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Posts de janeiro 2014

Veja os destaques da Zero Hora deste domingo

31 de janeiro de 2014 0

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O que diz o relatório do Tribunal de Contas do Estado sobre o transporte público na Capital. E mais:

Lançamento: Humberto Trezzi autografa na Capital

30 de janeiro de 2014 0
arquivo pessoal

A noite desta quarta-feira foi de festa na Livraria Saraiva. Boa parte dos jornalistas de ZH dividiram com Humberto Trezzi a satisfação com o lançamento do seu primeiro livro individual “Em Terreno Minado“.

arquivo pessoal

A sessão de autógrafos reuniu colegas e ex-colegas de Redação, além de família, amigos e leitores da obra que está fazendo sucesso em todo o país.

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Veja os destaques da Zero Hora desta sexta-feira

30 de janeiro de 2014 0

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O impacto politíco da greve de ônibus em Porto Alegre. E mais:

Especial: tabaco se reinventa e mantém Brasil como maior exportador mundial

30 de janeiro de 2014 0

reproduçãoSob pressões do mercado e de campanhas antitabagistas, o setor do tabaco se reinventa. É a partir desse cenário que o caderno Campo e Lavoura de ZH mostra nesta sexta-feira as tendências para a produção e como avançam, por exemplo, a integração da fumicultura com o cultivo de grãos, o uso de tecnologias e da irrigação.

O caderno traz ainda informações sobre os debates referentes ao uso de aditivos que dão sabor ao cigarro e que podem ser proibidos no Brasil.

O caderno Campo e Lavoura é encartado em Zero Hora nas sextas-feiras. A edição temática destaca a produção de tabaco no Estado. Neste ano, o Brasil se consolida como maior exportador mundial de fumo por mais de duas décadas.

Confira os destaques da Zero Hora desta quinta-feira

29 de janeiro de 2014 0

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Como cuidar dos pets em época de calor. E mais:

Veja os destaques da Zero Hora desta quarta-feira

28 de janeiro de 2014 0

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As manifestações e os protestos que estão agitando o país. E mais:

Em sintonia: editoria desfila cores na Redação

28 de janeiro de 2014 0

Isadora Neumann

Os integrantes da ilha de Inovação de ZH, Ulisses Carrilho, FêCris Vasconcellos e Marcelo Sarkis, mostram que estão em sintonia dos pés à cabeça.

 

Confira os destaques da Zero Hora desta terça-feira

27 de janeiro de 2014 0

framenilson

Quanto as mensalidades escolares vão pesar no seu bolso em 2014. E mais:

Bastidores: a busca por um formato no ano da Kiss

27 de janeiro de 2014 0

Lembrar do dia em que o Brasil viu uma das maiores tragédias do país acontecer bem no meio do Rio Grande do Sul trouxe reflexão e muitas reuniões de trabalho em ZH. Repórteres e editores dedicaram-se a pensar em algo relevante para marcar a data com um conteúdo à altura do acontecimento e do jornalismo gaúcho.

— Buscávamos um formato diferenciado para marcar o ano da tragédia. Tínhamos vários pontos: a investigação, a parte política, o fator humano, a dor da ausência, a superação. Então, a ideia foi reunir todo o material em um único texto, como se fosse um livro — conta o editor Rodrigo Lopes.

Lúcia Pires

Nilson Vargas (E), Itamar Melo, Leandro Fontoura, Carlos Etchichury, Diego Araujo, Rodrigo Lopes e Letícia Duarte em uma das últimas reuniões de trabalho.

— Um ingrediente fundamental em toda a discussão foi: o respeito pelas pessoas, pelo sentimento de perda e também de indignação que o fato gerou. Não se pode conceber a cobertura de um acontecimento deste porte, desta complexidade e com tamanho envolvimento humano sem levar em conta a dor coletiva que foi produzida. Isso nos leva a refletir sobre nosso papel, que é o de documentar, dimensionar e assegurar que a sociedade não se esquecerá do episódio, suas causas, seus desdobramentos, suas vítimas e de quem provocou tamanha tragédia e precisa ser responsabilizado por ela — conta o jornalista Nilson Vargas, editor-chefe de ZH.

A inspiração veio então de grandes reportagens que se tornaram obras de não-ficção, como Hiroshima, de John Hersey. Originalmente escrito para a revista New Yorker, o texto de Hersey relata como os bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki afetaram a vida de seis indivíduos. Posteriormente, a reportagem virou livro.

