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Posts de maio 2016

Palestra leva a realidade da profissão a estudantes de jornalismo, afirmam alunos de Pelotas

31 de maio de 2016 0

Por Fernanda Patzdorf, Kímberlly Kappenberg, Mylena Acosta, Patrícia Tanaka e Roberta Pereira.
Edição: Mariana Florencio

Fotos: Larissa Moraes e Jean Souza

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A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) recebeu nesta segunda-feira (30) a oitava edição do ciclo de debates do jornal Zero Hora. O evento, batizado de #ZHnaFaculdade, vai passar neste ano por 15 cidades entre os dias 30 e 2 de junho e vem mostrando a realidade da profissão ao discutir o futuro do jornalismo e como o jornal realiza a cobertura de notícias.

Em Pelotas, os alunos receberam o editor de reportagens especiais e do caderno DOC, Ticiano Osório, no auditório da reitoria da UFPel. Durante uma conversa antes da palestra, Ticiano disse que estava entusiasmado, mas com um pouco de receio ao falar com um grande número de alunos. “Venho trabalhando muito mais nos bastidores, na edição, então lidar com um público amplo sempre me deixa um pouco mais tímido no início,” comentou. Quando questionado sobre os desafios do jornalismo, respondeu: “Qualquer campo tem vários desafios, um dos principais é que temos que ter um trabalho de muita qualidade. Eu não acho que a profissão do jornalismo está em crise, a função do jornalista vai continuar existindo por um bom tempo”.

O evento contou com a presença de diversos alunos e professores, todos com grandes expectativas para receber o profissional de uns dos maiores veículos de comunicação do Rio Grande do Sul. A maioria, quando abordada, disse esperar adquirir conhecimentos além das teorias aprendidas na sala de aula e aprender mais sobre a prática da profissão. A estudante Mariana Hallal disse: “Espero que a palestra sirva para complementar o que aprendemos em sala de aula, e que Ticiano traga experiências reais, nos mostrando como lidar com situações que vão além da teoria.”

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Os professores também estavam animados com a palestra. “Acho muito importante a presença de um profissional de fora. A criação dessa superedição de final de semana, além de ser uma ideia diferente, à qual não estamos habituados na nossa cidade, propõe um novo modelo com as reportagens em profundidade. Então, é extremamente importante que isso chegue até vocês [alunos], até para entenderem que temos sim uma necessidade de uma informação rápida e precisa, mas que ainda existe um público cativo e interessado em uma informação profunda e interpretativa”, disse a professora Isabel Azubel.

Durante sua fala, Ticiano mostrou aos futuros jornalistas matérias especiais da qual participou como editor e que receberam diversos prêmios pelo reconhecimento do trabalho realizado. Para alcançar esses resultados, o palestrante relatou a importância do trabalho em equipe, já que o editor costuma planejar a matéria baseado nas histórias e percepções que os repórteres trazem da rua. E ressalta ainda que a combinação entre planejamento e sensibilidade faz uma grande reportagem. “A maior satisfação de um repórter é saber que conseguiu extrair mais do que o esperado de suas fontes e também a importância da fonte conseguir se enxergar na matéria”, relata o editor.

O jornalista dividiu com os presentes suas experiências e emoções ao elaborar matérias de forte apelo humano. Contou também que a tendência do jornalismo impresso é investir em reportagens especiais, mais aprofundadas e com maior tempo de produção. Dentro dessa perspectiva é que o jornal Zero Hora, no ano em que completa 52 anos, traz aos leitores dentro da superedição de fim de semana o caderno DOC – a reportagem no foco. O caderno com ares de revista tem como objetivo abordar assuntos de relevância nacional e regional de forma contextualizada, profunda e bem trabalhada.

