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Posts na categoria "Carta do Editor"

Marta Gleich: botas de chuva e dias ensolarados

30 de agosto de 2014 0

editora de zero hora

Semana passada chegou para aprovação uma despesa curiosa da Redação: compra de botas e capas de chuva. “A Expointer vem aí de novo”, pensei. O pessoal que planeja a cobertura lembrou bem: tão tradicional quanto a exposição de Esteio é… pisar no barro e estar debaixo de chuva por lá!

Nossa Casa RBS, posto avançado de Zero Hora e dos demais veículos do grupo dentro do Parque de Exposições, está fervilhando a partir deste fim de semana. Só de ZH, são 15 profissionais que se mudam para a sucursal, entre repórteres, editores e fotógrafos.

Em 2014 o evento tem um caráter especial. Por ser ano de eleição, o componente político ganha destaque. Neste sábado, está prevista uma sabatina com os principais candidatos a governador na Casa RBS, para apresentação dos planos para o setor primário.

– Esta é uma Expointer de decisões políticas – destaca Gisele Loeblein, editora e colunista de Campo e Lavoura. – Política e campo se misturam no evento. Por isso, decidimos que o principal acontecimento de ZH na Casa RBS seria justamente a presença dos candidatos, para ouvir suas estratégias para o agronegócio. Qualquer plano que se faça neste Estado precisa contemplar o setor, responsável por um quarto do PIB.

Além do painel com os principais candidatos ao governo do Estado, em parceria com a Federasul, vale destacar a primeira edição do troféu Gente do Campo, realizado por Zero Hora e Farsul. Quatro produtores recebem as homenagens. Vilmar Brasil (Produtor do Ano), Nairo Bittencourt (Tecnologia), Fernanda Costabeber (Jovem) e Charles Venturin (Empreendedorismo).

Em Esteio, Zero Hora promove ainda duas edições do Campo em Debate: um na quinta-feira, às 14h, em parceria com o Conselho Regional de Medicina Veterinária, e outro na sexta-feira, às 16h, sobre Cadastro Ambiental Rural. Na edição de segunda-feira, dia 1º, ZH traz encartado o caderno especial da feira, com 24 páginas, sob a temática “O efeito multiplicador do campo”, mostrando como o setor impulsiona outras áreas, e um serviço completo.

Neste ano, Zero Hora terá um olhar digital sobre a Expointer, mostrando com vídeos especiais o universo rural que o público urbano irá encontrar no parque. As tendências do setor consolidadas durante o evento também serão retratadas no caderno Campo e Lavoura pós-feira, no próximo dia 8.

Mesmo com algum sinal de desaceleração na venda de máquinas, a 37ª Expointer deve manter um bom volume de negócios, na esteira de dois anos seguidos de safra cheia. A última colheita, de mais de 30 milhões de toneladas, foi recorde. E há perspectiva de um bom resultado na próxima, que será plantada a partir de setembro. Neste período de tempo ruim na economia brasileira, o setor da agropecuária no Rio Grande do Sul resiste, sempre com boas previsões. Nossos jornalistas têm à mão as botas e capas, sim, se for necessário proteger-se de eventuais dias chuvosos na feira, mas a cobertura deve ser de dias ensolarados no campo gaúcho.

 

 

"Um momento histórico dos jornais"

23 de agosto de 2014 3

marta gleich
Imagine um mundo sem jornais. Não apenas sem um jornal, como Zero Hora. Imagine Porto Alegre sem Zero Hora, Correio do Povo, O Sul, Jornal do Comércio, Diário Gaúcho, Metro. Imagine o Rio Grande do Sul sem suas dezenas de jornais locais. Imagine o Brasil sem a Folha de S.Paulo, o Estadão ou o Globo. Imagine o mundo sem The New York Times.

Nos últimos anos, jornais em geral têm encolhido – em receita publicitária, em assinantes do papel. E têm SE encolhido também. Em fóruns especializados, o “fim dos jornais” virou assunto recorrente na última década. Mas na semana passada, em São Paulo, os 130 periódicos membros da Associação Nacional de Jornais estabeleceram o momento da virada. Durante o 10º Congresso Brasileiro de Jornais, sob o lema “Ruptura, Inovação e Avanço”, lançaram um movimento histórico. Uniram-se para mostrar o que já é realidade: inserido num novo mundo, o jornal mudou.

