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Editora de capa de ZH palestra na Univates

Por Tuane Eggers (texto e fotos) A editora de capa...

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Desafios do jornalismo são destaques em palestra de ZH na Unipampa

Os acadêmicos de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa)...

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Neste sábado, o vigor dos cursos de Cinema do Estado

O Segundo Caderno deste sábado vai mostrar que a vitória...

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Vídeo sobre a nova ZH é destaque na semana de palestras pelo Estado

Repórteres, editores e colunistas de ZH estão percorrendo mais de...

Uma conversa sobre fotografia na UFSM/Cesnors

22 de agosto de 2014 0

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Por Maurício Cattani

No dia 21 de agosto de 2014, no auditório do CAFW ( Colégio Agrícola de Frederico Westphalen), Jefferson Botega, editor de fotografia do jornal Zero Hora ministrou uma palestra para os acadêmicos de Jornalismo da UFSM/CESNORS-FW sobre sua área de atuação no jornalismo.

Na ocasião, os alunos puderam saber um pouco mais sobre a profissão do mesmo e receber uma colaboração para entender como ser um bom profissional e ainda, destacou que para despertar o interesse do leitor, nos dias atuais, é necessário que se faça uma foto diferente do usual.

Segundo Botega, apesar de receber várias criticas no dia a dia, ele procura fotografar de forma que desperte reflexões ao seu público. Lembra também, que a foto não basta ser boa, ela precisa ainda causar um impacto àqueles que terão acesso à mesma.

Em uma breve entrevista, Jefferson Botega relatou que quando almejamos uma boa pauta, por mais que a primeiro momento nos emocione, devemos separar o lado emocional do profissional.

Porém, quando se trata de fotografar, é fundamental que nossos sentimentos sejam expostos, pois, segundo ele:  “Um fotógrafo sem sentimentos não consegue  arrancar emoções das pessoas que vêem suas fotografias.”

O evento faz parte do ciclo de palestras de ZH que passa pelos 24 cursos de Jornalismo do Estado. A cobertura é feita pelos estudantes.

"O Jornalismo precisa se reinventar", afirma Nilson Souza no IPA

22 de agosto de 2014 0

Bruno Dietrich

Veja a cobertura dos alunos do IPA

Confira o Storify produzido pelos alunos

Escrito por Gabriel Guidotti   e foto Bruno Dietrich

Uma noite de debates jornalísticos, de conhecimentos compartilhados e boa música. A aula de abertura do semestre do Jornalismo/IPA teve todos estes ingredientes, além da participação de dezenas de alunos do curso. Para coroar o evento, tivemos a presença do editorialista e colunista do jornal Zero Hora, Nilson Souza, que veio falar um pouco de sua trajetória profissional e discutir temas como mídia, cenário jornalístico contemporâneo e o futuro da profissão.

Ao dar início à Noite Cultural, o coordenador do Jornalismo/IPA, Fábio Berti, destacou a nova proposta que permeia o curso: mixar aprendizados teóricos com a participação de grandes profissionais de mercado na formação. Além disso, valorizou a ação integrada entre os cursos de comunicação da instituição, que, além de excelência no aprendizado, se complementam em diversos segmentos. A abertura contou também com palavra da Pastoral do IPA – que troxe sua mensagem de fé, de acordo com os princípios metodistas, e a música do estudante Marcelo Noms, que animou os presentes.

Humildade e simpatia 

“Sinto-me constrangido de ser chamado de palestrante. Sou um simples jornalista”, relatou Nilson Souza, de forma humilde, no começo de sua explanação. Nas quatro décadas despendidas à atividade, afirma ser apaixonado pela profissão, mas explica que os estudantes de hoje terão uma difícil tarefa à frente: reinventar o Jornalismo. Segundo ele, os veículos de massa estão sendo exigidos para entregar a informação em diferentes plataformas ao público receptor. A Zero Hora, buscando se adaptar aos novos tempos, se remodelou, alterando tanto sua identidade visual quanto seu organograma editorial.

Nilson afirma  que a Publicidade é o que sustenta o Jornalismo, e explica que as empresas estão sendo obrigadas a se reestruturar. “Sobre as demissões na Zero Hora, perdemos quatro colegas. Se fosse apenas um já seria doloroso”. Entretanto, para ele, o  fato foi superdimensionado: “não foram 130 jornalistas demitidos”.  E complementa: “Nós estamos sendo desafiados, no mercado de comunicação, a reestruturar o Jornalismo. As empresas estão precisando se adaptar a isso também”.

