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Torcida do bem

28 de fevereiro de 2015 2

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Todos os pensamentos positivos e toda a atenção de quem gosta de futebol no país estão voltados neste domingo para o Beira-Rio, onde deve ocorrer um fato histórico: a saudável possibilidade de gremistas e colorados torcerem juntos, lado a lado, de forma cordial e organizada, sem violência. Há uma enorme expectativa para que a iniciativa do Inter – pela qual mil colorados convidam mil gremistas para assistirem ao Gre-Nal juntos – dê certo e seja reprisada posteriormente na Arena. Porque isso pode significar uma virada no futebol, não só aqui, mas como um movimento que se espalhe pelo Brasil. A torcida do bem, que representa 94% dos torcedores, segundo estudo do sociólogo Mauricio Murad, uma das maiores autoridades em Sociologia do Esporte do país, é a grande maioria, e não pode ser prejudicada pela torcida do mal, os 6% violentos, agressivos, brigões. Não há no Brasil (olha os gaúchos se achando) outro Estado com tanta polarização no futebol como o Rio Grande do Sul. Isso gera milhares de coisas boas. Mobilização pelos times, paixão pelo esporte, assunto com os amigos, proximidade de pais e mães com filhos, de tios com sobrinhos, de avós com filhos e netos. Até a flauta é saudável. Só não é bom quando ofende, quando passa do limite, quando vira violência verbal ou física. Por isso essa iniciativa é tão importante.

Aqui na Zero Hora, todo o nosso time da editoria de Esportes apoiou imediatamente a iniciativa, dando amplos espaços para sua divulgação (a capa de hoje é um lindo pôster para ilustrar e incentivar esse evento).

Por uma coincidência, antes de o vice-presidente de Administração do Inter, Alexandre Limeira, ter a ideia da torcida mista e de propor a iniciativa ao clube, tínhamos reservado para este Gre-Nal uma novidade que tem tudo a ver com o climão do fim de semana: a narração torcedora.

A partir de agora, os principais jogos de Grêmio e Inter serão acompanhados, no minuto a minuto dos aplicativos Gremista ZH e Colorado ZH, por um jornalista gremista ou colorado. A diferença é que, em vez de uma narração fria, como “cobrança de escanteio para o Inter” ou “falta para o Grêmio”, poderá aparecer “É agora! Grande chance para o Inter. Vamos lá, Colorado!” e “Falta perto da área. Sinto cheiro de gol. Avante, Tricolor!”. Muito mais adequado à vibração que o público espera quando acompanha o seu time. Se não for um Gre-Nal, mas um jogo de Grêmio ou de Inter contra outros times, o minuto a minuto terá uma versão apaixonada (de Inter ou de Grêmio, quem estiver jogando) e outra versão neutra. Atualize seu aplicativo para acompanhar essa novidade.

Um cuidado extra foi adicionado na preparação da narração torcedora. Para não correr o risco de incentivar qualquer ofensa à torcida adversária, criamos um manual de boas práticas para os jornalistas que vão trabalhar nesse novo jeito de contar a partida. Flauta pode. Agressão, de jeito nenhum. Nosso time aderiu totalmente à torcida para que este domingo seja lembrado como o dia em que gremistas e colorados começaram a virar o jogo da intolerância no futebol.

Comentários (2)

  • eugenio azambuja diz: 28 de fevereiro de 2015

    Parabens BELO texto..EU quero que de certo como COLORADO.vai dar certo.Neste domingo mostraremos ao PAIS que aqui o povo supera todas as adversidades e quem sabe este evento tambem mostre ao povo brasileiro que devesmo e podemos nos mobilizar para a nova politica no brasil.Parabens a todas as pessoas boas e sinceras que participam deste grande evento.E a dupla poderia mandar os jogadores que nao estao escalados para o jogo participar do CAMINHO DO GOL.

  • Glauco Fonseca diz: 1 de março de 2015

    Li e reli para ter certeza do que li e reli. Não se trata mais de mera incompetência ou adesismo ideológico. É autismo em alto grau. É impressionante que, num estado onde o PT sofreu uma recente derrota fragorosa, numa capital de estado onde o candidato do PT não obteve sequer 10% dos votos na última eleição, a Rede Brasil Sul continue fazendo a corte para a esquerda gaúcha, seja através de elogiosas menções, seja através do silêncio solene. Apresenta-se, agora, de forma inovadora, tentando passar mensagens subliminares sob forma de um curial e prosaico texto sobre o clássico Grenal. Ousam afirmar que passaram a adotar “cuidados extras” para a crônica esportiva, sem que mesmo cuidado seja adotado num país onde o governo federal petista desaba e vira pó dia após dia. Eu fico triste ao saber que Zero Hora tem uma pessoa com
    o Gleich no comando editorial num momento tão tenso e tão difícil para o país. Daqui a dois dias, teremos uma lista de personagens a serem defenestrados da vida política do Brasil, na semana que passou, tivemos violência e truculência no Rio de Janeiro, protagonizado por Lula, ao mesmo tempo em que mais presos se agarram nas delações premiadas que levarão à lona os próceres mais importantes da esquerda nacional. Tudo isto e muito mais foi acompanhado, como de regra, de indicadores descendentes, de menções vergonhosas do país na imprensa internacional e encontros furtivos entre Ministro da Justiça, Procurador-Geral e advogados de empreiteiros presos, tudo na calada da noite, sem agenda oficial mas em instalações públicas, com direito a café e água mineral.
    E eis que surge Zero Hora em sua edição dominical do último dia do mês de fevereiro com…ah, chega.

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