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Posts na categoria "Carta do Editor"

Uma marca importante

21 de maio de 2016 1

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No dia 13 de maio, alcançamos 2.000.000 de fãs no Facebook.
Dois milhões!
Minha vontade era abraçar cada um desses 2 milhões de leitores para agradecer. Aqui na Redação, curtimos também cada um dos nossos leitores. E são muitos! Somente nos meios digitais (nossos sites e aplicativos), somos acessados por cerca de 12 milhões de usuários a cada mês. Nem consigo imaginar quanta gente é isso. A população do RS é de 11 milhões, aproximadamente. Então, ZH alcança por mês mais do que a população do Estado? Mais ou menos. Você sabe como são calculados os usuários que acessam um site ou um aplicativo? É uma matemática doida. Uma pessoa pode ser três. E três podem ser uma. Hein? Que complicado!

Vou tentar explicar.
Situação 1 – digamos que você tenha um computador em casa e ele seja acessado por você e por mais duas outras pessoas da casa. E que vocês três acessem ZH. Aqui na ZH, vamos contar vocês três como um só, porque contamos o número do computador. Não temos como saber quantas pessoas estão por trás de uma máquina. Nessa situação, três pessoas são contadas como uma.

Situação 2 – digamos que você tenha um celular com acesso à internet, mais um tablet em casa e mais um computador no trabalho. Em todos eles, você acessa ZH. Neste caso, você é uma pessoa só, mas conta aqui na ZH como três, porque nos acessou por três números de máquinas diferentes.
Maluco, não é? Mas é assim que se conta audiência nos meios digitais.

Então, voltando à audiência de ZH. Temos mais de 12 milhões de usuários (máquinas diferentes, sejam computadores, tablets ou celulares) nos acessando por mês. Chega a dar um frio na barriga pelo tamanho da nossa responsabilidade! E esse número só cresce, assim como é sempre crescente o número de fãs no Facebook. Estamos muito felizes por ter alcançado a marca de 2 milhões de fãs. Cada um dos mais de 200 jornalistas e mais de 90 colunistas desta Redação curtiu demais esse momento.
Sabemos que curtir não significa sempre concordar. Um jornal provoca diferentes reações no leitor. Você pode concordar, discordar, amar, odiar, se emocionar, ficar indiferente… depende do dia, da notícia, da opinião do colunista, do enfoque da matéria, das suas convicções e paixões. E o jornal, muitas vezes, como reflete também esse momento de desemprego, inflação, corrupção, violência, acaba, mesmo sem querer, sendo o mensageiro de notícias ruins, como infelizmente tem ocorrido nos últimos tempos. Por outro lado, há notícias boas, inspiradoras, lições de vida, uma crônica que inspira, outra que nos faz chorar. Os números crescentes de audiência mostram que você tem aprovado. Mesmo assim, não baixamos a guarda. Estamos aqui, firmes, dando o nosso melhor para atender às suas expectativas. Com mais essa marca, a Redação só tem uma coisa a dizer para você: obrigado.

Paixão e responsabilidade

14 de maio de 2016 1

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“Por que você quis ser jornalista?”, perguntou-me uma estudante na última semana, para um trabalho de faculdade.
Num átimo de segundo, pensei: “Se você experimentasse uma hora do que cada jornalista desta redação viveu nesta semana, saberia a resposta. E jamais pensaria em ser outra coisa”.

Trabalhar em uma cobertura dessas, quando a gente vê a História ser escrita pelas páginas do jornal, em uma redação lotada, aparentemente caótica, mas em que cada um sabe certinho o que tem de fazer a que hora e para qual plataforma, a fim de entregar ao leitor o melhor conteúdo, é um momento de grande realização profissional.