Neste sábado, o vigor dos cursos de Cinema do Estado

22 de agosto de 2014 0

O Segundo Caderno deste sábado vai mostrar que a vitória de curta da Unisinos em Gramado mostra o vigor da produção dos alunos dos cursos de cinema do Rio Grande do Sul. Saiba o que há de melhor em cada uma das quatro graduações gaúchas na área.

 Mauro Vieira

Jonas Costa (com kikito, ao centro), Larissa Lewandowski e Francisco Sieczkowski ganharam kikito de melhor curta do Festival de Cinema de Gramado 2014.

 

Repórter Paulo Germano conversa com alunos da Ulbra sobre reportagem

22 de agosto de 2014 0

Bruna BatistaFotos: Bruna Batista e Cristielen Souza

Jornalistas de Zero Hora percorreram esta semana os 24 cursos de Jornalismo do Estado. O ciclo de palestras passou por 15 cidades e termina da segunda-feira, dia 25, em Pelotas.

Confira a cobertura dos estudantes do curso da Ulbra sobre a palestra do jornalista Paulo Germano.

Texto: Esteban Duarte – Agex/ULBRA

Com a presença do repórter especial do jornal Zero Hora, Paulo Germano, foi realizada mais uma edição do “Papo de Redação”. A atividade ocorreu na sala 203 do prédio 14, no campus da Ulbra Canoas.

A reportagem “Dinheiro farto para organizada”, e o projeto “Na Beira da Copa”, foram os trabalhos destacados pelo repórter no inicio do evento. Paulo atua como repórter especializado em violência nos estádios e torcidas organizadas. Segundo ele, em conversas na redação, se chegou ao consenso de que o assunto não recebia a devida atenção da imprensa, “a mídia cobria muito mal esses fatos, então resolvi me aprofundar nesse mundo”.

O jornalista fez um resumo do trabalho de investigação sobre as torcidas organizadas e a relação que elas mantinham com as direções dos clubes gaúchos de futebol.

Cristielen Souza
A série de reportagens começou com a investigação e flagrante de torcedores frequentando estádios mesmo estando proibidos pela Justiça. A apuração do caso demandou pesquisa no fórum central de Porto Alegre, consultando atas de ocorrências nos estádios, buscas no facebook, assim como consultas de boletins de ocorrência. Foram utilizadas diversas ferramentas para tentar mapear os torcedores. Paulo ainda relatou a perseguição aos torcedores para conseguir as fotos que seriam utilizadas como provas.

Durante as investigações, Germano localizou documentos que comprovavam que o clube gaúcho efetuava repasses de, em média, R$ 45 mil por mês, destinado às torcidas organizadas.

O repórter relatou a entrevista com o líder das brigas que externaram a divisão da Geral do grêmio, Paulo Roballo Brum, o “zóio”. “O ex-líder da geral revelou que os membros mais elevados na hierarquia das organizadas embolsavam grandes valores repassados pela direção do Grêmio. Conforme o clube, as verbas eram destinadas para as despesas das viagens das torcidas, mas nunca foi exigida qualquer prestação de contas”, completou Germano.

A matéria ainda destacou entrevista com o presidente do Grêmio entre 2011 e 2012, Paulo Odone. Questionado sobre a responsabilidade do clube, o dirigente afirmou ter recebido denúncias de desvios nos repasses, mas alegou que não tinha condições de fiscalizar o destino do dinheiro.

O jornalista também falou sobre a produção da matéria, “esse projeto deu muito trabalho, foi um grande processo. Algo que deve ser levado em conta é a importância do desenvolvimento de fontes, elas me ajudaram muito na colheita de informações e provas.”

Para Germano, a situação do jornalismo atual pode ser aproveitada para realizar uma renovação no perfil profissional, “vivemos uma fase de renovação. ser referência em um assunto é um diferencial muito importante. A especialização vai ser muito valorizada no futuro da profissão.”
Questionado sobre a parcialidade dos meios de comunicação e interesses que poderiam travar a reportagem, Germano afirmou que o jornalista não deve se importar com as posições ideológicas da empresa.

Finalizando o encontro, Paulo Germano falou sobre a longevidade do jornal impresso, comentou as mudanças gráficas e estruturais do jornal Zero Hora, e fez um breve relato do projeto “Na Beira da Copa” que rodou 12 mil quilômetros pelos confins do país, durante o mês de maio, mostrando como o Brasil distante das cidades-sede aguardava a Copa do Mundo.
 

