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Posts na categoria "Carta do Editor"

A capa do Verissimo

24 de setembro de 2016 0

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Como principal capa da semana, a primeira página da superedição é um processo artesanal que, às vezes, demora uma semana para ser concluído. Foi o caso da capa que você recebeu hoje. Como se tratava de uma edição em que tínhamos um conteúdo muito especial, os 80 anos do nosso querido colunista Luis Fernando Verissimo, a equipe rascunhou e preparou, desde segunda-feira, algumas opções, até chegar à versão final.

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Muitos e-mails e conversas depois, entre Rosane Tremea, editora de capa, Rafael Ocaña, editor da Diagramação, Leandro Maciel, editor da Arte, Jefferson Botega, editor de Fotografia, Cláudia Laitano, editora interina do DOC, Nilson Vargas, editor-chefe, e eu, chegamos à capa definitiva. Descartamos a primeira, com texto e ilustração (achamos bem boa, mas será que iria comunicar de imediato do que se tratava?). Também colocamos de lado a segunda, que não dava espaço para as chamadas para outros assuntos. E outras duas, em que as fotos mostravam nosso homenageado mais sério, foram desconsideradas, já que é dia de comemorar. E não fomos com a opção de foto com muitos livros ao fundo: achamos que os detalhes das imagens poderiam ser perdidos na impressão em papel-jornal. Escolhemos a última das seis opções, em que LFV, um dos escritores mais festejados do Brasil, aparece sorrindo, com seu perfil inconfundível. Será que acertamos? Você teria escolhido a mesma?

Aguarde a edição de segunda
Os repórteres Carlos Rollsing, de Zero Hora, e Jonas Campos, da RBS TV, mergulharam em documentos do Badesul e, nesta segunda, revelam em reportagem exclusiva por que o banco de fomento do Estado chegou à situação atual de inviabilidade financeira.
No fim, leitor, a história é a mesma: a conta acaba caindo no colo do contribuinte. Não perca.

Junto para transformar

16 de setembro de 2016 2

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No mural da Redação, costumamos afixar informações sobre prêmios que nossos repórteres recebem e outras conquistas importantes. Nesta semana, uma realização muito especial foi colocada ali: a notícia de que a empresa JD Construções vai devolver R$ 4,9 milhões para a prefeitura, por ter cobrado indevidamente pela limpeza não realizada de bueiros em Porto Alegre (aqueles mesmos que entopem e causam alagamentos em dias de chuvarada, sabe?). Uma reportagem de ZH denunciou o assunto e provocou a investigação que resultou na devolução do dinheiro — seu dinheiro, leitor! — aos cofres públicos.

DivulgaçãoHá dois meses, a repórter Adriana Irion havia publicado a reportagem, após uma longa investigação que incluiu campanas por horas a fio observando trabalhadores que limpavam bueiros, contando bocas de lobo e checando se as cobranças feitas à prefeitura fechavam com o número de limpezas. Com a publicação da reportagem, a prefeitura investigou rápido e está recuperando R$ 4,9 milhões. Mas apurações da polícia e do Ministério Público seguem, e podem resultar em mais dinheiro ressarcido.

O desfecho positivo da denúncia nos realiza de forma especial, porque faz parte do nosso propósito. Em julho deste ano, lançamos o novo posicionamento de Zero Hora, que se resume nas frases “Perto para entender. Junto para transformar”. Queremos estar perto da comunidade onde atuamos, para compreender o que é importante. Identificar quais problemas devem ser resolvidos e saber do que nosso público precisa. E estar próximos, para ajudar nas mudanças necessárias para o desenvolvimento dessa sociedade. Como principal jornal do Estado, buscamos estar ao lado dos gaúchos, nas causas do Rio Grande do Sul. Fiscalizar o poder público e exigir bons serviços à população estão entre essas causas. Por isso, nossa sensação de dever cumprido nesta semana.

***
Os 80 anos do Verissimo

Prepare-se: no fim de semana que vem, um conteúdo muito especial homenageia um dos escritores mais admirados do Brasil e um dos colaboradores mais antigos de Zero Hora _ onde começou, ainda nos anos 1960, redigindo a coluna de horóscopos. Verissimo completa 80 anos no dia 26 de setembro e, na superedição da semana que vem, o criador da Família Brasil será homenageado com um caderno DOC especial, temático, com artigos, entrevista e outras surpresas. Não perca!

