Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Rodrigo Lopes palestra na Universidade da Região da Campanha

31 de maio de 2016 0

Por Anderson Ribeiro, aluno de Jornalismo

Na oitava edição do ciclo de palestras de Zero Hora, estudantes e professores dos 25 cursos de Jornalismo do Rio Grande do Sul têm a oportunidade de debater temas relevantes da profissão com profissionais de ZH. O roteiro deste ano foi batizado com a hashtag #ZHnaFaculdade e passará por 15 cidades. Na Universidade da Região da Campanha (Urcamp), em Bage, o jornalista Rodrigo Lopes falou sobre “Jornalismo Multiplataforma em área de conflito e catástrofes”.

rodrigo Foto: Yuri Moreira e Erica Eickoff

O jornalista contou suas experiências de coberturas em zona de conflito, como terremoto no Haiti e guerra no Líbano. “Uma grande reportagem pode estar no outro lado do mundo, ou no outro lado da rua”, disse Rodrigo, ao dar dicas sobre como crescer na profissão.

Entre suas atuações, o profissional destacou a cobertura da morte de João Paulo II, no Vaticano; a queda do presidente Fernando Lugo, no Paraguai; guerra entre Israel e Hezbollah; terremoto no Haiti; a catástrofe do furacão Katrina, em Nova Orleans e, por último, uma cobertura especial em Bagdá, que estará no caderno DOC de sábado.

rodrigourcamp
Lopes enfatiza que, na guerra, a primeira vítima é a realidade. “O Brasil não tem uma tradição em cobertura de guerra. Até por que faz muito tempo que não entra em conflito. A última grande guerra foi a do Paraguai. Então, não temos jornalistas tradicionais. Temos alguns que vão enviados especiais para situação de conflito”, salienta.
O profissional salienta que todo o cuidado é pouco na apuração de informação durante uma cobertura em zona de conflito. “Somos usados, diariamente, pelos governos. E cada vez mais, vencer a guerra da propaganda virou tão importante quanto a guerra no terreno. A dica é tomar cuidado e só descrever aquilo que estamos visualizando”, explica.
Lopes afirma que um dos principais perigos, na atualidade, para repórteres em zona de conflito é o sequestro. “Temos que pensar o que realmente vale a pena. Nada vale a vida de alguém. Jornalistas, em alguns lugares, servem como moeda de troca”, completa.

divulgação
Ele explica que é muito importante o jornalista saber a legislação de cada lugar. “Porém, entender a cultura é essencial. E isso não se aprende lendo livros de História, se aprende lendo reportagens, fazendo analogias e pesquisas”, encerra.
A acadêmica do 3ª semestre do curso de jornalismo, Lauren Brasil, comenta que o encontro com o profissional foi excelente. “Foi uma palestra longa, porém nem vi o tempo passar, pois ele ministrou de uma forma leve e animada. O que mais me chamou atenção foram as histórias que ele contou sobre alguns momentos em áreas de risco, as escolhas que foram feitas e a forma como ele as conduzia. Essa é uma área do jornalismo pela qual eu me interesso muito”, ressalta.

O coordenador do curso de comunicação social da Urcamp, Glauber Pereira, mediou a palestra e destacou a importância da ação de Zero Hora em enviar seus profissionais para compartilhar experiências com os acadêmicos.

Veja o vídeo produzido pelos estudantes:

Envie seu Comentário