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Posts na categoria "Carta do Editor"

Os próximos debates

25 de outubro de 2014 3

marta gleich

 

Ninguém tem bola de cristal para cravar como serão as capas dos jornais brasileiros nesta segunda-feira, com o resultado das eleições presidenciais e das eleições estaduais onde há segundo turno. Ainda mais depois de alguns erros dos institutos de pesquisa registrados no primeiro turno. Mas uma coisa é certa: tanto no Brasil, quanto no Rio Grande do Sul, haverá, nas próximas semanas, muitas reportagens, análises e opiniões sobre o que fazer com um país bastante dividido em relação à escolha de seu presidente e, para nós, gaúchos, em relação à escolha de seu governador. Ainda mais em cenários de desafios como a volta do crescimento da economia no Brasil ou a impagável dívida estadual, dois atoleiros gigantescos. Esses assuntos estarão nos próximos debates.

Conversando com editores de outras redações de jornais brasileiros na última semana, o que mais ouvi foi “não vejo a hora de terminar esta eleição” e “há muito tempo não via uma eleição assim, tão estressante”. A sensação dos jornalistas não é diferente do sentimento dos demais cidadãos.

Esta foi uma eleição desgastante, pela crescente intolerância com a opinião do outro em redes sociais, pelo fim de amizades antigas só porque “ele não vota no mesmo em quem eu voto”, pelo baixo nível dos ataques entre os candidatos, por uma propaganda que muda de rumo não pela convicção do político, mas pela determinação dos marqueteiros, pelos acontecimentos absolutamente inesperados – o maior deles a morte de Eduardo Campos e a ascensão e queda de Marina. Ou, aqui no Estado, a ascensão e queda de Ana Amélia e o favoritismo de Tarso sendo ultrapassado por Sartori nas pesquisas. Como reconstruir pontes detonadas por intolerância, por não aceitar o contraditório, pela violência das relações pessoais? Como recuperar-se do desgaste e do cansaço desta eleição? Outro debate daqui por diante.

Em Zero Hora, desde o final da década de 90, temos o firme propósito de cobrir eleições sob o ponto de vista do eleitor: como as propostas dos candidatos impactarão a vida real das comunidades. Ao longo desta eleição, dedicamos, de novo, páginas e páginas a isso. Infelizmente, nem sempre foram as reportagens de maior repercussão. Muito menos nas redes sociais. Mas bastava um acusar o outro na propaganda política ou no debate, para que crescesse o interesse e o compartilhamento nas redes.

Passadas as eleições, não pretendemos arredar pé do nosso propósito. Como jornalistas, acreditamos que a nossa missão, nosso “programa de governo”, depois deste fim de semana, será seguir oferecendo espaço para o debate, não mais das propostas de candidatos, mas da busca de saídas para o Estado e para o Brasil. Nosso compromisso é com quem nos lê, com o cidadão, com o entorno onde atuamos. O leitor, acredito, espera agora de seu jornal um debate plural e de alto nível para que sua vida e a vida de sua comunidade melhorem.