La Urna

10 de setembro de 2016 1

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Política costuma ser um assunto chato, difícil de digerir.

Em campanha, os candidatos prometem mais do que podem cumprir, os debates e as entrevistas nem sempre são interessantes, até mesmo porque os eleitores raramente têm acesso aos bastidores, ou àquelas informações complementares e relevantes sobre quem o candidato realmente é, quais são suas fraquezas e contradições. Nem sempre é assim.

Paulo Germano, Débora Cademartori, Luciano Potter e Arthur Gubert, dirigidos por Isadora Neumann, subvertem todos os chavões da política e trazem novamente, nesta eleição, tchã-rããã… o La Urna, um programa de entrevistas em vídeo com os candidatos. Totalmente fora da casinha, ou do script tradicional.

A turma do La Urna: Débora, Paulo Germano (à frente), Potter (atrás, à esquerda) e Gubert. Foto: Omar Freitas

A turma do La Urna: Débora, Paulo Germano (à frente), Potter (atrás, à esquerda) e Gubert. Foto: Omar Freitas

Quem se lembra do famoso episódio do La Urna com o então candidato ao governo do Estado José Ivo Sartori, em que os entrevistadores imploravam por uma proposta, umazinha só? Ou da inacreditável entrevista com o então candidato a deputado Jardel? Foi muito didático para mim assistir, nesta semana, àqueles premonitórios vídeos de dois anos atrás.

Na fornada deste ano, eles já entrevistaram os candidatos à prefeitura de Porto Alegre Julio Flores, do PSTU, e Marcello Chiodo, do PV. Toda terça e toda quinta-feira, um novo episódio será lançado. Pela ordem, entrarão Luciana Genro (PSOL), Nelson Marchezan Júnior (PSDB), Raul Pont (PT), Maurício Dziedricki (PTB), Sebastião Melo (PMDB), João Rodrigues (PMN) e Fábio Ostermann (PSL).

Vou dizer uma coisa: você tem que assistir. Eu ia escrever aqui que aguardo o novo episódio do La Urna tanto quanto espero pelo novo capítulo da segunda temporada de Narcos, mas não seria uma boa comparação. Só pensei na analogia porque, assim como Narcos, o La Urna tem profundidade e faz pensar, mas ao mesmo tempo entretém.

– O La Urna é jornalismo muito antes de ser entretenimento – ressalta Paulo Germano, o PG, coordenador do projeto. – O papel do humor nas entrevistas é torná-las palatáveis, porque a nossa contundência é tão grande e o ambiente às vezes fica tão tenso, que nem os entrevistados, nem os entrevistadores, nem o público aguentariam o desconforto.

De fato, quando a gente assiste aos vídeos, sempre há, a certa altura, uma sensação meio incômoda. “Não acredito que eles perguntaram isso”, você pensa. Mas é exatamente o que você gostaria de ter perguntado. Os quatro entrevistadores tratam o candidato com uma naturalidade desconcertante, como se estivessem falando com um irmão no almoço de domingo. Direto. Sem frescura. Tocando exatamente onde dói.

– Antes da entrevista, a gente lê todo o plano de governo do candidato, pesquisa reportagens antigas e assiste ao horário eleitoral com uma visão muito crítica. Definimos as perguntas em reuniões da equipe – explica o PG.

Depois da gravação, que dura cerca de meia hora, PG escolhe os seis melhores minutos e Luan Ott edita o vídeo, inserindo os “cacos” – como uma poesia doce e romântica (!?!) do socialista cabeludo e barbudo Julio Flores, por exemplo, ou o sonho utópico do cabeleireiro Marcello Chiodo.

Ficou curioso? Assista. Divirta-se. E reflita.

Veja aqui todos os episódios do La Urna

Lya

03 de setembro de 2016 2

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Há muitos anos, repetimos aqui na Redação: se alguém do Rio Grande do Sul escreve muito bem e produz um conteúdo interessantíssimo, tem que estar em Zero Hora. Somos o jornal daqui, precisamos oferecer a nossos leitores os melhores escritores do Estado. E assim fomos colecionando, ao longo das décadas, nomes como Luis Fernando Verissimo, Martha Medeiros, David Coimbra e tantos outros (neste momento, o jornal tem mais de 90 colunistas).

