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Prestação de contas

08 de outubro de 2016 1

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Cerca de 40 dias depois do lançamento da campanha “Segurança Já” em todos os veículos da RBS, em atendimento à principal demanda da população gaúcha, apresento aqui um balanço do que fizemos. Me surpreendi quando Carlos Etchichury, editor responsável pelo assunto, enviou o levantamento: foram mais de 570 reportagens e notícias na Zero Hora, no Diário Gaúcho, na Rádio Gaúcha e na RBS TV. 570!

Resolveu? Não. Você acompanha o noticiário. Mas tentamos fazer a nossa parte, e avaliamos que demos muita visibilidade ao tema. Como se sabe, só com o envolvimento de todos os setores, incluindo imprensa, órgãos públicos, Judiciário, Legislativo, Executivo, empresários etc, encontraremos saídas para o problema número 1 do Rio Grande do Sul. Ao colocar o assunto como prioridade diária na pauta, com cobertura intensa, busca de especialistas, debates e reportagens aprofundadas, buscamos mobilizar todos os setores na busca de soluções.

E como fizemos isso nas redações? Em vez de ficar só nos “boletins de ocorrência”, como chamamos a publicação de notícias que apenas relatam “ocorreu um homicídio aqui”, ou “um carro foi roubado ali”, debatemos remédios para a explosão da violência. É este o papel da mídia: oferecer seus espaços em rádio, televisão, jornal, internet como fóruns para que as principais preocupações da sociedade sejam discutidas. Não por acaso, o posicionamento da Zero Hora é “Perto para entender. Junto para transformar”. Somos daqui. Queremos ajudar no desenvolvimento desta comunidade.

Neste fim de semana, trazemos mais uma reportagem: no caderno DOC, o repórter Itamar Melo investiga as causas do aumento de casos brutais em Porto Alegre nos últimos dois anos, como decapitações, execuções, mães mortas diante dos filhos e assassinatos de crianças e grávidas. Como chegamos a essa barbárie? Como interromper a escalada de selvageria? Para tentar compreender o fenômeno, Itamar leu inquéritos policiais, entrevistou delegados e pesquisadores especializados no tema. O resultado é a mais ampla e profunda reportagem sobre a brutalidade na Capital feita até hoje.

A partir desta segunda, outra reportagem importante. O repórter Eduardo Torres e o fotógrafo Mateus Bruxel viajaram pelo país para conhecer locais onde soluções foram encontradas. É o caso, por exemplo, de Heliópolis, em São Paulo, uma das maiores favelas da América Latina, pacificada graças ao investimento em educação. Ou Jundiaí, também em São Paulo, onde os índices de roubo e furto de veículos caíram, com investimento em tecnologia. E, ainda, Nova Lima (MG), município no qual uma penitenciária funciona sem carcereiros, e a reincidência caiu para 20%, diante de uma média nacional de 80%. Como esses bons exemplos podem ser multiplicados no RS? Acompanhe.

A reflexão em alto nível também está presente na forma de painéis RBS. Realizamos dois até agora: o primeiro, um dia depois da morte de Cristine Fonseca Fagundes, assassinada em um assalto em frente à filha ao buscar o filho no colégio,
e o segundo, sobre impunidade, há duas semanas. Seguiremos o nosso propósito de interpretar uma realidade que acossa os gaúchos com pelo menos mais dois eventos, em outubro: debateremos o roubo de veículos (uma das principais causas de latrocínios) e, com a presença do secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, discutiremos o caos no sistema prisional.

Além do trabalho de nossa força-tarefa da emergencial Editoria de Segurança dos veículos da RBS, criamos canais de interação para que você possa se manifestar e enviar sugestões sobre o tema. Compartilhe seus relatos com a equipe de jornalistas pelo e-mail segurancaja@gruporbs.com.br ou pelo WhatsApp (51) 9728-3837. Todo o conteúdo compartilhado nas redes sociais tem a hashtag #SegurançaJá. Envolva-se. Faça, também, a sua parte.

Comentários (1)

  • Dorian R. Bueno diz: 10 de outubro de 2016

    CONTINUO COM MEDO !!!

    Como a maioria do povo, sou apenas um trabalhador e o único bem que possuo junto comigo todos os dias, é a minha maravilhosa e rica vida que somente têm valor para mim mesmo sendo torcedor do Internacional.
    Senhor bandido, não sou de nenhuma quadrilha ou facção adversária, não sou presidente da república, juiz, chefe de polícia, governador, prefeito senador, deputado, vereador, jogador de futebol, empresário, artista de TV, cantor, e mesmo que fosse não gostaria de enfrentá-lo nas ruas da nossa cidade.
    Já aprendi a não dirigir ou ficar dando bobeira estacionado por aí esperando a vida me levar, ostentar distraidamente carregando telefone celular por que poderá não ser o que desejam, dinheiro, tênis da moda, boné de marca, jóias, etc.
    Por favor, me deixe ficar com a minha simples vida, já que somente DEUS tem o direito de me tirar ela, por que cada vez mais estamos vivendo em pânico devido a nossa insegurança diária para ir, voltar em paz e vivo para os nossos lares.

    Abs. Dorian Bueno – Google +, POA, 10.10.2016

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