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A cobertura das manifestações

06 de abril de 2013 34

Durante esta semana, fizemos uma autocrítica na Redação. Avaliamos que não cobrimos por todos os lados, na segunda-feira, dia 1º, a manifestação que ocorreu no centro de Porto Alegre contra o reajuste nas passagens dos ônibus. Enfocam-os um aspecto – o protesto ocorreu sem violência, diferentemente do anterior – e não outros. Não enfatizamos que a manifestação cresceu muito, nem mostramos quem formava a massa de milhares de pessoas. Recebemos críticas por isso. É uma longa história, que vou tentar resumir em capítulos:

Episódio 1 – Na manifestação do dia 27 de março em frente à prefeitura, foram quebradas vidraças, veículos da guarda municipal foram danificados e o secretário Cezar Busatto foi atingido com tinta vermelha.  Zero Hora estampou na capa, no dia seguinte, a foto de um veículo com vidros quebrados e, numa imagem menor, o secretário.

Uma das repercussões em redes sociais: “A capa de Zero Hora de hoje chega a dar nojo. Diz que foi depredação o que ocorreu ontem no protesto, e coloca a foto do secretário todo sujo de tinta”. Outra: “Zero Hora pode limitar nosso protesto (exigência de subsídio) chamando-o apenas de depredação, tudo bem, teve, dentre outras coisas bem (mas beeeem) mais importantes”. E mais uma: “Sou contra o subsídio, não é justo que toda a sociedade pague para benefícios de alguns. Acho muito mais justo discutir esse excesso de gratuidades. Mas qualquer protesto que faz o que foi feito ontem perde todo o meu apoio. Quem vandaliza uma viatura não pode reclamar a falta de segurança. Quem quebra o patrimônio público, não pode reclamar que falta dinheiro para saúde. Quem fere quem se predispõe a ter o diálogo do teu protesto, não pode reclamar de decisões técnicas tomadas nos gabinetes!!!”

Episódio 2 – Na manifestação seguinte, a da segunda-feira, dia 1º, o número de participantes chegou a 5 mil, segundo a Brigada Militar. Publicamos na capa uma foto impressionante, da massa nas ruas do Centro. Acreditamos que aquela imagem resumiu muito bem o que aconteceu. Mas – aí vem a autocrítica que fizemos – , a reportagem enfocou predominantemente a ausência de confusão e tumulto, já que no protesto anterior esta tinha sido a tônica. Não reproduzimos adequadamente o crescimento da manifestação, nem demos relevância ao motivo da união daquelas pessoas: o valor da tarifa e a qualidade do transporte. Recebemos críticas, vindas de apoiadores dos protestos. Uma delas:

“A chamada do site de ZH imediatamente após o protesto não foi a manifestação, a quantidade de pessoas que lá estiveram, a unidade construída pelo enorme grupo, ou o caráter justo inseparável das reivindicações. A manchete foi que a mobilização ‘terminou sem confrontos’. É a não-notícia de quem viciou-se, pelo costume institucionalizado, naturalizado, em cobrir manifestações apenas para criminalizá-las”.

Clique na imagem para ler a reportagem:

Na terça-feira à tarde, dia 2, chamei uma reunião com os editores de Política e de Geral, responsáveis pela cobertura, para avaliar nosso trabalho. Concluímos que, sim, o enfoque correto não era apenas “menos confusão”, era também a grande mobilização e o debate sobre o transporte coletivo. Quem são, o que querem, como se organizam os líderes e manifestantes?

Combinamos que, para o dia seguinte, daríamos visibilidade a este fenômeno que reúne diferentes perfis e grupos. E publicamos esta reportagem (clique na imagem para ler):

Clique aqui para ver o infográfico

No texto de Carlos Rollsing, mostramos quem são e o que pensam os vários grupos que formam esses protestos. O que não nos impediu de levar chumbo nas redes sociais, de novo. Alguns exemplos:

“Primeiro a ZH mete o pau nos manifestantes sendo que os demais veículos falaram totalmente o contrário, claro, vocês não podem ir contra quem larga MUITA grana aí, depois ficam assoprando a ferida pra não passarem por ruim. Na real, qual a posição de vocês?”

