube ZH em 2011 exibiu e debateu sábado, no cinema Unibanco Arteplex, “Contágio”, do diretor americano Steven Soderbergh. No filme, um novo e devastador vírus começa a se disseminar pelo mundo, provocando mortes em proporções geométricas. Cabe a um grupo de cientistas correr contra o tempo para impedir o avanço da praga e achar uma cura.

Na opinião dos debatedores da sessão – o jornalista de ZH Ticiano Osório e o escritor Samir Machado de Machado -, “Contágio” é bem mais do que um thriller de ficção científica com um elenco estelar (Jude Law, Kate Winslet, Matt Damon, Marion Cotillard).

- É um filme muito mais realista do que as produções do gênero – apontou Samir. – Nas entrevistas que vi sobre o filme, Soderbergh e os atores falaram do quanto pesquisaram para não cometerem nenhuma besteira. Ticiano fez coro à observação do escritor: – Diferentemente do que é habitual nos filmes do gênero, em “Contágio” os “heróis” são pessoas comuns, com os deslizes morais das pessoas comuns. “Contágio” também aborda outros dois tipos de vírus contemporâneos: a paranoia pós-11 de Setembro (qualquer um pode estar infectado pode ser lido como qualquer um pode ser um terrorista) e a ação nefasta de blogs e sites sem escrúpulos – personalizada na figura de Alan Krumwiede, o blogueiro interpretado por Jude Law.

O Cineclube ZH é uma realização de Zero Hora, em parceria com o cinema Unibanco Arteplex. Apoio cultural da Get Audio. No próximo sábado, o debate será sobre o filme “A Pele que Habito”, de Pedro Almodóvar. As inscrições já estão encerradas.

Leia em Zero Hora dominical

29 de outubro de 2011 0

Confira os destaques da edição deste domingo.


Carta do Editor: Para Guilherme e Gustavo

29 de outubro de 2011 3

Ricardo Stefanelli, Diretor de Redação de Zero Hora.

Há 20 dias acompanhando o trabalho da pequena força-tarefa reunida para esmiuçar um dos maiores escândalos das contas públicas gaúchas, me preparei para escrever neste domingo sobre a reportagem que trata da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa). Gostaria de chamar a atenção do leitor para essa apuração capaz de expor com clareza como e por que o serviço público é, muitas vezes, desacreditado. Creio, porém, que os números apresentados, nas páginas 6 a 10 desta edição, têm força para falar por si. É uma pena ter chegado a isso.
Também fiquei tentado a escrever sobre a missão pouco delicada de produzir uma reportagem como a intitulada “A guerra em duas rodas”, a partir da página 29. Sei que o leitor consegue imaginar o quão difícil é procurar uma família que acaba de perder um filho em um acidente de moto. Nosso objetivo, nesse caso, é chamar – mais uma vez – a atenção para o flagelo que vem ocorrendo no trânsito para quem se locomove em duas rodas.

Mas resolvi, na verdade, contar a história de uma matéria que não está nesta edição dominical, porém expõe uma das funções de um veículo de comunicação.
Por volta das 8h de domingo passado, quando muitos de nós ainda dormíamos o sono reparador do final de semana, e a telefonista Carmen Maria Nunes, da RBS TV, quase encerrava seu plantão, ela recebeu uma ligação desesperada: no outro lado, falando desde São Paulo, a freira Eva Tereza de Sá. Ela procurava na RBS TV ajuda para uma sobrinha que precisava ser submetida a uma cesariana e não encontrava atendimento adequado.

À espera da equipe da RBS TV que não tardaria a chegar, mas sabendo que o próximo noticiário da emissora só ocorreria à noite, temendo pelo pior, Carmen ligou para a Redação da Zero Hora, procurando alguém do site, a porção 24 horas de nosso jornal. Foi atendida pela redatora Juliana Jaeger, a primeira jornalista a ouvir a história da servidora pública Elisiane dos Santos San Martin Naparo, 34 anos, grávida de sete meses, com gêmeos no ventre e a bolsa rompida desde a antevéspera. Só uma UTI neonatal, para dar suporte a prematuros, poderia salvar as vidas dos bebês e não colocar em risco a da mãe. Era uma corrida contra o tempo.

De plantão na Redação, o repórter Carlos Wagner achegou-se ao núcleo online com seu jeito agradavelmente tosco:
– O que que tá rolando?
Foi quando ouviu de Juliana que o problema era esse, não estava “rolando” o hospital necessário para uma gestante em apuros.
Wagner e Juliana acionaram a repórter de Pelotas, Joice Bacelo, posto mais próximo de Santa Vitória do Palmar, a longínqua cidade de Elisiane. Joice falou com a família San Martin, ligou, sem ser atendida, para a direção da Santa Casa de Santa Vitória – por coincidência, o hospital onde a jornalista nasceu, há 27 anos – e conversou com a médica que cuidava de Elisiane ao longo da gestação e com o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni. Com base nas informações dos diálogos telefônicos, enviou texto postado em zerohora.com às 12h45min.

