Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Rosane de Oliveira fala sobre prática do jornalismo na Famecos

02 de junho de 2016 0

Texto: Júlia Bueno Fotos: Natalia Pegorer

Natalia Pegorer/Famecos/PUCRS

A Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS recebeu, na noite de quarta-feira (1°), a jornalista Rosane de Oliveira,  colunista do Jornal Zero Hora que falou sobre Informação Exclusiva e Opinião no Jornalismo Político. O evento integra as comemorações do aniversário de 52 anos do jornal. Dirigido aos alunos de Comunicação, o objetivo do encontro é fortalecer a relação entre a Universidade e o mercado de trabalho.

26813536873_c1053cf4bc_z

 Rosane de Oliveira e o professor Tércio Saccol (Fotos:Natalia Pegorer)

O mediador do evento foi o professor Tércio Saccol. Ao iniciar a palestra, Rosane ressaltou os aspectos positivos da profissão. “Mesmo com todas as dificuldades e incertezas, essa carreira é a que sempre quis”. Emocionada com a presença dos alunos no auditório, agradeceu à Universidade pela oportunidade e observou que o lugar é a sua casa. “É como se minha vida se dividisse entre antes e depois da Famecos”, acrescentou.
Rosane está na Zero Hora há 23 anos e, nos últimos 13 anos, é responsável pela editoria de política. “Lidar com o fanatismo político atual está difícil”, comentou. Já a respeito da trajetória na Rádio Gaúcha, a comentarista disse que trabalhar com opinião instantânea é um novo aprendizado. Responsável por responder os ouvintes via WhatsApp e filtrar informações simultaneamente, citou a preocupação que o jornalista deve ter em interpretar fatos, fazer contextualizações e buscar notícias exclusivas. A respeito do jornalismo opinativo, destacou que é importante, na maioria das vezes, se posicionar. “Acredito que a imparcialidade na profissão é mito. A palavra de ordem, desse gênero, é independência”, disse ela.
Ao comentar sobre o cenário político atual, Rosane Oliveira disse acreditar que o mais importante nos dias de hoje seja procurar os assuntos com mais profundidade. Observou, ainda, o fato de grande parte da população não saber ouvir a opinião do outro e, por consequência, gerar contínuos conflitos. Sobre o jornalismo, enfatizou que “não temos que fechar os ouvidos para o que o outro tem a dizer”.

“Ou você se apaixona e se entrega, ou não tem muita graça”, diz.

Rosane salientou a relevância do jornalista em “colocar ordem no caos”. Desconfiar, ir atrás da verdade e buscar um aprofundamento maior sobre o que é dito são características essenciais de um bom profissional. Quando questionada a respeito do futuro da opinião nos meios jornalísticos, disse que vai ter sempre lugar para comentários embasados e que mostrem os porquês dos acontecimentos. “Opinião pela opinião não basta”, alerta.
Para a convidada, o ponto de vista do jornalista não pode ser raso, ele tem que ser fundamentado em vez de baseado, unicamente, em ‘achismos’. Acrescentou ainda que lidar com críticas e insultos “faz parte da profissão” e que é sempre interessante, para o crescimento do especialista, absorver julgamentos construtivos.
Depois de analisar o cunho de algumas manifestações que ocorreram no Brasil, como a de 2013 e as atuais, além das ocupações que acontecem em escolas públicas, Rosane disse que cultivar fontes, independente da sua origem, é fundamental. Ressaltou também que o futuro do jornalista está correlacionado com adaptação. “Por mais que eu acredite que o papel vá mudar, se adaptar a novos desafios é essencial. A gente tem que ser plural e aprender a ampliar a capacidade de produção”, expôs.
Para ela, com as redes sociais, é difícil não divulgar uma informação. “Ou se tem certeza absoluta de que aquela notícia não será publicada por nenhum outro veículo e a preserva, ou a divulga para não perder a oportunidade”, falou.

Envie seu Comentário