Ao final da palestra foi aberto espaço para perguntas, quando foi possível aos estudantes expressarem suas expectativas, dúvidas e curiosidades aproximando assim a prática da realidade da profissão e do dia a dia de um jornalista dentro de uma redação. No fim, palestrante, alunos e professores ficaram muitos satisfeitos com o sucesso do evento. Ticiano falou algumas palavras aos nossos repórteres no final da palestra. “Acho que foi legal o papo, as perguntas foram inteligentes, gostei de ver o interesse pelos temas e me senti bem acolhido,” disse. Já os alunos expressaram satisfação em poder aprender um pouco mais da profissão, sentindo-se motivados e enxergando com mais a realidade a sua futura profissão. O professor Gilmar Hermes, coordenador do curso de Jornalismo da UFPel, elogiou: “Acredito que essa noite de palestra tenha contribuído muito para o curso e para a nossa formação”.
Um dos pontos interessantes que ocorreu na palestra foi a transmissão ao vivo via Skype. Para possibilitar a acomodação de todos alunos e professores presentes, a UFPel disponibilizou dois auditórios, e aqueles que ficaram na segunda sala assistiram a tudo e conseguiram até realizar perguntas.

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A transmissão foi toda feita via internet. Enquanto um computador filmava a palestra com sua webcam, o outro aparelho na outra sala recebia e transmitia em um telão. As perguntas foram feitas através de um mediador, que enviava as perguntas via bate papo do próprio Skype para a sala na qual se encontrava o palestrante.

Essa é a primeira vez que o curso de jornalismo utiliza esse recurso, os alunos que utilizaram aprovaram. “Foi muito bom, gerou conforto aos alunos que chegaram depois, a única falha que percebi foi no momento em que foi aberto às perguntas, pois os alunos não usaram o microfone para perguntar, mas acho que este ponto pode ser facilmente consertado em uma próxima edição”, afirmou o estudante Luciano Coelho.

 

Feevale recebe editor-chefe de ZH

31 de maio de 2016 0

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Por Andrei Souza, acadêmico do 4º semestre de Jornalismo na Universidade Feevale

Fotos: Giancarlo Couto, estudante de Jornalismo da Feevale

O editor-chefe da Zero Hora Nilson Vargas palestrou na noite desta segunda-feira (30), no Auditório do prédio Multicolor, para acadêmicos do curso de Jornalismo do Campus II da Universidade Feevale. O evento faz parte da 8ª edição do ciclo de palestras que engloba o aniversário da ZH.

O evento se iniciou às 19h30min com a apresentação de Vargas. Logo em seguida, o palestrante exibiu um vídeo que detalhava e explicava o a rotina do jornal Zero Hora. Ele comentou sobre a mudança que ocorreu em maio de 2014, devido à necessidade de a empresa se conectar com as novas formas de seu público consumir informação. Ressaltando, que o novo formato foi pensado e desenvolvido para atender uma comunidade de mais de dois milhões de leitores e doze milhões de usuários digitais, alterando o logotipo e realizando uma reorganização das informações, em prol de uma relação mais próxima com o leitor.

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Nilson destacou o trabalho da jornalista Jéssica Weber, ex-aluna da Feevale, que ingressou na Zero Hora por meio do projeto Primeira Pauta. Ele também exibiu vídeos e reportagens produzidas pela jornalista Juliana Bublitz, como exemplo de uma jornalista completa adaptada à demanda de ser multimídia, pronta para fazer desde grandes reportagens que exigem fôlego de apuração, texto de qualidade, coberturas online em tempo real, usando linguagens diferentes como texto e vídeo.

Nilson aconselhou os acadêmicos de jornalismo a se adaptarem as novas mídias, mas ao mesmo tempo se dedicarem ao texto escrito e a leitura. Ele ressaltou que o jornalista deve estar em constante evolução, buscando se adaptar as tendências tecnológicas, visando aprimorar as suas habilidades.

No final da palestra, Nilson respondeu perguntas realizadas pelos acadêmicos, onde os principais temas discutidos foram o futuro do jornalismo e a as características essências que um jornalista precisa ter para integrar o mercado de trabalho. Neste ano, os estudantes utilizaram a hashtag #ZHnaFaculdade para publicar nas redes sociais os comentários e conteúdos das conversas em tempo real.

Veja o vídeo produzido pelos alunos:

Alunos da Univates conheceram os bastidores da revista Donna

31 de maio de 2016 0

A  jornalista Patrícia Rocha, editora da revista Donna, participou nesta terça-feira (31) da 8ª edição do projeto #ZHnaFaculdade em Lajeado. Na Univates, ela conversou com os estudantes de jornalismo sobre a publicação semanal e a sua experiência profissional.

