Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Investimento em reportagem

11 de julho de 2015 0

marta-gleich

 

No domingo passado, publicamos a reportagem “Últimos Desejos”, fruto de um ano de apuração da repórter Larissa Roso e do fotógrafo Júlio Cordeiro. Em um trecho de um e-mail recebido do leitor Elvis Marchis, resumo a avalanche de comentários que chegou à Redação elogiando o trabalho:

– A reportagem foi a mais sensível, profunda e realista que li em minha vida. Ajuda muito a percebermos nossos desejos mais essenciais e verdadeiros. Sentir-se feliz ficou mais fácil. Elvis, te confesso que passei a semana pensando nessa tua frase: sentir-se feliz ficou mais fácil. Comentei com uma porção de colegas: o que mais se pode desejar, trabalhando numa redação, do que ouvir algo assim de um leitor?

Nesta edição, mudamos totalmente de assunto, mas, novamente, apresentamos ao leitor uma das grandes reportagens do ano, fruto de uma viagem da repórter Joana Colussi e do fotógrafo Tadeu Vilani à mais nova fronteira agrícola do país. A grande maioria das pessoas sequer sabe o que significa essa região, também chamada de Mapito, Bamapito ou Mapitoba. Que confusão!

A ideia surgiu há dois anos, em uma feira agrícola em Ribeirão Preto, quando Joana ouviu do produtor gaúcho Júlio
Cézar Busato, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que gaúchos estavam desbravando a última fronteira agrícola do Brasil, em mais uma de suas históricas colonizações pelo país.

– Desde então, passei a buzinar no ouvido da Gisele Loeblein (editora de Campo e Lavoura) para fazermos a reportagem. Agora, em 2015, o projeto ganhou força com a criação oficial pelo governo da região do MATOPIBA –iniciais de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, conta Joana.

Durante 10 dias, Joana e Tadeu viajaram 3 mil quilômetros pelos quatro Estados, onde encontraram produtores com 100 mil hectares que andam de avião particular, em contraste com boa parte da população, ainda em condições miseráveis. No Piauí, na Vila Nova Santa Rosa, famílias descendentes de alemães, originárias aqui da nossa Santa Rosa, vivem no meio do nada, a 100 quilômetros de estrada de chão do lugar mais próximo. Até 2009, não tinham energia elétrica. Falam de Grêmio e Inter como se estivessem ali na esquina da Rua da Praia. Informam-se das coisas do Rio Grande pela RBSTV via satélite e por zerohora.com. Há menos de duas décadas, quando migraram, dormiam em barracas e tinham que abrir as próprias estradas. Hoje, prósperos, são os senhores do novo polo do agronegócio brasileiro, alcançaram uma boa condição de vida e têm a certeza de que tudo valeu a pena.

Envie seu Comentário