— Nos colocamos o desafio de fugir do formato tradicional de reportagem, por se tratar de um evento trágico sem par na experiência dos gaúchos. Concluímos que o melhor a fazer era contar o que aconteceu, e contar como se os fatos, muitos deles inéditos, estivessem transcorrendo diante dos olhos do leitor. Porque é preciso que todos saibam o que aconteceu, para que não se repita. Grandes repórteres foram mobilizados para garimpar os fatos sob ângulos distintos. Coube a mim o privilégio de ser o primeiro leitor e de cuidar para que todos os textos produzidos, em conjunto, formassem um todo harmonioso — relata o experiente repórter Itamar Melo.

 

O maior desafio para Itamar foi organizar o que cada repórter faria, como seria a apuração compartimentada para, depois, unir tudo em uma única narrativa.

A equipe de diagramação e de imagem também foi desafiada no projeto gráfico, que segue o conceito de um livro. Neste domingo, o conteúdo virá no corpo do jornal. Um livro dentro de um jornal. Uma história dentro de todos os gaúchos.

Veja o expediente do especial

PRODUÇÃO OFFLINE

REPORTAGEM

Adriana Irion

Humberto Trezzi

Juliana Bublitz

José Luís Costa

Larissa Roso

Letícia Duarte

Nilson Mariano

Paulo Germano

REDAÇÃO FINAL

Itamar Melo

EDIÇÃO

Carlos Etchichury

Diego Araújo

Francisco Dalcol

Leandro Fontoura

PROJETO GRÁFICO

Diego Borges

Laura Rinaldi

FOTOGRAFIA

Carlos Macedo

Lauro Alves

PRODUÇÃO ONLINE

REPORTAGEM

Maurício Tonetto

Vanessa Kanemberg

EDIÇÃO

Bruna Scirea

Marlise Brenol

Rodrigo Lopes

IMAGEM

Carlos Macedo

Lauro Alves

Luan Ott

Thaís Martins

ARTE

Michel Fontes

Guilherme Gonçalves

 

 

Jornalismo, memória, compromisso

25 de janeiro de 2014 2

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No dia 28 de dezembro, quando eu chegava a Santa Maria numa entre muitas viagens para rever familiares, rádios anunciavam, um a um, os nomes dos aprovados na UFSM. Já descrevi em Zero Hora, em artigo publicado logo após a tragédia da Kiss, o ritual em que a cidade confere pelo rádio a lista dos “bixos” da Federal, uma conquista para os jovens e uma honra para as famílias.

Ao ouvir o listão, pensei nos pais e mães que perderam filhos na Kiss. Muitos dos 242 mortos eram universitários, formandos, vestibulandos, uma gurizada que teve a vida interrompida num enredo de horror. É um movimento circular para quem tem ligação com a cidade: em algum momento, por algum motivo, em alguma esquina, a tragédia vem à memória. Esquecer não depende só da vontade.

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No instante seguinte, pensei no trabalho que uma equipe de jornalistas de ZH já começara a fazer e que está publicado na edição dominical e em zerohora.com. Boa parte dessa equipe aparece na foto acima. Refleti sobre a complexidade de voltar a tocar num tema tão sensível, sobre a necessidade de manter – como temos procurado fazer desde o trágico 27 de janeiro de 2013 - o máximo respeito pela dor de tantas pessoas, sobre a missão confiada à imprensa naquele episódio repleto de cenas tristes.

Jornalistas precisam investigar. Não somos policiais, donos da verdade, justiceiros. Cruzamos dados, ouvimos pessoas, mergulhamos em histórias, revelamos, duvidamos. Nem sempre isso é simpático, muitas vezes requer uma insistência que incomoda, faz-nos um tanto obsessivos. Mas é nosso compromisso com o público.

Jornalistas são, também, zeladores da memória de uma comunidade, de uma época. Com seus escritos, imagens e falas, cuidam de uma espécie de rascunho, depois lapidado e perenizado por historiadores e outros especialistas. Um rascunho com o máximo de precisão para dar suporte a quem acessa nossos conteúdos hoje ou daqui a décadas.

É destas missões que se ocuparam por muitas semanas os colegas da foto. Não foi simples, em diversos momentos foi doloroso. Eu e muitos dos rostos compenetrados da imagem voltamos a nos emocionar e a chorar com as histórias, a saudade, a dor, a resiliência, a capacidade de superação de tantas pessoas. No papel, a reportagem das páginas 23 a 46 ganhou estilo de um livro, dividida em capítulos, com texto denso. Um formato que ajuda a reforçar o sentido documental do que produzimos. Um ano depois, revisitamos a tragédia da Kiss para recordar fatos e personagens, adicionar novas informações e reforçar um compromisso resumido em duas palavras: não esquecemos. Ainda há o que contar, o que investigar, ainda há um vazio na apuração de responsabilidades pela tragédia. Por isso, não esquecemos.