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Palestra leva a realidade da profissão a estudantes de jornalismo, afirmam alunos de Pelotas

31 de maio de 2016 0

Por Fernanda Patzdorf, Kímberlly Kappenberg, Mylena Acosta, Patrícia Tanaka e Roberta Pereira.
Edição: Mariana Florencio

Fotos: Larissa Moraes e Jean Souza

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A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) recebeu nesta segunda-feira (30) a oitava edição do ciclo de debates do jornal Zero Hora. O evento, batizado de #ZHnaFaculdade, vai passar neste ano por 15 cidades entre os dias 30 e 2 de junho e vem mostrando a realidade da profissão ao discutir o futuro do jornalismo e como o jornal realiza a cobertura de notícias.

Em Pelotas, os alunos receberam o editor de reportagens especiais e do caderno DOC, Ticiano Osório, no auditório da reitoria da UFPel. Durante uma conversa antes da palestra, Ticiano disse que estava entusiasmado, mas com um pouco de receio ao falar com um grande número de alunos. “Venho trabalhando muito mais nos bastidores, na edição, então lidar com um público amplo sempre me deixa um pouco mais tímido no início,” comentou. Quando questionado sobre os desafios do jornalismo, respondeu: “Qualquer campo tem vários desafios, um dos principais é que temos que ter um trabalho de muita qualidade. Eu não acho que a profissão do jornalismo está em crise, a função do jornalista vai continuar existindo por um bom tempo”.

O evento contou com a presença de diversos alunos e professores, todos com grandes expectativas para receber o profissional de uns dos maiores veículos de comunicação do Rio Grande do Sul. A maioria, quando abordada, disse esperar adquirir conhecimentos além das teorias aprendidas na sala de aula e aprender mais sobre a prática da profissão. A estudante Mariana Hallal disse: “Espero que a palestra sirva para complementar o que aprendemos em sala de aula, e que Ticiano traga experiências reais, nos mostrando como lidar com situações que vão além da teoria.”

divulgação

Os professores também estavam animados com a palestra. “Acho muito importante a presença de um profissional de fora. A criação dessa superedição de final de semana, além de ser uma ideia diferente, à qual não estamos habituados na nossa cidade, propõe um novo modelo com as reportagens em profundidade. Então, é extremamente importante que isso chegue até vocês [alunos], até para entenderem que temos sim uma necessidade de uma informação rápida e precisa, mas que ainda existe um público cativo e interessado em uma informação profunda e interpretativa”, disse a professora Isabel Azubel.

Durante sua fala, Ticiano mostrou aos futuros jornalistas matérias especiais da qual participou como editor e que receberam diversos prêmios pelo reconhecimento do trabalho realizado. Para alcançar esses resultados, o palestrante relatou a importância do trabalho em equipe, já que o editor costuma planejar a matéria baseado nas histórias e percepções que os repórteres trazem da rua. E ressalta ainda que a combinação entre planejamento e sensibilidade faz uma grande reportagem. “A maior satisfação de um repórter é saber que conseguiu extrair mais do que o esperado de suas fontes e também a importância da fonte conseguir se enxergar na matéria”, relata o editor.

O jornalista dividiu com os presentes suas experiências e emoções ao elaborar matérias de forte apelo humano. Contou também que a tendência do jornalismo impresso é investir em reportagens especiais, mais aprofundadas e com maior tempo de produção. Dentro dessa perspectiva é que o jornal Zero Hora, no ano em que completa 52 anos, traz aos leitores dentro da superedição de fim de semana o caderno DOC – a reportagem no foco. O caderno com ares de revista tem como objetivo abordar assuntos de relevância nacional e regional de forma contextualizada, profunda e bem trabalhada.

Ao final da palestra foi aberto espaço para perguntas, quando foi possível aos estudantes expressarem suas expectativas, dúvidas e curiosidades aproximando assim a prática da realidade da profissão e do dia a dia de um jornalista dentro de uma redação. No fim, palestrante, alunos e professores ficaram muitos satisfeitos com o sucesso do evento. Ticiano falou algumas palavras aos nossos repórteres no final da palestra. “Acho que foi legal o papo, as perguntas foram inteligentes, gostei de ver o interesse pelos temas e me senti bem acolhido,” disse. Já os alunos expressaram satisfação em poder aprender um pouco mais da profissão, sentindo-se motivados e enxergando com mais a realidade a sua futura profissão. O professor Gilmar Hermes, coordenador do curso de Jornalismo da UFPel, elogiou: “Acredito que essa noite de palestra tenha contribuído muito para o curso e para a nossa formação”.
Um dos pontos interessantes que ocorreu na palestra foi a transmissão ao vivo via Skype. Para possibilitar a acomodação de todos alunos e professores presentes, a UFPel disponibilizou dois auditórios, e aqueles que ficaram na segunda sala assistiram a tudo e conseguiram até realizar perguntas.

Larissa_Moraes

A transmissão foi toda feita via internet. Enquanto um computador filmava a palestra com sua webcam, o outro aparelho na outra sala recebia e transmitia em um telão. As perguntas foram feitas através de um mediador, que enviava as perguntas via bate papo do próprio Skype para a sala na qual se encontrava o palestrante.

Essa é a primeira vez que o curso de jornalismo utiliza esse recurso, os alunos que utilizaram aprovaram. “Foi muito bom, gerou conforto aos alunos que chegaram depois, a única falha que percebi foi no momento em que foi aberto às perguntas, pois os alunos não usaram o microfone para perguntar, mas acho que este ponto pode ser facilmente consertado em uma próxima edição”, afirmou o estudante Luciano Coelho.

 

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