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La Urna

10 de setembro de 2016 1

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Política costuma ser um assunto chato, difícil de digerir.

Em campanha, os candidatos prometem mais do que podem cumprir, os debates e as entrevistas nem sempre são interessantes, até mesmo porque os eleitores raramente têm acesso aos bastidores, ou àquelas informações complementares e relevantes sobre quem o candidato realmente é, quais são suas fraquezas e contradições. Nem sempre é assim.

Paulo Germano, Débora Cademartori, Luciano Potter e Arthur Gubert, dirigidos por Isadora Neumann, subvertem todos os chavões da política e trazem novamente, nesta eleição, tchã-rããã… o La Urna, um programa de entrevistas em vídeo com os candidatos. Totalmente fora da casinha, ou do script tradicional.

A turma do La Urna: Débora, Paulo Germano (à frente), Potter (atrás, à esquerda) e Gubert. Foto: Omar Freitas

A turma do La Urna: Débora, Paulo Germano (à frente), Potter (atrás, à esquerda) e Gubert. Foto: Omar Freitas

Quem se lembra do famoso episódio do La Urna com o então candidato ao governo do Estado José Ivo Sartori, em que os entrevistadores imploravam por uma proposta, umazinha só? Ou da inacreditável entrevista com o então candidato a deputado Jardel? Foi muito didático para mim assistir, nesta semana, àqueles premonitórios vídeos de dois anos atrás.

Na fornada deste ano, eles já entrevistaram os candidatos à prefeitura de Porto Alegre Julio Flores, do PSTU, e Marcello Chiodo, do PV. Toda terça e toda quinta-feira, um novo episódio será lançado. Pela ordem, entrarão Luciana Genro (PSOL), Nelson Marchezan Júnior (PSDB), Raul Pont (PT), Maurício Dziedricki (PTB), Sebastião Melo (PMDB), João Rodrigues (PMN) e Fábio Ostermann (PSL).

Vou dizer uma coisa: você tem que assistir. Eu ia escrever aqui que aguardo o novo episódio do La Urna tanto quanto espero pelo novo capítulo da segunda temporada de Narcos, mas não seria uma boa comparação. Só pensei na analogia porque, assim como Narcos, o La Urna tem profundidade e faz pensar, mas ao mesmo tempo entretém.

– O La Urna é jornalismo muito antes de ser entretenimento – ressalta Paulo Germano, o PG, coordenador do projeto. – O papel do humor nas entrevistas é torná-las palatáveis, porque a nossa contundência é tão grande e o ambiente às vezes fica tão tenso, que nem os entrevistados, nem os entrevistadores, nem o público aguentariam o desconforto.

De fato, quando a gente assiste aos vídeos, sempre há, a certa altura, uma sensação meio incômoda. “Não acredito que eles perguntaram isso”, você pensa. Mas é exatamente o que você gostaria de ter perguntado. Os quatro entrevistadores tratam o candidato com uma naturalidade desconcertante, como se estivessem falando com um irmão no almoço de domingo. Direto. Sem frescura. Tocando exatamente onde dói.

– Antes da entrevista, a gente lê todo o plano de governo do candidato, pesquisa reportagens antigas e assiste ao horário eleitoral com uma visão muito crítica. Definimos as perguntas em reuniões da equipe – explica o PG.

Depois da gravação, que dura cerca de meia hora, PG escolhe os seis melhores minutos e Luan Ott edita o vídeo, inserindo os “cacos” – como uma poesia doce e romântica (!?!) do socialista cabeludo e barbudo Julio Flores, por exemplo, ou o sonho utópico do cabeleireiro Marcello Chiodo.

Ficou curioso? Assista. Divirta-se. E reflita.

Veja aqui todos os episódios do La Urna

Comentários (1)

  • Dorian R. Bueno diz: 10 de setembro de 2016

    O MELHOR SINGLE PARA PREFEITO E OUTROS, TERÁ O MEU VOTO !!!

    Por ter recebido de DEUS um dom abençoado de ser escritor e também gostar demais de compor vários tipos de músicas nos seus mais diversos ritmos, este ano o parâmetro de escolha de um candidato para a Prefeitura de Porto Alegre seguirá o meu ouvido absoluto e critério musical.

    Ficar ali na frente da TV em horário nobre e ter que ouvir os candidatos repetindo as mesmas propostas das eleições passadas que estamos acostumado, já encheu o saco, por que nunca conseguem cumprir por falta de vontade política e recursos federais que nunca chegam.

    O meu voto democraticamente será conquistado pelo o melhor Single que eu escutar por aí por acaso e tocar o meu coração sem pressão e chantagens políticas, e já foi informando quem tentar será automaticamente desclassificado.

    Quem gosta de música sabe que ela tem que chegar e colar de repente a linha melódica e depois de forma objetiva e inteligente passar a mensagem através da sua letra moderna e criativa sem bordões ultrapassados de candidatos que não voltam mais.

    Confesso que já tem um que está disparado na frente, talvez por que deu a sorte de me pegar em casa e tocou naquela hora prendendo a minha atenção.

    Será assim o meu critério e não votarei eu branco desta vez, mas para vereador sinto muito vou ter que ir de legenda, porque tem cada carinha manchada e estranha que nem quero mencionar.

    Abs. Dorian Bueno – Google+, POA, 10.09.2016

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