Primeiro, este movimento inaugura um estado de espírito, o de não aceitação do encolhimento do meio jornal. Segundo, mostra sua relevância, expressa nos pontos abaixo. Terceiro, convoca os principais publicitários, agências e anunciantes a se unirem a este momento – estava presente em São Paulo a nata do mundo da publicidade brasileira. Quarto, está lançando ações concretas para o mercado, como uma plataforma de internet chamada Digital Premium, onde será possível negociar, num único local, campanhas nos sites de vários jornais brasileiros, e como o Marketplace de jornais, uma ferramenta que permitirá, em 2015, simular a compra de anúncios impressos em dezenas de veículos.

Confira alguns dados:

- No Brasil, 73 milhões de pessoas leem jornais impressos. 50 milhões leem notícias pela internet. Em todo o mundo, 2,5 bilhões de pessoas leem jornais impressos e 800 milhões buscam informações em plataformas digitais.

- Nunca se consumiu tanta informação no mundo. E nunca se consumiu tanto jornal: porque jornal, hoje, está ressignificado. Não é só papel. Também está no laptop, no tablet, no celular, nas redes sociais. A audiência, portanto, tem sido subestimada ao se considerar somente o número de exemplares impressos. A abrangência se multiplicou, com as novas plataformas. Entre janeiro e junho deste ano, por exemplo, o acesso ao conteúdo dos quatro maiores jornais brasileiros via telefone celular aumentou 430%.

- Em 2012, segundo dados da ANJ, as assinaturas digitais nos sites jornalísticos cresceram 128% em relação ao ano anterior.

- Pesquisa do governo federal aponta que os jornais são o meio de mais credibilidade: 53% dos entrevistados dizem confiar sempre ou muitas vezes nos jornais.

- A atenção de quem lê jornal é maior: 62% dos que leem jornal não fazem outra atividade ao mesmo tempo. Isso quer dizer que a mensagem publicitária tem uma chance muito menor de dispersão do que em outros meios, como TV, rádio e internet. Público de jornal, segundo pesquisa do Ipsos Marplan, é o que mais presta atenção aos anúncios – e o que mais se lembra da publicidade vista.

- Jornais certificam: uma vez que a informação é publicada num jornal, seja no papel ou no site, ela se espalha pelas redes sociais como informação verdadeira.

A existência de jornais não é apenas uma questão empresarial desta ou daquela marca. É um problema da sociedade como um todo. Jornais independentes aprofundam e sustentam a democracia. Jornais defensores da verdade são, historicamente, os baluartes da liberdade de expressão. Jornais plurais estimulam o debate e garantem espaço a todas as vozes na discussão de temas relevantes. Jornais comprometidos com a justiça social investigam e denunciam esquemas de corrupção, o crime organizado, o funcionalismo público incompetente, violações de direitos humanos. Jornais de qualidade educam, entretêm, estimulam a cultura. Jornais saudáveis financeiramente conseguem manter um time de colunistas e jornalistas que faz a diferença. Jornais de qualidade ajudam o leitor a melhorar sua vida, apoiam uma comunidade no seu desenvolvimento, mudam o curso da História. Em suas páginas, uma sociedade se enxerga, trava embates, discute soluções e caminhos.

A campanha “Jornais em movimento”, lançada terça-feira em São Paulo, foi um momento histórico para a comunicação do país. A morte da indústria de jornais, disse Ken Doctor, analista da indústria de mídia e autor de Newsonomics, foi anunciada de forma exagerada. E o leitor, o que tem a ver com tudo isso? Quanto mais fortes forem os jornais, mais qualidade terá seu conteúdo: mais investigação, melhores colunistas, melhor serviço.

Vídeo sobre a nova ZH é destaque na semana de palestras pelo Estado

21 de agosto de 2014 0

Repórteres, editores e colunistas de ZH estão percorrendo mais de 6,8 mil quilômetros para conversar com estudantes de Jornalismo do Estado. São 24 cursos, em 15 cidades. Os encontros têm como tema central as mudanças de ZH realizadas em maio, na passagem dos seus 50 anos.

Esta é a sexta edição do evento. Todo ano, ZH visita as faculdades como uma forma de aproximar seus profissionais dos futuros colegas. Para os encontros, a Redação preparou uma edição especial de 8 páginas e um vídeo que apresenta as mudanças.