Ser jornalista é estar onde os fatos ocorrem, é contar o que é importante, é traduzir e interpretar o mundo. No caso de ZH, muito além da notícia em si. Não queremos só contar que Dilma saiu e Temer entrou. Todos os dias, na reunião de pauta, ao longo dos acontecimentos, buscamos analisar por que as coisas aconteceram assim, projetar o que nos espera, apontar o que ninguém viu e que pode mudar nossas vidas. Assim, surgiram reportagens como

– Os 22 mil cargos nas mãos de Temer (um mapa dos cargos de confiança do governo federal)
– O tribunal do impeachment (um perfil dos 81 senadores)
– Na casa do povo, política de picadeiro (um debate sobre a baixa qualidade da Câmara dos Deputados)
– Suprema controvérsia (uma análise das decisões e posturas dos 11 ministros do STF)
– O saldo do PT 13 anos depois (um inventário da era Lula e Dilma)
– Um camaleão na rampa do poder (um perfil do presidente interino Michel Temer)
– De aliados a adversários de Dilma (balanço de todos
os senadores que um dia apoiaram a presidente e que depois trocaram de lado).

Foi uma intensa cobertura, 24 horas por dia, vários dias seguidos.

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Juliana Bublitz, uma das nossas repórteres que estavam em Brasília, resumiu assim sua semana:

– Foi uma experiência profissional que nunca vou esquecer. Já sou uma apaixonada pelo que faço, mas esse sentimento se multiplicou por mil ao longo da semana, quando tive a chance de testemunhar e reportar, ao vivo, um momento decisivo da história nacional. Passei 24 horas cobrindo a votação que resultou no afastamento da presidente Dilma Rousseff. Foi cansativo, mas ao mesmo tempo muito recompensador.

Para quem ficou na Redação em Porto Alegre, não foi menos intenso.

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Veja o relato de Jaisson Valim, um dos coordenadores de produção da editoria de Notícias:

– Dois momentos me chamaram a atenção nas últimas semanas. O primeiro foi durante a formação da força-tarefa. Editores e repórteres de outras áreas nos procuraram voluntariamente, porque não queriam ficar de fora desta cobertura. Depois, quando fomos obrigados a mudar horários dos colegas para reforçar a equipe da madrugada, fiquei preocupado que o horário ingrato pudesse causar descontentamentos. Mas, ao chegar à Redação logo cedo, nas manhãs, encontrava um grupo atento e motivado para narrar um momento histórico aos leitores e ajudá-los a entender o que se passa.

Jornalismo, não cansamos de repetir, é o ar que respiramos. Jornalismo corre nas nossas veias. Fazemos nosso trabalho com muita paixão, mas com um extremo senso de responsabilidade, sem compromisso com nenhum lado, somente com a independência. Sabendo que, aí do outro lado, leitor, você espera muito de nós. Chegamos ao final da semana exaustos, mas com sensação de ter cumprido nosso ofício. E torcendo, como você, para que, deste momento da História, que ainda não conseguimos avaliar com clareza, possa sair um país melhor.

Proximidade

07 de maio de 2016 2

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Todo dia, “converso” com alguns leitores por e-mail ou pelo Facebook. Esse contato me gratifica de forma especial e alimenta ZH de ideias para melhorar, cada dia mais, o jornal. Na quarta-feira passada, dia do 52º aniversário de ZH, não só conversei, mas abracei, tirei fotos e olhei de perto dezenas de leitores. Coisa boa poder comemorar a principal data do jornal junto a 70 assinantes! Ok, são uma pequena amostra dos nossos milhares de assinantes, e eu queria ter todos vocês lá, mas mesmo assim foi muito bom.

Se você está pensando “eu também queria ter ido”, deixa eu lembrar como foram feitos os convites. Publicamos uma reportagem em ZH anunciando o evento e os primeiros assinantes que responderam por e-mail ganharam uma vaga. Debatemos durante toda a manhã o futuro do jornalismo, em painéis que reuniram repórteres, editores e colunistas de ZH, Rádio Gaúcha, RBS TV e convidados especiais de fora do Estado: o professor Eugênio Bucci e o repórter da Globo Marcelo Canellas.

