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Posts na categoria "Carta do Editor"

Dia D, de domingo

15 de agosto de 2015 1

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Quanto mais avança a crise política no país, menos indiferentes estão os leitores. As posições são cada vez mais claras: tem gente que apoia Dilma incondicionalmente. Outros não estão contentes com ela, mas não acham que seja caso de impeachment. Um terceiro grupo quer que ela deixe a Presidência da República, para Temer assumir. E há, ainda, aqueles que sugerem sua saída, com convocação de novas eleições. Só se fala disso.

Em que quadrante você se encaixa?

O que vai fazer neste domingo, considerado um dia decisivo para o governo Dilma, com manifestações marcadas para diversas cidades?

Pensando em ajudar o leitor a se encontrar neste cenário, Zero Hora preparou a reportagem especial desta edição e um teste político (confira às páginas 11 a 14 ou clique aqui).

– Neste momento de extrema fragilidade política, ZH trata o assunto com a dimensão que merece, mas com isenção, responsabilidade, serenidade e sem paixões – pondera a editora Dione Kuhn, responsável pela editoria de Notícias, onde são publicados os assuntos de política e economia.

– Pensamos em fazer o teste de posicionamento político para aquele leitor que não está bem definido. Há aqueles que vão para a rua hoje protestar, ou que já vêm manifestando sua opinião claramente em redes sociais. Mas e aqueles que acordarem neste domingo e pensarem “onde eu me enquadro nesta confusão?”. É para esses que produzimos o teste, que pode até ter um formato lúdico, mas que formula perguntas muito sérias – explica o subeditor de Notícias, Leandro Fontoura.

– Nossa cobertura não tem tom alarmista, não reproduz previsões catastróficas: a situação é grave por si só – avalia Dione. Toda a cobertura da crise é embasada em fatos e fontes com credibilidade. É papel do jornal traçar cenários, interpretar fatos e ficar atento à subida e à descida do termômetro da crise. Este domingo será o dia D do governo, um termômetro do que virá pela frente. O futuro do governo Dilma passa por este domingo. E ZH está atenta a isso, terá repórteres na rua, com equipe que irá tuitar, fazer vídeos e atualizar o site a todo momento.

Os jornalistas de Zero Hora cobrem esta grave crise política prestando atenção em todos os lados, captando os anseios da população, informando tudo o que está ocorrendo, com equilíbrio, para que você tire as suas conclusões e ajude a encontrar saídas para o país. Então, qual é a sua posição neste momento?

Imagens em movimento

08 de agosto de 2015 0

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A Redação de Zero Hora tornou-se uma usina de produção de vídeos: foram mais de 450 em julho, ou 15 por dia, publicados nas plataformas digitais de ZH. O número triplicou em sete meses. Em uma revolução que se repete nos principais jornais do mundo, o que era exclusividade de emissoras de TV virou rotina entre jornalistas mais voltados para textos e fotos. Por quê? Simples: porque cada vez mais consome-se informação em formato de vídeos, seja no desktop ou nos smartphones.

O processo começa na reunião de pauta, como explica o editor de Produção de ZH, Rodrigo Lopes:

– Vídeos ocupam boa parte do tempo das discussões. Não raro, começamos a construção dos conteúdos que teremos ao longo do dia pelo debate sobre vídeos. Ou seja, a capacidade imagética da pauta conta muito.

Novas funções foram criadas na Redação, e hoje a equipe diretamente envolvida com roteiros, produção e edição de vídeos conta com 10 pessoas em ZH, que se somam ao time de 17 fotógrafos.

– Em décadas passadas, o fotógrafo trazia a imagem sintética do evento. Hoje, ele precisa contar a história também através de imagens em movimento. Antes, cuidava da composição, da luz, do quadro. Hoje, além desses cuidados para uma boa foto, por exemplo, ele precisa ficar atento ao áudio, detalhe fundamental em um bom vídeo jornalístico – relata Jefferson Botega, editor de Imagem.

– Interessante ressaltar que, nesse contexto multimidiático que o jornalismo vive, a nossa Editoria de Fotografia deu lugar a uma Editoria de Imagem, contemplando fotografia, vídeo e inovações de linguagens e narrativas – complementa Bruno Alencastro, editor assistente de Imagem.

Como se tornou prioridade, vídeo não é uma preocupação exclusiva dos fotógrafos. Pode-se dizer, sem exagero, que todo mundo na Redação está envolvido nisso. Editores precisam prever vídeos em seus conteúdos.