“Zero Hora se fazendo de bonita agora que o protesto tomou corpo. Antes era tudo um bando de baderneiros, vândalos, bandidos”.

Mas também recebemos elogios:

“Parabéns pela primeira matéria decente e não tendenciosa que vocês fazem sobre o aumento de passagem”.

“Parabéns pela matéria do Carlos. Avaliação muito bem feita, apesar de enfatizar o papel dos partidos e dos anarquistas. Eles ainda têm uma posição mais diminuta na conjuntura, tanto os partidos quanto os anarca, mas a avaliação de vocês foi muito mais política do que ideológica desta vez”.

Ok. Não estamos aqui para agradar a todos. Nosso propósito é mostrar todos os lados, para que o leitor tire suas conclusões. Quando erramos, procuramos corrigir. E, mesmo que nem todos acreditem, ouvimos o que os leitores dizem, fazemos autocrítica e auscultamos as redes sociais como mais um elemento para melhorar nosso trabalho.

Comentários (34)

  • Alexandre Haubrich diz: 6 de abril de 2013

    Marta, seria legal colocar as fontes dos comentários, especialmente os que não são de redes sociais, mas de blogs.
    É o caso do seguinte trecho “A chamada do site de ZH imediatamente após o protesto não foi a manifestação, a quantidade de pessoas que lá estiveram, a unidade construída pelo enorme grupo, ou o caráter justo inseparável das reivindicações. A manchete foi que a mobilização ‘terminou sem confrontos’. É a não-notícia de quem viciou-se, pelo costume institucionalizado, naturalizado, em cobrir manifestações apenas para criminalizá-las”.
    É parte de um artigo do Jornalismo B – http://jornalismob.com/2013/04/01/na-cobertura-de-nova-manifestacao-contra-aumento-das-passagens-zero-hora-publica-a-nao-noticia/
    Obrigado

  • Yo diz: 6 de abril de 2013

    Sugiro que coloque a FONTE das citações entre aspas.

  • Maria Luíza Sá e Madureira diz: 6 de abril de 2013

    Faltou indicar a fonte de uma das citações que, ao contrário das demais, foi retirada de um veículo de comunicação, o Jornalismo B.

  • João Dal Mollin diz: 6 de abril de 2013

    Parabéns pela autocrítica. Uma ressalva: penso que seria adequado, para dizer o mínimo, citar a fonte de um parágrafo inteiro, que não é de um genérico “redes sociais”, mas parte de um texto produzido por um colega jornalista em um espaço sobre jornalismo (que conta, inclusive, com versão impressa). Já que estou escrevendo aqui, aproveito para mais um pitaco: discordo de que “a tônica” do primeiro protesto tenha sido o vandalismo. Este foi sim o enfoque dado por vocês (e por outros veículos, verdade), que poderia ter sido a violência policial ou vários outros (como mencionado na autocrítica, depois); achei um tanto arrogante definir uma clara escolha editorial como “verdade”, ainda mais para depois dizer que se pretende cobrir todos os lados de um fato.

  • Plinio Alexandre Zalewski Vargas diz: 6 de abril de 2013

    Parabens pela analise diaria da conjuntura.Nao e facil acertar no que se passa em nossa cidade e o jornal teve agilidade para ampliar o olhar.Estranhei apenas que nao tenham aproveitado a ampla cobertura ja feita pelos veiculos da RBS das mobilizacoes organizadas atraves da plataforma porto alegre.cc.Ha um nexo ai que nao permite que nos surpreendamos com a multidao reunida nos ultimos dias.So como exemplo, lembro da Serenata Iluminada da Redencao, que reuniu 4.000 pessoas no ano passado.Em verdade , Porto Alegre ja fez a travessia da democracia participativa para a colaborativa.

