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Posts na categoria "Carta do Editor"

Decisão responsável

20 de agosto de 2016 0

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Em apenas seis semanas, você, eu e mais 8,36 milhões de eleitores do Rio Grande do Sul teremos de digitar na urna eletrônica os números dos nossos escolhidos para a Câmara de Vereadores e para gerenciar o município pelos próximos quatro anos. Mais do que nunca, em meio a esta crise política e econômica, com falta de recursos por todos os lados, cresce a responsabilidade do eleitor. Apesar de o fim de semana ainda ser de Olimpíada, esta edição já dá uma virada importante rumo às eleições.

No caderno DOC, você vai encontrar a reportagem “Um voto maduro”, na qual a repórter Juliana Bublitz, especialista em esmiuçar e traduzir números, faz uma radiografia dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostra a evolução do eleitorado no Rio Grande do Sul.

Juliana concluiu que, desde a disputa municipal de 2000, a quantidade de votantes com mais de 45 anos cresceu nada menos do que 51,6% no Estado – o equivalente a uma Porto Alegre inteira –, com destaque para o segmento acima dos 60 anos. No mesmo período, a faixa mais jovem, com até
24 anos, caiu 14,6%.

Na prática, o eleitorado está envelhecendo e ficando mais experiente na hora de fazer a sua escolha. A mudança de perfil em curso, segundo pesquisadores ouvidos pela jornalista de ZH, tende a se acentuar nos próximos anos e deve se refletir nas campanhas e nas propostas de quem busca a vitória nas urnas. Não só o eleitor deve prestar atenção nos números apresentados, mas todo candidato que sonha em se eleger.

Para facilitar a sua vida, as estatísticas estão disponíveis em ZH Dados – Eleições 2016, lançado em julho por ZH, com um raio X das finanças dos municípios do Rio Grande do Sul. Desde então, o selo passou a identificar todas as reportagens produzidas com base na compilação e análise de grandes volumes de informações, sejam públicas ou privadas.

A semana teve outra iniciativa relevante ligada às eleições. Na terça-feira, dia que marcou o início da campanha eleitoral nas ruas e nas redes sociais, a Rádio Gaúcha realizou o primeiro debate dos candidatos a prefeito em Porto Alegre e em Caxias, assim como uma série de entrevistas em Santa Maria.

O site de ZH acompanhou o debate na Capital, com análise, interpretação e certificação de promessas. Tão logo terminou o programa, o apresentador Daniel Scola e a colunista Rosane de Oliveira fizeram uma transmissão ao vivo em vídeo pelo Facebook analisando os principais momentos desse embate. Em outros três vídeos, jornalistas analisaram o que os concorrentes disseram sobre política, obras e finanças (veja em zhora.co/debaterosane, zhora.co/debatemuzell e zhora.co/debatejuliana).

Um quinto vídeo marcou a estreia do La Urna nestas eleições. Comandado pelo colunista Paulo Germano, o programa mostrou o que aconteceu por trás dos microfones durante duas horas de debate. Veja os bastidores em zhora.co/debatelaurna. E, para completar a cobertura, a seção “É isso mesmo?” fez um tira-teima das promessas
e declarações dos candidatos.

Para o dia 26, está programada a estreia da série de reportagens e vídeos sobre os desafios que Caxias do Sul, Pelotas, Canoas, Santa Maria e Gravataí – os cinco maiores colégios eleitorais depois de Porto Alegre – enfrentam. Para retratar essa realidade, cinco repórteres foram até essas cidades para ouvir líderes e eleitores dessas comunidades.

Até o dia 2 de outubro, data do primeiro turno da eleição, ZH, em todas as suas plataformas, estará dedicada a ajudar o eleitor a fiscalizar e a escolher de forma consciente os melhores representantes para a sua cidade. Para isso, programas de governo serão confrontados com a realidade e candidatos serão questionados sobre suas promessas.

