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Você é o dono da informação

12 de maio de 2012 0

Marta GleichDiretora de Redação

A partir de quarta-feira, dia 16 de maio, passa a valer no Brasil a Lei de Acesso à Informação. Há meses Zero Hora se prepara para este momento. A entrada em vigor da lei impõe novos desafios para os jornalistas, mas isso não é o principal. O importante é que a nova norma garante a você, leitor, o direito de obter informações relevantes de órgãos públicos. Informações úteis para a sua vida e para a sua comunidade.
O que diz a tal Lei 12.527? Determina que a população tenha acesso às informações de todos os poderes – Executivo, Legislativo, Judiciário –, em todas as esferas – municipal, estadual e federal – e também de empresas públicas.

O espírito da lei é de que o Estado deve tornar públicos todos os dados relevantes que produz: o cidadão, e não o Estado, é o dono da informação.

Desde o início deste ano, formou-se na Redação de Zero Hora um grupo de editores e repórteres para tratar do assunto, dada a sua relevância. Entre outras abordagens, a turma de jornalistas, das editorias de Política, Economia, Geral, Polícia, Esportes e Segundo Caderno,tratou de:

1 – a partir de demandas do público, preparar uma lista de pedidos de informações a Executivo, Legislativo, Judiciário e empresas públicas.
2 – treinar a Redação para tirar o melhor proveito da nova lei, em nome do leitor de ZH.
3 – publicar reportagens para esclarecer a população sobre o assunto.
4 – criar um blog, chamado Livre Acesso
(www.zerohora.com/livreacesso), onde se encontra o material já publicado, dicas e artigos.
5 – desenvolver o Acessômetro, uma ferramenta que monitora o desempenho dos órgãos públicos frente à nova lei (www.zerohora.com/politica).
6 – organizar uma estrutura na Redação que acompanhará cada pedido feito por Zero Hora, para oferecer ao leitor um balanço dos órgãos
que estão cumprindo – e os que estão descumprindo – a lei.

Sabemos que o texto da nova regra não mudará, da noite de terça-feira para a manhã de quarta-feira, uma cultura de sigilos cultivada durante décadas. Devido a esta mentalidade, a maior parte dos órgãos públicos não se preparou adequadamente para atender os cidadãos a partir do dia 16. E, se a sociedade não cobrar, esta estrutura jamais será criada. Por isso, acreditamos que o papel de um jornal, neste momento, é o de esclarecer a seus leitores sobre como solicitar as informações, acompanhar o desempenho dos órgãos, fiscalizar.
E prometemos continuar no assunto sem fraquejar.  Acreditamos que estamos fazendo a nossa parte, pelo direito à informação. Faça a sua, caro leitor. Vá às páginas 12 e 13 e veja como.

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