Colunistas transmitem suas informações também por vídeos. Webdesigners criam e editam videográficos.

– Para mim, tudo mudou, em termos de vídeo, no dia em que o editor Rodrigo Müzell me pediu um sobre superávit primário, assunto bastante árido. Inacreditavelmente, ele ficou entre os mais vistos. Agora, várias vezes vídeo é a primeira coisa que eu faço. E me orgulho muito quando vão bem, não por mim, mas pelo interesse no assunto – diz a colunista de Economia, Marta Sfredo.

Além dos colunistas, cada vez mais os repórteres gravam vídeos com smartphones, os editam e os entregam prontos, ancorando suas reportagens.

– Fazer vídeos com o iPhone e editar sozinha, da rua mesmo, tem sido uma forma de complementar o texto, construir a história sob outro viés, mais informal, incluindo um pouco dos bastidores – diz a repórter Lara Ely, que tem tido sucesso também nas redes sociais com suas produções. Uma delas, publicada em julho, teve alcance de 1 milhão de pessoas.

Assuntos do dia a dia, como as recentes cheias, são complementados por vídeos da Redação, e também por imagens enviadas pelo público.

– Cobrimos as inundações em todo o Estado com imagens aéreas dos locais atingidos, e também muita colaboração de leitores, levando quem assiste aos vídeos para dentro da notícia – explica o produtor Felipe Costa.

– Além dos conteúdos diários, factuais, estamos investindo em produções diferenciadas, programas especiais e séries. Com a priorização dos vídeos em ZH, um cronograma está em desenvolvimento para garantir entregas que gerem impacto para o leitor, agora também espectador – explica a coordenadora de projetos de ZH, Sabrina Passos. Ela relembra exemplos como a produção Matopiba Tchê, que virou série no programa Campo & Lavoura, da RBSTV, o documentário Inferno na Terra Prometida (sobre os imigrantes haitianos) e a websérie Entra na Sala, protagonizada pela colunista Fernanda Pandolfi.

– Alguns vídeos especiais, como o da reportagem Inferno na Terra Prometida, têm chamado atenção pelo tempo de engajamento das pessoas ao assisti-los: mais de oito minutos, em alguns casos, quebrando o paradigma de que as pessoas só assistem a vídeos curtos na web – assinala Bruno Alencastro. – Ou chamam atenção pelo número de visualizações, como o vídeo da primeira partida com torcida mista no Beira-Rio, que já foi assistido 1,4 milhão de vezes.

Jornalismo em alta

01 de agosto de 2015 0

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Na última semana, Zero Hora estreou o evento “Em Pauta ZH – Debates sobre Jornalismo”.

Você poderá pensar: problema dos jornalistas! O que isso tem a ver com minha vida? E eu respondo: tem muito a ver.
Muito. Jornalismo não é só uma questão que afeta o mundinho de seus profissionais dentro dos limites das quatro paredes de uma redação. O jornalismo – se bem feito, com liberdade de imprensa e profissionais qualificados – fortalece a democracia, desenvolve uma comunidade, assegura voz a todos, capacita o cidadão.

E é por isso que, neste momento em que a comunicação passa por transformações tão profundas, Zero Hora decidiu promover esses debates, na sede da RBS, com transmissão para os quase mil jornalistas da empresa e com convidados especiais: estudantes de jornalismo, professores das universidades da Região Metropolitana e profissionais de comunicação ligados a agências de produção de conteúdo.

A ideia é fomentar o debate, qualificar ainda mais o jornalismo, investir na atividade, trazendo profissionais que se destacam por sua excelência e pela contribuição para a reflexão sobre a atividade. O primeiro evento foi com Leandro Beguoci, editorchefe da F451, empresa que publica o Gizmodo Brasil e a Trivela, e membro do OrbitaLAB, um laboratório de inovação em jornalismo e mídia. ( Se quiser conferir um site especial sobre o evento, veja em zhora.co/empautazh)

Convidamos Beguoci por um texto que publicou recentemente, com grande repercussão em redações, em que ele aponta as grandes oportunidades deste momento da comunicação, desde que o trabalho dos jornalistas realmente seja relevante e tenha impacto em seus públicos. A cada mês, um novo debate será promovido, aprimorando os jornalistas, discutindo como melhorar a qualidade do jornalismo, refletindo como entregar ao leitor um conteúdo de maior relevância e interesse.

