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Um iPhone no lugar do bloquinho

19 de abril de 2014 0

martha gleisch

Na última semana, Carlos Wagner, 63 anos, o mais premiado jornalista de Zero Hora de todos os tempos, e um dos mais premiados do Brasil, passou por um grupo na Redação e disse: – Eu já fui um dos melhores repórteres deste Estado usando apenas um bloquinho e uma caneta. Agora vou ser um dos melhores repórteres usando apenas um iPhone.

Quem conhece o Wagner sabe que não estava se gabando, porque ele não é disso. Inquieto e animado, está é se reinventando, como sempre fez, para acompanhar as transformações do comportamento do leitor. Wagner, que carinhosamente alguns chamam de “vô” na Redação, acaba de se unir à equipe de repórteres digitais de ZH. O mundo está mobile, o leitor está mobile, o repórter precisa ser mobile. Não somente no sentido de utilizar um celular, estar sempre online, mas no sentido de mobilidade, de movimento, de ubiquidade.

Quando estourou, no começo da última semana, o assunto do menino Bernardo, em Três Passos, Wagner, linha de frente da reportagem, foi chamado para viajar. Saiu às 4 horas da manhã, levou pouco mais de cinco horas na estrada e, segundo ele, já chegou “no meio do fogo cruzado”, em uma cidade cheia de repórteres, do país inteiro.

– Trabalhei muitas vezes nesse local do Interior, conheço a rotina da região, a cidade, as fontes. Isso ajudou muito. O que mudou completamente de uns anos para cá é que, antes, para encontrar uma pessoa, precisava entrar no carro e andar quilômetros por uma estradinha de terra cheia de pedras. Hoje, com um iPhone, vou para o Facebook, para a internet, acho na hora. Mudou muito a vida do repórter. Quando é que eu iria imaginar estar no meio de uma coletiva, informando na hora o que está acontecendo, fazendo foto e vídeo e, ao mesmo tempo, checando o que a concorrência está publicando? Mas por que Wagner resolveu fazer parte da equipe de repórteres digitais de Zero Hora?

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– Todo repórter quer ser lido. E eu acredito que, com as novas tecnologias, muito mais gente terá acesso à assinatura de um jornal e aos conteúdos online, inclusive com custos mais baratos. O leitor pode estar em qualquer canto e acessar a Zero Hora. Quanto maior o número de pessoas que forem ler minhas reportagens, melhor!

Não foi só a forma de trabalhar do repórter que mudou. A transformação nos hábitos do consumidor está expressa nas estatísticas de acesso ao conteúdo digital de Zero Hora. O número de usuários que buscam nosso conteúdo de um dispositivo móvel (tablet e smartphones) subiu de 713 mil em março do ano passado para 2 milhões em março deste ano, ou 186% de aumento. Ou seja: possivelmente você está acessando o jornal não só por um computador, como fazia antigamente, mas também pelo smartphone e por um tablet.

Nosso leitor está mobile, nossos repórteres estão mobile. Mudou a forma de captar, processar e distribuir a informação. Mudou a forma de você consumir a informação. Você e o Carlos Wagner ainda são os mesmos, mas certamente estão modificando em velocidade vertiginosa a forma de fazer e de ler um jornal.

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