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Segurança, o problema mais urgente

23 de janeiro de 2016 18

marta gleich

A reunião de planejamento da Olimpíada dos jornalistas e comunicadores do Grupo RBS estava para começar. Sala cheia, dezenas de colegas se cumprimentando, quando chega o Luciano Potter, colunista de ZH e comunicador da Atlântida e do Pretinho Básico, agitado:

- Acabei de ser assaltado no Centro. O cara me botou uma faca no pescoço. Levou meu celular.

Potter contou a história para dois ou três colegas. Começou a reunião. Todos sentaram e começaram a trabalhar. No dia seguinte, alguém comenta comigo no corredor da Redação: sabia que levaram o carro da Célia Ribeiro (colunista do Donna)?

Entro na minha sala e uma pessoa da família me manda um link de uma matéria da própria Zero Hora: fizeram um arrastão em uma pizzaria conhecida do nosso bairro.

E segue a vida. Ninguém se surpreende mais com um colega ameaçado com uma faca no pescoço, com uma senhora de 86 anos vítima de roubo à mão armada, com arrastão no restaurante da esquina. Nossos leitores estão nos dizendo todo dia: a criminalidade virou epidemia.

Você aí deve estar lendo isto e lembrando de vários casos em que um colega, um parente, um conhecido, um amigo ou você mesmo foi vítima. Pense em qualquer familiar. Tem alguém na sua família que ainda não passou por isso?

Já vínhamos intensificando o número e a profundidade das reportagens sobre segurança nos últimos tempos, refletindo a realidade das ruas e a demanda de nossos públicos. Mas agora vamos fazer mais. Na reunião de editores de quinta-feira, decidimos que Zero Hora não pode se anestesiar para esse assunto. Não é aceitável. Não podemos nos conformar. E não vamos nos conformar.

Resolvemos criar a série de reportagens Crise na Segurança, acompanhada de editoriais com a opinião do Grupo RBS, que estreia nesta segunda-feira. Convidamos as redações do Diário Gaúcho, da Rádio Gaúcha e da RBS TV para se unirem à causa.

Queremos dar as mãos ao público que nos lê, nos ouve, nos assiste, na busca de soluções, na prevenção e na cobrança do Estado. Queremos que você participe. Conte sua história, ou a de um familiar ou conhecido. Ela poderá inspirar alguma pauta do jornal, do rádio ou da televisão. Envie seu relato pelo e-mail seguranca@zerohora.com.br ou pelo Facebook de ZH: facebook.com/zerohora. As reportagens especiais sobre o assunto, que serão publicadas duas ou três vezes por semana, serão sempre identificadas com este antetítulo e esta programação gráfica:

Barras

Em qualquer pesquisa com a população, segurança grita como o problema mais urgente, o mais grave, o mais preocupante. É nosso papel, como porta-vozes do que acontece com os nossos leitores, ampliar ainda mais essa cobertura.

Comentários (18)

  • Maria Luísa diz: 23 de janeiro de 2016

    Acho que não podemos mais esperar pelo Estado. Precisamos, como cidadãos, promover uma mudança de postura. Ao invés de ficarmos acanhados, embrutecidos e assustados, trancados em nossos condomínios com seu arremedo de segurança, deveriamos tomar as ruas, os parques, arrumar nossas calçadas, pintar nossos muros de cores claras, cortar a grama, podar as árvores das nossas ruas e até tomar chimarrão na calçada. Óbvio que isso não acabará com a violência , que tem causas muito mais profundas, mas é um inicio. Quanto mais abandonamos os espaços coletivos e buscamos soluções individualistas, mais os delinquentes tomam conta. É enxugar gelo. Sugiro umas matéria sobre a Teoria das Vidraças Quebradas.

  • Teo Halfen diz: 23 de janeiro de 2016

    A polícia militar deveria dar cursos para os cidadãos de bem e torná-los “policiais voluntários”, com porte de arma… Na Suíça, os homens são todos treinados militarmente e podem ter em suas casas armamento pesado. Isso tornou a Suíça um país perigoso de se viver? Pelo contrário! Todo cidadão sem envolvimento com crimes e com capacidade psicológica deveria ter direito a portar armas. Infelizmente, bandidos e psicopatas só são detidos pelo medo.

