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A opinião na RBS

09 de janeiro de 2016 1

Mercelo Rech

Parece contraditório, mas, numa era em que todos têm vozes que podem ser ouvidas pelo resto do mundo ao toque de uma tecla, nunca foram tão essenciais as opiniões emanadas a partir de empreendimentos jornalísticos profissionais. Sejam opiniões que espelham a posição da empresa, as de seus colunistas próprios ou colaboradores externos, a pluralidade, a densidade e a especialização serão cada vez mais portos seguros nos quais os leitores, ouvintes e telespectadores se reabastecerão de diferentes pontos de vista para moldarem suas próprias reflexões. Opiniões diversas e sólidas são pilares nos quais se erguem as pontes para um convívio democrático no qual, ao contrário dos círculos do inferno em que todos reproduzem um mesmo mantra, a sociedade avança rumo a um mínimo denominador comum baseado no respeito mútuo.

No universo opinativo do jornalismo, um aspecto que merece ser sempre ressaltado é que a RBS só expressa suas posições por meio de editoriais claramente identificados como tais. Todas as demais opiniões divulgadas em seus veículos representam o livre pensamento de colunistas e articulistas externos, além de comentários vindos diretamente do público. Este momento em que a RBS cria uma inédita Vice-Presidência Editorial, inspirada e delegada pelos acionistas do grupo, é, portanto, particularmente apropriado para reafirmar como se processa a opinião da empresa, devidamente regrada pelo Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística.

Algumas das características dos editoriais:

- São divulgados apenas em espaços próprios em jornais, TVs, rádios e meios digitais nitidamente caracterizados como tal ou como “Opinião RBS”. Em razão da crescente importância da opinião profissional, se veem textos com essa caracterização em diferentes meios e espaços, às vezes pouco depois de um acontecimento, a fim de se atender também ao ritmo da era digital.

- As opiniões contidas nos editoriais da RBS são construídas a partir de valores sedimentados ao longo da história da empresa, tais como a defesa da liberdade, da democracia, do Estado de direito, da livre-iniciativa e do empreendedorismo, o respeito às leis e a primazia da ética em todas as interações individuais e públicas. Novas abordagens, sempre com base nos valores, são regularmente avaliadas e atualizadas pelo Comitê Editorial da RBS.

Por fim, nunca é demasiado sublinhar que a RBS respeita e estimula que os colaboradores internos e externos manifestem suas opiniões com ampla liberdade, demarcada apenas pelos valores éticos e pela responsabilidade individual. A defesa intransigente da liberdade de expressão inclui as colunas que assino em ZH às quintas-feiras e a cada dois domingos, nas quais apresento minha visão pessoal e, como ocorre com todos os demais colunistas, não necessariamente a da empresa.

É por isso que, diferentemente deste espaço, seguirei assinando as colunas como “Jornalista do Grupo RBS”. E modestamente procurando, como todos os que atuam na empresa, a, conforme o propósito da RBS, contribuir com a pluralidade e a construção de uma sociedade melhor.

Confira a página de Opinião da Zero Hora

Comentários (1)

  • Pedro Dornelles diz: 9 de janeiro de 2016

    Que belo texto!!!! Isto é uma ironia, perceba!Cada um com a sua opinião, não? Cada um defendendo a sua opinião, não? A RBS proclamando que tem sua própria opinião! Alvíssaras! E o que muda, sobre a face da terra, esta sua declaração parcial e ridiculamente institucional? A RBS que aja como quiser, como puder e isto, enquanto existir como empresa. Sabendo, agora, que seus leitores não mais se deixam levar por bazófias como esta que o sr., inutilmente, aqui despeja. Nossa sociedade está muito melhor nos dias atuais porque não é mais “controlada” por uma imprensa que só visa os lucros que poderá obter sendo capciosa, servindo ao poder dominante ou sendo contra ele visando o retorno de tempos idos, quando as benesses do governo eram mais presentes e régias! Vai me censurar?

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