Cláudia Laitano, ela mesma uma escritora cinco estrelas, sempre com o radar ligado, me chamou a atenção há umas semanas: “A Lya Luft saiu da Veja”. Começava ali, naquela conversa, o retorno de Lya a Zero Hora. Em maio de 2004, ZH havia perdido a Lya para a revista de circulação nacional. E lá ela ficou, em um contrato que exigia exclusividade, por mais de uma década.

Na coluna de despedida de ZH, Lya escreveu: “Um jornal pode ser um pedaço da casa da gente. A Zero Hora tem sido isso para mim”. “…estou dando uma espécie de tchau, muito sem graça”. “O certo é que todas as manhãs, nesta casa da Chácara das Pedras, vão estar, na telinha, o Bom Dia Rio Grande, e na mesa o café fumegante e as páginas abertas da minha Zero Hora: de onde, eu sei, nunca terei saído de verdade”.

Há alguns dias, quando fechamos a negociação da volta a ZH, Lya me mandou um e-mail:

– Só depois do teu telefonema participei aos meus filhos. Minha filha logo reagiu: “Que legal, mãe! Estás voltando pra casa”. É como estou me sentindo – escreveu.

No fim de semana que vem, Lya Luft, um dos maiores fenômenos editoriais do Brasil, escritora best-seller, autora de As Parceiras, A Asa Esquerda do Anjo e Perdas e Ganhos, entre mais de 20 livros, reestreia em ZH, com uma coluna semanal, sempre à página 3 da superedição.

Alinhada a pedidos dos assinantes, Lya concentrará seus textos exclusivos para ZH em temas como família, relacionamentos, sabedoria de vida, assunto de muitos de seus livros. Ganhamos de volta uma grande escritora, que, de verdade, nunca saiu de perto. Bem-vinda de novo à tua casa, querida Lya.

O novo dia do Campo
A partir desta edição, coincidindo com o último fim de semana da Expointer, o caderno Campo e Lavoura passa a circular aos fins de semana, e não mais nas terças-feiras. Cheio de novidades, o caderno traz novos articulistas e seções, mais reportagens especiais, notas exclusivas e indicadores econômicos, e associa ainda mais em suas pautas os assuntos do agronegócio ao consumidor que está nas cidades.

Grupo RBS cria Editoria de Segurança

26 de agosto de 2016 2

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Na manhã de sexta-feira, enquanto Cristine Fonseca Fagundes, morta em um latrocínio em frente à filha ao buscar o filho no colégio, era velada no Cemitério Jardim da Paz, o Estado inteiro, estupefato, se perguntava o que mais precisaria acontecer para que se iniciasse, finalmente, uma virada no descalabro da segurança. Ao mesmo tempo, transcorria uma reunião na Redação de ZH. Alguns dos principais editores e jornalistas da RBS TV, da Rádio Gaúcha, do Diário Gaúcho e de Zero Hora criavam a Editoria de Segurança: uma força-tarefa que se forma, sem prazo definido, para estar ao lado de leitores, ouvintes e telespectadores no debate de saídas para o descontrole da criminalidade no Estado e para cobrar do poder público ações imediatas no combate à violência. Esse tema passa a ser prioridade nas pautas dos veículos do Grupo RBS.

Comandada pelo jornalista Carlos Etchichury, ex-editor de Polícia de ZH e atual editor-chefe do Diário Gaúcho, a Editoria de Segurança contará com jornalistas como Humberto Trezzi e José Luís Costa, de ZH, Cid Martins, da Rádio Gaúcha, Fábio Almeida e Jonas Campos, da RBS TV, e Renato Dornelles, do Diário Gaúcho.

Outra decisão do encontro foi promover, na própria sexta-feira, um Painel Especial para o debate em profundidade de saídas imediatas para a crise. O resultado você confere na página 11.