Humor no jornalismo

18 de outubro de 2014 0

marta gleich

Na última semana, dois vídeos feitos com os candidatos a governador José Ivo Sartori e Tarso Genro alcançaram 678.657 visualizações – número apurado até sexta-feira, que segue aumentando. Um fenômeno. Os vídeos são um “aperto” nos dois políticos sobre questões sérias, misturadas com perguntas inesperadas – e até constrangedoras – e uma edição com muitas pitadas engraçadas.
Criado para a cobertura de eleições, o La Urna é uma experiência ousada. Como colocar humor em um assunto árduo e muitas vezes enfadonho como a política? Como fazer piada com candidatos sem passar do tom? O público, pela audiência importante que esses vídeos têm conquistado (os 25 episódios do La Urna somam 1.276.262 visualizações), nos diz que estamos mais acertando do que errando.
Coordenado por Paulo Germano, apresentado também por Gustavo Foster, Marcos Piangers, Arthur Gubert e Marina Ciconet, dirigido por Anderson Fetter e editado por Marcelo Carôllo e Luan Ott, o La Urna comprova algo que se discute em congressos de comunicação mundo afora: o humor no jornalismo é uma tendência, herdada de redes sociais e outros meios digitais. A internet tem humor. A comunicação digital das pessoas tem humor. E o espírito transbordou para o jornalismo.
Os mais conservadores dirão que não é jornalismo. Há controvérsias. Tornar mais agradável e palatável um assunto árduo não é levar informação ao público? Ao questionar de forma mais aguda, irreverente e até desconfortável um candidato, não se acaba extraindo dele aspectos relevantes que ajudam a revelar quem ele realmente é, qual a sua personalidade, ou, até, como reage à pressão, no improviso?
Além dos postulantes ao governo gaúcho, o La Urna sabatinou em vídeo candidatos a deputado. A entrevista com Jardel, uma das campeãs de audiência, foi assistida mais de 500 mil vezes. Em alguns casos, tanto nas entrevistas quanto nas reportagens bem-humoradas, o eleitor pôde conhecer melhor seu candidato. Em outros, pelo menos deu algumas risadas. O que também é necessário. Mas muitas vezes, o La Urna, de forma absolutamente inesperada, fez aquela pergunta que o público quer fazer – e que nenhum jornalista até então teve coragem de questionar. O jornalismo é muito previsível? Os formatos são muito previsíveis?
Internet e redes sociais são um termômetro ótimo para medir a reação do público. Tem gente que adora, tem gente que detesta, tem gente que diz que não deveríamos fazer isso (especialmente quando se trata do seu querido candidato), tem quem diga que devemos fazer mais. Sabemos que o desafio da irreverência é achar o tom adequado, o que significa muitas vezes ir no limite, sem cruzar a linha que separa o respeito do desrespeito. Seja com os candidatos, seja com o público.
Não nos pautamos somente pelo volume de audiência.
Como costumamos dizer na Redação, se esse fosse o único critério de decisão, vídeos engraçados de gatinhos estariam
todo dia na capa do site de Zero Hora. Mas acreditamos que, sim, experimentação de formatos diferentes e uso de humor até em coisas sérias, especialmente nos produtos digitais, passaram a fazer parte da rotina de jornalistas e do público.

Bela vida

11 de outubro de 2014 0

marta gleich

Como será o seu funeral? O tema parece pesado para um fim de semana, mas vou tentar convencê-lo de que não é.

Na segunda-feira passada, a Redação de Zero Hora compareceu à despedida da editora e colunista Maria Isabel Hammes, a Bela, no Crematório Metropolitano. Os leitores acompanharam a coluna da Bela por anos – este lado todos conhecem. O que vou contar aqui não tem a ver com assuntos de economia: trata-se da pessoa por trás da página do jornal.

O funeral da Bela, vencida por um câncer, foi uma lição para as centenas de pessoas que passaram por lá. Uma cerimônia de despedida sempre sintetiza o que a gente foi. E esta mostrou-se particularmente significativa. Bela não estava mais viva em seu corpo. Mas podia-se ver a vida da Bela, sua marca, em cada um dos que lá estiveram. A certa altura, o frei franciscano Luis Fernando Tavares disse:

– Maria Isabel semeava vida por onde passava.

É verdade. O impressionante foi cada um de nós perceber, na despedida, o tamanho da colheita que Bela semeou durante seus 55 anos. Estavam lá empresários, colegas da RBS, ex-colegas, amigos, parentes. Uma massa de gente absolutamente heterogênea e improvável. Paulo Sant’Ana, num pronunciamento ao pé do ataúde, destacou isso.

– Olha isso, Bela! Gente de toda parte!

O grande aprendizado daquele dia foi ver o resultado da obra “Vida de Bela”. Uma bela vida. Cada um tinha uma história em especial para contar. “Bela fez meu chá de fralda.” “Bela foi uma jornalista correta e leal quando tivemos o episódio tal na nossa empresa.” “Bela me encaminhou para um emprego.” “Bela era como uma mãe para mim.” “Bela me alegrava todo dia.” Cuidava tanto de todos, se importava tanto com todos, que se esquecia até de cuidar dela mesma.

