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Posts na categoria "Carta do Editor"

2014 na capa

27 de dezembro de 2014 0

carta

Uma forma de revisitar o ano que acaba é olhar por janelas que sempre estiveram abertas para você: em vídeo, relembre as principais coberturas de ZH.

Colunistas e liberdade de expressão

20 de dezembro de 2014 0

marta gleich

Vários leitores cobraram, com razão, por que não esclareci, na semana passada, em que espaços escreveria Moisés Mendes.

Na carta anterior, apenas informei que ele deixaria de ocupar a penúltima página (o tradicional espaço do Sant’Ana) às terças e sextas-feiras. Não expliquei porque ainda não tínhamos todos os detalhes: agora, Moisés passa de três para quatro colunas por semana.Então, para relembrar as mudanças que você passa a ver em ZH a partir desta edição:

- Moisés Mendes escreverá às segundas, quartas e sextas, ao lado do editorial. Nos domingos, compartilha a página com Potter, na antepenúltima página.

- Sant’Ana passa a escrever uma página inteira aos domingos.

- David Coimbra escreve de segunda a sábado, no lugar anteriormente ocupado por Sant’Ana e Moisés (penúltima página).

- Marcos Piangers ocupará, nas sextas, a página 4, até então com o texto de David Coimbra.

Quero também comentar algumas teorias conspiratórias que se espalharam nas redes sociais, especulando por que Moisés
Mendes não escreveria mais às terças e sextas. A mais absurda imaginava que ele teria sido punido pelo jornal por ter criticado duramente o deputado federal Jair Bolsonaro. A tese é totalmente infundada. Zero Hora defende a liberdade de seus colunistas. Eles são pagos justamente para emitirem suas opiniões, sem censura.

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Na quarta-feira, logo após o anúncio do fim do embargo e da retomada de relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, Zero Hora decidiu enviar um correspondente a Havana. Desde quinta, está na ilha Rodrigo Lopes, para trazer aos leitores um olhar exclusivo sobre a grande transformação vivida pelos cubanos – confira reportagem. Experiente jornalista internacional, Rodrigo já realizou dezenas de coberturas como enviado especial do Grupo RBS, entre elas a renúncia do papa Bento XVI no Vaticano, o furacão Katrina, em New Orleans, os terremotos no Peru e no Haiti, a crise na embaixada brasileira em Honduras, a guerra do Líbano, o resgate dos mineiros no Chile e o conflito na Líbia.

Neste sábado, saiba o que é The Communication (R)Evolution

19 de dezembro de 2014 0

Um caderno especial encartado em ZH neste sábado vai mostrar o que rolou no Vox 2014, evento promovido pelo Grupo RBS esta semana em Porto Alegre que reuniu dezenas de convidados de diferentes áreas. Saiba como funciona a nova plataforma The Communication (R)Evolution e detalhes sobre cada uma das 11 premissas da comunicação contemporânea.

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Novas colunas

13 de dezembro de 2014 14

marta gleich

 

Com uma semana de antecedência, informo aos leitores uma mudança importante em nosso time de colunistas. A partir de domingo que vem, Paulo Sant’Ana, David Coimbra, Moisés Mendes e Marcos Piangers alteram a frequência e o formato de suas participações em ZH. Com uma equipe de mais de 100 colunistas – sejam diários, semanais, quinzenais ou mensais –, esse tipo de mudança é permanente. Mas, por se tratar de nomes que estão entre os mais queridos dos leitores e alguns dos mais lidos do jornal, faço questão de detalhar aqui. Confira:

-Paulo Sant’Ana, que hoje escreve às segundas, quartas, quintas, sábados e domingos, passa a se dedicar a uma coluna semanal, aos domingos, ampliada e modificada. Sant’Ana segue na penúltima página na principal edição da semana e ganha mais espaço. Ocupará a página toda, com novas seções além do texto principal: um espaço dedicado às contribuições de leitores e outro com “O melhor de Sant’Ana”, relembrando frases antológicas. Aos 75 anos, Sant’Ana fala sobre sua página reformulada:

– São 16 mil textos diários que já publiquei em colunas de ZH durante 43 anos. Agora, só aos domingos, quero ver se alcanço os 20 mil.