 

 

 

Desafios do jornalismo são destaques em palestra de ZH na Unipampa

22 de agosto de 2014 0

Os acadêmicos de Jornalismo da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) já aguardavam, há algum tempo, a palestra do jornalista Maurício Tonetto. Conhecer um dos repórteres que atua em mídias digitais de ZH foi considerada uma grande oportunidade pelos estudantes.

“As minhas expectativas são as melhores possíveis. Ainda mais com a especialidade dele, que é publicação digital e vinculação de conteúdo nesse tipo de plataforma”, diz a estudante Nádia Aquino, estudante do 5º semestre.

O encontro ocorreu na terça-feira, no campus da Unipampa, em São Borja. Confira a cobertura dos estudantes:

Texto: Jeferson Balbueno e Thaís Leobeth

Fotos: Will Lee

Will Lee

Tonetto veio fazer uma palestra que já está se tornando tradição para os cursos de Jornalismo do Estado. Todo ano, ZH envia alguns de seus repórteres às universidades gaúchas para falar sobre os processos de produção, os desafios do jornalismo na era digital, as histórias de grandes coberturas e responder perguntas dos acadêmicos que estão se preparando para ir ao mercado de trabalho. Os estudantes sempre criam expectativas positivas, afinal, ZH é um dos maiores jornais do Brasil e o mais importante do Rio Grande do Sul. A sala onde aconteceu a palestra, na Unipampa São Borja, estava lotada. Aproximadamente 80 alunos ouviram e interagiram com o jornalista de ZH.

Will Lee

Tonetto procurou trazer o perfil que o mercado está exigindo na era digital do jornalismo. “Os novos jornalistas devem ser versáteis, devem ter a capacidade de mandar uma notícia em tempo real por e-mail, estar aptos a falar no rádio e fazer uma entrada na TV”, disse o repórter. Ao responder uma pergunta sobre o que ele achava que havia faltado no ensino da universidade, Tonetto afirmou que gostaria de ter aprendido linguagem de programação. Isso chamou a atenção dos estudantes para a necessidade de qualificações que a academia ainda não oferece.

Will Lee

A acadêmica do 5º semestre, Tassiana Souza, saiu com essa impressão da palestra. “Eu fiquei com mais certeza de ir em busca de especializações. Penso em aprender programação fora da universidade, para que, quando eu for ingressar no mercado de trabalho, eu já tenha um diferencial”, afirma a estudante.

Na avaliação de muitos alunos, as três horas de diálogo com Maurício Tonetto foram proveitosas. Curiosidades a respeito do funcionamento da uma redação foram sanadas e também foram dadas dicas para os estudantes. Ao final, Tonetto deixou um recado de otimismo para os acadêmicos que partem para um cenário de crise da profissão.

“Acompanhem a transformação. Se transformem junto com o que está acontecendo no mundo, com a comunicação, com a internet, porque a gente está vivendo um momento muito bom de mudança, de renovação. Ao mesmo tempo em que existe uma crise no tradicional, existe também uma infinidade de oportunidades que talvez nós, jovens, que recém saímos da faculdade, não teríamos há um tempo atrás. A gente demoraria muito tempo para chegar a algum lugar que a gente almeja. E, hoje, essa distância diminuiu bastante. Claro que a gente tem que estar alerta, tem que saber que não está fácil. Mas, ao mesmo tempo, para quem está interessado, para quem gosta, para quem ama o jornalismo, lê, se informa e está aberto para mudar junto, é um ótimo momento”, afirmou o jornalista.

Will Lee

Editora de capa de ZH palestra na Univates

22 de agosto de 2014 0

Tuane Eggers

Por Tuane Eggers (texto e fotos)

A editora de capa de Zero Hora, Rosane Tremea, conversou com os estudantes de Comunicação Social da Univates na quarta-feira. O evento integrou a atividade anual desenvolvida pelo jornal, que destina um jornalista do veículo às faculdades de jornalismo do Estado para falar com acadêmicos sobre a carreira, o passado e o futuro da profissão.

No início da atividade, o coordenador do curso de Comunicação Social, professor Flávio Meurer, deu boas-vindas a todos e explicou sobre a proposta de ZH, destacando que é uma oportunidade para os alunos esclarecerem suas dúvidas.