Bela surpreendia – e até chocava – pela descontração e simplicidade. Quando o presidente de uma multinacional vinha visitar a RBS, sua assessoria ligava antes e perguntava:

– Mas a Bela vai estar junto na reunião, não é?

Faziam questão. Os mais importantes empresários do país adoravam o jeitão dela. No primeiro minuto, quebrava o gelo e os tratava como se fossem o Zé da Esquina, o compadre de anos. Chamava a todos por tu, puxava um papinho pessoal, dava gargalhada, era simples, era humana. Para quem vive a formalidade das corporações, chegava a ser desconcertante. Era assim do Seu Gerdau à pessoa mais humilde.

Aliás, com Jorge Gerdau Johannpeter havia uma história engraçada. Na Redação, chamávamos um dos mais reconhecidos empresários do país de “Gerdau”. Mas Bela o chamava de “Jorge”. Pronto: virou “Jorge” para a Redação (acho que nem o Jorge sabe disso). Maria Elena Johannpeter, esposa dele e presidente da Parceiros Voluntários, foi uma das primeiras a ligar e oferecer ajuda quando soube que Bela estava doente. Uma das primeiras – de centenas. A casa da Bela e, depois, o quarto do hospital viraram um entra e sai. Ela não podia adoecer. Muito menos morrer.

Ainda tenho, na minha caixa de e-mails, uma mensagem dela do dia 28 de junho, em agradecimento às manifestações de carinho da Redação. Destaco alguns trechos, do jeito que ela escreveu: “Tu acreditas que ainda tô respondendo mensagens de ontem? Elas não param… mas o que eu quero dizer é que daqui um tempo tu já imaginaste o orgulho q ainda mais vamos ter qdo a gente olhar todo esse amor que a gente ajudou a criar, marta? Tu já te deste conta desta redação maravilhosa, cada vez mais, maravilhosa q temos? não só jornalisticamente, mas amor mesmo????????????? acho q. sim, fizemos e estamos fazendo nossa parte”.

Sim, Bela, fizeste mais do que tua parte. Com os leitores, com as fontes, com os colegas. Nos ensinaste simplicidade, humanismo, doação ao outro, amizade, lealdade, profissionalismo, solidariedade, paixão pelo jornalismo. Tua cerimônia de adeus foi uma das coisas mais tristes que já presenciei. Mas foi, também, como era típico teu, uma reflexão, para cada um, do rastro que a gente deixa todos os dias na vida dos outros.

Marta Gleich: 24 horas de eleição

04 de outubro de 2014 0

marta gleich

 

Na escala de trabalho deste domingo, constam mais de cem jornalistas de ZH, convocados para a cobertura eleitoral. O número se justifica pelo altíssimo interesse do público: se confirmados os fenômenos de eleições anteriores, haverá novo recorde de audiência nas plataformas digitais e incremento de 150% na procura da edição impressa de segunda-feira em bancas e jornaleiros.
Nesse dia tão importante, acompanhe os bastidores do que deve ocorrer na Redação e o que o leitor/eleitor pode esperar.

 

6h – Hora do serviço ao eleitor
O editor Thiago Stürmer chega para editar a capa do site. A Redação nesse dia tem uma efervescência incomum para um domingo. É a largada da cobertura, com uma preocupação inicial: garantir que o leitor tenha acesso ao serviço completo na hora do voto – seja no computador, no tablet ou no smartphone.

7h – Interação por redes sociais
O repórter de redes sociais Stefano Souza reforça a equipe. Seu trabalho é tirar dúvidas e interagir com o público por Facebook, Twitter, telefone e e-mail. Não será o único. Até a meia-noite, mais seis jornalistas se revezarão na tarefa em contato direto com leitores.

Cobertura em tempo real
Também às 7h, começa a cobertura ao vivo. Candidatos ao governo do Estado recebem a imprensa e se preparam para o voto. Cinco equipes, com celulares e computadores, abastecem a ferramenta de tempo real com tuítes das principais informações do momento e fotos. O acompanhamento não se restringe ao Rio Grande do Sul. Guilherme Mazui, de Brasília, segue a presidente Dilma Rousseff depois de ela votar em Porto Alegre. Juliana Bublitz acompanha a movimentação de Marina Silva em São Paulo. De Belo Horizonte, Jones Lopes da Silva narra o domingo de Aécio Neves.