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Leitoras (da esquerda para a direita) Clorinda Sagala Denck, Vera Eli Goergen Antoniolli e Ligia Carretta com a diretora de redação, Marta Gleich. Foto: Bruno Alencastro

Vinda de uma “família de leitores de jornal”, como se define, a assinante Ligia Carretta (à direita na foto acima) contou como curte a sua leitura e o que achou do encontro:

— Zero Hora para mim é começar o dia cedo. Sempre abro o jornal com uma xícara de café bem grande. O que mais gostei no evento foi conhecer o outro lado da notícia. Os repórteres investigativos me encantam. Fiquei emocionada com o Cid Martins (da Rádio Gaúcha). E a Letícia Duarte (de ZH) é uma menina muito sensível. Todos os depoimentos, incluindo o do “estagiário” Jayme Sirotsky (presidente emérito do Grupo RBS que se apresentou brincando como “estagiário” no evento), citavam a liberdade de ação. Isso é importante.

Para Clorinda Denck (à esquerda na foto), assistir ao Em Pauta ZH foi a realização de um antigo desejo:

— Já vi e vivi muita coisa. Mas um dos meus sonhos era conhecer os bastidores de um jornal. Sou uma pessoa focada em ler jornal. Meu dia começa assim.

Para comparecer ao encontro e não se atrasar, a professora Vera Antoniolli, de Boqueirão do Leão (segunda da esquerda para a direita), me contou que acordou às 4 horas da manhã. E comentou:

— ZH para mim é como um vício. Tenho que ter essa leitura todos os dias. É o momento em que me informo do mundo. Fiquei maravilhada com o evento. Conhecer de perto os jornalistas e sentir o carinho de todos foi uma experiência inesquecível que desejo a outros leitores.

Estiveram também no encontro não só assinantes, mas algumas de nossas fontes e estudantes e professores de jornalismo. Acreditamos que temos o dever de estimular a formação de novos jornalistas.

Em mais este aniversário de ZH, só temos a agradecer aos assinantes que participam, comentam, gostam, discordam, criticam e se emocionam com o jornal. Continuem mantendo contato. Continuem nos ajudando a fazer um jornal melhor.

Leitura certa para o fíndi

30 de abril de 2016 0

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Nas pesquisas que fizemos, vocês, leitores, nos pediram de forma muito clara:
- Queremos mais coisas para ler no fim de semana.
- Adoramos reportagens especiais.
- Gostamos quando os repórteres de ZH viajam e nos contam o que está acontecendo em algum lugar do mundo.

A gente vive ouvindo vocês, seja por pesquisas mais profundas, em pesquisas diárias, nos e-mails que recebemos, nas manifestações pelas redes sociais. Ouvimos e tomamos providências! As transformações do jornal dos últimos tempos são ecos do que os leitores nos disseram: criamos a superedição do fim de semana, o caderno DOC, o caderno Fíndi, estamos fazendo muito mais reportagens especiais e coberturas internacionais.

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Letícia Duarte (E) e Andréa Graiz

Hoje você tem, no caderno DOC, mais uma das investidas pelo mundo dos repórteres de ZH. Letícia Duarte (aquela mesma que caminhou com os refugiados sírios da Turquia até a Alemanha no ano passado) agora foi para Miami para encontrar gaúchos que estão fugindo da insegurança e da falta de perspectivas econômicas do Brasil.

O que a Letícia nos conta:

– Miami pode ter entrado para o imaginário coletivo a partir do embate das últimas eleições presidenciais – quando personagens como Lobão declararam que, em caso de vitória petista, se mudariam para lá –, mas o que a reportagem de ZH encontrou não foram propriamente candidatos a exilados políticos. Ainda que lamentem o cenário de crise em curso no país, um dos aspectos mais repetidos pelos entrevistados como fator determinante para a mudança foi a violência. Tanto entre famílias de classes abastadas quanto entre aqueles que foram em busca de melhores perspectivas, a insegurança foi citado como fator determinante para a migração. Queixas da burocracia brasileira e da dificuldade de fazer negócios
no Brasil também foram comuns.

Em cinco dias batendo perna pela Flórida, Letícia e a fotógrafa Andréa Graiz entrevistaram famílias que deixaram suas casas e seus negócios no Rio Grande do Sul recentemente, em busca de uma nova vida e produziram a reportagem #PartiuFlórida, que você confere no caderno DOC.

