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Die Welt: por dentro de um dos "jornalões" alemães

25 de março de 2014 3

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Por Bruna Scirea*

Em um momento de plena discussão sobre qual o melhor formato para uma redação — que deve estar cada vez mais atenta diante da velocidade e da imensa capacidade multimídia proporcionada pelo meio digital, é interessante conhecer o caminho que alguns jornais do mundo vêm trilhando.

Durante minha primeira semana em Berlim, portanto, visitei a redação do Die Welt, um dos “jornalões” alemães, como diríamos no jargão jornalístico brasileiro. A tiragem diária da publicação é de 264 mil exemplares e, assim como a famosa Bild e o Berliner Morgenpost, o veículo também faz parte dos produtos da Axel Springer, uma das maiores editoras europeias.

Desde dezembro, a redação do Die Welt foi unificada em uma ampla sala em que as mesas estão dispostas em forma de estrela. Como eles mesmos contam, a redação está organizada em três velocidades: no centro, está a produção online dedicada aos produtos digitais (site, mobile, apps) sete dias por semana, 24 horas por dia. Na segunda “velocidade”, está a produção diária do impresso, bem como sua versão compacta. Em ritmo mais lento, as revistas semanais que acompanham a edição dominical do Die Welt. O novo lema da equipe é “online first” (o online em primeiro lugar).

Claramente, é um dos jornais alemães que possuem um dos sites mais modernos, com produção de vídeos, infográficos e páginas especiais, conforme a necessidade de destacar determinada reportagem. Um bom exemplo, ainda para quem não entende nada de alemão, é esta matéria online sobre os diferentes bairros de Jerusalém. De acordo com a reportagem, a cidade sagrada tem vida própria, costumes diferentes e regras distintas — o que faz com que sua população, embora esteja muitas vezes separada por apenas uma estação de trem, viva a anos-luz de distância entre seus pequenos grupos.

Seguindo outra tendência mundial, desde 2012, o Die Welt cobra pelo acesso de suas matérias na internet (paywall). O leitor tem direito a 20 cliques gratuitos. Após isso, deve pagar cerca de 7,98 euros (em torno de R$ 28) para continuar lendo. Durante a visita, perguntei qual era o percentual de lucro obtido com os produtos digitais. Eles responderam: 30% da renda do jornal vem do online.

Como se vê na foto abaixo, o espaço é enorme. A equipe conta com mais de 120 pessoas. Aqui, neste link, tem um vídeo de apresentação da nova redação deles. É em alemão, mas dá para conhecer um pouco do ambiente a partir das imagens.

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A jornalista Bruna Scirea está em Berlim e conta semanalmente, aqui no Blog do Editor, a experiência profissional como repórter no Exterior. Ela é bolsista do Internationale Journalisten-Programme (IJP) e trabalha por dois meses no Berliner Zeitung.

Comentários (3)

  • Marciane Faes diz: 25 de março de 2014

    Oi Bruna,
    Enviei tua matéria para a Lígia Fascioni (www.ligiafascioni.com.br/blog)que mora em Berlim.
    Se vocês se encontrarem, o papo vai render.

  • Ligia Fascioni diz: 25 de março de 2014

    Bruna, vamos nos encontrar sim! Adorei sua experiência! Você por acaso é parente da Maíra Scirea? Ela foi minha aluna no curso de Design. Adoro aquela fofa!

    Beijocas e espero que até breve!

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