Também criamos linhas diretas do nosso público com as redações, pelo WhatsApp (51) 9728-3837 e e-mail segurancaja@gruporbs.com.br. Por esses dois canais, você pode sugerir medidas para a solução do problema e se manifestar sobre o tema segurança. E decidimos lançar o editorial-manifesto que está hoje nas capas de ZH e Diário Gaúcho.

O Rio Grande do Sul não pode mais ser definido como a sociedade em que os bandidos tomaram conta. Não somos isso. Mas a solução da criminalidade não passa apenas pelo Executivo, pelo Judiciário ou pelo Legislativo. Também não passa só pelo Ministério Público, pela Brigada Militar ou pela Polícia Civil. Nem apenas por outras entidades, associações, empresários, ONGs ou imprensa. É um problema de complexa solução, que depende de todos nós. Estamos fazendo a nossa parte.

Acompanhe a intensa cobertura do Grupo RBS nos próximos dias. E mande sua contribuição. Confira, clicando neste link, manifestações de nossos leitores sobre o tema que, mais do que nos paralisar ou nos dividir, deve nos unir e mobilizar.

Decisão responsável

20 de agosto de 2016 0

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Em apenas seis semanas, você, eu e mais 8,36 milhões de eleitores do Rio Grande do Sul teremos de digitar na urna eletrônica os números dos nossos escolhidos para a Câmara de Vereadores e para gerenciar o município pelos próximos quatro anos. Mais do que nunca, em meio a esta crise política e econômica, com falta de recursos por todos os lados, cresce a responsabilidade do eleitor. Apesar de o fim de semana ainda ser de Olimpíada, esta edição já dá uma virada importante rumo às eleições.

No caderno DOC, você vai encontrar a reportagem “Um voto maduro”, na qual a repórter Juliana Bublitz, especialista em esmiuçar e traduzir números, faz uma radiografia dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostra a evolução do eleitorado no Rio Grande do Sul.

Juliana concluiu que, desde a disputa municipal de 2000, a quantidade de votantes com mais de 45 anos cresceu nada menos do que 51,6% no Estado – o equivalente a uma Porto Alegre inteira –, com destaque para o segmento acima dos 60 anos. No mesmo período, a faixa mais jovem, com até
24 anos, caiu 14,6%.

Na prática, o eleitorado está envelhecendo e ficando mais experiente na hora de fazer a sua escolha. A mudança de perfil em curso, segundo pesquisadores ouvidos pela jornalista de ZH, tende a se acentuar nos próximos anos e deve se refletir nas campanhas e nas propostas de quem busca a vitória nas urnas. Não só o eleitor deve prestar atenção nos números apresentados, mas todo candidato que sonha em se eleger.

Para facilitar a sua vida, as estatísticas estão disponíveis em ZH Dados – Eleições 2016, lançado em julho por ZH, com um raio X das finanças dos municípios do Rio Grande do Sul. Desde então, o selo passou a identificar todas as reportagens produzidas com base na compilação e análise de grandes volumes de informações, sejam públicas ou privadas.

A semana teve outra iniciativa relevante ligada às eleições. Na terça-feira, dia que marcou o início da campanha eleitoral nas ruas e nas redes sociais, a Rádio Gaúcha realizou o primeiro debate dos candidatos a prefeito em Porto Alegre e em Caxias, assim como uma série de entrevistas em Santa Maria.

O site de ZH acompanhou o debate na Capital, com análise, interpretação e certificação de promessas. Tão logo terminou o programa, o apresentador Daniel Scola e a colunista Rosane de Oliveira fizeram uma transmissão ao vivo em vídeo pelo Facebook analisando os principais momentos desse embate. Em outros três vídeos, jornalistas analisaram o que os concorrentes disseram sobre política, obras e finanças (veja em zhora.co/debaterosane, zhora.co/debatemuzell e zhora.co/debatejuliana).

Um quinto vídeo marcou a estreia do La Urna nestas eleições. Comandado pelo colunista Paulo Germano, o programa mostrou o que aconteceu por trás dos microfones durante duas horas de debate. Veja os bastidores em zhora.co/debatelaurna. E, para completar a cobertura, a seção “É isso mesmo?” fez um tira-teima das promessas
e declarações dos candidatos.