8h – Abertura das seções
Com o início da votação, amplia-se a cobertura ao vivo, que só cessará no fim da noite de domingo.

9h – Pausa para o humor
As equipes do La Urna, com Marcos Piangers, Arthur Gubert, Marina Ciconet, Paulo Germano, Felipe Martini, Gustavo Foster e Gustavo Brigatti, estão com um olho nos locais de votação e outro nas redes sociais. Tudo para mostrar, em vídeos e textos, que a eleição tem seu lado divertido.

10h – O olhar do drone
O repórter fotográfico Omar Freitas está nas ruas para mostrar a eleição com um olhar diferente. Com um drone (quadricóptero equipado com uma câmera e pilotado por controle remoto), produz imagens aéreas que mostram a movimentação do domingo. Tudo vai resultar num vídeo que contará a história desse dia.

14h – A produção do impresso
Entra em campo uma equipe de 39 profissionais (17 repórteres e 22 editores), coordenada pela editora Dione Kuhn, que produzirá para a edição de segunda-feira um caderno de 36 páginas com resultados completos, análises, bastidores das vitórias e derrotas.

15h – Clima nos comitês
Eduardo Rosa substitui Maurício Tonetto, na troca das equipes que acompanham os candidatos ao governo do Estado. Acostumado a chegar cedo à Redação, ele muda a rotina neste domingo – e por um bom motivo. Fez questão de viajar cem quilômetros até Osório, sua terra natal, e votar. No começo da noite, será um dos jornalistas que se deslocarão aos comitês e captarão a tensão e a expectativa à espera dos resultados das urnas.

17h – O momento da apuração
Atenção máxima: termina a votação e começa a apuração. Dentro de duas horas, pelo menos o cenário estadual estará praticamente definido. É hora de acompanhar com lupa os números que saem das urnas. Os campeões de voto, as surpresas, as derrotas inesperadas, tudo precisa ser contado, explicado, interpretado em reportagens e infográficos. O leitor pode acompanhar em tempo real a apuração dos votos no computador, tablet ou smartphone.

20h – Além da notícia
A apuração se aproxima do final, mas o trabalho dos repórteres digitais Marcelo Gonzatto e Demétrio Pereira recém começou. Auxiliados pela editoria de arte, eles vão avançar até a madrugada, cruzando dados e interpretando resultados para que o site amanheça, na segunda, com uma análise do que aconteceu.

21h – Análise na coluna política
Com o cenário nacional praticamente desenhado, a colunista Rosane de Oliveira, que desde cedo estará acompanhando a votação pelos microfones da Rádio Gaúcha e da TVCOM, começa a encaminhar o fechamento de sua coluna de duas páginas, analisando acertos, erros, projetando os próximos passos.

23h30min – Conclusão da edição impressa
O editor-chefe Nilson Vargas e a editora da capa da edição impressa Rosane Tremea terminam a primeira edição do caderno de eleições que chegará cedo da manhã à casa dos leitores. Atualizações continuarão sendo feitas até a 1h de segunda-feira.

Meia-noite – Impressão e distribuição
No Parque Gráfico Jayme Sirotsky, perto do aeroporto Salgado Filho, o gerente industrial Eduardo Antunes inicia a impressão da edição mais procurada do ano. No site, atualizações durante toda a madrugada.

6h de segunda-feira – Um novo dia
O editor Thiago Stürmer chega novamente para editar a capa do site. Zerohora.com deve apresentar ao leitor que está acordando um quadro completo, com dados e análises do que aconteceu no domingo. Nas casas dos assinantes e nas bancas, chega a edição impressa que registra mais uma eleição.

