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Grupo RBS cria Editoria de Segurança

26 de agosto de 2016 2

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Na manhã de sexta-feira, enquanto Cristine Fonseca Fagundes, morta em um latrocínio em frente à filha ao buscar o filho no colégio, era velada no Cemitério Jardim da Paz, o Estado inteiro, estupefato, se perguntava o que mais precisaria acontecer para que se iniciasse, finalmente, uma virada no descalabro da segurança. Ao mesmo tempo, transcorria uma reunião na Redação de ZH. Alguns dos principais editores e jornalistas da RBS TV, da Rádio Gaúcha, do Diário Gaúcho e de Zero Hora criavam a Editoria de Segurança: uma força-tarefa que se forma, sem prazo definido, para estar ao lado de leitores, ouvintes e telespectadores no debate de saídas para o descontrole da criminalidade no Estado e para cobrar do poder público ações imediatas no combate à violência. Esse tema passa a ser prioridade nas pautas dos veículos do Grupo RBS.

Comandada pelo jornalista Carlos Etchichury, ex-editor de Polícia de ZH e atual editor-chefe do Diário Gaúcho, a Editoria de Segurança contará com jornalistas como Humberto Trezzi e José Luís Costa, de ZH, Cid Martins, da Rádio Gaúcha, Fábio Almeida e Jonas Campos, da RBS TV, e Renato Dornelles, do Diário Gaúcho.

Outra decisão do encontro foi promover, na própria sexta-feira, um Painel Especial para o debate em profundidade de saídas imediatas para a crise. O resultado você confere na página 11.

Também criamos linhas diretas do nosso público com as redações, pelo WhatsApp (51) 9728-3837 e e-mail segurancaja@gruporbs.com.br. Por esses dois canais, você pode sugerir medidas para a solução do problema e se manifestar sobre o tema segurança. E decidimos lançar o editorial-manifesto que está hoje nas capas de ZH e Diário Gaúcho.

O Rio Grande do Sul não pode mais ser definido como a sociedade em que os bandidos tomaram conta. Não somos isso. Mas a solução da criminalidade não passa apenas pelo Executivo, pelo Judiciário ou pelo Legislativo. Também não passa só pelo Ministério Público, pela Brigada Militar ou pela Polícia Civil. Nem apenas por outras entidades, associações, empresários, ONGs ou imprensa. É um problema de complexa solução, que depende de todos nós. Estamos fazendo a nossa parte.

Acompanhe a intensa cobertura do Grupo RBS nos próximos dias. E mande sua contribuição. Confira, clicando neste link, manifestações de nossos leitores sobre o tema que, mais do que nos paralisar ou nos dividir, deve nos unir e mobilizar.

Comentários (2)

  • Adelino Machado diz: 27 de agosto de 2016

    Relativamente a insegurança que prevalece no RS como de resto em todo o Brasil e trata de problema estrutural e não meramente decorrente de uma conjuntura, sendo que a conjuntura apenas serviu para piorar, entende-se que embora a Segurança Pública seja de competência de governadores e da União, prefeitos também devem participar do processo, nesse sentido os municípios passariam a criar respectivos Comitê de Segurança em que participariam empresários, advogados, enfim toda a comunidade. A crise existe mobilidade e envolvimento de todos, uma vez que a vida de uma coletividade tem se tornado cada vez mais frágil diante a violência e as ações dos criminosos.

  • Marta Munoz da Silva Conceicao diz: 27 de agosto de 2016

    A única reação objetiva da sociedade e através dos CONSEPROS que em Porto Alegre parecem desativados. Uma cidade rica como a nossa precisa de um movimento sério para ,mediante colaboração maciça ( azar se já pagamos impostos), prover a polícia com o que há de melhor em matéria de equipamentos de segurança: Sistemas de informática, Novos coletes, algumas viaturas blindadas, enfim, logística em geral, conforme for solicitado pelos órgãos de segurança Pública. Já que não devemos reagir a um assalto, nem fugir, a única ação contra o crime é esta. Claro, que antes é preciso reativar o CONSEPROS, com dirigentes realmente sérios.

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