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Caçadores de histórias

08 de fevereiro de 2015 1

marta gleich

26 de janeiro, 17h30min. A repórter Lara Ely e o fotógrafo Bruno Alencastro correm três quilômetros numa trilha de mata fechada, no meio do barro, com pedras soltas, por subidas e descidas íngremes. O objetivo: serem os primeiros a alcançar, em Maquiné, algum lugar com sinal de internet para informar aos leitores que havia sido concluído o resgate dos corpos dos integrantes de um grupo de rapel atacado por abelhas.
Os dias seguintes seriam mais calmos, com uma reportagem sobre os caminhões e ônibus que vendem sorvetes, frutas, verduras e outras comilanças pelas praias – os precursores do movimento hoje conhecido como Food Truck –, outra sobre as santas do Litoral Norte, quando a equipe descobriu que o Rio Grande do Sul é o Estado com maior número de imagens à beira-mar, ou mais uma, sobre as golden tatoos, as tatuagens provisórias que são moda neste verão.

Bruno Alencastro
A baixa adrenalina durou pouco. No dia 31, cedinho pela manhã, Lara e Bruno pegaram a estrada até Palmares do Sul para uma aventura de 10 quilômetros e três horas de remada na Lagoa Bacopari, para alertar sobre a preservação das águas.
Dois dias depois, pela manhã, após conhecer o pessoal da Cia do Ar em terra firme, na BR-101 em Osório, a dupla subiu ao Morro da Borússia, de onde saltou de parapente para registrar imagens e impressões do Litoral visto de cima. O registro dos céus também foi feito de planador e helicóptero.

Bruno Alencastro
Para variar o cardápio de aventuras por terra, por água e por ar, a equipe foi, no dia seguinte, 3 de fevereiro, conversar com os donos da última casa na beira da praia de edifícios de Capão da Canoa. Recebidos com limonada, descobriram por que dona Isilda dos Santos resiste há duas décadas ao assédio de construtoras para a venda do milionário terreno.
Os dias seguintes seriam recheados com uma reportagem sobre o açaí gaúcho, publicada nesta edição, outra sobre um seminarista-surfista e um padre que celebra missas à beira-mar (publicada no sábado) e mais uma sobre as tartarugas e os animais marinhos recuperados pelo Ceclimar.
Lara e Bruno são uma das quatro duplas de jornalistas que se revezarão neste ano na sucursal de praia de Zero Hora. Há décadas, seguindo o movimento migratório dos gaúchos rumo ao Litoral, ZH envia seus correspondentes para a orla. Acompanhando bombeiros na tragédia de Maquiné, voando de parapente, remando num caiaque, ouvindo histórias de antigos veranistas ou provando o gosto do açaí da Mata Atlântica, esses caçadores de boas reportagens tentam contar, para quem vai à praia ou fica na cidade, as melhores histórias do litoral gaúcho.
Perdeu alguma reportagem da cobertura de praia? Clique aqui e leia outras reportagens

Comentários (1)

  • Karina Meltzer diz: 11 de fevereiro de 2015

    Sou leitora da revista Donna desde que aprendi a ler. Meus pais sempre assinaram ZH e eu, criança, ficava folheando e lendo os encartes dominicais junto a eles. Não posso dizer que hoje eu leia ZH como antes. Prefiro o clicRBS, como a maioria da minha idade. Então, leio Donna sempre que tenho tempo, na forma online. A revista continua bem interessante para as mulheres, com assuntos atuais que despertam nossa atenção. As ilustrações são bonitas e pertinentes e o fato de agora contarmos com variado número de colunistas tornou Donna mais atraente. Só me preocupa o fato de uma das colunistas, a Mariana Kalil: a filha do médico, a dona do Bento e do Chico, a hipocondríaca compulsiva, fazer da Donna um palco para aparecer e para fazer propagandas que parecem render a ela algo em troca. Tomara que as outras colunistas não sigam o mesmo caminho, afinal o que é bom para a Mariana será bom para suas companheiras de trabalho. Eu, pelo menos, não leio Donna para saber da vida da referida colunista, algo que só deve interessar a ela mesma. Ou será que a Mariana se acha?

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