-David Coimbra, que hoje contribui com três colunas fixas semanais – às terças-feiras no Esporte, às sextas-feiras na página 4 e na antepenúltima página aos domingos –, passa a escrever seis vezes por semana, de segunda a sábado, na penúltima página do jornal, espaço hoje ocupado nesses dias por Paulo Sant’Ana e Moisés Mendes. Direto dos Estados Unidos, onde está morando para se recuperar de um problema de saúde, David promete ocupar esta página da forma “como faz sempre”:

– Quando sento para escrever um texto, digo a mim mesmo: “Este vai ser o melhor texto que já escrevi na minha vida”.

-Moisés Mendes deixa de escrever às terças e sextas na penúltima página.

-Marcos Piangers, colaborador atual mensal do caderno Vida, ocupará também o espaço de sexta-feira na página 4, onde estava David Coimbra.

Ao promover essas mudanças, Zero Hora busca qualificar ainda mais os conteúdos produzidos por colunistas e articulistas que contam com o reconhecimento dos leitores por suas opiniões originais, criativas e posicionadas. O pluralismo de visões permite ao leitor confrontar ideias e formar seu próprio posicionamento sobre os assuntos abordados.

Marcelo Rech: viagem ao califado do terror

06 de dezembro de 2014 0

 

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Em meio a tantas mensagens trocadas durante sua cobertura na fronteira com a Síria, o editor e colunista Luiz Antônio Araujo me enviou um e-mail com um parágrafo quase escondido:
– O terreno aqui é meio pantanoso, a cidade é grande e agitada, tem muito jornalista, carros da ONU na rua. Aeroporto a 50 quilômetros do centro. Houve tentativa de sequestro de jornalistas por criminosos comuns turcos há uns dois meses (supostamente para vender para o Isis). Não vingou, e não se falou mais disso.

Embutida em uma proverbial troca de mensagens, a vívida e despretensiosa descrição sinalizava que mais uma grande reportagem de Zero Hora estava em gestação. O caderno de 12 páginas “O Califado do Terror”, encartado na edição dominical, confirma o presságio de que um material histórico, daqueles de marcar época, estava a caminho pelas mãos talentosas e experientes de Luiz Araujo. Veterano da Guerra do Afeganistão e do levante egípcio, entre outras grandes coberturas internacionais, Araujo passou uma semana rodando pela fronteira da Turquia com a Síria com a missão de trazer aos leitores de ZH um retrato preciso sobre o delirante Estado Islâmico e como transcorre a vida cotidiana sob a tutela do mais sectário dos grupos radicais do já sobressaltado Oriente Médio.

Luiz Araujo em Suruç, na fronteira sírio-turca, em 14 de novembro. Ao fundo, a cidade de Kobani

Luiz Araujo em Suruç, na fronteira sírio-turca, em 14 de novembro. Ao fundo, a cidade de Kobani

A viagem de Araujo faz parte de uma filosofia perene de Zero Hora e do Grupo RBS: investir em um jornalismo diferenciado, profundo, que não se contenta em replicar versões difundidas por terceiros, mas que entrega em primeira mão ao seu público um olhar próprio sobre os grandes fatos do Brasil e de um mundo conectado, no qual assuntos aparentemente distantes têm impacto em todas as latitudes e longitudes.

Um dos maiores conhecedores da geopolítica e da cultura árabes na imprensa brasileira – a ponto de ser um aplicado estudante da língua –, Araujo emergiu de sua incursão à fronteira síria com uma extraordinária matéria-prima jornalística, realçada pelas imagens da gaúcha Alice Martins, fotógrafa freelancer na região, e pelo talento do editor Ticiano Osório e do designer Rafael Ocaña, que lapidaram textos e fotos em um caderno de alto impacto estético e editorial. A cobertura se expande em formato multimídia para os meios digitais, nos quais a editora Natália Leal liderou uma equipe que deu forma e vida a um material destinado a entrar para a história do jornalismo digital brasileiro.

Um naco do futuro

29 de novembro de 2014 7

marta gleich

Todo mundo aí sabe o que é um TED? É um formato de palestra curta para disseminar ideias. A origem, em 1990, é no Vale do Silício, e os primeiros temas eram Tecnologia, Entretenimento e Design (daí a sigla). Depois, mais assuntos foram entrando nos TEDs, que se espalharam pelo mundo. Disponíveis na internet, são uma usina de inovação e cultura.

Na Redação de Zero Hora, fazemos um TED a cada uma ou duas semanas, para chacoalhar os neurônios. Todo mundo para o que está fazendo por 15 a 30 minutos e assiste a um colega ou a uma pessoa de fora que vem compartilhar ideias ou novidades.