 

Veja todas as notícias sobre as eleições 2014

Marta Gleich: agradecimento aos leitores

27 de setembro de 2014 1

marta gleich

Quase cinco meses depois de termos transformado a edição dominical de Zero Hora, escrevo para agradecer a você, leitor, protagonista maior desta mudança. Explico. No início deste ano, constatamos que a dominical dava algum sinal de cansaço: o sintoma era uma pequena queda nas vendas em banca e nos jornaleiros, em relação ao ano anterior. Resolvemos ouvir o leitor e o ex-leitor: aquele que tinha deixado de consumir a edição de domingo. Desta pesquisa, saíram vários recados vindos do público: a dominical deveria ser mais densa. Com assuntos variados. Num equilíbrio maior entre temas leves e pesados. Uma entrevista de fôlego. Um produto diferente dos dias de semana, já que no domingo há mais tempo para leitura. Reportagens maiores? Sim, senhora! Donna é importante? Sim, senhor! Foram muitos os pedidos.

Tentamos fazer o tema de casa e atender a seus anseios. Desde o dia 4 de maio, está nas ruas uma nova edição de domingo. Lançamos o caderno PrOA, que traz novos colunistas e conteúdo denso, debates, ideias, cultura. Reforçamos as reportagens de fôlego (como duas especiais que temos na edição dominical: a chocante história da vida do menino Bernardo, contada pela repórter Adriana Irion, e o total descontrole da “praga dos javalis” no interior gaúcho, revelada pelos jornalistas Nilson Mariano e Carlos Macedo). Passamos a publicar sempre uma entrevista especial (hoje, a uma semana da eleição, Carolina Bahia e Guilherme Mazui entrevistam o presidente do TSE, Dias Toffoli). Donna ganhou ainda mais relevância (já espiou a edição de 76 páginas especial de primavera? Está um luxo!). Uma editoria de Esporte mais caprichada.

E o resultado veio, não só em e-mails com elogios que temos recebido todo fim de semana de generosos e queridos leitores, mas também pelo termômetro das bancas. Carlos Kruger, nosso gerente de Venda Avulsa, me conta que estamos com um excelente desempenho na dominical.

Queria contar essa história a vocês, agradecer a cada um dos leitores e convidá-los a seguir avaliando o jornal. Não está gostando de algo? Escreva para mim, no meu e-mail. Na última semana, o presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, recebeu uma entrega surpresa: uma gaiola dourada que simboliza a indicação ao Caboré, o mais prestigiado prêmio da indústria da comunicação do país, realizado pelo grupo Meio&Mensagem. Zero Hora está concorrendo ao Caboré 2014, na categoria Veículo de Comunicação – Produtor de Conteúdo.

No ano de seu cinquentenário, e depois de passar por uma transformação profunda, que mudou do logotipo aos conteúdos da versão impressa, do site aos aplicativos, o jornal não poderia receber reconhecimento maior. ZH concorrerá nesta categoria com outros dois veículos e o resultado sai no dia 3 de dezembro. Comemoramos muito por aqui. E renovamos nosso compromisso com a produção de jornalismo de qualidade.

Remédio para a memória

20 de setembro de 2014 5

carta

Não creio que, em 27 de janeiro de 2023, um jornalista queira noticiar algo como: “Dez anos depois, Caso Kiss continua sem punição aos culpados”. Mas se esta for a realidade, ela precisará ser informada.

Há cerca de um mês, numa troca de mensagens entre jornalistas de nossa equipe, decidimos voltar a Erechim dez anos depois do acidente que matou 17 jovens, passageiros de um veículo escolar que caiu nas águas de uma represa no interior do município. Não sabíamos o que encontraríamos. A comunidade segue de luto? As famílias ainda moram no local? Como estão a ponte, a represa, as pessoas que viviam ao redor? A lista de questionamentos que deu base ao trabalho da repórter Taís Seibt e do fotógrafo Ricardo Duarte tinha esses itens. E, claro, um que previa conferir como está o caso na Justiça, se houve julgamentos, recursos, decisões, culpados, condenados, absolvidos… Como em tantas outras reportagens que fazemos no dia a dia, partimos da percepção da relevância do fato somada a uma série de informações que deveriam ser apuradas.

