Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Um naco do futuro

29 de novembro de 2014 7

marta gleich

Todo mundo aí sabe o que é um TED? É um formato de palestra curta para disseminar ideias. A origem, em 1990, é no Vale do Silício, e os primeiros temas eram Tecnologia, Entretenimento e Design (daí a sigla). Depois, mais assuntos foram entrando nos TEDs, que se espalharam pelo mundo. Disponíveis na internet, são uma usina de inovação e cultura.

Na Redação de Zero Hora, fazemos um TED a cada uma ou duas semanas, para chacoalhar os neurônios. Todo mundo para o que está fazendo por 15 a 30 minutos e assiste a um colega ou a uma pessoa de fora que vem compartilhar ideias ou novidades.

Há poucos dias, Marcos Piangers, colunista de ZH e comunicador da Atlântida, falou sobre tendências de jornalismo e comunicação do SXSW, festival de cinema, música e tecnologia que se realiza no Texas todo ano. Na semana que passou, a colega Ana Cecília Nunes, analista de produto digital, contou o que viu na Schibsted, empresa de comunicação da Escandinávia conhecida por ser uma das mais avançadas no mundo digital, e em dois congressos dos Estados Unidos: Computation + Journalism, na Universidade de Columbia, e Design Driven Innovation, no Mobile Lab do MIT.

Por 30 minutos, a Redação saboreou um naco do futuro, uma fatia do que se viverá em pouco tempo, não só no mundo
da comunicação. No final da conversa, estávamos ao redor de um brinquedo genial: parecido com um Lego, chama-se LittleBits.

Se montadas, as pecinhas eletrônicas, unidas magneticamente, criam diferentes coisas, de uma simples lanterna a um sintetizador de música, de uma campainha para casa a algo parecido com um braço de uma estação espacial (os kits começam com preços ao redor de US$ 100 no Exterior).

foto

E o que nos contou a curiosa Ana Cecília (foto acima)? Na Noruega, por exemplo, apenas 5% das transações monetárias são feitas em papel moeda. O resto é com celular e cartão de crédito. Os noruegueses dizem que serão a primeira cashless society, uma sociedade sem dinheiro. Um dia isso vai chegar aqui.

Para quem apregoa que jornais vão morrer, vai aí uma notícia (eu gostei muito, mas sou suspeita!): na Noruega, um país dos mais desenvolvidos, ler jornais é regra, em todas as classes sociais e idades. Poucos não leem jornais impressos ou digitais.
Por fim, Ana mostrou outro negócio genial: a Nixie, uma pulseira com câmera de vídeo embutida. Se você a tira do pulso e a “liberta”, ela o segue, como um cachorrinho, só que voando! E filma o que você faz. Uma montanhista numa subida radical, de repente, “liberta” a nixie – que filma, de longe, a escalada.

Uma dupla de amigas que faz uma “selfie” em vídeo: a câmera se afasta e filma o parque todo. Um rapaz fazendo slackline, para ficar com as mãos livres e ao mesmo tempo se filmar, libera a câmera, que paira sobre ele e grava a performance. É difícil explicar, de tão maluco. A câmera-relógio juntou as melhores características dos wearables, das selfies e dos drones. Acesse flynixie.com e dê uma olhada.

Eu queria uma dessas embaixo da árvore de Natal.

Comentários (7)

  • Moises Levi diz: 29 de novembro de 2014

    Retifique o título desta matéria : Um naco DO futuro! E não NO! Da maneira como as coisas andam por aqui ( e só por aqui, no RS das tradições emboloradas!!!) , isto é, devagar quase parando – este dito naco já estará em decomposição quando nosso” futuro” chegar. Procure saber, editora, a diferença de tiragem dos jornais da Noruega hoje do que foi no passado. Todos leem seu jornal preferido, online. Tablets, celulares e computadores todos têm aos montes! A senhora tremerá nas bases… A tv norueguesa, muito melhor que a da maioria dos paises europeus, é assistida de todos os lugares, graças a estas tecnologias variadas.Porto Alegre, perto de Oslo, é uma cidade medieval, onde ainda se ouve o ruído de carroças passando pelas ruas…E a Nixie ainda está em desenvolvimento. Só podemos babar vendo o site da câmera drone e esperar pelo tal do futuro…Portanto, vc não a terá embaixo da árvore de natal.

  • wilson moreira diz: 30 de novembro de 2014

    Perfeito com uma ressalva: a cashless society não é privilégio apenas dos noruegueses, país com os melhores indicadores de qualidades de vida do planeta – na vizinho país-irmão, a Suécia, o ‘train’ está em alta mobilidade faz ‘horas’. Inovações podem ser até meio traumáticas mas são, quase sempre, como o não falado jornalismo disruptivo uma benção das almas que amam o futuro com a cesta básica da inteligência e da sensibilidade global. E isso a Marta Gleich explicita brilhantemente. wilson moreira de curitiba.

  • Sérgio Fontoura diz: 30 de novembro de 2014

    [...voando ao redor da árvore de Natal...]

  • Moises Levi diz: 1 de dezembro de 2014

    VC retificou o título deste seu post, obedecendo ao meu reparo! A mim isto me basta! Eu não esperava que vc publicasse meu comentário. Vcs só aceitam rapapés untuosos…É este o motivo de serem tão rasteiros e bitolados! Mas, para o RS, dá pro gasto!

  • Lúcia Pires diz: 1 de dezembro de 2014

    Desculpe a demora da aprovação de seu comentário no post, Moises! Obrigada por seu comentário, mas o título original é mesmo Um naco do futuro e assim foi publicado no impresso e aqui no blog.

  • Lúcia Pires diz: 1 de dezembro de 2014

    Caro Moisés, realmente o título foi publicado com erro e corrigido posteriormente. Obrigada novamente por sua atenção.

  • Moises Levi diz: 1 de dezembro de 2014

    Não seja hipócrita, Lúcia Pires!… Desta forma, vc morrerá uma subalterna! Como vc não publicou minha resposta, não deveria ter publicado este arrego infeliz! Que coisa feia! Vc ñ acerta uma…

Envie seu Comentário