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Qual é a opinião de Zero Hora afinal?

20 de julho de 2013 2


O tema Reforma Política — que Zero Hora passa a abordar de forma profunda a partir deste domingo — presta-se bem a um assunto sobre o qual há tempos quero escrever neste espaço: a diferença entre notícia, editorial, artigo e coluna. Muitas vezes os leitores, ou mesmo os entrevistados, declaram: “Zero Hora torce para tal time” ou “Vocês estão apoiando tal governo e torcendo contra aquele outro”. Isso é verdade?

O jornal, como qualquer outro do mundo, tem os seguintes tipos de texto, basicamente:

Notícias ou reportagens: textos feitos pelos repórteres, relatando os fatos. Podem ser curtos ou longos, ou até uma série de vários dias. Desde uma nota até uma reportagem investigativa. Esses conteúdos não devem expressar opinião de quem os redige. O repórter descreve o que ocorreu e o que apurou, da forma mais objetiva possível, procurando sempre ouvir todas as partes envolvidas no episódio descrito.

Artigos: textos de colaboradores fixos do jornal ou de pessoas da sociedade que enviam contribuições espontâneas, expressando sua opinião ou a de um setor ou entidade.

Editoriais: textos escritos pela Editoria de Opinião, expressam a opinião da RBS. São publicados todos os dias, em página bem identificada, entre as seções de Política e Economia.

Colunas: textos diários, semanais ou mensais de comunicadores contratados pelo jornal. Podem ser uma mistura de opinião e informação, como a coluna de Rosane de Oliveira. Ou crônicas, como a de Martha Medeiros. O colunista tem total liberdade para escrever sobre o que quiser, sem influência do jornal. Ele não precisa concordar com os editoriais, nem com outros colunistas. Aliás, o pluralismo de opiniões é um dos princípios editoriais da RBS. Ganha o leitor quando o jornal apresenta posições diferentes de pessoas, entidades e segmentos sociais também diversos sobre um determinado assunto.

Na série que iniciamos hoje, sobre reforma política, teremos todos os gêneros acima bem representados. Peguem o exemplo da reeleição, que será publicado nesta segunda-feira. A reportagem não será contra nem a favor. Apresentará prós e contras, trará fontes que defendem e outras que condenam a possibilidade de um presidente, governador ou prefeito ter um segundo mandato. Já o editorial será — adianto — contra o instituto da reeleição. É a opinião da RBS. E a colunista de Política Rosane de Oliveira me antecipou na sexta-feira que escreverá a favor da reeleição, com total liberdade de expor seus motivos — e de discordar da opinião da empresa. Outros colunistas e articulistas poderão ter posições diversas da opinião de Rosane.

Ao ler tudo isso, segunda-feira, você dirá que Zero Hora é a favor ou contra a reeleição? Se falar da reportagem, nem contra, nem a favor. Se falar especificamente da colunista Rosane de Oliveira, uma das principais vozes do jornal, será a favor. O editorial, ou a opinião da RBS, contra.

Esse modelo (notícias sem opinião, editoriais com opinião da empresa, artigos e colunistas com suas próprias opiniões independentes e plurais) forma o conjunto do jornal, todos os dias.

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O quarteto desta foto forma nossa equipe de enviados especiais ao Rio para a cobertura da Jornada Mundial da Juventude. Os fotógrafos Mauro Vieira (E) e Ricardo Duarte (D) e os repórteres Itamar Melo e Paulo Germano (ao centro) cobrirão a primeira visita do papa Francisco ao Brasil.

O grupo desembarca no Rio nesta segunda-feira, mas já nas páginas 27 a 30, você poderá ter um aperitivo: o significado do evento, as outras visitas de papas ao Brasil e um mapa com os pontos por onde Francisco irá passar. Ao longo da semana, nossos repórteres irão trazer olhares exclusivos sobre a viagem, mostrarão os gaúchos que estarão perto do Papa e compartilharão — em vídeos, fotos e textos — a emoção desse momento histórico.