Não mate o mensageiro – Nas últimas semanas, profissionais de ZH têm recebido mensagens furiosas de funcionários públicos estaduais, criticando as notícias e opiniões sobre os atrasos e parcelamentos de salários. Entendemos a indignação dos servidores diante das enormes dificuldades que estão enfrentando em suas vidas pessoais ao não receberem em dia. Mas não faz sentido a reação de algumas pessoas, que, ao receberem uma má notícia, se voltam contra quem a publica, como se o jornalista fosse o responsável pelo fato, e não por sua comunicação ao público. Há um provérbio latino que diz “ ne nuntium necare”, ou “ não mate o mensageiro”. Ele só trouxe a informação, não a criou.

Nossos filhos

25 de julho de 2015 0

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O filho arma uma travessura, e o pai decide repreendê-lo. Como? Proibindo-o de ir à escola. Bizarro, inacreditável, mas aconteceu. Não dentro de uma casa convencional, mas num dos abrigos que o poder público mantém na Capital para acolher crianças e adolescentes que este mesmo poder público retirou da família porque viviam sob risco.

A história da garota de 16 anos impedida de ir ao colégio é uma das muitas que a jornalista Adriana Irion conta na reportagem Vítimas de Abrigos. Tem também a da criança reprovada porque frequentou o ano letivo com os documentos do irmão, ou da que ouvia coisas do tipo “o juiz jogou vocês aqui como animais, bandos de loucos que tomam remédios”. Ou, ainda, como descreve a jornalista Fernanda da Costa, na parte final da reportagem, segunda-feira, a do menino violentado por um funcionário que o assediou com frases do tipo: “Eu sei o que teu avô fez contigo, eu sei que tu gosta”.

Cenas que se passaram em locais como o abrigo Quero-Quero, descrito por Adriana Irion como “lúgubre, feio, escuro, úmido, sujo, desorganizado, um lugar que cheira mal”. Calejada em tratar de assuntos pesados em editorias como a de Polícia, a repórter não escondeu seu espanto ao ver a realidade dos abrigos. Confessa isso no vídeo que está em zhora.co/AdrianaIrion, produzido para compartilhar a reportagem nas redes sociais.

Se você é daquelas pessoas mais geladas, que entendem ser esse um problema “dos outros”, pense pelo lado pragmático: com o dinheiro dos seus impostos, o poder público monta uma rede de proteção falha, imperfeita, cheia de buracos por onde as crianças escorrem e vão para as ruas, onde se transformam em bandidos, que roubarão seu carro, ameaçarão as “pessoas de bem” com armas em ataques violentos.

Se, antes desse olhar mais prático, você tem uma percepção, digamos, mais epidérmica para a questão, pense que neste momento crianças estão sendo castigadas pela segunda vez. No jargão técnico, estão sendo revitimizadas. Já sofreram em famílias desestruturadas – tente imaginar a cena de um pai jogando o filho contra um aparelho de TV – e agora padecem em locais ironicamente batizados com nomes como João-de-Barro ou Quero-Quero.

Por onde quer que seja olhada, a reportagem é perturbadora. Um coquetel formado por desleixo, despreparo, desamor e burocracia condena inocentes. Em matéria de cuidado com os pequenos, como bem resume Adriana Irion, temos muito a aprender com o joão-de-barro.

Investimento em reportagem

11 de julho de 2015 0

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No domingo passado, publicamos a reportagem “Últimos Desejos”, fruto de um ano de apuração da repórter Larissa Roso e do fotógrafo Júlio Cordeiro. Em um trecho de um e-mail recebido do leitor Elvis Marchis, resumo a avalanche de comentários que chegou à Redação elogiando o trabalho:

– A reportagem foi a mais sensível, profunda e realista que li em minha vida. Ajuda muito a percebermos nossos desejos mais essenciais e verdadeiros. Sentir-se feliz ficou mais fácil. Elvis, te confesso que passei a semana pensando nessa tua frase: sentir-se feliz ficou mais fácil. Comentei com uma porção de colegas: o que mais se pode desejar, trabalhando numa redação, do que ouvir algo assim de um leitor?

Nesta edição, mudamos totalmente de assunto, mas, novamente, apresentamos ao leitor uma das grandes reportagens do ano, fruto de uma viagem da repórter Joana Colussi e do fotógrafo Tadeu Vilani à mais nova fronteira agrícola do país. A grande maioria das pessoas sequer sabe o que significa essa região, também chamada de Mapito, Bamapito ou Mapitoba. Que confusão!

A ideia surgiu há dois anos, em uma feira agrícola em Ribeirão Preto, quando Joana ouviu do produtor gaúcho Júlio
Cézar Busato, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que gaúchos estavam desbravando a última fronteira agrícola do Brasil, em mais uma de suas históricas colonizações pelo país.