Uma lenda urbana

13 de agosto de 2016 0

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Bem no meio da Redação, há três monitores sempre ligados. Dois deles mostram a audiência online de ZH. Na sexta-feira de manhã, um fenômeno aconteceu: a reportagem “Quem é e o que faz a detetive Aline”, publicada minutos antes, alcançou uma audiência extraordinária, ultrapassando inclusive a audiência da capa do site, marca que nenhuma pauta costuma atingir.
Detetive Aline: quem viu esse cartaz em um poste de Porto Alegre ou do Litoral e não ficou se perguntando quem era e em que casos misteriosos trabalhava? Pois a repórter Larissa Roso decidiu descobrir.

– Liguei numa quinta-feira para a detetive. Marcamos na segunda-feira, no estacionamento do Strip Center. Eu estava com o Cruz, o motorista, num carro sem logotipo da Zero Hora. Eu disse brincando para o Cruz: “Se ela for boa, terá que me descobrir aqui no estacionamento, saber quem eu sou”. Nesse instante, Aline parou o seu carro ao lado do nosso.
Durante três dias, Larissa rodou pela Região Metropolitana com Aline e seu marido (eles trabalham em dupla), num carro com película muito escura nos vidros.

– A cada dia, eles marcavam de me pegar em um lugar, perto de alguma campana que iriam fazer. Eu ficava esperando, daí parava aquele carro de vidros escuros e abria-se a porta de trás para eu entrar. Parecia coisa de filme. Eu não dava conta de anotar todas as histórias, porque Aline conta uma atrás da outra. E tem o celular lotado de flagrantes em vídeo.
Em um desses dias, Larissa chegou à Redação e desabafou com o editor-chefe Nilson Vargas:
– Estou me sentindo mal, experimentando a sensação de estar espiando a vida secreta das pessoas. Eu não deveria estar olhando isso, não deveria saber essas coisas.
– Então a matéria está com a pessoa certa – acalmou o Nilson.
Sem interesse em desmascarar ninguém, Larissa retirou da reportagem qualquer referência que pudesse identificar os investigados:
– Não poderíamos quebrar o sigilo que ela promete a seus clientes.
No último dia da apuração, o fotógrafo Júlio Cordeiro foi junto e registrou imagens da detetive em campo, também sem identificá-la.
– As pessoas acham que Aline é uma lenda urbana, ou uma garota de programa, ou um código para algo proibido, como uma clínica de aborto – conta Larissa.

Ficou curioso? Confira toda a reportagem no caderno DOC.

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Nas ondas do Rio

06 de agosto de 2016 0

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Mesmo sem areia ou mar, um pedaço do Rio de Janeiro instalou-se bem no meio da Redação de Zero Hora. Volta e meia, ouve-se alguém chamando um colega: “Pode vir aqui no calçadão de Copacabana, por favor?”.

Como assim?

Tudo começou quando Rafael Ocaña, nosso chefe da Diagramação, resolveu recriar, para o projeto gráfico de ZH que você vê todo dia no jornal, as ondinhas do calçadão da famosa praia carioca, com as cores da Olimpíada.

O design de Ocaña inspirou o cenário criado por Gustavo Bulow, coordenador de Arte da RBS TV, e pronto: Diego Araujo, nosso editor de Esporte, passou a chamar o lugar de Nossa Copacabana.

Desde cedo da madrugada até depois da meia-noite, mesmo sem samba, é o local mais agitado da Zero Hora.

– O ritmo começou frenético desde o início da semana olímpica. O resultado que já percebemos nesses primeiros dias é que a integração entre os veículos da RBS está funcionando de uma maneira incrível! Os enviados especiais estão mandando conteúdo para todas as plataformas, a “cozinha” aqui na Redação está alinhada e publicando para os sites de ZH e Gaúcha, Octo está aproveitando toda esta produção. Enfim, medalha de ouro em integração já nesta primeira semana! – avalia Débora Pradella, editora de Olimpíada em ZH.