  • vanderlei diz: 23 de janeiro de 2016

    Peça a seus repórteres andar pelo interior do Estado para que verifique o caos, cidades (3,4 5,6 habitantes) mas cidades, sem um PM se quer, um já é pouquíssimo imagina sem. Os prefeitos são coniventes com tudo isso, pois através de seus deputados locais não pressionam o Sr Governador. Esses dois mil e quinhentos concursados que estão no aguardo pra ser chamados não vão cobrir nem o claro que existe na grande Porto Alegre e mais uma vez o interior irá pagar o pato, sorte de regiões como a minha que são pobres financeiramente não é atrativo pra bandidagem senão…. Só por Deus mesmo.

  • Haroldo Madeira diz: 23 de janeiro de 2016

    Crise na segurança? Se você quiser levar mesmo o assunto a sério entenda que a crise já vem de longe e atinge todo o sistema de Justiça brasileiro. A Policia judiciária, que é a Policia civil, tem que cumprir um código de processo penal da década de 40 para lidar com a criminalidade do século XXI. Não se constroem mais presídios, porque segundo nossos juristas esquerdistas o criminoso é vítima de uma injustiça social, portanto não pode ser preso, deve ser reeducado. Os juízes criaram jurisprudência onde a pena dos crimes hediondos também passou a ser dividida por seis, de modo que mesmo no crime mais bárbaro, o apenado logo estará solto. Com a polícia entulhada até o pescoço em inquéritos intermináveis, sem presídios e sem punição significativa, o Brasil transformou-se em um dos países mais perigosos do mundo. Não adianta reclamar por mais policiamento. Sem condenações que mantenham o condenado perigoso atrás das grades por um longo tempo, pouco resolve prender ou investigar; logo os bandidos estarão soltos novamente, é uma simples questão matemática.

  • Dorian r bueno diz: 23 de janeiro de 2016

    Nesta ultima semana eu enviei o meu texto a morte esta com fome que abordou este triste tema. Que pena que não foi aproveitado. A vida segue com amor e guerras urbanas sem que alguem possa proteger o nosso direito de ir e vir com segurança. Ainda estou vivo gracas a Deus. Dorian Bueno.

  • Gabriel S diz: 24 de janeiro de 2016

    É disso que estamos precisando! Quanto mais gente “gritando” por um basta na violência, melhor! Espero que outros veículos de comunicação façam o mesmo! Espero que artistas e famosos também se juntem a causa! A situação está completamente fora de controle. Ninguém aguenta mais essa violência absurda. Todos nós estamos sofrendo com isso. Chega! Basta! E parabéns ZH pela contribuição! Vocês podem fazer TODA a diferença!

  • Carlos Souza diz: 24 de janeiro de 2016

    Sem contar os problemas de saúde. Conheço quem já tenha tido AVC uns 15 dias depois de ser assaltado, a pressão elevada devido ao medo e o trauma.

  • Jorge Bengochea diz: 24 de janeiro de 2016

    Continuar mostrando a realidade do cenário de violência é importante, mas o essencial é constranger e pressionar as autoridades lenientes e permissivas que estão deixando o crime rolar solto, identificando as responsabilidades e exigindo soluções sem fuga de obrigações, sem jogo de empurra e sem argumentos evasivos que evidenciam o próprio descaso, negligência, omissão e descompromisso. A nação precisa da indignação, da revolta e da intolerância de todos os brasileiros unidos contra a impunidade dos criminosos, especialmente aqueles que tiram a vida, o patrimônio, o bem estar e a liberdade das pessoas e comunidades. BASTA! Parabenizo a ZH po ressaltar e não se conformar da necessidade do direito de TODOS à segurança pública.

  • sidnei diz: 24 de janeiro de 2016

    Lendo essa matéria lembro que foi dito que a política implantada por Sartori na segurança pública cobraria seu preço, e demorará muitos anos para serem recuperadas as perdas, salientando que as vidas jamais serão. Em 2016, a manter-se esse quadro de achaque, corporações vazias deixarão de vez o povo a sua própria sorte.

  • sidnei diz: 24 de janeiro de 2016

    Legal saber que, ao menos quando bate a sua porta, conseguem perceber o problema.

