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Os próximos debates

25 de outubro de 2014 3

marta gleich

 

Ninguém tem bola de cristal para cravar como serão as capas dos jornais brasileiros nesta segunda-feira, com o resultado das eleições presidenciais e das eleições estaduais onde há segundo turno. Ainda mais depois de alguns erros dos institutos de pesquisa registrados no primeiro turno. Mas uma coisa é certa: tanto no Brasil, quanto no Rio Grande do Sul, haverá, nas próximas semanas, muitas reportagens, análises e opiniões sobre o que fazer com um país bastante dividido em relação à escolha de seu presidente e, para nós, gaúchos, em relação à escolha de seu governador. Ainda mais em cenários de desafios como a volta do crescimento da economia no Brasil ou a impagável dívida estadual, dois atoleiros gigantescos. Esses assuntos estarão nos próximos debates.

Conversando com editores de outras redações de jornais brasileiros na última semana, o que mais ouvi foi “não vejo a hora de terminar esta eleição” e “há muito tempo não via uma eleição assim, tão estressante”. A sensação dos jornalistas não é diferente do sentimento dos demais cidadãos.

Esta foi uma eleição desgastante, pela crescente intolerância com a opinião do outro em redes sociais, pelo fim de amizades antigas só porque “ele não vota no mesmo em quem eu voto”, pelo baixo nível dos ataques entre os candidatos, por uma propaganda que muda de rumo não pela convicção do político, mas pela determinação dos marqueteiros, pelos acontecimentos absolutamente inesperados – o maior deles a morte de Eduardo Campos e a ascensão e queda de Marina. Ou, aqui no Estado, a ascensão e queda de Ana Amélia e o favoritismo de Tarso sendo ultrapassado por Sartori nas pesquisas. Como reconstruir pontes detonadas por intolerância, por não aceitar o contraditório, pela violência das relações pessoais? Como recuperar-se do desgaste e do cansaço desta eleição? Outro debate daqui por diante.

Em Zero Hora, desde o final da década de 90, temos o firme propósito de cobrir eleições sob o ponto de vista do eleitor: como as propostas dos candidatos impactarão a vida real das comunidades. Ao longo desta eleição, dedicamos, de novo, páginas e páginas a isso. Infelizmente, nem sempre foram as reportagens de maior repercussão. Muito menos nas redes sociais. Mas bastava um acusar o outro na propaganda política ou no debate, para que crescesse o interesse e o compartilhamento nas redes.

Passadas as eleições, não pretendemos arredar pé do nosso propósito. Como jornalistas, acreditamos que a nossa missão, nosso “programa de governo”, depois deste fim de semana, será seguir oferecendo espaço para o debate, não mais das propostas de candidatos, mas da busca de saídas para o Estado e para o Brasil. Nosso compromisso é com quem nos lê, com o cidadão, com o entorno onde atuamos. O leitor, acredito, espera agora de seu jornal um debate plural e de alto nível para que sua vida e a vida de sua comunidade melhorem.

Comentários (3)

  • Carlos Renato dos Santos Costa diz: 25 de outubro de 2014

    Para os mais atentos o discurso político não é levado ao pé da letra. Essa fala dirigida ao coletivo visa persuadir, muitas vezes usando a mentira como artifício. Dito isso, quero parabenizar a equipe do Jornal. Certamente foi exaustiva a pesquisa para separar dentro do discurso dos candidatos o que é verdade, o que não é bem assim e o que é falso. As reportagens mantiveram a proporcionalidade de espaços entre os partidos e pontuaram os diferentes olhares sobre a comunidade. Sei que trabalharam com o coração ferido, marcados pela perda de uma colega querida, mas lhe fizeram uma merecida homenagem: Trabalho sério, honesto e com compromisso com a verdade. Meu abraço virtual a todos e bons votos.

  • Harildo Broedel diz: 26 de outubro de 2014

    A sra. acredita, MESMO, que o leitor espera de ZH um debate plural e de alto nível para que sua vida e a vida de sua comunidade melhorem? E por que isto nunca aconteceu, tendo em vista que ZH existe desde o século passado? Não seja tão presunçosa supondo que a totalidade do povo gaúcho seja formada por gente como o leitor acima e que a totalidade de seus leitores acreditem em suas falácias ridículas. Um jornal em nada melhora a vida de seus leitores – e nem tem a responsabilidade de fazê-lo – portanto, recolha-se à verdadeira dimensão de um jornal, isto é, um veículo de informações e de entretenimento, com prazo de validade de apenas um dia, para depois virar lixo ou servir para embrulhá-lo. Nós, leitores, é que podemos melhorar a vida de um jornal ou levá-lo a ruína, bastando para isto comprá-lo todo dia, para leitura do que nos interessa ou deixar de fazê-lo e levá-lo à falência! Pense nisto!

  • Tulio diz: 29 de outubro de 2014

    Eu admiro o sr Harildo pois sempre que ele faz um comentário aqui ele mostra ser um homem inteligente e de personalidade. E admiro também a sra Marta, a editora de ZH que sempre publica o que seu leitor Harildo escreveu, mesmo que sejam as críticas que ele formula com tanta propriedade, educação e sinceridade. A imprensa deveria ser assim imparcial e respeitadora da liberdade de expressão para todos! É uma pena que quase ninguém apareça por aqui, iriam aprender muito com o sr Harildo. A maioria dos comentários são feitos nos blogs sobre futebol onde os blogueiros, um bando de jornalistazinhos de meia pataca, só publicam comentários que falem bem do time pelo qual eles torcem. Deve ser por isto que eles são o que são, uns nadas, e a sra Marta é a chefona!

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