Central Olímpica transporta jornalistas para ambiente do Rio. Só falta o chope

Central Olímpica transporta jornalistas para ambiente do Rio. Só falta o chope

Na verdadeira Copacabana, o colunista Marcos Piangers e o fotógrafo Anderson Fetter correm de um lado para o outro de uma cidade engarrafada, tentando entender o Brasil que recebe os Jogos. Você já assistiu aos vídeos da dupla? Estão demais! Pare tudo agora e assista.

Para a semana que vem, Piangers promete muita diversão:

– Temos um vídeo muito interessante: usamos o aplicativo de paqueras Tinder no meio da Vila Olímpica e descobrimos vários atletas usando o App. O que estamos percebendo é que, apesar de todas as dificuldades estruturais e de organização, os estrangeiros amam o clima descontraído da Cidade Maravilhosa – conta Piangers.

  Fetter e Piangers ora são confundidos com gringos, ora são chamados de irmãos no Rio. Eles não são mesmo parecidos?


Fetter e Piangers ora são confundidos com gringos, ora são chamados de irmãos no Rio. Eles não são mesmo parecidos?

Na tarde de sexta-feira, Marcelo Rech, vice-presidente Editorial da RBS e coordenador de toda a cobertura de Olimpíada no Grupo, me ligou de dentro do Maracanã, já na expectativa da abertura dos Jogos, à noite.

– Provavelmente, não veremos por gerações um evento dessas proporções no Brasil. Sentimos aqui que somos mais do que responsáveis em levar ao público uma cobertura completa e diferenciada – ele disse. E me passou uma mensagem que o presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, recém havia mandado para a equipe de cobertura da Olimpíada por WhatsApp: “Boa sorte por aí e fala para a turma que estamos todos muito orgulhosos e acompanhando com um superentusiasmo este momento”.

A inspiração do esporte

30 de julho de 2016 0

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– Tudo bem? – cumprimentou-me na terça de tarde um cara de uns dois metros de altura sentado justo a meu lado, na primeira fila.

– Tudo bem, como é que vai? – respondi automaticamente, ainda absorta no meu computador, quando vi que era o Paulão, craque do vôlei brasileiro, ouro na Olimpíada de Barcelona de 1992. O Paulão! Peço um autógrafo? Agradeço a ele, como brasileira, tantos feitos e medalhas? Que emoção e orgulho. Embora seja nosso colunista desde janeiro, comentando assunto dos Jogos, ainda não o tinha encontrado.

Começava, na sede do Grupo RBS, num seminário interno, a preparação final para o time de colunistas, comentaristas, enviados especiais, editores, repórteres, fotógrafos, dezenas de colaboradores que, na próxima semana, iniciam a intensa jornada de Olimpíada. Só naquela reunião, havia quase 70 pessoas. Enviados ao Rio de Janeiro e sedes da seleção masculina de futebol serão 17. Entre eles, o próprio Paulão, David Coimbra, Marcos Piangers, Diogo Olivier, José Alberto Andrade, da Rádio Gaúcha, e Alice Bastos Neves, da RBS TV.

Planejada há mais de um ano, a cobertura da RBS pretende dar um show na TV, no rádio, no jornal, na internet. Nosso vice-presidente Editorial, Marcelo Rech, coordenador da cobertura olímpica, lembrou que desde a década de 60 a RBS se destaca em Copas do Mundo ou Olimpíadas: “Nessa longa experiência de grandes coberturas esportivas, a essência da RBS é fazer algo diferente. Nosso público identifica-se com a visão que nossos enviados especiais transmitem. Eles trazem uma familiaridade, um olhar de alguém próximo, aqui do Rio Grande do Sul, sobre o evento”.