Primeira Pauta ZH recebe inscrições até sábado

21 de agosto de 2014 0

A 6ª edição do Primeira Pauta, projeto de ZH que vai selecionar cinco estudantes para formar uma equipe na Redação, recebe inscrições até sábado (23). A experiência inclui aulas, treinamento e a realização de uma reportagem. Podem se inscrever alunos de Jornalismo, Cinema, Realização Visual e Design de universidades gaúchas.

Clique aqui para fazer a sua inscrição

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Para participar, é preciso estar matriculado entre o quarto e o sexto semestre da graduação e passar por duas etapas de seleção – a primeira delas, uma prova presencial (com questões de português, conhecimentos gerais e inglês), e a segunda, uma atividade online.

Os cinco selecionados realizarão atividades na redação de Zero Hora por quatro horas semanais, entre 17 de setembro e 15 de outubro, com oficinas que complementam a formação acadêmica.

Como será a seleção:

Primeira etapa: uma prova eliminatória será aplicada em Porto Alegre, Caxias do Sul e Santa Maria. O estudante deve escolher a cidade na inscrição e aguardar a indicação de dia, local e horário. O teste será aplicado nos dias 28, 29 de agosto e 1º de setembro. Todos os participantes aprovados na prova terão seus currículos incluídos no banco de talentos da RBS.

Segunda etapa: os estudantes enviarão trabalhos para a Redação de ZH, seguindo orientações do regulamento

 Confira o regulamento

 Em caso de dúvidas, escreva para a equipe do projeto no e-mail primeirapauta@zerohora.com.br

 

Um fenômeno histórico em andamento

16 de agosto de 2014 2

marta gleich

No último mês, os repórteres Humberto Trezzi, 51 anos e há 25 em ZH, e Carlos Rollsing, 29 anos e há três no jornal, aprofundaram um tema que vem pipocando aqui e ali: a migração de caribenhos e africanos para o Rio Grande do Sul. Nesse período, acompanhados dos fotógrafos Diego Vara e Mauro Vieira, viajaram para Encantado, Lajeado, Marau, Passo Fundo, Erechim, Gravataí, Caxias do Sul e Bento Gonçalves, para apresentar aos leitores na edição deste domingo e de segunda-feira um completo mapeamento deste fenômeno. É uma faceta do Rio Grande do Sul que o próprio Rio Grande do Sul desconhece: negro, migrante, carente – e trabalhador.

Já são 11.500 caribenhos e africanos no Estado. Em municípios como Encantado, representam 2% da população. Em uma das unidades do Frigorífico Dália, são 30% dos funcionários. No país, o assunto se desdobra. Em 2010, cerca de mil migrantes dessas origens pediram refúgio. Em 2014, somente no primeiro semestre, já são quase 18 mil.

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Foto: Jefferson Botega

A história de migrações faz parte da cultura do RS: alemães, italianos, poloneses, japoneses, entre outros, se fixaram no Estado e ajudaram a construir o que hoje é nossa economia, nosso jeito de ser, nossas crenças. O que acontece agora é uma nova onda migratória, só que ainda pouco estudada e compreendida. A reportagem de Trezzi e Rollsing tem o mérito de contextualizar e aprofundar um fenômeno em pleno andamento e que começa a se tornar assunto de teses acadêmicas e livros.

– Foi muito interessante observar a influência muçulmana nas fábricas onde trabalham – conta Trezzi. – Eles comem com as mãos e rezam cinco vezes ao dia, estejam onde estiverem. Por serem muito religiosos, são pacíficos, calmos. Essa característica também os credencia para o trabalho. São considerados funcionários “ideais”.

– Pensei que iria encontrar casos de racismo – diz Rollsing. – Mas não há nada disso. Em todas as cidades por onde passei, não há registro de reclamações nem brigas. As pessoas têm demonstrado muito respeito por quem chega. Foi uma surpresa positiva. Alguns migrantes estão formando família aqui e já têm filhos. Outros querem trazer a família de seus países.

Aqui você confere um documentário sobre o assunto. Na continuação desta reportagem, na edição de segunda-feira, ZH trará dois aspectos preocupantes dos bastidores desta migração.
As empresas que faturam trazendo caribenhos e africanos para o Estado e os coiotes, que os exploram ao longo da viagem.