  • Jorge Bengochea diz: 24 de janeiro de 2016

    Que este esforço de Zero Hora não tenha o mesmo destino das outras matérias e denúncias publicadas pelo jornal sobre a falta de garantia do direito à segurança pública no RS. Que seja realizada esta nova proposta especulando as responsabilidades e obrigações dos atores com que detêm a competência legal no Estado Democrático de Direito de solucionar de forma permanente a plena garantia deste direito focado na função pública e observando a supremacia do interesse público.

  • JAOliveira diz: 24 de janeiro de 2016

    Parabéns a ZH pela iniciativa e abordagem deste tema, atualmente o de maior preocupção para a sociedade. O que percebemos é de que a lideranças, tanto do país como do estado, estão anestesiados e não percebem a gravidade, estamos como que numa guerra civil. Hoje tivemos a notícia de que o filho do Ciro Gomes foi baleado em assalto, ninguém escapa. Há alguns anos um pensador já falava: “Os governos e políticos só começarão a fazer alguma coisa pela segurança quando o problema começar a atingi-los.”

  • Carlos diz: 24 de janeiro de 2016

    Oportuna esta coluna. Porto Alegre está terrível. A gente abre o jornal e na capa de quase todos, todos os dias, está no mínimo uma ou duas tragédias. Eu era daí e só ouço comentários a este respeito, dizendo que não se pode mais sair a noite e até de dia está perigoso. Eu não viajo mais de férias para PoA por causa da violência, é triste ver nossa terra assim. Mas passa ano e vem ano, e a coisa continua na mesma. Está na hora das autoridades sentarem e fazerem um planejamento sério e executar ações para DEVOLVER A LIBERDADE ÀS PESSOAS DE BEM.

  • Dorian R. Bueno diz: 25 de janeiro de 2016

    A MORTE ESTÁ COM FOME !!!

    É impressionante o número de notícias sobre acidentes em estradas, briga entre familiares, afogamentos, assalto seguido de morte, entre outros já neste início de 2016.

    A morte tem demonstrado diariamente a volúpia da sua fome em vários estilos.

    Tenho certeza que muitas pessoas gostariam de poder ler mais noticiais sobre coisas maravilhosas, alegres, otimistas, mas isto não vende jornal e não gera tanta mídia.

    Sempre estarão em destaques num diverso cardápio de variedades, estilos, para os nossos olhos e gostos muitos assaltos a mão arma, arrastão de menores dentro do ônibus, guerra por pontos de drogas mata viciados, novo serviço de gang de motoristas de táxi persegue automóvel em alta velocidade até conseguir alcançar sua presa e matá-lo no fim da corrida, motorista desatento e carente afoga suas mágoas jogando seu carro no riacho Ipiranga, em diversas estradas motoristas imprudentes continuam fazendo ultrapassagens em local proibido causando muitas mortes, ainda tem aquele motorista que dorme ao volante e tomba o seu caminhão, motorista imprudente derruba dois postes na esquina da Av. Brasil com a Benjamim Constant deixando o início da 2ªf tumultuado nestes cruzamentos.

    Mesmo com todos os alertas que tomar banho em rio e mar são perigosos, muitos não ligam para isto e preferem se refrescar sem ter conhecimento de buracos e repuxos.

    Não se pode brincar com isto por que haverá afogamentos por imprudência além dos olhos dos nossos amigos e salvas vidas que ficam a mercê de tanta irresponsabilidade dos nossos irmãos calorentos.

    O tema de enredo é sobre ALEGRIA, mas namorada de ritmista ficou em evidencia durante ensaio na semana passada da Bambas da Orgia. Causou um alvoroço na quadra da escola de samba devido um admirador tentar dar uma cantada nela, e levou um grande sacode dos demais membros da bateria, gerando um corre-corre e brigas que atravessou o samba durante o ensaio deixando dois feridos.

    Tudo isto somente neste último fim de semana.

    Precisamos orar para a morte começar a fazer uma dieta, se não às estatísticas entre nascimentos e óbitos serão enormes neste ano.