Fotos: Ana Amélia Ritt

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Diogo Olivier fala sobre os rumos do jornalismo na Unisinos

31 de maio de 2016 0

Texto e fotos de Cassiano Cardoso, acadêmico de Jornalismo da Unisinos

O miniauditório Pedro Pinto (em frente ao laboratório de fotografia) teve o calor humano dos cerca de 60 alunos na noite da última terça-feira (31). A lotação total do espaço se devia ao palestrante, que preferiu não chamar o evento de palestra, Diogo Olivier, jornalista e colunista do jornal Zero Hora. Foram cerca de duas horas de um bate-papo envolvente e interativo entre alunos, professores e convidado. A atividade foi realizada em parceria com a Zero Hora, no projeto #ZHnaFaculdade.

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Mediada pelo professor de radiojornalismo da Unisinos Sérgio Endler, a palestra começou com uma breve apresentação do convidado e algumas histórias vividas na profissão. Mas, as curiosidades surgiram quando Diogo Olivier passou a falar das novas mídias e da constante transformação do jornalismo. “Quando comecei, quem trabalhava em rádio, fazia só rádio. Quem trabalhava em TV, era só TV. Hoje em dia, isso não existe mais. Temos que ser multimídia”, contava o palestrante, rodeado por alunos curiosos por aprendizado.

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Um dos questionamentos entre os alunos foi as mudanças do jornalismo atual e as dificuldades com o turbilhão de informações das redes sociais. Para Olivier, a diferença está no conteúdo transmitido. “Quem conseguir pensar mais, sai na frente. As formas de disseminar as mensagens são diferentes, mas a essência da prática jornalística é a mesma. E deve-se que estar capacitado para isso”, esclareceu. Entre uma pergunta e outra, um vídeo da ZH sobre as novas mídias e as novas formas de se fazer jornalismo foi apresentado aos alunos.

Com o crescimento constante dos dispositivos móveis e as redes sociais, um dos questionamentos que mais chamou atenção no bate-papo foi sobre uma possível redução da credibilidade dos jornalistas. “Alguns paradigmas mudaram. Qualquer um pode filmar um acidente e postar nas redes sociais transmitindo a informação. No entanto, quem apura e busca de forma verídica é o jornalista e é aí que surge a credibilidade”, comenta.

Alguns estudantes, em meio às dificuldades do mercado de trabalho, pediram dicas ao convidado para ingressar na área e foram prontamente atendidos. “Precisa seguir degrau por degrau. Vai pegando cancha aos poucos e crescendo. Precisa se preparar bem e ter consciência da importância dos espaços na universidade”, respondeu Diogo Olivier.

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O aluno do 5º semestre de jornalismo Anderson Huber gostou do que viu durante o evento. “Achei interessante. Ele mostrou que o profissional deve estar sempre atento às mudanças da profissão. Se fazer valer das ferramentas disponíveis”, opina o estudante. Ao final do bate-papo, informativos de Zero Hora em formato de jornal foram distribuídos entre os alunos com mais informações das práticas jornalísticas da empresa.

Diogo atua na RBS há 25 anos. Foi repórter de política durante 10 anos, antes de migrar para o Esportes. Atuou em cobertura de Copas, Jogos Pan-Americanos, impeachment Collor, eleições presidenciais e episódios internacionais (enterro de Hugo Chavez, sequestro da embaixada japonesa em Lima, etc) e Rio-2016 (agosto). Acompanhe a cobertura dos estudantes nesta quarta-feira.

Larissa Roso emociona alunos do IPA

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Por Bianca Bueno

A repórter de Zero Hora Larissa Roso foi a convidada para a palestra no IPA em comemoração aos 52 anos do jornal. O encontro “Histórias de Gente – Pessoas comuns inspirando reportagens especiais” ocorreu no Auditório da Biblioteca e reuniu estudantes do curso de Jornalismo que conheceram mais de perto o trabalho de Larissa e sua vivência na produção de reportagens especiais. O evento é uma promoção de ZH em parceria com o curso de Jornalismo do IPA.