Mas a investida internacional de ZH não se limita a esta reportagem. Nos últimos 12 meses, fizemos um mergulho na conturbada Venezuela, acompanhamos a saga de uma família de refugiados sírios na Europa, cobrimos o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais na Argentina e os atentados em Paris. Recentemente, você conferiu a história sobre o turismo da maconha no Uruguai, de Maurício Tonetto e Félix Zucco, que foram a quatro praias do país vizinho para abordar o tema.

ZH também esteve presente em março em Cuba, onde acompanhou o histórico encontro entre Barack Obama e Raúl Castro. Na semana que passou, ZH fez a cobertura jornalística do discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU, em Nova York. E já estamos preparando os passaportes para as próximas reportagens no Exterior. Nos próximos dias, o editor e repórter internacional Rodrigo Lopes embarca para o Iraque para mostrar a vida em um dos países mais perigosos do mundo,
que enfrenta décadas de guerra e a constante ameaça de atentados do Estado Islâmico.

Vai ter Olimpíada

23 de abril de 2016 2

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Apesar de Cunha, Dilma, Temer, impeachment, crises e corrupção generalizadas, inflação, desemprego e ciclovias que desabam e matam no Rio, chegaremos na quarta-feira a exatos cem dias para a Olimpíada. Em Zero Hora, a equipe de Esportes, comandada por Diego Araujo, deu a largada há muito tempo. Começou com a publicação, desde março de 2015, da coluna No Pódio, da editora de Olimpíada Débora Pradella. Agora, os conteúdos começam a ficar mais frequentes.

Para marcar a data e fazer um balanço de como o país se prepara para o evento gigantesco, ZH percorreu a capital fluminense por uma semana. O resultado é a série de reportagens recheada de infográficos a partir desta edição, nas páginas 40 a 45, até quarta-feira. No site, o material será publicado na forma de um especial na quarta-feira.

O editor Vinicius Vaccaro visitou instalações dos principais polos esportivos dos Jogos, como o Parque Olímpico da Barra da Tijuca e o Complexo Esportivo de Deodoro, acompanhou evento-teste, entrevistou dirigentes da linha de frente da organização para medir o grau de confiança do comitê em relação ao sucesso do evento e conferiu opiniões de comandantes de federações nacionais e internacionais que expressam preocupação com os preparativos e a qualidade das instalações.

Mas, como mostrou o lamentável episódio do desabamento da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, os Jogos não se restringem às praças esportivas. Por isso, visitamos os canteiros de obras de dois dos principais projetos de mobilidade urbana para os Jogos, a Linha 4 do metrô e o terminal Parque Olímpico do BRT Transolímpica (que ligará o Parque Olímpico da Barra e o de Deodoro) e a Vila Autódromo, ao lado do Parque Olímpico.

– Também subi ao topo do Vidigal, uma das favelas pacificadas do Rio, para conhecer uma alternativa de hospedagem, um albergue com uma das paisagens mais privilegiadas da cidade. É uma das abordagens da reportagem, sobre como o Rio se prepara para receber os turistas no evento – conta Vaccaro.

A série sobre os cem dias é mais uma etapa da ampla cobertura que ZH está fazendo dos Jogos. Veja como acompanhar em todas as plataformas:

Infojogos
- Os números e curiosidades sobre as Olimpíadas são apresentados em forma de infográfico na edição impressa e no site de Zero Hora. A série já abordou temas como a participação das mulheres nos Jogos, a história da Chama Olímpica, os recordes do atletismo e o desempenho do Brasil no quadro de medalhas das Olimpíadas.

Poa Olímpica
- A série online Poa Olímpica apresenta, em texto e vídeo, as regras e a história de algumas modalidades dos Jogos, além de mostrar os lugares da Capital em que os esportes podem ser praticados. Já estão disponíveis matérias sobre hóquei na grama, polo aquático, vôlei de praia, esgrima, halterofilismo, luta greco-romana, tiro com arco e remo.

Wianey Olímpico
- Em uma série de vídeos no site de Zero Hora, Wianey Carlet pratica esportes que fazem parte da Olimpíada do Rio. Ao todo, serão cinco episódios – no primeiro, o colunista aprendeu mais sobre as armas e técnicas do tiro esportivo.