– Desde então, passei a buzinar no ouvido da Gisele Loeblein (editora de Campo e Lavoura) para fazermos a reportagem. Agora, em 2015, o projeto ganhou força com a criação oficial pelo governo da região do MATOPIBA –iniciais de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, conta Joana.

Durante 10 dias, Joana e Tadeu viajaram 3 mil quilômetros pelos quatro Estados, onde encontraram produtores com 100 mil hectares que andam de avião particular, em contraste com boa parte da população, ainda em condições miseráveis. No Piauí, na Vila Nova Santa Rosa, famílias descendentes de alemães, originárias aqui da nossa Santa Rosa, vivem no meio do nada, a 100 quilômetros de estrada de chão do lugar mais próximo. Até 2009, não tinham energia elétrica. Falam de Grêmio e Inter como se estivessem ali na esquina da Rua da Praia. Informam-se das coisas do Rio Grande pela RBSTV via satélite e por zerohora.com. Há menos de duas décadas, quando migraram, dormiam em barracas e tinham que abrir as próprias estradas. Hoje, prósperos, são os senhores do novo polo do agronegócio brasileiro, alcançaram uma boa condição de vida e têm a certeza de que tudo valeu a pena.

Menos tabu, menos agressões, mais debate

27 de junho de 2015 5

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Os repórteres Itamar Melo e Marcelo Gonzatto estiveram mergulhados, nas últimas duas semanas, num questionamento que, em meio a reforma política e ajuste fiscal, vai ganhando força no Congresso Nacional: que definição de família deve ser aprovada e abraçada pela sociedade e pelas leis brasileiras?

Com suporte dos editores Claudia Laitano e Ticiano Osório, Itamar e Gonzatto contaram com uma ajuda que veio do Hemisfério Norte para tornar mais relevante ainda a reportagem. Na sexta-feira, a Corte Suprema dos Estados Unidos reconheceu a legalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo na mais influente e rica das nações ocidentais. A novidade, que entre outras repercussões pintou com as cores do arco-íris a identidade de milhões de pessoas e instituições nas redes sociais, deu mais uma pista da urgência da discussão sobre o tema no Brasil. Não é mais possível tratar como tabu, postergar por razões religiosas ou impor qualquer tipo de restrição ao debate em torno das questões de gênero, determinantes para deliberações sobre família, adoção, direitos civis, entre tantas outras.

A reportagem desta edição é uma das contribuições que Zero Hora dá para esse debate. Já na primeira página, vale refletir sobre a opinião do professor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ Valdemar Figueiredo Filho, pesquisador das relações entre política, religião e mídia, a respeito do estágio atual do debate (ou não debate): “Não enxergo debate, enxergo agressões”. As páginas 28 e 29 comparam as visões do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), da bancada evangélica, para quem só é família a entidade formada a partir da união de um homem e de uma mulher, e da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), defensora do reconhecimento legal da união entre pessoas do mesmo sexo. Pelos projetos destes dois políticos passa a discussão sobre o tema. E você? Qual a sua opinião?

Saídas para o RS

20 de junho de 2015 1

marta gleich

 

Até setembro, data das comemorações farroupilhas, Zero Hora publicará um dossiê com mais de 15 visões diferentes e profundas sobre as possíveis saídas para a grave crise do Estado. Em junho, julho, agosto e setembro, uma semana por mês, a página de artigos publicada ao lado dos editoriais abrirá espaço para análises de lideranças empresariais, sindicais e políticas, que responderão às perguntas “O Rio Grande tem saída? Como?”.

A série inicia-se nesta semana, e, de terça a sexta-feira, publicará as contribuições dos presidentes da Fiergs, da Federasul, da Fecomércio e da Farsul. Já adianto que os artigos estão muito interessantes. Heitor José Müller, da Fiergs, defende um “Pacto de Entendimento” entre os três poderes e diz que a saída da crise é pela “porta da frente”. Ricardo Russowski, da Federasul, sugere um processo de desestatização, lembrando que o Estado não cabe mais dentro da nossa economia. Luiz Carlos Bohn, da Fecomércio, lista nove medidas duras, mas factíveis, que deveriam ser adotadas pelo Estado em busca do equilíbrio nas finanças. E Carlos Sperotto, da Farsul, diz que o mais difícil dos desafios é mudar a nós mesmos.