Larissa Roso é repórter da editoria Sua Vida de ZH. É jornalista formada pela PUCRS e mestranda em Ciências Médicas/Bioética, pela Faculdade de Medicina da UFRGS. A repórter gosta de ouvir pessoas comuns que passam por histórias singulares, que são narradas através de suas reportagens. No encontro, Larissa selecionou quatro reportagens que marcaram sua trajetória e compartilhou os momentos de emoção e trabalho árduo. As matérias serviram de fio condutor para a fala de Larissa aos estudantes do IPA.

Fotos: Luiz Guilherme Faleiro e Christian Oliveira
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A reportagem ‘Últimos Desejos’ foi capa da Zero Hora em julho de 2015 e é a favorita da repórter. Larissa acompanhou durante um ano pacientes com doenças em estágio avançado, internados no Núcleo de Cuidados Paliativos, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A repórter tinha interesse em saber o que os internados pensavam e o que desejavam – qual era o último desejo. “O que querem as pessoas que não tem muito tempo de vida? O que elas pensam?”, relembra. Ela destaca a riqueza de narrar fatos que estão acontecendo na presença do jornalista. Passou por essa situação quando acompanhava João Batista, personagem principal da reportagem. Internado com câncer de estômago, não via o pai há 23 anos. O reencontro foi feito pela equipe do hospital e presenciado pela repórter.

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A segunda matéria selecionada foi a história de Cristine Soares, publicada no caderno DOC, no Dia das Mães deste ano. Cristine perdeu quatro filhos – dois ainda na gestação – e agora é mãe da Luiza, que nasceu no ano passado. Larissa acredita que Cristine mereceu estar no jornal nessa data e conta que a reportagem tocou os leitores. Durante a palestra, passou um vídeo sobre a história, que emocionou a todos. Larissa explica que o jornalista, hoje, precisa estar atento para outros tipos de mídia, como o audiovisual. Mesmo sendo repórter de um jornal impresso, lembra que a ZH está na plataforma online e que os leitores também se interessam e gostam quando uma matéria vem acompanhada de boas fotos e de material audiovisual. Acredita ser um tendência que veio para ficar.

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Na terceira reportagem, a repórter acompanhou o dia em que Rodrigo de Souza Barros saiu da reabilitação, em 2010. Rodrigo era usuário de crack e ficou durante nove meses em uma fazenda de recuperação. A reportagem teve continuação no jornal, contando como estava a vida de Rodrigo, que formou uma família e é fotógrafo. Larissa explicou que o leitor interage muito com ela, muitas vezes, cobrando notícias sobre os personagens de seus textos. “As pessoas querem saber o que aconteceu depois. Acho isso muito importante. Demonstra o quanto aquelas histórias marcaram a vida de quem as leu”, comenta.

A última reportagem, apresentada por Larissa, acompanhou a cirurgia de redesignação de sexo da transexual Helena Soares Meireles, em 2013. A reportagem narra a história da professora de Artes, Helena, até o dia da cirurgia. A repórter destaca que temas LGBT ainda não são bem vistas pelo público e que a reportagem gerou muita polêmica. “Muitas pessoas não entenderam e algumas até não admitiram o jornal dar espaço para uma história como essa. Sinais do preconceito que ainda existe em nossa sociedade”, lamenta ela.

As perguntas feitas pelos estudantes e professores foram direcionadas para a produção das reportagens. Larissa afirma que para produzir reportagens especiais é preciso ter tempo e espaço, muitas vezes tomados pelo jornalismo noticioso, do cotidiano. Ela conta, ainda, que passou por situações delicadas, onde precisava agir de forma natural frente aos acontecimentos que espantam qualquer pessoa, como na reportagem ‘Últimos Desejos’. Mas para a repórter, o mais difícil nessa experiência foi se questionar como ficariam as famílias mais pobres quando o internado morresse. Com base nos casos que apresentou, ela observa que a fonte precisa criar uma relação de confiança com o jornalista e vice-versa. Explica que o repórter deve ter um olhar crítico e saber filtrar as informações a partir do relato da fonte, que passou por situações delicadas.

Confira o vídeo produzido pelos alunos. Imagens: Ramiro Gasañol

Alunos da ESPM recebem a repórter Juliana Bublitz

31 de maio de 2016 0

Por Alex Dudschig, aluno de jornalismo da ESPM

A jornalista de Zero Hora Juliana Bublitz esteve na ESPM-Sul para falar com os alunos de jornalismo da Escola. O evento ocorreu no prédio C da instituição e faz parte das comemorações de 52 anos do jornal.