10 milhões de usuários

09 de agosto de 2014 2

marta
No mês de julho, Zero Hora alcançou pela primeira vez a marca de 10 milhões de usuários no site. 10 milhões! Mais do que o número redondo e o recorde, o que me chama a atenção é a velocidade em que isso ocorreu. Há um ano, em julho de 2013, eram 6 milhões – veja o gráfico abaixo:

  Sem título

Analisando o fenômeno com Bárbara Nickel, nossa editora-chefe digital, e Thiago Medeiros, gerente de Produto Digital, há três principais conclusões: primeiro, tem mesmo muito mais gente consumindo ZH em meios digitais. Segundo, você mudou seu comportamento, e está cada vez mais acessando informações em diferentes plataformas. Lê o jornal no papel, no computador, no smartphone, no tablet. Terceiro, nós mudamos totalmente o site, nossos aplicativos, o mobile site, e estamos com mais jornalistas produzindo conteúdo próprio para o digital, e isso tem dado muito resultado.

Leia todas as cartas da editora

É importante explicar o que é um “usuário” no jargão digital. Pode significar uma pessoa sendo várias ou várias pessoas sendo uma. O quê??? Vou tentar explicar. Se várias pessoas numa família utilizam o mesmo computador e o mesmo navegador (como Google Chrome ou Internet Explorer), conta só uma pessoa. Mas se você usa um computador de manhã, um celular à tarde e um tablet à noite, é um ser humano só, porém conta como três usuários, porque utiliza três navegadores. Então, 10 milhões de usuários únicos é uma métrica que não equivale exatamente ao mesmo número de seres humanos. Pode ser mais, pode ser menos.

–Estamos criando produtos para estimular os leitores a voltarem com mais frequência aos conteúdos digitais – explica Bárbara. – Um deles é o “7 Coisas que Você Precisa Saber”, que desperta o leitor todo dia cedinho com as 7 principais notícias e que agora tem até edição em áudio. Dá para ouvir enquanto se toma café, se veste ou vai para o trabalho ou para a aula.

Também criamos a Hora do Café, com o que está bombando nas redes sociais no dia, publicada sempre às 16h no site. E todos os dias às 20h publicamos o ZH Explica, em que pegamos um tema do dia para destrinchar para os leitores: e pode ser de qualquer área, desde notícias mais hard de mundo e nacionais a outros assuntos do cotidiano ou de entretenimento que despertam curiosidade. Nesta semana, por exemplo, publicamos uma edição sobre a CPI da Petrobras, outra sobre a cobrança de pedágio em Bombinhas e uma terceira mostrando como é calculado o preço do ingresso de um show.

Com a Palavra recebeu público no Studio Clio

08 de agosto de 2014 0

Carlos Macedo

A quarta edição do evento Com a Palavra teve uma plateia atenta e atuante no Studio Clio nesta quinta-feira (8). O editor do caderno PrOA Carlos André foi quem recebeu os convidados, o filósofo da USP Renato Janini Ribeiro e o historiador Franscisco Marshall. Em quase duas horas de debate, os temas vaidade, política e eleições presidenciais dominaram as conversas que também foi aberta para a plateia.

 

A contribuição dos leitores

02 de agosto de 2014 2

marta

Neste fim de semana, o Gustavo Foster, repórter digital de Zero Hora, inventou uma nova. Toda semana, ZH publica no site e em aplicativos “7 Coisas para o Fíndi”. São atividades bacanas para se fazer na sexta, no sábado e no domingo. Cinema, teatro, show, passeio, exposição, tem de tudo. O Gustavo costuma fazer a curadoria desse conteúdo. Mas ele resolveu perguntar, no Facebook de ZH, que está se aproximando de 1,5 milhão de curtidores (obrigada, queridos leitores), que tipo de dicas o público quer. Veio cada ideia boa! Onde fazer trabalho voluntário. Passeios curtos para fazer com a família, próximo à Região Metropolitana. Livros. Passeios de bike. Circo. Veja o resultado.

Redes sociais são o máximo. A contribuição dos leitores é sempre uma boa surpresa, por sua diversidade, riqueza e pluralidade de opiniões. Recentemente, lançamos no site de ZH os “50 filmes que você tem de assistir no Netflix” . Fez o maior sucesso, mas era uma lista incompleta. Os leitores nos bombardearam com ótimas sugestões, e criamos uma segunda lista, “Mais 20 filmes para assistir no Netflix”.