Comentários (2)

  • Jofre Paschoal diz: 20 de julho de 2013

    Que ótimo que a sra tenha explicado tão bem a posição política da RBS e sua política informativa. A empresa tem a sua opinião, expressa em editoriais ( que aliás são a parte menos lida dos jornais da empresa, lamento!!); cada um dos colaboradores ou jornalistas empregados da empresa têm as suas e, pasmem!, são livres para expressá-las, doa a quem doer! Isto chega a me emocionar, garanto!( Estou sendo irônico, claro!) Só quem não tem direito de exprimir o que pensam são os leitores dos jornais da empresa, principalmente em seus diversos blogs. E eu não estou me referindo a textos infames, caluniosos ou pornográficos – estes devem mesmo ser banidos de qualquer veículo de comunicação que se preze – falo daqueles que de verdadeiros metem medo; de inteligentes, ferem orgulhos vãos; de mordazes, despertam ódio. O que eu espero que a sra entenda é que leitores como eu não precisam desta sua informação, que me parece uma tentativa de livrar a RBS de alguma manifestação popular furiosa, porque ñ precisamos de nenhum jornal ou tv para que raciocinemos e tenhamos nossas próprias posições e opiniões, sobre política ou qualquer outra atividade. Somos cartesianos! Agora, para a maioria de seus leitores e espectadores – e eu tenho até vergonha em reconhecer isto, já que são meus conterrâneos – sua explanação é totalmente inútil uma vez que esta maioria é tacanha e fanática e jamais lê este tipo de blog. A sra escreve em vão. Assim, continuarão a ñ entender nada das notícias políticas, das de panoramas mundiais, de arte, de cultura, de economia. Continuarão a ler sobre futebol e os gremistas acharão que a RBS é colorada e os colorados que é gremista. Continuarão a ler as páginas policiais, as fofocas com artistas do eixo Rio/SPaulo, já que o RS, como bom afiliado global, não tem artistas famosos em seu solo! Como a Globo já percebeu, melhor é não transformar estas últimas “manifestações populares” como massa de manobra para acabar com o reinado petista. O tiro pode muito bem sair pela culatra, não?

  • José Silva diz: 27 de julho de 2013

    Na redação da Zero Hora, trabalha uma maquiadora!!! A editora, Marta Gleich, deu uma “maquiada” na RBS, com o intuito de mostrá-la democrática. Isto é coisa de editora que quer ficar bem com o patrão e com leitores ingênuos. Vejamos o seguinte:
    Ela disse que “o colunista tem total liberdade para escrever sobre o que quiser, sem influência do jornal. Ele não precisa concordar com os editoriais, nem com outros colunistas.” No entanto, ela procurou ocultar que a mesma liberdade dos colunistas não se extende aos repórteres!!! Estes últimos DEVEM OBEDECER a linha editorial da RBS. Assim sendo, constitui-se em uma falácia o fato de que as notícias e reportagens podem ser isentas. “Esses conteúdos não devem expressar opinião de quem os redige”, afirmou a editora. Ora, sabemos bem que os repórteres saem da redação pautados para fazer as reportagens. Mas, as pautas não são neutras. Muito pelo contrário: as pautas expressam somente o que interessa à linha editorial da RBS. Portanto, a suposta “objetividade” dos repórteres não passa de um conto-da-carochinha.

    A farsa da objetividade se torna evidente, quando um mesmo fato é divulgado por vários jornais. Podemos então analisar o tratamento que este fato recebeu. Veremos que existem diferenças de enfoque, linguagem, espaço dedicado a sua divulgação, fontes ouvidas e muito mais.

    A conclusão é que os repórteres não têm liberdade de expressão, porque devem obedecer à linha editorial da RBS. E são os repórteres que fazem o conteúdo do jornal. Já não somos mais tontos para acreditar em objetividade, quando existe subjetividade. A maquiagem ficou péssima!!!

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