Para o dia 26, está programada a estreia da série de reportagens e vídeos sobre os desafios que Caxias do Sul, Pelotas, Canoas, Santa Maria e Gravataí – os cinco maiores colégios eleitorais depois de Porto Alegre – enfrentam. Para retratar essa realidade, cinco repórteres foram até essas cidades para ouvir líderes e eleitores dessas comunidades.

Até o dia 2 de outubro, data do primeiro turno da eleição, ZH, em todas as suas plataformas, estará dedicada a ajudar o eleitor a fiscalizar e a escolher de forma consciente os melhores representantes para a sua cidade. Para isso, programas de governo serão confrontados com a realidade e candidatos serão questionados sobre suas promessas.

Uma lenda urbana

13 de agosto de 2016 0

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Bem no meio da Redação, há três monitores sempre ligados. Dois deles mostram a audiência online de ZH. Na sexta-feira de manhã, um fenômeno aconteceu: a reportagem “Quem é e o que faz a detetive Aline”, publicada minutos antes, alcançou uma audiência extraordinária, ultrapassando inclusive a audiência da capa do site, marca que nenhuma pauta costuma atingir.
Detetive Aline: quem viu esse cartaz em um poste de Porto Alegre ou do Litoral e não ficou se perguntando quem era e em que casos misteriosos trabalhava? Pois a repórter Larissa Roso decidiu descobrir.

– Liguei numa quinta-feira para a detetive. Marcamos na segunda-feira, no estacionamento do Strip Center. Eu estava com o Cruz, o motorista, num carro sem logotipo da Zero Hora. Eu disse brincando para o Cruz: “Se ela for boa, terá que me descobrir aqui no estacionamento, saber quem eu sou”. Nesse instante, Aline parou o seu carro ao lado do nosso.
Durante três dias, Larissa rodou pela Região Metropolitana com Aline e seu marido (eles trabalham em dupla), num carro com película muito escura nos vidros.

– A cada dia, eles marcavam de me pegar em um lugar, perto de alguma campana que iriam fazer. Eu ficava esperando, daí parava aquele carro de vidros escuros e abria-se a porta de trás para eu entrar. Parecia coisa de filme. Eu não dava conta de anotar todas as histórias, porque Aline conta uma atrás da outra. E tem o celular lotado de flagrantes em vídeo.
Em um desses dias, Larissa chegou à Redação e desabafou com o editor-chefe Nilson Vargas:
– Estou me sentindo mal, experimentando a sensação de estar espiando a vida secreta das pessoas. Eu não deveria estar olhando isso, não deveria saber essas coisas.
– Então a matéria está com a pessoa certa – acalmou o Nilson.
Sem interesse em desmascarar ninguém, Larissa retirou da reportagem qualquer referência que pudesse identificar os investigados:
– Não poderíamos quebrar o sigilo que ela promete a seus clientes.
No último dia da apuração, o fotógrafo Júlio Cordeiro foi junto e registrou imagens da detetive em campo, também sem identificá-la.
– As pessoas acham que Aline é uma lenda urbana, ou uma garota de programa, ou um código para algo proibido, como uma clínica de aborto – conta Larissa.

Ficou curioso? Confira toda a reportagem no caderno DOC.

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Nas ondas do Rio

06 de agosto de 2016 0

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Mesmo sem areia ou mar, um pedaço do Rio de Janeiro instalou-se bem no meio da Redação de Zero Hora. Volta e meia, ouve-se alguém chamando um colega: “Pode vir aqui no calçadão de Copacabana, por favor?”.

Como assim?

Tudo começou quando Rafael Ocaña, nosso chefe da Diagramação, resolveu recriar, para o projeto gráfico de ZH que você vê todo dia no jornal, as ondinhas do calçadão da famosa praia carioca, com as cores da Olimpíada.

O design de Ocaña inspirou o cenário criado por Gustavo Bulow, coordenador de Arte da RBS TV, e pronto: Diego Araujo, nosso editor de Esporte, passou a chamar o lugar de Nossa Copacabana.

Desde cedo da madrugada até depois da meia-noite, mesmo sem samba, é o local mais agitado da Zero Hora.