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A jornalista apresentou reportagens importantes realizadas durante sua carreira na Zero Hora. O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, e a votação do Senado no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foram destacados por ela. O foco principal, no entanto, foi o jornalismo no século 21 e a importância das redes sociais no meio jornalístico.

Além de apresentar seus trabalhos, Juliana deu dicas importantes para os futuros jornalistas. “Não banquem nunca o que vocês não podem bancar”, disse ela. “O jornalismo nunca foi tão importante como hoje”, complementou.

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Após encerrar sua apresentação, o público teve a chance de fazer perguntas para a jornalista. O trabalho da reportagem no conturbado cenário político do país, o futuro do jornalismo e os bastidores da apuração foram os temas abordados.  Os estudantes gostaram muito da palestra e, com certeza, adquiriram um grande aprendizado sobre a profissão.

UFRGS abre segundo dia do #ZHnaFaculdade

31 de maio de 2016 0

Uma plateia atenta e interessada no tema “O futuro do jornalismo é a reportagem” proposto pela diretora de Redação, Marta Gleich, abriu o dia de conversas de ZH na Fabico, a faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Até as 20h, outras quatro faculdade recebem profissionais em quatro cidades gaúchas. O evento ocorre até quinta-feira (2) quando todos os 25 cursos receberão repórteres, colunistas e editores do jornal. A integração faz parte das comemorações dos 52 anos de ZH e está em sua 8ª edição.

Acompanhe a cobertura feita pelos estudantes nas redes sociais com a hastag #ZHnaFaculdade e aqui no blog do Editor.

Lúcia Pires

Lúcia Pires

Opinião no jornalismo mobilizou alunos na UniRitter

31 de maio de 2016 0

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Estudantes de Jornalismo da UniRitter receberam no campus Fapa o editor de Opinião de ZH Nilson Souza, na oitava edição do ciclo de palestras de ZH nas universidades. Durante quase duas horas de conversa, os alunos não desviaram o foco do tema proposto. Questões ligadas ao dia a dia de colunistas, editorialistas e o espaço de opinião destinado aos leitores no jornal estiveram no centro do debate, que teve mediação do professor Leandro Olegário.

por Ulisses Miranda, estudante da UniRitter

Fotos: Fernanda Ludwig e Bruna Fernandes

Quando algum jornalista ou convidado em geral vai até a faculdade, os alunos aguardam por uma palestra. A palavra, em si, denota ao aluno que esse, talvez, seja o dia para faltar. Não podemos omitir os fatos, caros colegas. Aqueles que não estão com a corda das faltas no pescoço, invariavelmente, aproveitam a “oportunidade”.
Entretanto, na segunda-feira, dia 30 de maio, não tivemos uma palestra. Foi uma aula em forma de conversa. O jornalista Nílson Souza está há 30 anos em Zero Hora e, além de editor de opinião da publicação, assina uma coluna semanal no Segundo Caderno.
O projeto ZH na Faculdade foi realizado no auditório do prédio 4, campus FAPA da UniRitter e, mesmo os menos prevenidos, municiados apenas com suas maçãs, saíram com muitas ideias. Nílson Souza, editorialista de ZH, explica a última frase: “Eu sempre brinco quando venho conversar com jovens: se tenho uma maçã e troco com outra pessoa por uma maçã, cada um fica com uma. Se tenho uma ideia e troco com uma pessoa que tem outra ideia, cada um fica com duas. Então, vim aqui para trocar ideias com vocês”.

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As mais de quatro décadas de experiência como jornalista são humildemente desmistificadas: “Não significa que eu saiba mais do que ninguém, não significa que posso dar lição de jornalismo para ninguém. Pelo contrário, vim aqui para aprender um pouco com vocês”, assegurou. Aos alunos do curso de jornalismo, foi além do “contar experiências”. Durante as quase duas horas em que esteve sentado ao lado do coordenador do curso de Jornalismo, Leandro Olegário, Nílson foi amplamente questionado pelos estudantes. Respondeu atenta e pacientemente a todas as perguntas. O interesse, assim como a formulação das questões, foi recebido com entusiasmo pelo palestrante, digo, por Nílson.