Há poucos dias, Marcos Piangers, colunista de ZH e comunicador da Atlântida, falou sobre tendências de jornalismo e comunicação do SXSW, festival de cinema, música e tecnologia que se realiza no Texas todo ano. Na semana que passou, a colega Ana Cecília Nunes, analista de produto digital, contou o que viu na Schibsted, empresa de comunicação da Escandinávia conhecida por ser uma das mais avançadas no mundo digital, e em dois congressos dos Estados Unidos: Computation + Journalism, na Universidade de Columbia, e Design Driven Innovation, no Mobile Lab do MIT.

Por 30 minutos, a Redação saboreou um naco do futuro, uma fatia do que se viverá em pouco tempo, não só no mundo
da comunicação. No final da conversa, estávamos ao redor de um brinquedo genial: parecido com um Lego, chama-se LittleBits.

Se montadas, as pecinhas eletrônicas, unidas magneticamente, criam diferentes coisas, de uma simples lanterna a um sintetizador de música, de uma campainha para casa a algo parecido com um braço de uma estação espacial (os kits começam com preços ao redor de US$ 100 no Exterior).

foto

E o que nos contou a curiosa Ana Cecília (foto acima)? Na Noruega, por exemplo, apenas 5% das transações monetárias são feitas em papel moeda. O resto é com celular e cartão de crédito. Os noruegueses dizem que serão a primeira cashless society, uma sociedade sem dinheiro. Um dia isso vai chegar aqui.

Para quem apregoa que jornais vão morrer, vai aí uma notícia (eu gostei muito, mas sou suspeita!): na Noruega, um país dos mais desenvolvidos, ler jornais é regra, em todas as classes sociais e idades. Poucos não leem jornais impressos ou digitais.
Por fim, Ana mostrou outro negócio genial: a Nixie, uma pulseira com câmera de vídeo embutida. Se você a tira do pulso e a “liberta”, ela o segue, como um cachorrinho, só que voando! E filma o que você faz. Uma montanhista numa subida radical, de repente, “liberta” a nixie – que filma, de longe, a escalada.

Uma dupla de amigas que faz uma “selfie” em vídeo: a câmera se afasta e filma o parque todo. Um rapaz fazendo slackline, para ficar com as mãos livres e ao mesmo tempo se filmar, libera a câmera, que paira sobre ele e grava a performance. É difícil explicar, de tão maluco. A câmera-relógio juntou as melhores características dos wearables, das selfies e dos drones. Acesse flynixie.com e dê uma olhada.

Eu queria uma dessas embaixo da árvore de Natal.

Boa noite, celular

22 de novembro de 2014 0

marta gleich

Nove de novembro representou um dia emblemático na mudança de comportamento dos leitores de Zero Hora. Pela primeira vez, mais usuários acessaram o site de ZH pelos smartphones do que pelos computadores. E daí? Daí que provavelmente você tem um smartphone e não desgruda dele nem para dormir. Acorda com o alarme (onde foi parar aquele despertador que você usava do lado da cama?) e corre para checar o Facebook e o WhatsApp, ver as notícias, a previsão do tempo, abrir os e-mails. É só o início de uma jornada você-e-ele, ele-e-você, que dura – se a bateria resistir – até a hora de voltar para a cama. A última coisa antes de dormir, depois de dar um beijo nos filhos, no marido ou na mulher é… dar boa noite para o celular, checando as informações de novo.

Uma pesquisa divulgada em outubro no Reino Unido, com 2 mil usuários, revelou que eles consultam o celular 221 vezes, em média, por dia, num total de três horas e 16 minutos dedicados ao aparelho. Que loucura! O que é mesmo que a gente fazia nessas três horas quando o celular não tinha acesso à internet? Daqui a pouco, os bebês vão nascer com um celular na mão. Em vez de a gente dizer “Olha, é cabeludinho!” ou “Tem o nariz do papai!”, vamos comentar “Este nasceu com um iPhone 6, o sortudo!”. Sem brincadeiras, o smartphone está mudando a forma de consumir notícias, informações e serviços e muito mais – suas câmeras de vídeo e foto devem estar guardadas há horas em algum lugar (e, como acumula funções, vem aumentando não só de preço, mas de tamanho, como mostra reportagem deste domingo).