– O ritmo começou frenético desde o início da semana olímpica. O resultado que já percebemos nesses primeiros dias é que a integração entre os veículos da RBS está funcionando de uma maneira incrível! Os enviados especiais estão mandando conteúdo para todas as plataformas, a “cozinha” aqui na Redação está alinhada e publicando para os sites de ZH e Gaúcha, Octo está aproveitando toda esta produção. Enfim, medalha de ouro em integração já nesta primeira semana! – avalia Débora Pradella, editora de Olimpíada em ZH.

Central Olímpica transporta jornalistas para ambiente do Rio. Só falta o chope

Central Olímpica transporta jornalistas para ambiente do Rio. Só falta o chope

Na verdadeira Copacabana, o colunista Marcos Piangers e o fotógrafo Anderson Fetter correm de um lado para o outro de uma cidade engarrafada, tentando entender o Brasil que recebe os Jogos. Você já assistiu aos vídeos da dupla? Estão demais! Pare tudo agora e assista.

Para a semana que vem, Piangers promete muita diversão:

– Temos um vídeo muito interessante: usamos o aplicativo de paqueras Tinder no meio da Vila Olímpica e descobrimos vários atletas usando o App. O que estamos percebendo é que, apesar de todas as dificuldades estruturais e de organização, os estrangeiros amam o clima descontraído da Cidade Maravilhosa – conta Piangers.

  Fetter e Piangers ora são confundidos com gringos, ora são chamados de irmãos no Rio. Eles não são mesmo parecidos?


Fetter e Piangers ora são confundidos com gringos, ora são chamados de irmãos no Rio. Eles não são mesmo parecidos?

Na tarde de sexta-feira, Marcelo Rech, vice-presidente Editorial da RBS e coordenador de toda a cobertura de Olimpíada no Grupo, me ligou de dentro do Maracanã, já na expectativa da abertura dos Jogos, à noite.

– Provavelmente, não veremos por gerações um evento dessas proporções no Brasil. Sentimos aqui que somos mais do que responsáveis em levar ao público uma cobertura completa e diferenciada – ele disse. E me passou uma mensagem que o presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, recém havia mandado para a equipe de cobertura da Olimpíada por WhatsApp: “Boa sorte por aí e fala para a turma que estamos todos muito orgulhosos e acompanhando com um superentusiasmo este momento”.

A inspiração do esporte

30 de julho de 2016 0

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– Tudo bem? – cumprimentou-me na terça de tarde um cara de uns dois metros de altura sentado justo a meu lado, na primeira fila.

– Tudo bem, como é que vai? – respondi automaticamente, ainda absorta no meu computador, quando vi que era o Paulão, craque do vôlei brasileiro, ouro na Olimpíada de Barcelona de 1992. O Paulão! Peço um autógrafo? Agradeço a ele, como brasileira, tantos feitos e medalhas? Que emoção e orgulho. Embora seja nosso colunista desde janeiro, comentando assunto dos Jogos, ainda não o tinha encontrado.

Começava, na sede do Grupo RBS, num seminário interno, a preparação final para o time de colunistas, comentaristas, enviados especiais, editores, repórteres, fotógrafos, dezenas de colaboradores que, na próxima semana, iniciam a intensa jornada de Olimpíada. Só naquela reunião, havia quase 70 pessoas. Enviados ao Rio de Janeiro e sedes da seleção masculina de futebol serão 17. Entre eles, o próprio Paulão, David Coimbra, Marcos Piangers, Diogo Olivier, José Alberto Andrade, da Rádio Gaúcha, e Alice Bastos Neves, da RBS TV.

Planejada há mais de um ano, a cobertura da RBS pretende dar um show na TV, no rádio, no jornal, na internet. Nosso vice-presidente Editorial, Marcelo Rech, coordenador da cobertura olímpica, lembrou que desde a década de 60 a RBS se destaca em Copas do Mundo ou Olimpíadas: “Nessa longa experiência de grandes coberturas esportivas, a essência da RBS é fazer algo diferente. Nosso público identifica-se com a visão que nossos enviados especiais transmitem. Eles trazem uma familiaridade, um olhar de alguém próximo, aqui do Rio Grande do Sul, sobre o evento”.

