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Refugiados

03 de outubro de 2015 2

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No dia 26 de setembro, a repórter Letícia Duarte viveu o mais emocionante aniversário de seus 35 anos de vida. Passou a noite em uma estação de trem da Áustria, com refugiados sírios que sonhavam em chegar à Alemanha. Ganhou de presente um lado no cobertor que fazia as vezes de cama no chão frio da estação, onde dividiu com centenas de famílias que fogem da guerra a angústia da travessia e a esperança de um futuro melhor.

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A repórter Letícia Duarte


Dias depois, já na Alemanha, Letícia postou uma foto no Facebook e agradeceu pelos cumprimentos de amigos:

“Passei os últimos dias acompanhando refugiados pela Europa, para produzir uma reportagem especial para ZH. Foram vários dias dormindo pelo meio do caminho, em estações de trem e até ao relento. Mais do que sobre refugiados, aprendi lições extremas de generosidade e solidariedade humanas. Gente que reparte a comida, o cobertor e a alma para suportar a jornada que parece não ter fim. Apesar de todas as dificuldades que testemunhei, volto desta viagem acreditando mais no ser humano. E sinto profunda gratidão por isso. Foi o mais feliz aniversário desta repórter, reportando pelo mundo para contar histórias que merecem ser contadas”.

No domingo que vem, em caderno especial e conteúdo multimídia digital, você conhecerá a história da família do menino Mohammad Alissa, de três anos, em sua jornada pela Europa. Mohammad tem a idade de Aylan, o garoto sírio que se tornou símbolo do drama dos refugiados ao ser encontrado morto na praia que foi o ponto de partida da jornada de Letícia, em Bodrum, na Turquia.

Em 16 páginas, a reportagem acompanha a família de sírios até a Alemanha, desde a ilha de Kos, na Grécia, uma das portas de entrada dos refugiados na Europa, aonde chegam em botes superlotados. Exposta a riscos idênticos, a família que acompanhamos cumpriu a mesma travessia que a de Aylan não conseguiu completar.

Zero Hora tem acompanhado o drama de migrantes e refugiados, que está longe de terminar, não só no outro lado do Oceano Atlântico. Nesta edição, você confere a reportagem “Sonhos partidos”, de Carlos Rollsing. Um ano depois de chegarem ao Rio Grande do Sul, haitianos e senegaleses que migraram esperançosos com a possibilidade de uma nova vida enfrentam a crise econômica, transferem-se do interior do Estado para a periferia da Região Metropolitana e, em muitos casos, começam a viagem de volta aos seus países de origem.

Comentários (2)

  • Marcelo Correa diz: 7 de outubro de 2015

    Eu sou gaucho e vivo nos EUA a12 anos. De certa forma sinto-me como um refugiado economico pois vim fugindo do desemprego e falta de perspectivas em que vivia no Br. Hoje ja sou cidadao americano, tenho uma familia, casa e emprego. Sou muito feliz aqui e aprendi a amar este pais que me deu oportunidades de ter uma vida plena e nunca passei nececidades aqui. Nao volto mais a viver no Br e quando morrer serei enterrado aqui nesta terra que aprendi a amar e fiz dela a minha patria.

  • valdoir da silva e silva diz: 10 de outubro de 2015

    …. è sou brasileiro,sem condições,ainda assim prefiro aqui nesta gande \liberdade.acho que vamos atingir maioreidade ,educaional e seremos fortes,,ainda falta muito para |Jesus voltar..abs…….aquele cmentario de uma ser que acha que precisamos decentralisar o brasil mme poe em contacto com ele ..coluna de doimgo

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