Ok: o dia 9 de novembro, quando registramos mais tráfego vindo de mobile do que de computadores, foi especial, porque era domingo de Gre-Nal. As pessoas estavam na rua ou no estádio e consultaram muito as notícias do jogo pelo celular. Mas os números mostram que, na média mensal, com ou sem Gre-Nal, uma em cada três visitas a nossos conteúdos digitais já vem de smartphones. E a curva aumenta vertiginosamente. Ou seja, estamos trocando o computador de mesa ou o laptop pelo celular. Em alguns países mais desenvolvidos, mais de 70% da consulta aos sites de jornais vem de smartphones. – Temos garantido o lançamento de todos os produtos digitais de ZH tanto para mobile quanto para computadores – diz o diretor de Produtos Digitais do Grupo RBS, Antônio Coelho – e os exemplos mais recentes são o minuto a minuto, o Gremista ZH e o Colorado ZH.

O mobile, segundo Coelho, é um canal mais “pessoal”, com maior acesso à noite e nos finais de semana. O computador é o canal “corporativo”, com maior acesso em horário comercial e em dias úteis. Estamos atentos a essa mudança veloz de comportamento. E adaptando, de forma constante, a entrega de notícias, informações, serviços e entretenimento a você, para que possa ler a sua ZH onde estiver, como quiser. Não por acaso, em maio, quando o jornal completou 50 anos, mudamos a assinatura da marca para “ZH. Papel. Digital. O que vier.”

*

Quando um assunto toma conta do noticiário, montamos na Redação uma força-tarefa: um time reforçado de jornalistas para tratar somente daquele tema. Foi o que fizemos, sob o comando da editora Dione Kuhn, desde que veio à tona a sétima – e até agora a mais impactante – etapa da Operação Lava-Jato. Desde domingo passado temos um repórter em Curitiba acompanhando as movimentações na Superintendência da Polícia Federal. Nossa Sucursal de Brasília está focada só no assunto. Os colunistas, especialmente Rosane de Oliveira, dedicam amplos espaços ao tema. A cobertura, como mostra a edição deste domingo, não só registra os fatos, mas analisa depoimentos, inquéritos e contratos, aprofunda a questão com entrevistas e análise. Ampliamos os espaços no jornal impresso e nas plataformas digitais para os desdobramentos das investigações. Sem precedentes na história do país, a operação contra a corrupção tem reflexos diretos na economia e na política – e, ao que tudo indica, ainda vai ocupar muitas e muitas páginas.

Carta da Editora: Prioridade à educação

15 de novembro de 2014 1

marta gleich
Há mais de dois anos, depois de campanhas como Crack nem Pensar ou O Amor é a Melhor Herança, o Comitê Editorial da RBS tomou uma decisão. Educação é a bandeira permanente e única do grupo, embora de forma isolada cada jornal, rádio ou TV possa realizar campanhas por temas locais.

Conscientes de que a solução dos mais relevantes problemas brasileiros, como desenvolvimento econômico, segurança, saúde ou qualidade de vida, passa obrigatoriamente por educação, a RBS lançou A Educação Precisa de Respostas e o Prêmio RBS de Educação – Para Entender o Mundo, que está em sua segunda edição (ainda não votou no melhor projeto de incentivo à leitura? Vote aqui). Engajados à campanha, os mais de mil jornalistas da empresa, em cada uma das redações dos jornais, rádios e TVs, passaram a dar prioridade a pautas ligadas ao assunto.

Na quarta-feira, comemoramos muito na Redação um dos resultados deste trabalho: Zero Hora ganhou o prêmio Esso – categoria Regional Sul – com a reportagem “Lições da Turma 11F”, da repórter Letícia Duarte e do fotógrafo Félix Zucco, publicada em dezembro passado. Se você perdeu, recomendo dedicar um tempinho do seu fim de semana e ler.

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Durante todo o ano de 2013, a dupla frequentou a sala 106, de uma turma de primeiro ano do Ensino Médio do Julinho, um dos mais tradicionais colégios do Estado. A cada trimestre, Letícia e Zucco assistiam às aulas de uma semana inteira. A tática jornalística de se misturar ao ambiente até que a presença dos repórteres não seja mais um corpo estranho ao grupo permitiu que desvendassem os porquês das desanimadoras estatísticas da educação no país e no Estado.

Confirmando os números de relatórios sobre o ensino, um em cada 10 alunos da turma ao longo do ano desapareceu dos bancos. Tudo isso em uma escola em que é comum sete docentes faltarem por dia no turno da manhã – o equivalente a 18% do total. E por aí andaram as revelações, em uma reportagem que provocou muito impacto e debate na sociedade.