  • Alexandre Haubrich diz: 6 de abril de 2013

    Acabo de ver que o mesmo texto saiu no jornal impresso, novamente sem fonte.
    Aguardamos nova errata, aqui e no jornal.
    O Jornalismo B não é uma rede social, mas um veículo de comunicação, e o mínimo que se espera, legal e moralmente, é a citação da fonte.

  • Silvestrre diz: 6 de abril de 2013

    A redação ainda não cobriu todos os detalhes da manifestação.
    Manifestações que bloqueiam e/ou dificultam o trânsito causam prejuízos aos demais cidadão.
    Em 2010 nos dias úteis, os ônibus transportam em média 1 milhão de passageiros por dia. 5000 manifestantes representam 0,5% dos passageiros diários. Gostaria que a redação buscasse esclarecer quantas pessoas foram prejudicadas com a limitação no trânsito.

  • Marcelo S. da Rosa diz: 6 de abril de 2013

    Bela matéria. Em relação as manifestações, eu como participante delas gostaria de ver uma posição do grupo RBS em nosso favor ou melhor em favor da justiça, conforme TCE. Ironia é ler, ouvir e ver comentários sobre o transporte público de comentaristas que não fazem o uso dele, o que é claro não lhes tira o direito de comentar, mas convenhamos…
    Não concordo com atos de vandalismo, mas sabemos que num grupo de 5 mil pessoas é muito difícil não ocorrer o que ocorreu, claro que não justifica, mas pode explicar.

  • cristina diz: 6 de abril de 2013

    As fontes não deveriam ser citadas?

  • Matheus Machado Hoscheidt diz: 6 de abril de 2013

    Parabéns pela postagem! O raciocínio transparente deixa claro a preocupação com as críticas dos leitores e o empenho em melhorar a qualidade do trabalho. Att.,

  • Rene Keller diz: 6 de abril de 2013

    É notória a influência que o grupo RBS tem na formação de opinião da sociedade gaúcha. O leitor realmente atento, com espírito crítico, sabe quais os interesses que balizam a informação prestada pela ZH (fato menosprezado pelo leitor usual). Por isso, causou certo estranhamento a excelente matéria do Carlos Rollsing, por simplesmente retratar a realidade sem ser pela habitual lente distorcida. Um leitor sério espera apenas duas coisas da ZH: A) ou que acabe com o mito da neutralidade, assumindo de plano uma posição conservadora, que baliza a cobertura jornalística regular; B) ou que retrate a realidade sem condicioná-la, a exemplo do procedido pelo Carlos Rollsing. O deslize, assumido pelo próprio corpo editorial, tem o seu fundamento no hábito de intentar um jornalismo polêmico. Aquele que precisa viver da discordia, da incitação, da necessidade de sufocar qualquer movimento legítimo (não “legal”), que não encontra eco para a sua voz na Zh; poder midiático que blinda os olhares dos leitores para as mais diversas futilidades e procede a distorções inescusáveis sob a ótica de um jornalismo sério, esclarecido e dotado de consciência social.

  • Casi diz: 6 de abril de 2013

    Gostaria de ver isso no jornal do almoço, o Lasier fazendo a mesma auto critica.

  • Guilherme Soares diz: 6 de abril de 2013

    Será que precisam comentários e críticas nas redes sociais para que os “especialistas” da ZH sejam “convidados” pela diretora da redação a fazer uma autocrítica sobre a cobertura dos acontecimentos? E os intelectuais-totais como Rosane de Oliveira e Carlos Rollsing vão continuar escrevendo pérolas como “não é possível baixar a passagem” e “táticas de guerrilha sem armas”, respectivamente? Isso sem falar dos comentários retrógrados do senhor Lasier veiculados pelo mesmo grupo midiático. E, como se não bastassem os textos carregados de ideologia, ainda precisamos aguentar uma matéria sobre o protesto postada na área de TRÂNSITO no site de vcs. Na minha opinião alguns profissionais deste grupo deveriam, urgentemente, rever seus conceitos. E por último, onde estão as fontes das citações utilizadas por vcs nesse texto? Ou acreditam que isso seja irrelevante? Um abraço e parabéns pela iniciativa (ainda que não seja no próprio jornal impresso e atinja uma quantidade pífia de leitores).