    Abs. Dorian R. Bueno – POA, 25/01/2016
    Dorian Bueno – Google + 17.038 Acessos Graças a Deus

  • Pedro Dornelles diz: 25 de janeiro de 2016

    Cada povo tem o jornal que merece! As iniciativas deste seu jornal são sempre inócuas. Vcs só sabem repetir velhos chavões de uma imprensa ultrapassada e sabidamente inútil. ZH NUNCA fez nada pelo povo gaúcho, só o explora em busca de gasnhos econômicos. Assaltos urbanos para o roubo de celulares acontecem a todo momento pelo mundo afora, redatora bitolada! Assaltos em restaurantes, que vcs chamam de “arrastões” para imitarem os jornais cariocas, acontecem alguns, todo ano, aqui em PAlegre! Eu tinha 7anos quando estávamos, eu e minha família, num restaurante famoso na época, na rua 24 de outubro quando o mesmo foi assaltado por três homesn com toucas ninjas e isto foi durante o governo do desprezível João Figueiredo presidente da ditadura e sua abertura lenta, gradual e manjada “abertura”!!!! ZH noticiou o fato e logo o esqueceu para não irritar a milicada! ZH nunca teve poder nem capacidade para mudar nada para melhor neste estado e nem nunca foi este o objetivo da RBS. VCs só pensam em faturar! E estão faturando cada vez MENOS! Daí esta pose agora de querer parecerem humanitários e preocupados com a qualidade de vida e a segurança nesta cidade decadente de tão estacionada no tempo e no espaço. A sra. só seria mesmo editora-chefe de um jornal numa cidade como esta! A sra. é lamentável de tão rasteira! Leia o primeiro comentário postado, o da Maria Luísa – cidadã pensante e esclarecida, que tem toda a minha admiração. Se a sra não ficar envergonhada por ser tão pequena e sem visão, seu futuro será sombrio!

  • RIVADÁVIA ROSA diz: 28 de janeiro de 2016

    O fato que há certa leviandade no trato do tema ao invés de coerência e seriedade
    Observe-se que as mudanças vitais para a sociedade, sobretudo na área da segurança pública eram e são sempre bloqueadas por uma concepção desmedida e facciosa dos chamados direitos humanos, resultando em inequívoca proteção aos criminosos, como se fossem os únicos titulares de direitos humanos (ilimitados), negando-se aos cidadãos efetivamente trabalhadores, ordeiros e cumpridores de seus deveres o fundamental direito a sua própria defesa e da sua vida.

    E segue-se a leniência [sem nenhum acordo] das autoridades públicas que fingem ignorar que cada cidadão tem também deveres sociais, cujo descumprimento deve ter como consequência as correspectivas sanções, para desestimular o perverso relativismo jurídico.

    Ainda, a Constituição “Cidadã” estabelece que a “segurança pública é responsabilidade de todos”, porém, os governos ditos ‘democráticos’ instituíram o desarmamento do cidadão configurando o que se chama de Armadilha Hobbesiana em que os cidadãos são desarmados para minimizar os riscos das atividades criminosas, e ainda proclamam defenderem os “direitos humanos”, a “igualdade”, justiça “social” e outras bandeiras abstratas, que se afastam da realidade.
    RESUMINDO: desarma-se o cidadão mas não se dá condições para os órgãos policiais cumprirem sua missão de proteger o cidadão.

  • Rita diz: 8 de fevereiro de 2016

    Passamos por uma assalto em nossa residência e gostaria de relatar para você e leitores.
    Entraramente em nossa casa , nos ameaçaram de morte , levaram tudo q conseguiram em dois carros ( nosso e deles).

  • Maria Cristina diz: 23 de fevereiro de 2016

    Penso que já chegamos ao fundo do poço. O problema é que a população está sedada, calejada, dessensibilizada por tanta violência. Precisamos parar e pensar que cada episódio destes é um HORROR! Não podemos nos acostumar a isto. De nada adiantam armas se não temos condições psicológicas, educação e perícia. Precisamos é de uma mobilização em massa, não nas ruas, pois os responsáveis por este desgoverno nem se perturbam em seus gabinetes climatizados, mas em frente aos palácios. Precisamos que cada inocente, assassinado, seja velado na frente destes palácios. Precisamos nos negar a pagar impostos que são desviados para outros fins que não sejam segurança, educação e saúde. Precisamos acordar, urgentemente, ou seremos escravos ainda mais por séculos sem fim! Juntos somos fortes, sozinhos não passamos de pobres coitados gritando nas esquinas e chorando em reportagens exigindo justiça.

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