A cobertura é multimídia, e o público se beneficiará disso: Alice Bastos Neves, por exemplo, normalmente vista somente na televisão, escreverá no jornal; David Coimbra seguirá no Timeline, na Rádio Gaúcha, e na coluna diária em ZH, além de contribuir para os sites dos veículos. Marcos Piangers participará da programação das rádios Gaúcha e Atlântida e também terá vídeos veiculados em ZH, Gaúcha e Octo. E assim por diante. Os conteúdos irão muito além do esporte. Mesmo quem não se interessa por esta ou aquela modalidade terá muita coisa para ler, ver e ouvir, com todo o entorno da Olimpíada que nossos jornalistas mostrarão.

Em Zero Hora, trazemos nesta edição um caderno DOC com 24 páginas sobre o evento e detalhes a respeito da cobertura. Débora Pradella, editora responsável pela Olimpíada em ZH, comenta:

– Estamos preparando uma cobertura completa em todas as plataformas. Teremos um caderno diário
que começa a ser veiculado na quarta-feira, 3 de agosto. No digital, o leitor pode acessar zhora.co/olimpiada2016 e acompanhar em tempo real quadro de medalhas, calendário, vídeos e as últimas notícias. Além dos nossos jornalistas, vamos contar com a participação de padrinhos em cada esporte, como o Paulão, que trarão suas experiências nas modalidades para analisar os resultados do Time Brasil.

A descontraída reunião de terça se encerrou com palmas para Paulão. Palmas de orgulho e de admiração
que atletas como ele e tantos outros provocarão não só no time de jornalistas da RBS, mas em todos os brasileiros nesta grande inspiração que é uma Olimpíada.

Nossa marca, nossa alma

23 de julho de 2016 0

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Para você, que está neste momento lendo o jornal, o que é a Zero Hora?

Nos últimos meses, o pessoal aqui da ZH questionou de verdade: o que é a Zero Hora e o que ela quer ser? Os que trabalham com marketing chamam isso de “posicionamento”. Mas também pode-se dizer que é a alma.
Pense nas motos Harley Davidson: aventura, liberdade, rebeldia. É o cerne da marca. Pense nos celulares ou computadores da Apple: o que vem à cabeça? Design, inovação, tecnologia. Posicionamento é isso. É o que a marca representa, a expressão do seu propósito. Então, voltando para a ZH. Qual a nossa alma?
Nossa vida é entender os gaúchos. E estamos ao lado desse povo para construir um Estado melhor. Acreditamos que contribuímos para isso fazendo jornalismo profissional. Nosso posicionamento se resume numa frase linda e forte. Veja se você gosta tanto quanto eu gostei:

Zero Hora. Perto para entender. Junto para transformar.

Na última segunda-feira, foi mostrado na Redação e em todas as áreas da empresa o vídeo que retrata o propósito da marca: a essência do que nós somos e o nosso compromisso com a sociedade. Dias antes dessa apresentação, o Marcelo Leite, nosso diretor de Marketing e Produto, me chamou na sala dele para mostrar o vídeo. Assisti em silêncio e, de repente, muitas lágrimas brotaram sem que eu conseguisse segurar. O Leite teve de buscar uma porção de lenços de papel. Sabe quando você faz a vida inteira, todo dia, uma coisa, e alguém resume isso num filme de dois minutos e pega na veia? Você, que está lendo esta carta, imagine alguém sintetizar num curto filme o que você faz, por que acorda todo dia, qual o seu propósito, qual a sua marca, a sua razão de existir. Não tem como não gastar todos os lenços do Marcelo Leite!

Quer assistir ao vídeo de que estou falando? Clique aqui.

Esse filme abre a primeira fase da campanha de posicionamento da marca Zero Hora. Depois, virão anúncios na TV, no jornal, no rádio e nas plataformas digitais. Nas redes sociais, nossos comunicadores já estão compartilhando o link.
Mas como isso vai impactar os leitores? É a renovação do nosso compromisso com o público. Se trabalharmos direitinho, reposicionar a marca vai resultar num jornal que esteja mais a seu lado, que entenda melhor o que você quer e do que precisa, que vibre com suas emoções e que construa, junto, uma vida e um Rio Grande do Sul melhores. Com jornalismo forte, independente, plural, responsável e comprometido com a sociedade.