Leia outras Cartas do Editor

Tecnicamente falando, ao apurar que 3.652 dias depois do acidente não havia um desfecho na Justiça sobre os culpados – alguém acreditaria que um fato como o descrito nas páginas 26 a 29 não teve culpados? –, tínhamos aquilo que o repertório de jargões de redação chama de gancho para a reportagem. E lá está, no título principal da própria reportagem (“17 mortos, 10 anos, nenhum culpado”) e em um dos títulos de capa desta edição (“Dez anos de dor e impunidade”), o gancho transformado em espinha dorsal do trabalho.

A leitura confirma o que muitos jornalistas que cobrem este tipo de assunto já entenderam: saudade e perda misturadas com impunidade fazem a dor aumentar e alimentam o questionamento sobre a capacidade de se fazer justiça em muitos casos. E confirma também uma das mais importantes vocações do jornalismo, que é manter os grandes temas sempre vivos na memória da sociedade. Esta não é uma jogação de confete sobre ZH e sua equipe. É uma característica do bom jornalismo, seja qual for o veículo ou o profissional, e algo de que nos orgulhamos mesmo quando se trata de fatos que não gostaríamos de noticiar.

Leia a matéria

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Marta Gleich: renovação no Casa&Cia

13 de setembro de 2014 0

editora de zero hora

Quando abrir a sua ZH da próxima quarta-feira, dia 17, você verá uma grande novidade: o Casa&Cia mudou. Do logotipo da marca ao conteúdo. Mesmo já sendo um dos preferidos dos nossos assinantes, por tratar de algo tão importante como o investimento no bem-estar e na beleza dos ambientes onde se mora e trabalha, descobrimos em pesquisas que o caderno poderia melhorar ainda mais. E aproveitamos o desafio para reinventar o Casa. Com 16 anos a serem completados nesta segunda, o caderno amanhecerá mais cool, descolado e aberto para todos os aspectos do estilo de vida contemporâneo. A reportagem da primeira capa deste novo projeto (confira abaixo em primeira mão!), sobre um casal de artistas que transformou um imóvel caindo aos pedaços numa casa dos seus sonhos em Nova York, dá bem o tom do novo caderno.

17CASA
Casa&Cia mantém as reportagens preferidas pelos leitores, com foco em interiores e design (tema campeão de interesse, conforme as pesquisas), e abre para um passeio por outros temas que também marcam a vida contemporânea, como iluminação, paisagismo, tecnologia, sustentabilidade, arte e urbanismo, vistos com a perspectiva estendida até chegar ao luxo, que mereceu uma seção batizada de Premium. Outra novidade são os perfis de profissionais relevantes nas suas áreas, em textos tratados com um misto de leveza e informação. E novos nomes entrarão em cena: farão parte do convívio dos leitores quatro colunistas fixos. São eles o arquiteto Henrique Steyer, um profissional contemporâneo conectado com as inovações; o jornalista especializado Allex Colontonio, que tem na bagagem a reestruturação de revistas como Casa Vogue e Wish Casa; a designer Tatiana Laschuk, que atua em design de superfície ligado a tecnologia; e Fah Maioli, atualmente radicada em Milão, mas com atuação em toda a Europa e nos Estados Unidos, especializada em tendências e design de produto. Outros colunistas eventuais ou com menor regularidade reforçarão a proposta de criar novas janelas de conteúdos de lifestyle.

Esses assuntos e personalidades serão mostrados dentro da reformulação do projeto gráfico, desde o logotipo (veja ao lado), criado pela agência Escala, e que atingiu todas as páginas do caderno, em uma renovação concebida pelo editor de Arte de ZH, Luiz Adolfo, e desenvolvida por Ana Maria Benedetti.  Em breve, essa grande reforma do Casa&Cia abrangerá a internet: um novo site Casa&Cia entrará no ar com uma proposta customizada para o formato digital.
A editora do caderno desde o primeiro número, Eleone Prestes, comemora a chegada à edição 836 do produto que se tornou uma marca de referência no segmento:
– Cada mês de setembro penso no que o Casa pode oferecer de presente de aniversário às avessas para os seus leitores. Em vez de ganhar, encaro 15 de setembro como hora de retribuir. Desta vez, o pacote vem com embalagem nova e conteúdo revisto e atualizado, para aumentar ainda mais a intimidade com os leitores.