No mês que vem, ocuparão o espaço dirigentes sindicais das entidades mais representativas do Estado. Em agosto, será a vez da representação parlamentar, e, em setembro, farão suas análises os políticos que já governaram o Estado. Cada série semanal terá um vídeo no site de ZH com o resumo das ideias daquelas lideranças.

Foi no meio de uma reunião de rotina da Editoria de Opinião, liderada pelo jornalista Nílson Souza, que surgiu a ideia: ao ver a foto de cinco governadores juntos (Rigotto, Simon, Yeda, Jair e Sartori), tirada pelo fotógrafo Luiz Chaves, da assessoria do Palácio Piratini, e reproduzida pela colunista Rosane de Oliveira, inicialmente a equipe pensou em pedir artigos de ex-governadores com soluções para o Estado. A pauta evoluiu para outras lideranças, além das políticas, incluindo dirigentes de entidades empresariais e sindicais.

– Normalmente, a página de artigos caracteriza-se pela pluralidade, por ter ponto e contraponto, por contemplar visões diversas sobre os temas de interesse dos leitores. Vamos reservar, nessas semanas, o espaço inteiro para um artigo só, para que se possa discorrer com maior profundidade sobre as saídas para o Rio Grande do Sul. Assim, esperamos oferecer uma contribuição diferenciada para o debate em torno da retomada do desenvolvimento do Estado – diz o editor de Opinião de ZH.

A turma da Arte

13 de junho de 2015 0

marta gleich

Na Redação de Zero Hora, um andar inteiro com mais de 200 jornalistas, há no lado sudoeste uma equipe característica de todo jornal que se preze: o time da infografia. Se você entrar numa redação, é fácil identificá-los. Eles usam computadores Macintosh, enquanto os demais utilizam PCs. Têm telas maiores. Decoram as paredes com páginas premiadas em concursos internacionais. E costumam trabalhar com fones de ouvido para não se distraírem com o barulho ambiente.

Formada por 13 ilustradores, caricaturistas, infografistas, webdesigners e programadores, a equipe de Arte de ZH, liderada por Leandro Maciel, é multipremiada. Neste ano, por exemplo, ganhou um prêmio de excelência da Society for News Design, a mais relevante associação de design de jornais do mundo, com as infografias e pôsteres da Copa de 2014, e teve os trabalhos publicados no site Visualoop, que destaca o que de melhor está sendo produzido em jornalismo visual.

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A turma da Arte, que conta com Gilmar Fraga, Gabriel Renner, Gonzalo Rodriguez, Edu Oliveira, Eduardo Uchôa, Fernando Gonda, Guilherme Gonçalves, Michel Fontes, Diogo Perin, Leonardo Azevedo, Izabel Cruz e Guilherme Maron, contempla os leitores com dois trabalhos nesta edição. Duas páginas com todas as informações da Maratona e o último infográfico de uma série de 12 dos jogadores e times da Copa América. A diferença deste material é que os 12 pôsteres unidos formarão um único mosaico com as principais estrelas da competição, como na imagem abaixo.

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A representação gráfica de informações, de forma a torná-las mais compreensíveis, é tão antiga quanto os famosos desenhos complementados por textos de Leonardo da Vinci. Ou tão popular quanto os insuperáveis mapas de metrô das grandes cidades do mundo (imagine explicar as 468 estações de metrô de Nova York usando só texto!). Nos jornais, a infografia tem o papel de explicar, de forma rápida e visualmente harmoniosa, assuntos complexos ou com muitos dados.

– A editoria de Esporte se presta muito a infográficos, porque eles permitem que destaquemos coisas que não estão na cobertura do dia a dia. Números, históricos, curiosidades são a matéria-prima perfeita – diz Diego Araujo, editor de Esportes. – Também podemos, de forma didática, explicar aos leitores regras sobre modalidades às quais não estão tão acostumados, como fizemos com o Superbowl, o Best Jump ou o boxe. Estamos planejando uma série olímpica para ajudar o leitor a assistir aos esportes com um pouco mais de informações.

A equipe da infografia traduz e organiza a informação para que você tenha páginas bonitas e agradáveis de ler, com muito conteúdo.

ZH é apresentada no Fórum Mundial de Editores

03 de junho de 2015 0

martaA jornalista Marta Gleich, diretora de Redação de ZH, compartilhou práticas do jornal com editores de 80 países nesta terça-feira  no 22º Fórum Mundial de Editores, no Congresso Mundial de Jornais. O painel “Redações multiplataforma – fazendo mais com menos recursos no desafio constante de evoluir rumo ao futuro mobile” detalhou como o time de jornalistas tem mantido sua missão de produzir jornalismo de alta qualidade com produtividade e buscando novos modelos de negócios. O evento se encerra nesta quarta (3), em Washington, nos Estados Unidos.