Sobre “a opinião no jornalismo”, tema norteador da conversa, Nílson frisou que: “É muito importante para o jornalismo, a opinião, porque é ela que vai dar credibilidade ao veículo de comunicação. Quando os profissionais que opinam são respeitados o veículo ganha credibilidade. E esse é o grande diferencial do nosso mercado competitivo, de mídia diversificada, e que as pessoas chegam ao público das mais diversas maneiras”. A busca por temas que possam se tornar editoriais requer respeito aos valores e ao ideário da empresa, ser um assunto de interesse público e, costumeiramente, atual. Assim como um tema noticioso, não pode cair na mesmice: “Vocês devem desafiar a empresa”.

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A experiência no mundo jornalístico deve anteceder a conquista do diploma, as conversas – e as palestras – disponíveis, devem ser valorizadas: “Aqui vocês devem se preparar para a profissão”, e acrescentou: “Mais importante do que o diploma, é a formação que vocês recebem nesse ambiente. Isso é que vai fazer de vocês profissionais diferenciados. Então, é muito importante prestar atenção no que vocês estão tendo aqui, que é um ambiente que depois se reproduz numa redação”.
Um dos temas mais abordados no bate-papo com o – colega – jornalista de ZH, foi a relação com as redes sociais. Pela perspectiva de quem dantes escrevia por intermédio de uma máquina de datilografia, Nílson aponta que “o ‘patrulhamento’ das redes sociais influenciou muito o jornalismo”. A repercussão praticamente instantânea de tudo que é publicado obriga o jornalista a conviver com a crítica sistemática: “As pessoas muito sensíveis não gostam de ficar recebendo ‘pauladas’ por tudo que escrevem. E, hoje, vocês não se enganem, mesmo escrevendo sobre jardinagem, vai ter contestação. Nós temos que nos habituar e administrar essa situação”, orientou. Mas, nem tudo é tão ruim. Na contramão do “achismo” presente nas redes sociais, o jornalista deve manter a postura profissional: “Nós não somos obrigados a saber de tudo, somos obrigados a nos informar”.
Entre os atributos necessários aos futuros jornalistas, Nílson aconselhou: “Invista em novos formatos, seja criativo! Pense naquilo que você consome e naquilo que o público quer consumir, esse é o caminho. Sem negligenciar o velho jornalismo do (Gabriel) Garcia Márquez, que ainda é muito importante, porque traz os fundamentos que são imperecíveis, da ética, do cuidado em ouvir todos os lados, da precisão, da aferição. Essas coisas permanecem para sempre, porque isso é a base do jornalismo”.
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Nílson também respondeu sobre o passado e o presente dos jornalistas: “A imprensa era intocável. Naquele tempo (quando iniciou) o jornalista era inquestionável. A grande transformação foi que o público se tornou mais exigente e, em consequência, o jornalista teve que se tornar, não só mais humilde, menos arrogante, mas também melhor preparado. A transformação foi gigantesca e, hoje, é muito mais rápida em tudo”.
A responsabilidade presente em cada palavra dentro de seus textos não é o maior dos problemas, afirma Nílson. Para o editor de opinião, ninguém tem facilidade de escrever. Citando a frase do escritor e pensador inglês, Samuel Johnson, “o que é escrito sem esforço, em geral, é lido sem prazer”, Nílson ressaltou: “É sempre difícil e desafiador (escrever). A gente tem que encarar esse desafio. Mas essa dificuldade é que encanta na nossa profissão. Porque quando tu terminas teu trabalho, vê o texto e gosta do teu texto, esse é o momento para dizer “a minha profissão é a melhor”. ”

Após o evento, no prédio 4, Nilson concedeu entrevista em vídeo, respondeu mais perguntas para a cobertura dos alunos e posou para fotos com os estudantes. A aluna Daiana Camillo fez as imagens e registrou o momento final de confraternização no palco do auditório. “As palavras do Nilson com certeza motivaram a turma e nos mostraram um pouco mais do universo jornalístico, disse Daiana.