Atenção, alunos e professores

16 de julho de 2016 1

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Todos os anos, durante cinco dias, a Redação de Zero Hora recebe um grupo de cinco estudantes de Jornalismo de universidades gaúchas. São os vitoriosos do Primeira Pauta, um projeto que garimpa talentos e ajuda a qualificá-los para o mercado ao concluírem a faculdade. O processo começa em maio, quando jornalistas de ZH visitam os cursos, trocam ideias sobre desafios da profissão e lançam o projeto. Os estudantes – dezenas deles – se inscrevem, produzem um conteúdo proposto pelo jornal e 15 são selecionados para a penúltima etapa, de onde saem os cinco vitoriosos.

Na Redação, eles mergulham em pautas, apuração, texto, edição, captação de imagem e outras tarefas. Participam de reuniões, acompanham equipes que saem a campo e ganham a missão de produzir um conteúdo jornalístico multiplataforma, sob supervisão de editores. Não há um grande campeão. Todos são vencedores, incluindo nós, jornalistas, que crescemos com a convivência e experimentamos o novo e entusiasmado oxigênio dos primeiras-pautas.
O programa se repete desde 2009. Muitos dos que pisaram na Redação como estudantes selecionados hoje são contratados de Zero Hora ou de outros veículos do Grupo RBS. Então, vale o alerta do título deste texto: atenção, alunos e professores, inscrições ao Primeira Pauta 2016 vão até 18 de agosto.

 

Jornalismo e parceria – As redações de Zero Hora, Rádio Gaúcha e Diário Gaúcho ficam no prédio da esquina das avenidas Ipiranga e Erico Verissimo. Mais do que o endereço, as centenas de jornalistas destes veículos são unidos por paixão, profissionalismo e ideais. Queremos fazer bem feito e ajudar a sociedade a avançar, mesmo ao tratarmos de assuntos espinhosos e desagradáveis de ler, ver e ouvir. Uma prova disso foi dada na manhã da última segunda-feira, quando zh.com.br e Rádio Gaúcha veicularam a reportagem “Dinheiro pelo bueiro”. Resultado de cinco meses de investigação da jornalista Adriana Irion, de ZH, o trabalho escancarou o superfaturamento na cobrança dos serviços feitos pela empresa JD Construções ao Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), ligado à prefeitura da Capital.

A divulgação teve efeito imediato em duas direções: de um lado, leitores e ouvintes enviando uma avalanche de queixas dos maus serviços do DEP e dando novos indícios de irregularidades; de outro, um corre-corre na prefeitura para apurar responsabilidades, afastar envolvidos e tentar colocar em ordem o que há tanto tempo não está.
O jornalismo faz (ou força) as coisas melhorarem.

 

Que sexta-feira! – Para aspirantes ao Primeira Pauta e veteranos como Adriana Irion, a sexta-feira foi um dia cheio de ensinamentos na Redação de Zero Hora. Começamos repercutindo os atentados na França com seus impactos no Brasil olímpico e terminamos com o golpe na Turquia, que nos desafia a colocar um enviado especial na tensa Istambul nas próximas horas para continuarmos informando os leitores durante o fim de semana. Monotonia zero!

 

Receba notícias pelo e-mail

09 de julho de 2016 0

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Você já assinou as newsletters de Zero Hora? Não? Vou te contar: são o maior sucesso. Funciona assim: você acessa a página e marca quais as newsletters quer receber. Tem 14 diferentes. Eu marquei para receber todas! Tem os destaques da manhã, com tudo o que você precisa saber para sair de casa bem informado, tem os destaques do editor (essa é a minha, mando para você ao meio-dia tudo o que está acontecendo de mais importante), tem do caderno Viagem, que eu adoro, tem de Grêmio e Inter… Vá lá e escolha, e depois me diga o que achou. Hoje estamos publicando na página 18 uma explicação bem detalhada desse novo serviço de ZH para seus leitores.