Mês quente na política

06 de setembro de 2014 1

marta gleich
O leitor já percebeu: ZH ampliou e aprofundou os conteúdos ligados às eleições. Estamos a quatro semanas do primeiro turno, o período mais interessante do embate político, com disputas concorridas tanto no Estado quanto no país. Como cresce o interesse do leitor-eleitor, aumenta de forma proporcional nossa produção de reportagens especiais sobre o assunto.

– Estamos entrando com força nas propostas dos candidatos para os principais problemas do Estado. Nesta edição, estreamos a série que leva o selo Vida Real, com foco sobre a qualidade das nossas estradas, um dos principais gargalos da infraestrutura – explica Dione Kuhn, editora de Notícias e responsável pela força-tarefa de eleições em Zero Hora.

A ideia do Vida Real é tratar de temas pontuais que têm grande impacto na vida do leitor. Em vez de perguntarmos genericamente, por exemplo, “qual sua proposta para as estradas?”, questionamos os candidatos especificamente sobre três pontos: 1) Em relação aos pedágios, o senhor vai manter a EGR ou vai voltar a fazer a concessão de estradas à iniciativa privada? 2) Tendo em vista a situação financeira do Estado, é possível esperar investimento públicos em estradas nos próximos quatro anos? 3) É possível que todos os municípios do Estado tenham acessos asfálticos até 2018?

Com esta abordagem, o jornal pretende ser mais útil para que o leitor compare propostas, conheça o pensamento dos candidatos e decida seu voto. Alguns temas que trataremos na série Vida Real: número de CCs; piso nacional e plano de carreira do magistério; rombo na previdência; efetivo da Brigada Militar.

Vida Real é apenas um dos conteúdos especiais de ZH para as eleições. Nas plataformas digitais, lançamos o programa Cena Eleitoral, apresentado pela colunista Rosane de Oliveira e jornalistas da Redação, com análises do cenário político. Estamos publicando, também, a seção “É isso mesmo?”, que confere se números, dados e realizações dos candidatos batem com a realidade.

Ainda em setembro, apresentaremos perfis e vídeos com os candidatos a governador e entrevistas em profundidade com os concorrentes ao Piratini, que se somam à já iniciada série de entrevistas com os candidatos a presidente. Teremos, também, um vídeo especial com foco no desafio das finanças do Estado e um comparativo relacionado a áreas-chave na gestão, como saúde, educação e segurança.

Em um conteúdo mais descontraído, inventamos o La Urna, produzido por Paulo Germano, Anderson Fetter, Gustavo Foster e Marcelo Carôllo, de Zero Hora, Arthur Gubert e Marcos Piangers, da Rádio Atlântida, e Marina Ciconet, do Kzuka. A coluna #LaUrna você confere nas edições impressas de quartas-feiras e domingos – na página 20 desta ZH Dominical – e todos os vídeos e conteúdos no blog.

A partir deste domingo, contamos com mais um colunista em ZH: Maurício Saraiva, comentarista da RBS TV e da Rádio Gaúcha e apresentador do Botequim do Maurício, passa a escrever semanalmente na editoria de Esportes. Aos 50 anos e 28 de jornalismo esportivo, Maurício realiza um sonho:

– Quando eu era adolescente, escrevia uma coluna de futebol por dia na minha máquina Olivetti (a foto mostra Saraiva com uma das colunas). Guardei todas numa pasta que existe até hoje. Foram cinco anos neste exercício da escrita que agora se transformam em realidade nas páginas do jornal. A responsabilidade só não é maior do que o prazer de começar a escrever em Zero Hora.

TVCOM, divulgação

Maurício Saraiva é novo colunista de ZH

04 de setembro de 2014 8

O próximo domingo (7) aguarda uma novidade aos leitores de Esportes. Estreia em Zero Hora a coluna de Maurício Saraiva, comentarista da RBS TV e da Rádio Gaúcha. O espaço vai se chamar Jogando o Jogo e vai tratar da rodada que passou e da rodada que virá do campeonato em andamento, de torneios que já acabaram e do futebol em todas as suas dimensões.