Zero Hora tinha cinco trabalhos como finalistas do Prêmio Esso, e dois deles eram ligados à educação. A reportagem sobre a turma 11F e “A Luz de Ler”, de Juliano Rodrigues e Mauro Vieira, sobre a alfabetização de adultos na zona rural, no primeiro assentamento de sem-terra no sul do Brasil. O reconhecimento vindo do mais importante prêmio jornalístico do país só reforça, na Redação, nosso compromisso de manter a educação como assunto prioritário em Zero Hora.

 

PrOA em Prosa estreia na Unisinos com exibição de filmes e debate

12 de novembro de 2014 0

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As conexões do cinema e literatura estarão em debate nesta quinta-feira na Unisinos.  Com a exibição de dois filmes, debate e lançamento de livros, ocorre nesta quinta-feira (13) a primeira edição do projeto PrOA em Prosa, promovido pelo caderno PrOA de Zero Hora em parceria com a Unisinos. O evento, aberto ao público, será na sala Santander do campus Porto Alegre da Unisinos (Av. Luiz Manoel Gonzaga, 744), às 15h, com mediação da jornalista Cláudia Laitano.

Jefferson Botega

As conexões entre cinema e literatura serão abordadas após a exibição do longa Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes, do diretor e professor da Unisinos, Bruno Polidoro, e Cacá Nazário, sobre Caio Fernando Abreu, e do curta Se Esta Lua Fosse Minha, do aluno do Curso de Realização Audiovisual (CRAV) da Unisinos Pedro Gossler, premiado no Festival de Cinema de Gramado e pelo Festival Internacional de Curtas de São Paulo.

Além dos diretores dos filmes, participam do painel o coordenador do CRAV da Unisinos, Milton do Prado, e o jornalista Nei Duclós, autor do livro Todo filme é sobre cinema. Ao final do debate, será realizada uma sessão de autógrafos com Ramiro Bicca Junior, autor do livro São Coisas Nossas – Tradição e Modernidade em Noel Rosa e Nei Duclós, autor da obra Todo Filme é sobre Cinema.

 

Bastidores: repórter canadense conta experiências de investigação

11 de novembro de 2014 0

A repórter canadense Isabel Vincent visitou nesta terça-feira (12) a Redação de Zero Hora, acompanhada do cônsul honorário do Canadá, Eric Dorion. Durante uma hora, ela conversou sobre jornalismo com o Grupo de Investigação de ZH,  mediada pelo editor Rodrigo Lopes. Entre outras curiosidades, a repórter do The New York Post falou sobre técnicas de investigação, livro-reportagem e o mercado de jornais de Nova York.

Ricardo Duarte

Isabel cobre assuntos de corrupção política para o tabloide nova-iorquino. Muitas de suas histórias levaram a investigações estaduais e federais. Seu relato sobre o congressista do Harlem Charles Rangel resultou em seu afastamento como presidente do poderoso Comitê de Meios do Congresso americano. Pelas suas reportagens sobre o Caso Rangel, a repórter foi indicada ao Prêmio Pulitzer.

Na conversa, a jornalista contou bastidores de seus livros, entre eles Gilded Lily: Lily Safra, a Formação de uma das Viúvas mais Ricas do Mundo (Harper, 2010).

Isabel venceu inúmeros prêmios de  jornalismo investigativo. Seu livro, See No Evil (Uma Questão de Justiça) documentou o sequestro de Abílio Diniz, em 1989. O relato sobre o caso lhe rendeu o Prêmio de Jornalismo Investigativo da Associação Canadense de Jornalistas. Ela também ganhou o prêmio Jewish Book Award for Bodies and Souls sobre o tráfico de pessoas no Brasil e na Argentina. Vincent é ex-chefe para a América Latina e África do jornal canadense The Globe and Mail. Seu trabalho já foi publicado nas revistas do The New York Times, New Yorker, Time, Marie Claire, L’Officiel (Paris), entre outras publicações internacionais.

Ricardo Duarte

De 1991 a 1995, Isabel trabalhou no Rio de Janeiro como editora-chefe da sucursal da Revista América Latina. Durante este período, foi uma dos finalistas do Prêmio Nacional de Jornais pela cobertura da guerra contra os traficantes de drogas nas favelas do Rio de Janeiro. Em 1993 ela foi premiada com uma citação pela Associação de Imprensa Interamericana pela cobertura jornalística do grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, no Peru.

Ela vive atualmente em Nova York.