– Jornalismo de qualidade é a única coisa que manterá os jornais vivos. Precisamos, como líderes de redações, realizar as mudanças necessárias para seguir na nossa missão e continuar tendo valor para as sociedades onde atuamos – disse Marta.

No mundo todo, jornais têm enfrentado o desafio da redução de verbas publicitárias. Por outro lado, nunca se consumiu tanta notícia, e os jornais, em um contexto de múltiplas fontes de informação, têm uma vantagem, como mídia de alta credibilidade.

– Hoje, o Grupo RBS, com seus oito jornais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, é o número 1 em circulação impressa, entre todos os grupos de comunicação brasileiros. Diariamente, imprime 445 mil exemplares – informou Marta.

Redações estão passando por profundas transformações. A mesma equipe que antes fazia o jornal impresso hoje produz vídeos, reportagens multimídia para plataformas digitais e conteúdos para redes sociais. De um processo de edição que ocorria a cada 24 horas no modelo antigo, de conclusão de uma edição impressa toda noite, os jornais hoje têm processos a cada minuto, com publicação contínua para aplicativos, sites, mobile sites e redes sociais.

– Quando Zero Hora completou 50 anos, criamos um novo slogan, estampado na primeira página junto ao logotipo do jornal: “Papel. Digital. O que vier”. Isso significa que estamos prontos para produzir notícias em qualquer formato para atender às necessidades do leitor. No mobile, em vídeo, em redes sociais, ao vivo, no que vier. Criamos o conceito de “redação beta”, que busca constantemente pontos a melhorar no produto, nos processos e na estrutura. Precisamos nos reinventar a cada dia para fazer frente ao novo cenário de negócios dos jornais – afirmou Marta.

Seis cadernos para pensar o futuro

30 de maio de 2015 1

marta gleich

 

Por um instante, tente imaginar 2050.
Como estarão os países, os conflitos, as imigrações? Como estará o Brasil? E as cidades? As pessoas ainda irão de ônibus e de carro para o trabalho? O que elas colocarão no prato do almoço todo dia? A cura do câncer já terá sido descoberta? Água estará sendo racionada? As famílias terão as mesmas estruturas que as de hoje?
Com o desafio não de tentar responder, mas de debater tudo isso, Zero Hora lança, na próxima quarta-feira, com o patrocínio da Unisinos, o caderno e o site Rumo.

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Em seis edições, de junho a novembro, sempre na primeira quarta-feira de cada mês, um dos seguintes temas será debatido em profundidade:
1) Comida – O que vamos comer? Como vamos comer? Quais as estratégias para garantir a produção e a distribuição de alimentos em 2050, quando seremos 10 bilhões de pessoas?
2) Mobilidade – Como vamos nos locomover em 2050? Quais serão os grandes desafios para as cidades e seus habitantes? No que a tecnologia pode ajudar? No que uma mudança de comportamento pode ajudar? Vamos precisar ir ao trabalho ou à escola, ou faremos as atividades em casa?
3) Saúde – Encontraremos a cura para doenças como câncer e aids? Que pesquisas inovadoras já apontam novos caminhos para combater velhas doenças?
4) Água – A água vai acabar? Quais são as previsões de especialistas em recursos naturais em relação à distribuição e ao consumo em 2050? Como deverão estar os rios gaúchos? Que estratégias devem ser traçadas e seguidas para evitar o colapso do abastecimento?
5) O amor – De que forma vamos nos relacionar? Como serão as famílias? Até 2050, que transformações as redes sociais vão operar nos relacionamentos, nas amizades?
6) O mundo – Em que mundo viveremos? É possível prever conflitos que mudem cenários e até fronteiras? A questão dos imigrantes: que Europa vem aí? Quais serão as potências econômicas? Que papel terá o Brasil? Continuaremos apenas neste planeta?
– Escolhemos esses temas porque são perenes e essenciais para a vida humana, e algumas dessas discussões já são urgentes – explica Ticiano Osório, editor responsável pela iniciativa, junto com Fernando Corrêa e Henrique Tramontina. –

Miramos em 2050 porque, além de ser um ano “redondo”,  é suficientemente longe para ser chamado de futuro e, ao mesmo tempo, razoavelmente perto para que os especialistas ouvidos por ZH sintam-se confortáveis para projetar.