Boletim Olímpico
- O repórter André Baibich fala, em uma série de vídeos online, sobre a preparação brasileira para os Jogos do Rio, fazendo uma análise do momento de cada esporte e uma projeção do número de medalhas que eles podem conquistar para o Brasil.

No Pódio
- Todas as sextas-feiras, Débora Pradella apresenta, em uma coluna na edição impressa e em zerohora.com, entrevistas com atletas olímpicos e outros detalhes sobre a preparação do Brasil para receber um dos maiores eventos esportivos do mundo.

No Meio da Rede
- Em todos os finais de semana, o colunista Paulão do Vôlei conta suas experiências de campeão olímpico e faz uma reflexão sobre a preparação do Brasil, dentro e fora das instalações esportivas.

Momento histórico

16 de abril de 2016 5

CARTA EDITOR topo

Não sei se você torce contra ou a favor do governo Dilma. Seja qual for o seu lado, tenho certeza de que estará muito atento neste fim de semana que entrará para a História. Em Zero Hora, dezenas de profissionais foram mobilizados, em Brasília e em Porto Alegre, para entregar a você, minuto a minuto, as notícias, as análises de cada acontecimento, a opinião de nossos colunistas. Preparei aqui um guia de como você pode acompanhar, por ZH, a votação do processo de impeachment.

NAS PLATAFORMAS DIGITAIS
Acompanhe em www.zerohora.com e no aplicativo de ZH

- Cobertura ao vivo das sessões na Câmara no fim de semana. Informações em tempo real das manifestações de rua.
- Em vídeos exclusivos, o colunista Paulo Germano mostra os bastidores da semana mais tensa na Capital Federal em 24 anos.
- Na série Por Dentro da Crise, as colunistas Carolina Bahia, Rosane de Oliveira e Marta Sfredo se encontram em vídeo, para a análise e a informação exclusiva dos fatos.
- Em um quiz, você relembra o que os principais personagens de agora disseram no impeachment de Collor, em 1992.
- Em infográficos, explicamos em detalhes o funcionamento da votação, e no Dicionário da Crise, o abecedário do momento atual.
- Atualização online da negociação dos partidos, o placar da votação e, após a decisão dos deputados, as consequências para o país em reportagens, infográficos e vídeos.

NAS REDES SOCIAIS
Acompanhe no Facebook e no Twitter de ZH

- Na conta do Twitter @aovivozh, acompanhamento, em tempo real, de todos os acontecimentos deste domingo. Na conta oficial (@zerohora), a opinião dos nossos colunistas, as reportagens e toda a análise dos fatos.
- A página de ZH no Facebook também se dedica à cobertura, repercutindo o trabalho da Redação, interagindo com os leitores e publicando vídeos ao vivo durante todo o domingo.

NAS EDIÇÕES IMPRESSAS E NO JORNAL DIGITAL
Acompanhe nas páginas de ZH (edições de fim de semana e de segunda-feira e ZH Domingo Digital)

- Nesta edição, leia no caderno DOC reportagem sobre a atuação e os limites do Supremo Tribunal Federal, que teve papel preponderante e polêmico durante o processo de impeachment. ZH também preparou um guia do processo de impeachment, com argumentos técnicos para quem quiser defender ou criticar o afastamento da presidente em conversas com amigos e familiares. Além disso, uma reportagem sobre os desafios políticos e econômicos que o país enfrentará a partir de segunda-feira, com ou sem a aprovação do impedimento da presidente.

- Em ZH Domingo Digital, o leitor receberá um resumo do que terá ocorrido na tarde e na noite de sábado e na manhã de domingo, com as informações mais importantes da votação, que se inicia às 14h de domingo, na Câmara dos Deputados, e das manifestações de rua.

- Na edição de segunda-feira, em mais de 30 páginas, a análise e os bastidores da decisão do plenário da Câmara, um serviço de como votaram os 513 deputados, reportagem mostrando como o país será governado – com a aprovação ou a rejeição do impeachment –, o futuro da Lava-Jato, o olhar estrangeiro para a crise brasileira, o papel das ruas e das redes sociais nos debates dos últimos meses, além das reportagens que nossa equipe fará sobre os protestos pelo país e as articulações em Brasília.