TVCOM, divulgaçãoMaurício, 50 anos e 28 de jornalismo esportivo, define o novo trabalho como a oportunidade de convidar o leitor a refletir sobre os motivos pelos quais as coisas acontecem no futebol, sem acaso, mas com causa e consequência como na vida. Na nova experiência, o comentarista terá o auxílio dos leitores que, por e-mail, poderão sugerir temas a serem tratados pela coluna.

— A responsabilidade só não é maior do que o prazer de começar a escrever em Zero Hora. Realiza o sonho de adolescente que escrevia uma coluna sobre futebol por dia na sua máquina Olivetti e guardava todas numa pasta que até hoje existe… Foram cinco anos neste exercício da escrita que agora, em tempo, se transformam em realidade nas páginas do jornal — conta Maurício.

Marta Gleich: botas de chuva e dias ensolarados

30 de agosto de 2014 0

editora de zero hora

Semana passada chegou para aprovação uma despesa curiosa da Redação: compra de botas e capas de chuva. “A Expointer vem aí de novo”, pensei. O pessoal que planeja a cobertura lembrou bem: tão tradicional quanto a exposição de Esteio é… pisar no barro e estar debaixo de chuva por lá!

Nossa Casa RBS, posto avançado de Zero Hora e dos demais veículos do grupo dentro do Parque de Exposições, está fervilhando a partir deste fim de semana. Só de ZH, são 15 profissionais que se mudam para a sucursal, entre repórteres, editores e fotógrafos.

Em 2014 o evento tem um caráter especial. Por ser ano de eleição, o componente político ganha destaque. Neste sábado, está prevista uma sabatina com os principais candidatos a governador na Casa RBS, para apresentação dos planos para o setor primário.

– Esta é uma Expointer de decisões políticas – destaca Gisele Loeblein, editora e colunista de Campo e Lavoura. – Política e campo se misturam no evento. Por isso, decidimos que o principal acontecimento de ZH na Casa RBS seria justamente a presença dos candidatos, para ouvir suas estratégias para o agronegócio. Qualquer plano que se faça neste Estado precisa contemplar o setor, responsável por um quarto do PIB.

Além do painel com os principais candidatos ao governo do Estado, em parceria com a Federasul, vale destacar a primeira edição do troféu Gente do Campo, realizado por Zero Hora e Farsul. Quatro produtores recebem as homenagens. Vilmar Brasil (Produtor do Ano), Nairo Bittencourt (Tecnologia), Fernanda Costabeber (Jovem) e Charles Venturin (Empreendedorismo).

Em Esteio, Zero Hora promove ainda duas edições do Campo em Debate: um na quinta-feira, às 14h, em parceria com o Conselho Regional de Medicina Veterinária, e outro na sexta-feira, às 16h, sobre Cadastro Ambiental Rural. Na edição de segunda-feira, dia 1º, ZH traz encartado o caderno especial da feira, com 24 páginas, sob a temática “O efeito multiplicador do campo”, mostrando como o setor impulsiona outras áreas, e um serviço completo.

Neste ano, Zero Hora terá um olhar digital sobre a Expointer, mostrando com vídeos especiais o universo rural que o público urbano irá encontrar no parque. As tendências do setor consolidadas durante o evento também serão retratadas no caderno Campo e Lavoura pós-feira, no próximo dia 8.

Mesmo com algum sinal de desaceleração na venda de máquinas, a 37ª Expointer deve manter um bom volume de negócios, na esteira de dois anos seguidos de safra cheia. A última colheita, de mais de 30 milhões de toneladas, foi recorde. E há perspectiva de um bom resultado na próxima, que será plantada a partir de setembro. Neste período de tempo ruim na economia brasileira, o setor da agropecuária no Rio Grande do Sul resiste, sempre com boas previsões. Nossos jornalistas têm à mão as botas e capas, sim, se for necessário proteger-se de eventuais dias chuvosos na feira, mas a cobertura deve ser de dias ensolarados no campo gaúcho.