  • Luiz Felipe diz: 6 de abril de 2013

    Jornalismo sério e que escuta todos os lados? conta outra!
    Desde sempre só servem – mesmo com “autocrítica” – marginalizar os movimentos sociais e imbuir-lhes lideranças que não existem
    Sem falar em plágio, por não citação da fonte e também por ETERNAS distorções de entrevistas e pontos de vista IDEOLÓGICOS…opa: vocês são contra a ideologia ideologicamente ideologizada!
    E outra, agora que O POVO logrou o êxito vocês querem se transvestir de POVO, vocês não são o povo, não são populares. São, somente, deturpadores da verdade e construtores de realidades que servem tanto aos patrões, como as empresário e financiadores deste “veículo de informação”!
    E mais, porquê vocês nunca enfatizam o ALTÍSSIMO LUCRO das empresas e dos empresários de ônibus? Tadinhos deles, lucram tão pouco. Nada segundo o ZH, que ao apresentar o “cálculo” tarifa levantou todos os fatores constituintes do preço menos o LUCRO DAS EMPRESAS!!
    Isso não é jornalismo: é defesa IDEOLÓGICA dos historicamente favorecidos!

  • Bruna Andrade diz: 6 de abril de 2013

    Seria ético citar as fontes, principalmente quando são outros veículos de comunicação.
    É um absurdo, e certamente não foi descuido, vocês retirarem um parágrafo inteiro do Jornalismo B e não citarem a fonte.
    http://jornalismob.com/2013/04/01/na-cobertura-de-nova-manifestacao-contra-aumento-das-passagens-zero-hora-publica-a-nao-noticia/

  • Gianluca Perseu diz: 6 de abril de 2013

    Tudo bem fazer uma autocrítica e dizer que não conseguiu pegar “todos os lados do problema”(Tem como fazer isso? Querendo se fazer de imparcial depois de toda a porquice já publicada por vocês?), mas essa autocrítica ainda está voltada a um mercado de consumo, a um leitor que PAGA pela informação. Não esqueçamos do ponto de vista original da ZH, mesmo que ele se distorça pra agradar aos leitores e se safar dessa.

  • Guilherme Kichel de Almeida diz: 6 de abril de 2013

    Acho a autocrítica válida e até mesmo honrosa. Admitir um erro é uma atitude engrandecedora. Espero, sinceramente, que essa prática vire cotidiana. Infelizmente discutir o jornal no próprio jornal (ainda que de formal limitada) é muito raro nas grandes mídias brasileiras. Pois, o chamado jornalismo (nesses veículos) tem claramente propósitos e interesses ideológicos pré-definidos. Caso isso não vire regra, esse texto vai parecer simplesmente oportunismo. Ou seja, já que a má intenção (nas primeiras matérias) ficou claríssima, e os protestos desmentiram a abordagem tendenciosa, o jornal se retrata. Mas, e se a manifestação não tivesse crescido? Será que se retratou devido a má repercussão entre seus consumidores? Se retratou para aparentar que faz “bom jornalismo”? Enfim, espero que essa última pergunta seja respondida com um sonoro não e que (desculpe a repetição) a auto-reflexão torne-se estrutural no jornalismo brasileiro. No entanto, isso é mais um desejo do que um esperança.