Troca de figurinhas
Em busca de sempre elevar a qualidade do jornalismo, ZH criou no ano passado um evento chamado “Em Pauta ZH – Debates sobre Jornalismo” e um outro momento interno da redação de compartilhamento de experiências e novidades, inspirados no TED, o famoso evento de inovação que não dura mais de 20 minutos. Já recebemos no “Em Pauta ZH” jornalistas renomados como Caco Barcellos ou Eliane Brum, repórteres combativos e megapremiados como Adriana Carranca e Mauri König, ou dirigentes de grandes redações, como Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha de S. Paulo.

ascaniopaulaNa quarta-feira, recebemos, com casa cheia e fila de espera para conseguir uma vaga, Ascânio Seleme, diretor de Redação de O Globo, um dos mais relevantes jornais do país. E, na quinta-feira, tivemos momento tipo TED na Redação para ouvir Paula Minozzo, nossa repórter que foi passar dois meses nos EUA aprendendo mil coisas sobre comunicação digital.

Paula voltou muito empolgada, depois de visitar gigantes como Huffington Post, Washington Post, Facebook, The Atlantic, NPR, USA Today, entre outras. Essa troca de figurinhas e aprimoramento constante faz parte da cultura de ZH. Com jornalistas melhor preparados, queremos entregar um jornalismo de maior qualidade para você.

Troca de cadeiras

juliaA partir desta segunda-feira, a coluna Rede Social, no Segundo Caderno e na Revista Donna, passa a ser assinada pela jornalista Júlia Alves, que integra a equipe desde a criação dessa seção, em 2013. Júlia assume o lugar de Fernanda Pandolfi, que deixa o Grupo RBS para empreender, iniciando em breve um projeto pessoal. Em mais de dois anos, Júlia foi o braço direito de Fernanda, estando envolvida nos principais projetos da coluna. O time da coluna segue contando ainda com a fotógrafa Andrea Graiz e a assistente Jéssica Nakamura.

Leitor, eleitor

02 de julho de 2016 0

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Você está ligado nas eleições municipais deste ano? Antes que torça (ou feche) o nariz para o assunto, deixe eu contar algumas coisas.
Há horas, a gente vem discutindo aqui no jornal, nas reuniões do Comitê Editorial ou nos encontros de editores, o que fazer nesta eleição em termos de cobertura. O assunto, embora já estejamos em julho, ainda não contagiou as rodas de conversa ou a mídia: a descrença na política nunca foi tão forte. Há dois anos afundado na Lava-Jato, com uma presidente afastada correndo risco de impeachment, o Brasil todo está farto de políticos. Para complicar ainda mais, a campanha será muito mais curta e o dinheiro para o financiamento, escasso. Tudo poderia levar o cidadão a querer se afastar ainda mais do assunto.
Só que tem um problema: as eleições municipais têm tudo a ver com a sua vida. Estamos falando, entre outras coisas, do posto de saúde, da rua onde fica sua casa, do IPTU, de mobilidade urbana, de trânsito, de uma cidade que vai se desenvolver ou estagnar, dependendo de quem for escolhido. Neste mês, ocorrem as convenções que vão definir quem está no jogo – e é triste, mas tem muita gente boa que não quer nem saber de concorrer, pelas dificuldades econômicas dos municípios ou pela aversão que o tema provoca.
Mais do que nunca, o jornal precisa fazer uma cobertura próxima de você, que o ajude a tomar a melhor decisão, que mostre as prioridades dos eleitores. Não é hora de se omitir, é hora de participar. Queremos que, pelas páginas do jornal e nos meios digitais, sejam discutidas propostas concretas e soluções claras para os grandes problemas dos municípios.