Eram as primeiras 22 linhas de um caso que se tornaria emblemático a respeito da falta de pressa da saúde brasileira. Àquela altura, Elisiane já havia começado, numa ambulância comum (uma Saveiro sem UTI),

seu périplo de 530 quilômetros rumo ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo, que a receberia e onde nasceriam os gêmeos à noite. É reconfortante – e de muita responsabilidade – saber o quanto as pessoas confiam na capacidade de mobilização dos veículos de comunicação. Um recado enviado pela tia de Elisiane na última sexta-feira nos sensibilizou: “Se eu não tivesse a ajuda de vocês, não sei o que seria dela. O que demoraram três dias para resolver, vocês resolveram em quatro horas”.
Tive receio de escrever sobre, pois até a madrugada de sábado, quando eu concluía este texto, mãe e filhos continuavam internados. Os boletins médicos, acompanhados pelo repórter Álisson Coelho, do Vale do Sinos, até então eram alvissareiros, diante de um quadro de aparente melhora. Mas essa operação jornalística, iniciada com
a telefonista Carmen, só ficará plena se conseguirmos estampar na capa, em breve, a foto dos gêmeos Guilherme e Gustavo, como sobreviventes da incompetência da saúde pública.

Leia na Zero deste sábado

29 de outubro de 2011 0

Confira os destaques de Zero Hora.

Sant'Ana por um dia

28 de outubro de 2011 23

Em um dia de novembro, data ainda por ser definida quando os leitores de Zero Hora tatearem as páginas do jornal em busca da coluna de Paulo Sant’Ana, muitos serão surpreendidos.

O colunista está prestes a completar 4o anos de trabalho em Zero Hora. Para comemorar a data, que se completa no dia 17 de novembro, estudantes de Ensino Médio e universitários de todos os cursos terão uma oportunidade única: ser Paulo Sant’Ana por um dia.

Os candidatos devem enviar um texto de até 2.600 caracteres como se estivessem escrevendo para a coluna do Sant”Ana pelo formulário disponível aqui.  Se tiver alguma dúvida, acesse o regulamento completo.

Corra, o prazo para se inscrever acaba no dia 5 de novembro. Os 10 melhores textos serão publicados aqui, no Blog do Editor. O melhor, na coluna.



Encontro de patronos

28 de outubro de 2011 0

Zero Hora promoveu um encontro histórico para ilustrar a capa do Segundo Caderno desta sexta-feira.

Para marcar a abertura da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, reunimos na Redação 10 escritores patronos — a madrinha desta edição, Jane Tutikian, e nove de seus antecessores: Alcy Cheuiche, Antonio Hohlfeldt, Armindo Trevisan, Carlos Urbim, Charles Kiefer, Donaldo Schuler, Luis Fernando Verissimo, Luiz Antonio de Assis Brasil e Walter Galvani.

Só não puderam comparecer Lya Luft, Paixão Côrtes e Ruy Carlos Ostermann (o “nosso” patrono, colunista de ZH). O folclorista tinha outros compromissos, e Lya e Ruy estavam em viagem _ ela, em Gramado, onde escreve seu próximo romance; ele, no Rio de Janeiro, como convidado do programa de TV Redação Sportv.

A lista de patronos remaescentes é completada por Edgardo Xavier, 89 anos, um dos quatro livreiros homenageados em 1994.

Leia a reportagem completa no Segundo Caderno desta sexta-feira.

A edição especial dos patronos teve um fechamento emocionante. A mudança de planos da presidente Dilma Rousseff — ela cancelou a participação na abertura da Feira do Livro — provocou mudança nos planos de última hora.

Aproveitando aquela que seria a estreia de um presidente da República na cerimônia, a editoria havia preparado uma matéria sobre os hábitos e preferências culturais de Dilma. A página com o texto já estava nas mãos da editora Cláudia Laitano, para ser revisada, quando o editor-chefe avisou:

— A Dilma não vem mais.

Imediatamente, a equipe se mobilizou para a virada.

— Já estávamos atrasados em relação ao nosso horário de fechamento, então precisamos ser rápidos na solução gráfica — conta o editor Ticiano Osório. — Por outro lado, o atraso até nos ajudou: se tivéssemos fechado no horário, o Segundo Caderno seria impresso com a informação errada de que Dilma viria para a Feira.