Em seguida, Rosane iniciou sua fala lembrando que é natural do município de Anta Gorda e que adora a região do Vale do Taquari. No entanto, mesmo tendo sobrinhos que estudam na Univates, ainda não conhecia a Instituição. Rosane contou que, apesar de ser a idealizadora do evento realizado anualmente, ainda não havia participado. Em sua primeira participação, ela escolheu a Univates para palestrar.

Tuane EggersRosane Tremea falou sobre as principais mudanças feitas pelo jornal Zero Hora

 Rosane se mostrou encantada com a estrutura da Instituição. “Fiquei impressionada com a estrutura, com os laboratórios e, principalmente, com o Centro Cultural. É uma estrutura que precisa ser valorizada. Além disso, também fui muito bem recebida”, destacou ela.

A jornalista trouxe aos participantes um material impresso elaborado pela Zero Hora para a ocasião e, também, para ser utilizado e discutido em sala de aula. Rosane disponibilizou, ainda, para a Univates dois exemplares do livro alusivo aos 50 anos do veículo, comemorados neste ano, que traz o histórico e os fatos mais relevantes.

A palestrante exibiu um vídeo em animação com as principais mudanças realizadas pelo jornal e a forma com que foram pensadas, baseada em estatísticas e nos principais interesses dos leitores. Uma das informações transmitidas pelo material é que, em 2012, todos os jornalistas da equipe tornaram-se multiplataformas. No entanto, desde a mudança mais recente, um terço da equipe passou a atuar de forma especializada em site, redes sociais e aplicativos.

De acordo com Rosane, o vídeo é um resumo do que foi feito durante o ano. “Em geral, as mudanças vêm de cima para baixo. Desta vez, foram os jovens que provocaram muitas das mudanças que a gente fez”, destacou ela. Segundo a jornalista, a equipe de redação da Zero Hora conta, atualmente, com cerca de 200 pessoas.

Tuane EggersNas palestras ZH, os alunos são responsáveis pela cobertura dos eventos.

 Ao explicar como ocorreu a adequação da equipe para a plataforma digital, Rosane apontou que foram criados dois grupos dentro da redação: o multiplataforma e o digital. Além disso, ela mencionou que também foi criado o “editor de integração”, que busca conciliar os assuntos que serão publicados no jornal impresso e no site. Alguns conteúdos são produzidos exclusivamente para o site do veículo, como, por exemplo, a editoria Porto Alegre.

Quando questionada sobre o fim do jornalismo impresso, Rosane esclareceu que o momento é realmente difícil para a área. “A mudança é uma exigência. Mas, até quando vai o jornalismo impresso, eu não sei. Se depender de mim, ainda vai muito tempo, porque realmente gosto muito de ler em papel”, complementou a jornalista.

 

Entrevista: FêCris Vasconcellos na Unisc

21 de agosto de 2014 0

Monique RodriguesMovida a desafios

Por Vânia Soares

Foto: Monique Rodrigues

A moça gosta de um bom papo. Adora mudanças e está sempre pronta para encarar novos desafios, essa é a Fernanda Vasconcellos, a Fê Cris, editora do Vida/Estilo de Zero Hora digital. A jornalista esteve na manhã da última quarta-feira dia 20 de agosto, na sala 101 da Unisc falando para a turma de comunicação social. Confira a entrevista na integra:

A4- Atualmente tu trabalhas na editoria de Entretenimento / Vida e Estilo, como foco na produção digital. Como tu vês a tendência deste meio? Está em ascensão?

Fê Cris Vasconcellos - Eu acho que sim. Eu tenho uma opinião bem radical quanto a isso. Eu acho que o digital é o único lugar que qualquer área da comunicação vai se envolver, seja o jornal impresso, seja a TV. Todas as áreas vão acabar se envolvendo com o digital. Interagir com o leitor é uma destas formas.É imprescindível ter uma intimidade com o digital, e essas duas editorias são muito próximas do nativo digital. O Vida/Estilo é muito procurado no digital, as pessoas compartilham muito e interagem bastante com os conteúdos, então, eu sou muito feliz com o que trabalho. Hoje é bem próximo do que é o futuro da comunicação.

 A4- No teu mestrado tu pesquisastes as interações de jovens por meio das redes sociais. Quais foram tuas conclusões nesta pesquisa?