Nesta edição, estamos dando a largada oficial de nossa grande cobertura das eleições de 2016.

A reportagem “À espera de um milagre””, no caderno DOC, de Juliana Bublitz e Marcelo Gonzatto, com fotos de Carlos Macedo, traz uma profunda análise da situação econômica dos 497 municípios gaúchos, a partir do cruzamento deleicoese mais de 5 mil registros contábeis. No site de ZH, um banco de dados elaborado com a ajuda do programador e designer Michel Fontes – chamado de ZH Dados-Eleições 2016 – mapeia os principais indicadores financeiros de cada localidade, permitindo ao usuário saber como estão as contas da sua cidade.
É possível, por exemplo, verificar quanto foi investido em obras e outras melhorias e quanto foi gasto com servidores, saúde e educação. Durante todo o período de cobertura eleitoral, vamos abastecer esse grande manancial de informações, para que o eleitor tenha um panorama claro do local onde mora. As notícias, infelizmente, não são boas.
Os municípios estão com as contas arruinadas, com a crise atingindo de forma mais crítica os pequenos. Esse é o diagnóstico. Agora, começam as discussões sobre como solucionar a difícil realidade. Vamos cobrar dos candidatos propostas claras para enfrentar os problemas. E convidamos você, leitor e eleitor, a participar deste grande debate.

Sensibilidade

25 de junho de 2016 0

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Se você quiser ler só uma reportagem desta edição, vá para o caderno DOC e mergulhe em “Inversão de papéis”, da repórter Larissa Roso e do fotógrafo Júlio Cordeiro. Larissa e Júlio já são conhecidos de vocês, pela premiada reportagem “Últimos desejos”, resultado de um ano de trabalho nos quartos e corredores do Núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, acompanhando pacientes sem chance de cura e seus derradeiros sonhos.

Capaz de se mimetizar no ambiente, com delicadeza, a dupla se torna tão próxima de seus entrevistados, que a vida flui como se a reportagem não estivesse lá. E isso traz para o leitor o que realmente acontece, na intimidade de um quarto de hospital ou dentro da casa de uma família. Desta vez, Larissa e Júlio acompanharam um tema que diz respeito a todos nós: o momento de vida em que filhos invertem papéis e passam a cuidar de seus pais, por velhice, doença ou ambos.

O coração da repórter Larissa é auscultado por Larissa, de 35 anos,  que tem síndrome de Down, sonha em ser médica e ajuda a cuidar  do pai, Donato, 71 anos, que sofre com Alzheimer. Foto: Julio Cordeiro

O coração da repórter Larissa é auscultado por Larissa, de 35 anos, que tem síndrome de Down, sonha em ser médica e ajuda a cuidar do pai, Donato, 71 anos, que sofre com Alzheimer. Foto: Julio Cordeiro

Perguntei à repórter e ao fotógrafo como eles trabalham.
- Meu primeiro contato com os entrevistados significa o mesmo que dizer: “Olá, sou uma pessoa completamente estranha e quero muito conhecer a história de vocês. É fundamental que confiem em mim, tenham paciência e conversem comigo por muitas horas sobre a vida íntima da família”. Um desafio e tanto! Quando a proposta é aceita e a conexão se estabelece, é maravilhoso. O trabalho fica muito rico – diz Larissa.

- Quando chego ao local a ser fotografado, tento mostrar a intenção do registro das imagens, conhecer a rotina, a intimidade. Então, quando não sou mais visto como um estranho, fotografo – conta Júlio.

Reportagens como esta são a matéria-prima do editor Ticiano Osório, responsável pelo caderno DOC:

- Publicamos reportagens desse tipo porque elas são universais e atemporais. Os personagens encontrados pela Larissa e retratados pelo Júlio são singulares e fascinantes, mas também são gente como a gente. Acredito que muitos leitores vão se identificar com suas rotinas, seus dramas, suas reflexões, seus desejos.