Dias de muito trabalho

09 de abril de 2016 0

marta gleich

Na semana em que a crise política brasileira chega a seu ápice, uma força-tarefa está montada na redação de Zero Hora, para levar ao leitor uma cobertura diferenciada, não só na edição impressa, mas também no site, nos aplicativos e nas redes sociais. A agitação já começa nesta segunda-feira, quando a comissão especial votará o parecer favorável ao processo de afastamento da presidente, e segue muito quente até a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, possivelmente
no próximo domingo.

À frente de 60 repórteres e editores, a experiente editora Dione Kuhn comanda a cobertura. Há 21 anos em ZH, 19 deles dedicados à área política, Dione já participou da cobertura de 10 eleições ou de outros momentos tensos, como a crise do mensalão. Em 1992, na crise do governo Collor, era repórter iniciante de política no Correio do Povo, mas acompanhava com atenção e interesse os desdobramentos políticos que culminariam no impeachment do então presidente.

– O que temos de mais parecido com este momento na história recente é o impeachment de Collor – diz Dione.

– Ainda assim, as circunstâncias eram bem diferentes.

Foto: Félix Zucco/Agência RBS

A editora Dione Kuhn, ao centro, e a equipe da força-tarefa. Foto: Félix Zucco/Agência RBS

A começar que não existia internet e as manifestações se davam apenas nas ruas. Hoje, as disputas também são travadas nas redes sociais. Para os jornalistas, as transformações são grandes. A instantaneidade da informação e as diferentes formas de levar o conteúdo ao público estão entre as principais mudanças. O que realmente não mudou para os jornalistas e nunca vai mudar são a precisão da informação, os textos de qualidade, o equilíbrio na apuração, a isenção, a conduta ética, a investigação e o olhar diferenciado.

A força-tarefa já está mobilizada a partir deste fim de semana. A sucursal de Brasília ganha os reforços dos repórteres Carlos Rollsing, Fábio Schaffner e Paulo Germano e dos profissionais de imagem Anderson Fetter e Diego Vara. O grupo de Porto Alegre vai se somar à equipe da sucursal, integrada pela colunista Carolina Bahia, pela chefe de reportagem Silvana Pires e pelo repórter Guilherme Mazui.

Na redação de ZH, a editoria de Notícias, que hoje concentra a cobertura política, terá, a partir desta segunda, o reforço de repórteres e editores de outras áreas. Conteúdos exclusivos e de análise estão sendo preparados pela equipe para dar ao leitor a dimensão do momento. Em Brasília, nossos repórteres Carlos Rollsing, Fábio Schaffner e Guilherme Mazui estão com a missão de produzir reportagens aprofundadas, que façam o leitor mergulhar nos bastidores do poder. O repórter Paulo Germano ficará dedicado às reportagens em vídeo e em texto da movimentação de Brasília, sempre com um olhar diferenciado em relação à cobertura política tradicional.

As colunistas de política, Carolina Bahia e Rosane de Oliveira, e de economia, Marta Sfredo, farão comentários diários em vídeo sobre as decisões tomadas no Congresso e no Palácio do Planalto, além das colunas no jornal impresso e das participações no Twitter. A equipe de reportagem de Brasília também produzirá, a partir de terça-feira, para o impresso, o Diário de Brasília, com notas curiosas, exclusivas e de bastidor.

ZH está preparando conteúdos digitais especiais que ajudarão o leitor a compreender o complexo processo de impeachment. A preocupação é detalhar ao máximo as informações. Ao longo da semana, estará disponível um infográfico mostrando como se dará a votação no plenário da Câmara, um “dicionário da crise” mostrando palavras e expressões que dominaram os debates dos últimos meses no país, testes que comparam 1992 e 2016, entre outros.