 FêCris - Eu estava tentando entender como é que um jovem se torna influenciador dentro do seu grupo. Hoje o jovem nativo digital, que é o cara que nasceu já imerso nessas tecnologias, não confia mais em primeira instância nos meios de comunicação. Para entregar conteúdo, ele confia mais na curadoria dos seus amigos, mais na curadoria do seu grupo social. Esta pesquisa foi muito legal porque eu acabei descobrindo que a coisa mais importante não é o cara mais letrado digitalmente. Interagir com os amigos, se mostrar presente,  participar das conversas, isso é o mais importante para os jovens. Foi uma conclusão muito surpreendente pra mim e acabei transpondo isso para o meu trabalho e meu cotidiano e acho que marcas podem se apropriar disso. É basicamente tu entender que tu tem que participar da conversa, tu tem que ser mais um agente da conversa na comunicação digital.

 A4- Ainda nesta abordagem temática, achas que as redes sociais influenciam as rotinas jornalísticas?

 FêCris - Com certeza. Não tenho dúvidas. É impossível fazer jornalismo hoje em dia se não prestarmos atenção nas redes sociais. Imagina. Na morte do Eduardo Campos, nós estávamos tentando contato para confirmar, e as redes sociais já estavam falando e trocando informações. Tava bombando, só se falava nisso. Faz parte de tudo no nosso cotidiano. É relevante. As redes sociais têm este tamanho, nós temos que participar das conversas, entender o que os nossos leitores se preocupam,  como é a vida deles, quais as preocupações, quais os anseios, o que é importante pra eles. Se busca pautas nas redes, são ferramentas indispensáveis hoje no jornalismo e na comunicação.

 A4- Tu ministras um curso chamado “De Elvis a Miley Cyrus: comunicação, consumo, cultura e juventude”. Me fale um pouco sobre ele.

 FêCris – O meu mestrado foi voltado para a juventude. Eu estudei a juventude mais recente e uma colega minha, a Paulinha, a dos anos 60 e 70. A adolescência é uma fase importante da vida, pois tu acaba sendo o topo da pirâmide de influência, o centro das atenções. Então, estudar essa fase da vida e essas pessoas é bem importante pra gente entender quais são as tendências de consumo e tendências de comportamento. Nós resolvemos montar este curso para compartilhar com as pessoas  como é a adolescência e como a gente pode entender essa juventude pra poder conversar com ela e compreender as tendências. Acabamos associando sempre  os produtos da indústria cultural, especialmente o cinema  e música para tentar entender as características de cada época, do final do século XIX até os dias atuais. É bem legal.

A4- O Jornal Zero Hora completa 50 anos em 2014. O que significa pra ti estar atuando nesta empresa, em um momento tão significativo, marcado por tantas mudanças (gráficas, editoriais e, como sabemos, também na equipe da redação)?

 FêCris - Bah! É maluco assim…eu trabalhei em vários lugares antes de chegar na Zero Hora. Estou desde novembro de 2013. Eu adoro mudanças, sou movida a desafios, não gosto de me acomodar, pra mim é sempre bom. Nós tivemos uma mudança bem expressiva e eu participei ativamente. Estava fazendo o mestrado na PUC e participava de um grupo de pesquisa que era do Grupo RBS, que tentava entender esses movimentos e propor novas maneiras de pensar o jornal. Então pra mim foi muito legal. E é muito legal ver gente com 30 anos de estrada, gente que tem tempo de redação com o tempo que tenho de vida, e ao mesmo tempo com gente nova assim como eu, trocando ideias, convivendo. A redação está muito mais aberta para isso, nós temos editorias maiores, mais abrangentes e podemos conversar mais. O digital fica no centro da redação, então a gente conversa muito com as pessoas que trabalham no multiplataforma. Eu fico muito feliz. É óbvio que não é feliz quando acontecem demissões, mas dentro da redação foram muito poucas, foram quatro cortes, quando existem quase duzentas pessoas, então é muito pequena, ainda que doa muito ver colegas saindo da redação. Mas faz parte, as pessoas estão mudando, como é que o jornalismo não vai mudar? A gente trabalha para as pessoas.

A4-E sobre estar hoje aqui em Santa Cruz compartilhando ideias com jovens universitários, quais são as tuas expectativas?

 FêCris – Eu fiz mestrado justamente porque adoro gurizada assim, eu gosto de estar na Universidade sempre que posso. Eu gosto de Santa Cruz do Sul, tenho família aqui e seguidamente venho pra cá. Então é muito legal estar aqui. Estar na universidade hoje é meio assustador, pois tudo está mudando e quem está aqui não sabe o dia de amanhã, mas eu espero acalmar um pouco os ânimos e dizer que não é tão difícil assim.