  • Manoel diz: 7 de abril de 2013

    Uma auto-crítica bem cara-de-pau. A RBS sabe surfar na onda. Um raciocínio simples: se a coisa tivesse acabado com a manutenção do valor das passagens e sem repercussão ZH faria auto-crítica? CLARO que não. Quem lê ZH e outros veículos da RBS sabe do claro posicionamento político. Alguém acha que Lasier, Macedo e Rosane votaram na Dilma? No Tarso? Fizeram auto-crítica depois que a notaram que o tatu-bola não foi vandalizado (a ventilação foi simplesmente desligada)? Fizeram auto-crítica em todas as outras coberturas em que estudantes são tratados exatamente da mesma maneira, como vândalos? Algum dia focaram a cobertura dos manifestos na causa e não na consequência? NUNCA! E agora que finalmente um movimento obtém êxito e ganha repercussão ZH vem fazer auto-crítica? Acho que vocês deveriam fazer uma auto-crítica da auto-crítica e saírem do armário! Ser conservador não é vergonha, mas se fingir de neutro sim! LAMENTÁVEL!

  • Luis Silva diz: 7 de abril de 2013

    Realmente, ao noticiar sobre ações dos movimentos sociais, a RBS faz uma cobertura caolha, ideologizada, comprometida com a ótica dos patrocinadores ou anunciantes, em geral, anti-povo. Aos donos das empresas (que alegam prejuízos no negócio), sugiro que, se a coisa está tão ruim, peçam o boné e saiam do jogo.Raros são os empresários que tem visão social e se dispõem ao prejízo, sacrífício financeiro. Senhora editora: ainda não lhe caiu a ficha de que o ouvinte, o leitor, o telespectador, hoje está muito mais esperto e não mais se deixa levar por esses papos como esse aqui colocado? Cai na real!

  • Luana diz: 7 de abril de 2013

    Mais difícil do que fazer a passagem baixar (em todos os protestos que eu participei..) é fazer a RBS falar a verdade! Não tentem se retratar agora, pois filiados a Globo vocês CONTINUAM mentindo em outros aspectos, mas entendo, não é culpa do jornalista em si, vocês são apenas marionetes. Nosso movimento está contra qualquer tipo de mentiras e abusos e quem está protestando continua não gostando, não é um post como esses que vai mudar algo.

  • Israel Kujawa diz: 7 de abril de 2013

    Independente da cobertura geral feita por ZH. Me chamou atenção a matéria de ontem, em especial a declaração do Juiz sobre a relação entre as manifestações e sua decisão. Isto é será uma tendência? Este meu interesse está relacionado com minha pesquisa de doutorado que trata da relação entre Justiça/Judiciária e Políticas Públicas.

  • Tiago diz: 7 de abril de 2013

    Autocrítica um tanto acrítica, ao meu ver…

  • Leonardo Ucha diz: 7 de abril de 2013

    “qualquer protesto que faz o que foi feito ontem perde todo o meu apoio (…)”

    Mesmo que 1/20 das pessoas tenham praticado o “vandalismo”, todos os outros 19/20 perdem o seu apoio? Creio que você deva rever suas avaliações: tomar a parte pelo todo parece um equívoco de grandes proporções.

  • Carolina diz: 7 de abril de 2013

    O que nao está dito aí é que a ZH tem uma história, e que é por causa dessa história que emergem as críticas nas “redes sociais”. Muita gente desconfia da imparcialidade da ZH e da RBS por motivos que vão além dessa recente cobertura dos protestos, embora essa cobertura ilustre perfeitamente estes motivos.

  • Mariana Martins diz: 7 de abril de 2013

    A melhor matéria da cobertura de ZH dos protestos foi sem dúvida a do Carlos (aliás, meu ex-colega de escola). Só acho que acabou se focando muito nos grupos políticos. Esses grupos, no geral, são os que participam desses protestos já há longa data. A diferença em 2013 foi a adesão do cidadão comum, em parte motivada pela avaliação feita pelo TCU. Os grupos políticos têm interesses partidários, por vezes são motivados por serem “oposição”. Já o cidadão comum só precisa é de uma prova incontestável, de uma fonte séria, de que há um problema – e isso veio com o cálculo do TCU.
    Como eu já disse, o que fez a diferença esse ano foi a participação de mais esferas da sociedade e isso não pode ser ignorado.

