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Menos tabu, menos agressões, mais debate

27 de junho de 2015 5

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Os repórteres Itamar Melo e Marcelo Gonzatto estiveram mergulhados, nas últimas duas semanas, num questionamento que, em meio a reforma política e ajuste fiscal, vai ganhando força no Congresso Nacional: que definição de família deve ser aprovada e abraçada pela sociedade e pelas leis brasileiras?

Com suporte dos editores Claudia Laitano e Ticiano Osório, Itamar e Gonzatto contaram com uma ajuda que veio do Hemisfério Norte para tornar mais relevante ainda a reportagem. Na sexta-feira, a Corte Suprema dos Estados Unidos reconheceu a legalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo na mais influente e rica das nações ocidentais. A novidade, que entre outras repercussões pintou com as cores do arco-íris a identidade de milhões de pessoas e instituições nas redes sociais, deu mais uma pista da urgência da discussão sobre o tema no Brasil. Não é mais possível tratar como tabu, postergar por razões religiosas ou impor qualquer tipo de restrição ao debate em torno das questões de gênero, determinantes para deliberações sobre família, adoção, direitos civis, entre tantas outras.

A reportagem desta edição é uma das contribuições que Zero Hora dá para esse debate. Já na primeira página, vale refletir sobre a opinião do professor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ Valdemar Figueiredo Filho, pesquisador das relações entre política, religião e mídia, a respeito do estágio atual do debate (ou não debate): “Não enxergo debate, enxergo agressões”. As páginas 28 e 29 comparam as visões do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), da bancada evangélica, para quem só é família a entidade formada a partir da união de um homem e de uma mulher, e da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), defensora do reconhecimento legal da união entre pessoas do mesmo sexo. Pelos projetos destes dois políticos passa a discussão sobre o tema. E você? Qual a sua opinião?

Comentários (5)

  • Floriano Soares diz: 27 de junho de 2015

    É claro que o professor Waldemar Figueiredo Filho está coberto de razão. Cada vez mais nos deseducamos, e uma das mais tristes consequências disto é justamente o crescimento geométrico da incapacidade nacional para debater de modo racional quaisquer questões; desde o futebol até as mais transcendentes. Assim, resta-nos esperar que ZH possa nos alcançar a graça de ver brasileiros debatendo racionalmente assunto de tamanha relevância.

  • augusto diz: 27 de junho de 2015

    A minha opinião é´que na foto tem umas gurias muito gatas na redação.

  • Paulo Bandarra diz: 27 de junho de 2015

    Os homens sempre se consideraram a parte da natureza. Criaram escravos, haréns, eunucos, castratis, aborto… Acham que com as leis conseguem criar outro mundo.

  • Lídice da Mata diz: 28 de junho de 2015

    Parabéns pelo excelente trabalho jornalístico. Precisamos disso: intensificar os debates de forma madura e qualificada, para que a sociedade se posicione junto ao Congresso Nacional na aprovação dos grandes temas afetos à sua realidade e às suas reais necessidades. Nós defendemos todos os tipos de família. E hoje, Dia do Orgulho Gay, reforçamos nossa luta em defesa de todas as famílias e contra todas as formas de preconceito e violência, em qualquer segmento. Saudações, senadora Lídice da Mata

  • eugenio azambuja diz: 28 de junho de 2015

    é muito mimi.ponto.NAO necessitamos de uma LEI para isto, se lgbts querem “ser respeitados” eles tem que se dar o respeito.ponto. Nós que somos heteros e normais NAO NECESSITAMOS presenciar cenas de todo tipo que os lgbts vivem provocando, se olharem é muito raro ver um casal normal e hetero se agarrando, aos beijos nas ruas ou locais publicos, portanto, dem-se o respeito, simples assim…é muito mimi como ja falei….e na realidade temos muito mais interesses em ARRUMAR o brasil livrando de toda esta roubalheira do que ficar neste mimi sobre”preconceitos ou discussao do tema” por favor….

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