Kadão esteve com estudantes de Jornalismo da Unisinos/POA

21 de agosto de 2014 0

reprodução unisinos

Texto: William Szulczewski

Foto de capa: Luis Felipe Matos/SCCOPO

A partir das lentes de Ricardo Chaves, o “Kadão”, diversas histórias foram contadas em seus 45 anos de carreira. Foi para revelar parte das curiosidades por trás desses episódios e compartilhar suas experiências que o fotógrafo esteve no campus da Unisinos Porto Alegre, na noite da última quarta-feira, dia 20. Kadão palestrou para cerca de 40 pessoas, entre alunos e professores da graduação, durante mais de duas horas. Além de fazer os relatos, o profissional também mostrou algumas das imagens mais marcantes de sua trajetória.

Rodrigo Rocha

Chaves nasceu em Porto Alegre, em 1951, e, logo aos 19 anos, estagiou no jornal Zero Hora. Ele também trabalhou na Agência Focontexto, na sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre e em revistas da Editora Abril. Entre suas atuações mais lembradas, estão as coberturas fotográficas da primeira visita do Papa João Paulo II à Polônia, as viagens de presidentes brasileiros ao exterior e duas Copas do Mundo de Futebol. Foi editor de fotografia de Zero Hora e, atualmente, assina a coluna Almanaque Gaúcho no mesmo meio de comunicação. Em sua conversa, Chaves também falou sobre os avanços da tecnologia que influenciaram a sua profissão.

“O digital mudou a fotografia para melhor, facilitou uma série de coisas”, salientou.

Em tom informal, Chaves arrancou gargalhadas do público ao contar algumas de suas vivências durante as principais coberturas jornalísticas das quais participou. O palestrante lembrou o quanto era comum os fotógrafos acompanharem os presidentes em suas viagens fora do país. “Fui para a China com o Sarney. Fui para Nova Iorque com o Collor. Hoje ninguém acompanha o presidente, aguardam a assessoria do Planalto mandar fotos”, enfatizou. Antes de encerrar o evento mostrando fotos marcantes de sua carreira, Chaves destacou a importância de o fotógrafo estar na rua, vivenciando a reportagem.

“A vida só é boa pelas experiências que a gente vive. A vida não está no Google, está na rua”, finalizou.

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Vídeo sobre a nova ZH é destaque na semana de palestras pelo Estado

21 de agosto de 2014 0

Repórteres, editores e colunistas de ZH estão percorrendo mais de 6,8 mil quilômetros para conversar com estudantes de Jornalismo do Estado. São 24 cursos, em 15 cidades. Os encontros têm como tema central as mudanças de ZH realizadas em maio, na passagem dos seus 50 anos.

Esta é a sexta edição do evento. Todo ano, ZH visita as faculdades como uma forma de aproximar seus profissionais dos futuros colegas. Para os encontros, a Redação preparou uma edição especial de 8 páginas e um vídeo que apresenta as mudanças.

Primeira Pauta ZH recebe inscrições até sábado

21 de agosto de 2014 0

A 6ª edição do Primeira Pauta, projeto de ZH que vai selecionar cinco estudantes para formar uma equipe na Redação, recebe inscrições até sábado (23). A experiência inclui aulas, treinamento e a realização de uma reportagem. Podem se inscrever alunos de Jornalismo, Cinema, Realização Visual e Design de universidades gaúchas.

Clique aqui para fazer a sua inscrição

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Para participar, é preciso estar matriculado entre o quarto e o sexto semestre da graduação e passar por duas etapas de seleção – a primeira delas, uma prova presencial (com questões de português, conhecimentos gerais e inglês), e a segunda, uma atividade online.

Os cinco selecionados realizarão atividades na redação de Zero Hora por quatro horas semanais, entre 17 de setembro e 15 de outubro, com oficinas que complementam a formação acadêmica.

Como será a seleção:

Primeira etapa: uma prova eliminatória será aplicada em Porto Alegre, Caxias do Sul e Santa Maria. O estudante deve escolher a cidade na inscrição e aguardar a indicação de dia, local e horário. O teste será aplicado nos dias 28, 29 de agosto e 1º de setembro. Todos os participantes aprovados na prova terão seus currículos incluídos no banco de talentos da RBS.

Segunda etapa: os estudantes enviarão trabalhos para a Redação de ZH, seguindo orientações do regulamento

 Confira o regulamento

 Em caso de dúvidas, escreva para a equipe do projeto no e-mail primeirapauta@zerohora.com.br