A Redação de Zero Hora recebeu esta tarde o jornalista e professor Eugenio Bucci. O bate-papo teve como foco a reflexão sobre ética, atividade jornalística e o futuro da profissão, o que atraiu a atenção de todos.

Com a didática de um professor e a visão de um profissional com experiência de redações de Editora Abril à Radiobrás e entidades da categoria, Bucci começou a conversa declarando fascínio ao Tecnopuc, área de desenvolvimento de tecnologia do Grupo RBS, em Porto Alegre. Mas começou revisando o passado para encontrar respostas para o futuro.
— Temos a crença de que o poder vem do povo. Isso custou a vida de muita gente. E, baseado nisso, o cidadão tem direito à informação, e a imprensa é a instituição tem o mandato para atender a essa demanda — disse.
A conversa engrenou por mais de uma hora depois da constatação inicial de que a preocupação com o futuro do jornalismo depende da manutenção da democracia e da independência da imprensa:
— Se houver democracia, vai haver jornalismo.

Da Redação, as perguntas pipocaram. Entre os assuntos discutindos, as rádios comunitárias, Conselhos de Comunicação formados por Estados, jornalistas polêmicos, postura profissional em coberturas política e em comissões de inquéritos, independência jornalística, os bastidores da Radiobrás, a obrigatoriedade da Voz do Brasil, assessor de imprensa x repórteres.
— O futuro depende do presente e passa pela clareza sobre o que é e o que não é imprensa, o que é e o que não é jornalista, citando o código de ética da categoria profissional. Sem nenhum demérito ao assessor, mas o jornalista trabalha para perguntar ao governo o que o cidadão quer saber. E o assessor de imprensa trabalha para responder — afirmou Bucci.