A cobertura é multimídia, e o público se beneficiará disso: Alice Bastos Neves, por exemplo, normalmente vista somente na televisão, escreverá no jornal; David Coimbra seguirá no Timeline, na Rádio Gaúcha, e na coluna diária em ZH, além de contribuir para os sites dos veículos. Marcos Piangers participará da programação das rádios Gaúcha e Atlântida e também terá vídeos veiculados em ZH, Gaúcha e Octo. E assim por diante. Os conteúdos irão muito além do esporte. Mesmo quem não se interessa por esta ou aquela modalidade terá muita coisa para ler, ver e ouvir, com todo o entorno da Olimpíada que nossos jornalistas mostrarão.

Em Zero Hora, trazemos nesta edição um caderno DOC com 24 páginas sobre o evento e detalhes a respeito da cobertura. Débora Pradella, editora responsável pela Olimpíada em ZH, comenta:

– Estamos preparando uma cobertura completa em todas as plataformas. Teremos um caderno diário
que começa a ser veiculado na quarta-feira, 3 de agosto. No digital, o leitor pode acessar zhora.co/olimpiada2016 e acompanhar em tempo real quadro de medalhas, calendário, vídeos e as últimas notícias. Além dos nossos jornalistas, vamos contar com a participação de padrinhos em cada esporte, como o Paulão, que trarão suas experiências nas modalidades para analisar os resultados do Time Brasil.

A descontraída reunião de terça se encerrou com palmas para Paulão. Palmas de orgulho e de admiração
que atletas como ele e tantos outros provocarão não só no time de jornalistas da RBS, mas em todos os brasileiros nesta grande inspiração que é uma Olimpíada.

Nossa marca, nossa alma

23 de julho de 2016 0

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Para você, que está neste momento lendo o jornal, o que é a Zero Hora?

Nos últimos meses, o pessoal aqui da ZH questionou de verdade: o que é a Zero Hora e o que ela quer ser? Os que trabalham com marketing chamam isso de “posicionamento”. Mas também pode-se dizer que é a alma.
Pense nas motos Harley Davidson: aventura, liberdade, rebeldia. É o cerne da marca. Pense nos celulares ou computadores da Apple: o que vem à cabeça? Design, inovação, tecnologia. Posicionamento é isso. É o que a marca representa, a expressão do seu propósito. Então, voltando para a ZH. Qual a nossa alma?
Nossa vida é entender os gaúchos. E estamos ao lado desse povo para construir um Estado melhor. Acreditamos que contribuímos para isso fazendo jornalismo profissional. Nosso posicionamento se resume numa frase linda e forte. Veja se você gosta tanto quanto eu gostei:

Zero Hora. Perto para entender. Junto para transformar.

Na última segunda-feira, foi mostrado na Redação e em todas as áreas da empresa o vídeo que retrata o propósito da marca: a essência do que nós somos e o nosso compromisso com a sociedade. Dias antes dessa apresentação, o Marcelo Leite, nosso diretor de Marketing e Produto, me chamou na sala dele para mostrar o vídeo. Assisti em silêncio e, de repente, muitas lágrimas brotaram sem que eu conseguisse segurar. O Leite teve de buscar uma porção de lenços de papel. Sabe quando você faz a vida inteira, todo dia, uma coisa, e alguém resume isso num filme de dois minutos e pega na veia? Você, que está lendo esta carta, imagine alguém sintetizar num curto filme o que você faz, por que acorda todo dia, qual o seu propósito, qual a sua marca, a sua razão de existir. Não tem como não gastar todos os lenços do Marcelo Leite!

Quer assistir ao vídeo de que estou falando? Clique aqui.

Esse filme abre a primeira fase da campanha de posicionamento da marca Zero Hora. Depois, virão anúncios na TV, no jornal, no rádio e nas plataformas digitais. Nas redes sociais, nossos comunicadores já estão compartilhando o link.
Mas como isso vai impactar os leitores? É a renovação do nosso compromisso com o público. Se trabalharmos direitinho, reposicionar a marca vai resultar num jornal que esteja mais a seu lado, que entenda melhor o que você quer e do que precisa, que vibre com suas emoções e que construa, junto, uma vida e um Rio Grande do Sul melhores. Com jornalismo forte, independente, plural, responsável e comprometido com a sociedade.