 

Rodrigo Lopes palestra na Universidade da Região da Campanha

31 de maio de 2016 0

Por Anderson Ribeiro, aluno de Jornalismo

Na oitava edição do ciclo de palestras de Zero Hora, estudantes e professores dos 25 cursos de Jornalismo do Rio Grande do Sul têm a oportunidade de debater temas relevantes da profissão com profissionais de ZH. O roteiro deste ano foi batizado com a hashtag #ZHnaFaculdade e passará por 15 cidades. Na Universidade da Região da Campanha (Urcamp), em Bage, o jornalista Rodrigo Lopes falou sobre “Jornalismo Multiplataforma em área de conflito e catástrofes”.

rodrigo Foto: Yuri Moreira e Erica Eickoff

O jornalista contou suas experiências de coberturas em zona de conflito, como terremoto no Haiti e guerra no Líbano. “Uma grande reportagem pode estar no outro lado do mundo, ou no outro lado da rua”, disse Rodrigo, ao dar dicas sobre como crescer na profissão.

Entre suas atuações, o profissional destacou a cobertura da morte de João Paulo II, no Vaticano; a queda do presidente Fernando Lugo, no Paraguai; guerra entre Israel e Hezbollah; terremoto no Haiti; a catástrofe do furacão Katrina, em Nova Orleans e, por último, uma cobertura especial em Bagdá, que estará no caderno DOC de sábado.

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Lopes enfatiza que, na guerra, a primeira vítima é a realidade. “O Brasil não tem uma tradição em cobertura de guerra. Até por que faz muito tempo que não entra em conflito. A última grande guerra foi a do Paraguai. Então, não temos jornalistas tradicionais. Temos alguns que vão enviados especiais para situação de conflito”, salienta.
O profissional salienta que todo o cuidado é pouco na apuração de informação durante uma cobertura em zona de conflito. “Somos usados, diariamente, pelos governos. E cada vez mais, vencer a guerra da propaganda virou tão importante quanto a guerra no terreno. A dica é tomar cuidado e só descrever aquilo que estamos visualizando”, explica.
Lopes afirma que um dos principais perigos, na atualidade, para repórteres em zona de conflito é o sequestro. “Temos que pensar o que realmente vale a pena. Nada vale a vida de alguém. Jornalistas, em alguns lugares, servem como moeda de troca”, completa.

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Ele explica que é muito importante o jornalista saber a legislação de cada lugar. “Porém, entender a cultura é essencial. E isso não se aprende lendo livros de História, se aprende lendo reportagens, fazendo analogias e pesquisas”, encerra.
A acadêmica do 3ª semestre do curso de jornalismo, Lauren Brasil, comenta que o encontro com o profissional foi excelente. “Foi uma palestra longa, porém nem vi o tempo passar, pois ele ministrou de uma forma leve e animada. O que mais me chamou atenção foram as histórias que ele contou sobre alguns momentos em áreas de risco, as escolhas que foram feitas e a forma como ele as conduzia. Essa é uma área do jornalismo pela qual eu me interesso muito”, ressalta.

O coordenador do curso de comunicação social da Urcamp, Glauber Pereira, mediou a palestra e destacou a importância da ação de Zero Hora em enviar seus profissionais para compartilhar experiências com os acadêmicos.

Veja o vídeo produzido pelos estudantes:

Alunos de Pelotas transmitem ao vivo encontro com editor de ZH

31 de maio de 2016 0

Por Edna Machado, aluna de Jornalismo

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Foto: Jean Souza

O editor de ZH Ticiano Osório falou para estudantes e professores dos cursos de Jornalismo da UFPel e UCPel sobre suas experiências na profissão junto ao jornal Zero Hora. No ciclo de palestras, que envolve dezenas de universidades do Rio Grande do Sul, Pelotas teve a oportunidade de debater “O caderno DOC e a edição de reportagens especiais”, e pode conversar com Ticiano sobre os desafios da profissão nos tempos atuais. Para o jornalista, os profissionais de agora devem especializar-se cada vez mais. “É preciso investir em qualidade pra gente se diferenciar neste mundo de informações que é oferecido”, afirma Ticiano.

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Foto: Jean Souza

Devido ao grande público, houve transmissão ao vivo para um segundo auditório e os alunos receberam uma edição especial de ZH com 16 páginas.

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Foto: Larissa Moraes