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Uma lenda urbana

13 de agosto de 2016 0

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Bem no meio da Redação, há três monitores sempre ligados. Dois deles mostram a audiência online de ZH. Na sexta-feira de manhã, um fenômeno aconteceu: a reportagem “Quem é e o que faz a detetive Aline”, publicada minutos antes, alcançou uma audiência extraordinária, ultrapassando inclusive a audiência da capa do site, marca que nenhuma pauta costuma atingir.
Detetive Aline: quem viu esse cartaz em um poste de Porto Alegre ou do Litoral e não ficou se perguntando quem era e em que casos misteriosos trabalhava? Pois a repórter Larissa Roso decidiu descobrir.

– Liguei numa quinta-feira para a detetive. Marcamos na segunda-feira, no estacionamento do Strip Center. Eu estava com o Cruz, o motorista, num carro sem logotipo da Zero Hora. Eu disse brincando para o Cruz: “Se ela for boa, terá que me descobrir aqui no estacionamento, saber quem eu sou”. Nesse instante, Aline parou o seu carro ao lado do nosso.
Durante três dias, Larissa rodou pela Região Metropolitana com Aline e seu marido (eles trabalham em dupla), num carro com película muito escura nos vidros.

– A cada dia, eles marcavam de me pegar em um lugar, perto de alguma campana que iriam fazer. Eu ficava esperando, daí parava aquele carro de vidros escuros e abria-se a porta de trás para eu entrar. Parecia coisa de filme. Eu não dava conta de anotar todas as histórias, porque Aline conta uma atrás da outra. E tem o celular lotado de flagrantes em vídeo.
Em um desses dias, Larissa chegou à Redação e desabafou com o editor-chefe Nilson Vargas:
– Estou me sentindo mal, experimentando a sensação de estar espiando a vida secreta das pessoas. Eu não deveria estar olhando isso, não deveria saber essas coisas.
– Então a matéria está com a pessoa certa – acalmou o Nilson.
Sem interesse em desmascarar ninguém, Larissa retirou da reportagem qualquer referência que pudesse identificar os investigados:
– Não poderíamos quebrar o sigilo que ela promete a seus clientes.
No último dia da apuração, o fotógrafo Júlio Cordeiro foi junto e registrou imagens da detetive em campo, também sem identificá-la.
– As pessoas acham que Aline é uma lenda urbana, ou uma garota de programa, ou um código para algo proibido, como uma clínica de aborto – conta Larissa.

Ficou curioso? Confira toda a reportagem no caderno DOC.

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