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25 de junho de 2016 0

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Se você quiser ler só uma reportagem desta edição, vá para o caderno DOC e mergulhe em “Inversão de papéis”, da repórter Larissa Roso e do fotógrafo Júlio Cordeiro. Larissa e Júlio já são conhecidos de vocês, pela premiada reportagem “Últimos desejos”, resultado de um ano de trabalho nos quartos e corredores do Núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, acompanhando pacientes sem chance de cura e seus derradeiros sonhos.

Capaz de se mimetizar no ambiente, com delicadeza, a dupla se torna tão próxima de seus entrevistados, que a vida flui como se a reportagem não estivesse lá. E isso traz para o leitor o que realmente acontece, na intimidade de um quarto de hospital ou dentro da casa de uma família. Desta vez, Larissa e Júlio acompanharam um tema que diz respeito a todos nós: o momento de vida em que filhos invertem papéis e passam a cuidar de seus pais, por velhice, doença ou ambos.

O coração da repórter Larissa é auscultado por Larissa, de 35 anos,  que tem síndrome de Down, sonha em ser médica e ajuda a cuidar  do pai, Donato, 71 anos, que sofre com Alzheimer. Foto: Julio Cordeiro

O coração da repórter Larissa é auscultado por Larissa, de 35 anos, que tem síndrome de Down, sonha em ser médica e ajuda a cuidar do pai, Donato, 71 anos, que sofre com Alzheimer. Foto: Julio Cordeiro

Perguntei à repórter e ao fotógrafo como eles trabalham.
- Meu primeiro contato com os entrevistados significa o mesmo que dizer: “Olá, sou uma pessoa completamente estranha e quero muito conhecer a história de vocês. É fundamental que confiem em mim, tenham paciência e conversem comigo por muitas horas sobre a vida íntima da família”. Um desafio e tanto! Quando a proposta é aceita e a conexão se estabelece, é maravilhoso. O trabalho fica muito rico – diz Larissa.

- Quando chego ao local a ser fotografado, tento mostrar a intenção do registro das imagens, conhecer a rotina, a intimidade. Então, quando não sou mais visto como um estranho, fotografo – conta Júlio.

Reportagens como esta são a matéria-prima do editor Ticiano Osório, responsável pelo caderno DOC:

- Publicamos reportagens desse tipo porque elas são universais e atemporais. Os personagens encontrados pela Larissa e retratados pelo Júlio são singulares e fascinantes, mas também são gente como a gente. Acredito que muitos leitores vão se identificar com suas rotinas, seus dramas, suas reflexões, seus desejos.

Mas não fique só nesse assunto, não. A edição tem muita coisa para ler. Um dos nossos principais conteúdos é traduzir o Brexit, assunto forte da semana que trará repercussões para o mundo todo por muito tempo.

Em Notícias, o repórter José Luís Costa desvenda a trágica morte de cinco pessoas de uma mesma família, ocorrida semanas atrás na zona leste de Porto Alegre. No Donna, um novo olhar das mulheres sobre o mercado da pornografia.
E, no caderno Vida, não perca o guia do frio: como as baixas temperaturas afetam a saúde, a disposição, o humor e até o bolso. Boa leitura e bom fim de semana!

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