  • Frederico Ruas diz: 7 de abril de 2013

    E sobre o fato de, na manifestação da última quinta-feira, vermos uma tropa de choque protegendo a ZH, enquanto passamos calmamente pela Prefeitura e pela EPTC sem qualquer tipo de proteção policial a esses lugares? O que vcs têm a dizer sobre isso? Gostaria de saber quem tem o verdadeiro poder sobre nosso território: nossos representantes eleitos ou a mídia oficial.

  • @AndPeroty diz: 7 de abril de 2013

    Muito bom ver que existe essa autocritica e ver que a ZH esta caminhando pra ser uma mídia de duas vias, aonde informa e ouve quem foi informado.

  • José Franklin diz: 7 de abril de 2013

    A bela manifestação proporcionada pelos estudantes da Capital, com ressalva a um pequeno grupo que se infiltrou com o intuito de agredir e depredar, pede ter sido um verdadeiro Tiro no Pé.
    O movimento estudantes de porto alegre pela redução das tarifas nos ônibus da Capital, pode resultar em um verdadeiro “tiro no pé”. Ao elaborar a nova composição tarifária, pode o poder público determinar o fim das isenções das diversas categorias atualmente beneficiadas, com o intuito de diminuir o seu valor. Sendo assim, os estudantes e os demais isentos, terão que pagar o valor integral. Se baixar para R$ 2,60, os estudantes, que antes do aumento pagavam R$ 1,42 agora terão que desembolsar R$ 1,18 a mais.

  • luis felipe maciel diz: 7 de abril de 2013

    seria legal vocês fazerem uma reportagem nas empresas de ônibus, sou cobrador da carris e me disponho a acompanhar uma equipe de jornalista para mostrar o caos que é dentro da carris, sim um caos. de ante mão deixo aqui algumas sugestões para investigação:
    - frota sucateada: ônibus que viram ferro-velho para tirarem peças para por em outros ônibus.
    - dinheiro “mal investido”: prédio do administrativo que está só o esqueleto fazem anos e o pior, a creche que o diário gaúcho de 2010 noticiou que estava pronta. vão lá ver o local da creche, não tem mais nem as bases da construção.
    - falta de transparência nas contas da carris. a carris não tem suas contas publicadas (balancetes) desde 2008. isso deveria ser básico, direito de todos saberem.
    - falta de ética na carris: carris descumpre o estatuto do servidor municipal e não paga as horas extras como deveriam.
    desde já me coloco a disposição para uma equipe para conversar

  • Victória Andrade diz: 7 de abril de 2013

    MUITO OBRIGADA ZERO HORA! graças a vocês desisti do meu sonho de ser uma grande jornalista, pelo simples fato de não conseguir mentir como vocês mentem. Não conseguir passar pros outros a mentira que vocês acham bonito, invés da verdade que o posso merece se orgulhar. muito obrigada!

  • Eduardo Quadros diz: 8 de abril de 2013

    PARABENS VCS REALMENTE SAO PATETICOS!!!
    ESPERO QUE ESSE JORNALECO MORRA AS MINGUAS…JUNTO COM A GANANCIA DE VCS EM DOMINAR TUDO!!!

    AUTO CRITICA SEI…A TROCO DE QUE?

  • Eduardo Quadros diz: 8 de abril de 2013

    Outra coisa…lembro de quando vcs os cerebrais descobriram que os Petistas também compravam zero hora….muito engraçado to morrendo de rir…..

  • Gustavo Mini diz: 8 de abril de 2013

    Parabéns pela atitude. Não deve ser fácil em um veículo desse porte, mas acredito que todos saiam ganhando, inclusive o próprio jornal. Esperamos todos que a prática se mantenha e se aprofunde.

  • Gustavo Mini diz: 8 de abril de 2013

    O correto é: “acredito que todos SAEM ganhando.”

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