Mas não fique só nesse assunto, não. A edição tem muita coisa para ler. Um dos nossos principais conteúdos é traduzir o Brexit, assunto forte da semana que trará repercussões para o mundo todo por muito tempo.

Em Notícias, o repórter José Luís Costa desvenda a trágica morte de cinco pessoas de uma mesma família, ocorrida semanas atrás na zona leste de Porto Alegre. No Donna, um novo olhar das mulheres sobre o mercado da pornografia.
E, no caderno Vida, não perca o guia do frio: como as baixas temperaturas afetam a saúde, a disposição, o humor e até o bolso. Boa leitura e bom fim de semana!

Barbada ZH

18 de junho de 2016 0

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Na quinta-feira à tarde, passei uma hora conversando com a turma do Call Center de Zero Hora. Eu adoro falar com eles. Sabem por quê? Porque esse pessoal ouve todo dia nossos assinantes. Se você ligar para ZH para falar de assinaturas, é com a equipe do Call Center que conversará. Nesses bate-papos, o leitor nos dá muitos retornos. O que está bom no jornal, o que está ruim, se determinada reportagem agradou, se um colunista pisou na bola. O time do Call Center nos manda relatórios diários sobre o que o leitor está dizendo de ZH.

Sabe o que eles me contaram, entre muitas outras coisas? Que o assinante, devido à crise, tem valorizado demais as reportagens e notícias que o ajudam a economizar. ZH já tem, às segundas, o “Encare a Crise”, sempre com um serviço que fala direto com o seu bolso. Mas o assunto, me disse o pessoal do Call Center, tem que estar todo dia no jornal! Não por acaso, nesta semana eu tinha mandado um e-mail para alguns colegas a respeito de um dos relatórios do Call Center dizendo o seguinte:

De: Marta Gleich

Enviado: terça-feira, 14 de junho de 2016 12:52:25

Assunto: Do relatório do call center. Não sei se viram. Algumas observações

Percebam como os leitores falam de coisas que têm a ver com a sua vida real, e não de política, economia ou mundo no sentido macro. Não que não tenhamos de dar assuntos macro, mas o relatório enfatiza como devemos prestar atenção para o jornal útil, que faça sentido para a vida do leitor, em que ele perceba valor. Um jornal que melhora a vida do leitor, que ensina alguma coisa. Estamos recebendo sempre feedbacks de que carreira e grana são assuntos prioritários para nossos assinantes.

Saí da palestra com o Call Center e chamei o Nilson Vargas, nosso editor-chefe. “Precisamos espalhar pelo jornal dicas de como o leitor pode economizar. Vamos criar uma marca para identificar esse material”. No dia seguinte, Nilson providenciou o “selo”, como chamamos a identificação gráfica de um conteúdo. Nesta edição, estreamos a seção abaixo:

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Todo dia, em algum ponto do jornal, haverá pelo menos uma dica. Nesta edição, por exemplo, temos:

-No caderno Fíndi, página 2, três programas gratuitos bem legais para este sábado e domingo.
-No caderno Vida, página 9, uma blitz de testes respiratórios gratuitos no Parque da Redenção.
-Na editoria de Notícias, página 14, dentro da reportagem sobre o mutirão de emprego, vamos mostrar opções de cursos gratuitos para qualificação profissional.
-Na editoria Sua Vida, páginas 28 e 29, dicas para economizar com seus pets.
Além da versão impressa, o conteúdo estará no site zhora.co/barbadazh. No Facebook e no Twitter, as “Barbadas” sempre estarão presentes. E, se você tem uma dica ou sugestão de reportagem, por favor envie pelo e-mail leitor@zerohora.com.br. Você pode ajudar outros leitores a economizar. ZH tem que ser útil. Precisa estar conectada com seu assinante e com este momento de crise econômica. Queremos estar a seu lado para, juntos, sairmos dessa complexa fase do Estado e do país.