Sempre que o leitor interage, o conteúdo fica melhor. Foi o caso também desta notícia sobre o saque do abono do PIS/Pasep. Publicamos
um texto simples, com serviço e as principais dicas. Gerou tantos acessos e perguntas nos comentários e nas redes sociais que produzimos uma segunda reportagem, respondendo às dúvidas dos leitores.

Cada vez mais relevante na Redação de ZH, a área responsável por redes sociais hoje é encabeçada por Paula Minozzo. Trabalham com ela Stéfano Souza, Leila Endruweit (que também produz a página diária do Leitor na edição impressa) e Cristiely Carvalho. A equipe atua muito próximo de todos os principais editores de ZH, discutindo constantemente o conteúdo que vai para redes sociais e assuntos vindos do leitor que podem virar pauta. O time também monitora quais são os conteúdos que mais estão gerando audiência via redes sociais. E, mais importante, interage com a audiência, conversando nos campos de comentários, respondendo às mensagens privadas e solucionando problemas de leitores.

Em congressos de jornalismo, há alguns anos cunhou-se a expressão User Generated Content – conteúdo gerado pelo usuário. Em ZH, o leitor gera conteúdo, contribui com a pauta, incrementa reportagens, torna o jornal melhor.

Tradicional relógio de ZH recebe a nova logomarca do jornal

30 de julho de 2014 0

O fotógrafo Jefferson Botega registrou ontem o momento da atualização do relógio que marca a esquina entre as Avenidas Ipiranga e Erico Verissimo, em Porto Alegre. O tradicional artefato recebeu o novo logo de ZH.

Jefferson Botega

 

Carta da Editora: Igreja e Estado

26 de julho de 2014 0

marta
Quando entra na faculdade de Jornalismo, uma das primeiras máximas que um estudante ouve é “separe Igreja e Estado” ao exercer a profissão. O significado é: conteúdo jornalístico é uma coisa, publicidade é outra. Na última semana, a equipe que produz o site de ZH recebeu questionamentos de leitores. Uma reportagem sobre um condomínio sustentável na zona sul do Estado, publicada somente no online, era “matéria paga”, propaganda do lançamento disfarçada de notícia ou conteúdo feito pela Redação? Os editores explicaram ao público que, devido ao ineditismo do empreendimento – deve receber uma certificação internacional em sustentabilidade –, o assunto virou pauta. E publicaram uma nota adicional para explicar isso.

O assunto volta e meia surge: existe matéria editorial paga em ZH? A resposta é não. Toda vez que uma publicidade pode confundir o leitor, no sentido de ele não saber se aquilo foi produzido ou não pela Redação, colocamos junto ao anúncio “INFORME PUBLICITÁRIO”, “INFORME COMERCIAL” ou, ainda, “CONTEÚDO PUBLICITÁRIO PRODUZIDO PELO ANUNCIANTE TAL”. O princípio é: não enganar o público.

– Em editoriais de moda – explica Mariana Kalil, editora do Donna – acontece muito de lojistas acharem que as grifes participantes pagam para estar nas fotos. Sempre explicamos que é uma decisão editorial. Donna faz uma curadoria, seleciona as peças que representam a tendência retratada na reportagem.

Leia outras Cartas da Editora

Já Fernanda Pandolfi, da coluna Rede Social, diz que é comum leitores ligarem querendo pagar para colocar as fotos de casamentos, formaturas ou outros tipos de evento. Ela explica que não há cobrança para conteúdo editorial.

– Avaliamos cada caso e, se julgarmos que o evento é de interesse dos leitores, enviamos nosso próprio fotógrafo ou, em algumas exceções, o anfitrião nos manda as imagens. Mas é sempre delicado quando temos de explicar às pessoas que o seu evento não será publicado – diz a colunista.

No Vida, profissionais às vezes ligam para perguntar “quanto custa uma reportagem” para apresentar seus serviços. Neste caderno, como em toda a Zero Hora, as fontes, os entrevistados, são uma escolha do editor ou do repórter. Se um médico aparece numa reportagem do Vida, ou um arquiteto no Casa&Cia, ou um restaurante no Gastrô, pode ter certeza de que não pagaram para isso.

ZH tenta deixar muito claro ao leitor o que é Igreja e o que é Estado. A credibilidade do jornal também se baseia nesta segurança dada a quem está lendo o site ou a edição impressa.