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Carta da Editora: O desafio de se manter no topo

29 de setembro de 2012 0

Por todo lado no Rio Grande do Sul, há gaúchos que ignoram as sombrias notícias econômicas dos últimos tempos. O PIB do Estado caiu 6,8% no primeiro semestre? Eles dão de ombros e ampliam seus negócios em 33,8% no mesmo período, como fez o InterCity. As vendas crescem tímido 1,4%? Não interessa, vendem 16,3%, como a Lojas Renner, que a partir do Estado se espraiou pelo Brasil. O nível de confiança dos empresários  indica pessimismo? O otimismo dessa gente é inabalável.
Quem são os bravos personagens, que empresas são essas, onde estão os setores capazes de passar por cima de obstáculos intransponíveis para a maioria dos demais?
Em busca dessas respostas, Zero Hora inaugura hoje a série O Rio Grande que dá certo, na contracapa do caderno
Dinheiro. Todo domingo, lá estará um empresário, uma atividade, uma companhia para inspirar nossos leitores e para que seus exemplos sejam multiplicados pela sociedade.
Na edição de hoje, revelamos os segredos de Alexandre Gehlen, neto de proprietários de uma pousada em Gramado que criou a rede de hotéis InterCity, hoje com 19 unidades, situando-se entre as 10 maiores do país e crescendo acima de dois dígitos a cada ano. Gehlen, ex-atleta de vôlei, planeja um saque ainda mais alto para os próximos três anos: quer chegar a 50 empreendimentos. Não perca, também, em zerohora.com, um vídeo em que o empresário dá sua opinião sobre o que o Estado precisa fazer para “dar certo”.
No site, você não encontra apenas este vídeo, há uma página especial para a série O Rio Grande que dá certo (www.zerohora.com/oriograndequedacerto), onde estão reportagens, vídeos e onde o leitor é convidado a compartilhar sua história, sugerir exemplos e comentar o conteúdo.
Nas próximas edições, vamos focar, por exemplo, a Camera, uma empresa com 40 anos no setor agrícola, que cresceu com apostas em diversificação que vão da marca própria no varejo ao investimento na produção de biodiesel.
Também já estamos programando mostrar São José do Norte, o município no final de uma rodovia apelidada de Estrada  do Inferno. Conhecido por só produzir cebolas, que muitas vezes precisavam ser descartadas, agora começa a renascer com projetos ligados ao polo naval. A expectativa é de que, em breve, as vagas criadas na cidade sejam suficientes para empregar toda a população de 25 mil pessoas.
E vamos falar da Altus, pioneira das startups gaúchas, que nasceu numa incubadora universitária e hoje tem contratos milionários para automatizar de grandes usinas hidrelétricas a plataformas da Petrobras. Também gerou um negócio novo para o Estado, no promissor segmento dos microprocessadores (chips), em parceria com a sul-coreana Hana Micron.
São os primeiros protagonistas da série O Rio Grande que dá certo. Muitos outros virão. Negócios que começaram do nada e se tornaram referência de qualidade, grandes empresas que enfrentam o desafio de se manter no topo a cada dia, segmentos que vencem barreiras em conjunto, processos inovadores que prometem grandes resultados e cidades que encontraram a saída para a estagnação.

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