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Você concorda com o editorial que defende a autorregulamentação jornalística como direito do público?

08 de dezembro de 2011 7

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Comentários enviados até as 18h de sexta-feira serão selecionados para publicação na edição impressa.

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A TRANSPARÊNCIA PELA AUTORREGULAMENTAÇÃO

O Grupo RBS está lançando nesta sexta-feira, em evento público com transmissão multimídia para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o seu novo Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística. Trata-se de um manual de orientações éticas e editoriais destinadas aos colaboradores da empresa, formado por normas e procedimentos que todos se comprometem a seguir com o propósito prioritário de garantir ao público o direito à informação independente e à opinião plural. Mas pretende ser, ao mesmo tempo, um contrato de integridade, autenticidade e transparência com leitores, ouvintes, telespectadores e usuários de mídias digitais, que poderá e deverá ser utilizado pelo público para aperfeiçoar a sua relação direta com todos os nossos veículos e profissionais, como prevê a linha editorial da empresa.

Por considerar a liberdade de expressão uma conquista inerente às democracias e por defender o uso responsável deste direito como forma de promoção do ser humano e de desenvolvimento das sociedades, o Grupo RBS rejeita qualquer tipo de controle da informação. Cláusula pétrea da Constituição brasileira, o direito à informação livre possibilita ao público selecionar os conteúdos que deseja ver, ouvir e utilizar, sem qualquer tutela ou censura. Neste contexto, o Guia de Ética e Autorregulamentação do Grupo RBS se propõe a ser mais um instrumento para o exercício desta prerrogativa dos cidadãos.

Não se trata de um regramento definitivo e imutável. As orientações constantes no guia foram estabelecidas ao longo da história da organização, com base em edições anteriores e em diferentes códigos de ética nacionais e internacionais, conjugados com situações vivenciadas por profissionais da empresa na apuração, edição e divulgação de conteúdos jornalísticos. Nem tudo está contemplado no documento, mas ele serve como referência para a permanente discussão dos dilemas cotidianos do jornalismo.

Em constante aperfeiçoamento, o atual Guia reafirma e atualiza valores históricos do Grupo RBS, complementando-os com dois capítulos voltados para o atendimento das novas exigências da sociedade interconectada: o da Comunicação Digital e o da Autorregulamentação. O primeiro sintetiza normas que vêm sendo debatidas e adotadas a cada dia pelo Comitê Editorial do Grupo, em sintonia com um cenário que se modifica no ritmo vertiginoso dos avanços tecnológicos do mundo contemporâneo. O segundo apresenta de forma clara instrumentos de autorregulamentação jornalística que os veículos do Grupo devem adotar para garantir ao público direito de resposta, correções e a oportunidade de interagir com veículos e profissionais para ter suas demandas atendidas.

Acreditamos que a autorregulamentação é um mecanismo democrático de transparência que possibilita ao público exercer o inalienável direito de receber a informação que deseja, do mesmo modo como assegura às fontes e aos personagens das notícias a divulgação de suas visões, evidentemente sem privá-lo de caminhos previstos pela legislação brasileira.

Comentários (7)

  • Décio Antônio Damin diz: 8 de dezembro de 2011

    “Informação independente e opinião plural”, são o cerne de uma empresa democrática e sem viés ideológico. Propõe informar e dar voz àqueles que não a tem. Reafirma o que, na prática, já faz!

  • Paulo Sá diz: 8 de dezembro de 2011

    Concordo com a autoregulamentação e contra qualquer tipo de censura de
    conteúdo jornalistico, mas discordo da concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos e a distribuição politica dos mesmos.
    Acredito que com bom senso e sem radicalismo obtereremos uma imprensa livre
    e que atenda os interesses de toda a sociedade

  • Rogério Oliveira diz: 8 de dezembro de 2011

    Não existe isenção na mídia. O governo é sempre o maior anunciante, e esse poder econômico pauta o jornalismo de qualquer veículo de comunicação.

  • Cirilo diz: 8 de dezembro de 2011

    Mais uma vêz Zero Hora coloca-se à frente do seu tempo,oferecendo ao seu público o direito de expressar sua opinião de um modo muito amplo.Ao abrir essa porta, Zero Hora passa a interagir com seus leitores com o que existe de mais importante em qualquer nação, a Democracia. E dessa maneira começa a recriar um hábito a muito tempo esquecido pelo povo brasileiro, o simples exercicio da sua cidadania.

  • Rene Keller diz: 8 de dezembro de 2011

    Não existe ideia mais liberal que autorregulação. Isto significa querer estar acima das leis (em sentido genérico, já que a de imprensa é inconstitucional) a partir da edição da sua própria “normatização”. No fundo, o que se pretende esconder é o anseios de continuar livremente propagando informação como se fosse dotada de isenção, sendo que, em verdade, está disseminando o interessa da classe na qual pertence: a dominante.

  • Sandro Augusto Silva diz: 9 de dezembro de 2011

    É demonstração de extremo Respeito ao Público, que haja um norteamento no sentido de que seja preservado a Imparcialidade, a Verdade, a Justiça, a Relativização, a Moralidade, a Transparência, a Honestidade, a Fidedignidade e Sigilo das Fontes, a Crítica contextual sobre os fatos citados, a Primazia do Método Científico ao Senso Comum, o não Reducionismo de questões vitais e complexas que afetem a Sociedade como um todo e tudo o mais que qualifique a Informação que chega até o Público.
    Parabenizo os idealizadores e os seguidores; pela Corajem da propor, implantar e seguir as diretrizes.

  • Laura diz: 10 de dezembro de 2011

    Falando em pluralidade, onde foi publicada notícia sobre o livro do Amaury Ribeiro Junior, ‘A Privataria Tucana’, que já vendeu 15 mil exemplares em dois dias?

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