Por dentro do DOC

02 de abril de 2016 2

marta gleich

Quando pensamos em quem seria o melhor editor para cuidar do caderno DOC, que está completando um mês,  o nome de Ticiano Osório surgiu por unanimidade. Há 21 anos em ZH (metade de sua vida de 42 anos), Ticiano une três características importantes para editar o novo suplemento de grandes reportagens da edição de fim de semana: versatilidade para tratar de diferentes assuntos, bom gosto estético e obsessão pelos detalhes de edição. Atual editor de Sua Vida, o pai de Helena e Aurora já trabalhou em editorias tão variadas quanto Esporte e 2º Caderno, e em coberturas tão diversas quanto eleições e Carnaval, e ainda 11 de Setembro e show do Paul McCartney. Conheçam aqui, em cinco perguntas e respostas, o editor que está por trás do caderno DOC.

ticiFoto: Fernando Gomes, Agência RBS

Quais podem ser os temas do DOC?
O DOC está aberto para qualquer assunto que mereça profundidade. Venha de que área vier: saúde, política, esporte, comportamento, ambiente, cultura, família, cidades… Podemos retratar um personagem, como a médica Adriana Melo, a primeira pesquisadora a comprovar associação entre o vírus zika e o surto de microcefalia no Brasil, ou uma cena, caso da reportagem de capa da edição deste fim de semana: como é a rotina dos adolescentes do interior gaúcho que precisam fazer malabarismos para acessar a internet? Podemos tratar de um tema bem local, como a falta de infraestrutura para turistas nos parques do Rio Grande do Sul, ou refletir sobre um mal nacional, a corrupção, como na outra reportagem especial do caderno deste fim de semana. Podemos, na seção Com a Palavra, entrevistar um escritor israelense conhecido por seu pacifismo (David Grossman) ou um artista brasileiro conhecido pelo mundo inteiro (Romero Britto).

Como é montada a pauta, o cardápio do caderno?
Procuro imprimir versatilidade ao DOC. Gosto de misturar assuntos leves com assuntos pesados, abordagens mais coloridas com abordagens mais densas. Acho que a edição que o leitor encontrará nesta ZH é um bom cartão de visitas. Além das reportagens citadas acima, temos artigos sobre a morte de Cruijff, sobre um filme tailandês que é sucesso de crítica mas afugenta espectadores, sobre o malfadado experimento da Microsoft no Twitter e sobre os movimentos feministas nas ruas e nas redes.

O que não entra no DOC?
Por questões industriais, o caderno é fechado nas noites de quinta-feira. Portanto, evitamos colocar no DOC matérias que corram o risco de ficar desatualizadas na sexta-feira, que estejam atreladas demais a coisas que podem ter um desdobramento ao longo da sexta-feira.

O jeito de fazer as páginas é diferente dos demais cadernos de ZH?
Sim. No DOC, que tem um formato arrevistado (as folhas são grampeadas, por exemplo), há mais espaço para os textos e liberdade para ampliar as fotos, quer dizer, podemos publicar uma foto de página inteira, como a boneca enlameada que abriu a reportagem do dia 19/3 sobre a tragédia ambiental de Mariana (MG). Isso significa que subiu a régua da qualidade para os textos e para as imagens.

Com quanta antecipação o caderno é feito?
Todas essas características do DOC têm uma exigência comum: tempo. É preciso tempo para se aprofundar numa pauta, é preciso tempo para burilar o texto, é preciso tempo para produzir fotos impactantes, é preciso tempo para editar esse material e diagramá-lo da melhor maneira. É preciso tempo, antes disso tudo, para pensar. Qual é a pauta? Que história queremos contar? Como vamos contar? Quem vai contar? Para fazer, precisamos de quanto tempo?

Um retrato de Porto Alegre

26 de março de 2016 0

marta gleich

Ao longo de quase um ano, a editora de Capa de ZH, Rosane Tremea, e o editor de Fotografia, Jefferson Botega, prepararam a reportagem Pessoas de Porto Alegre, que você confere no caderno DOC desta edição e em um especial no site. São cem personagens, dos 18 aos 87 anos, achados de forma aleatória nas ruas e que responderam a uma pergunta tão banal quanto reveladora: “Qual a história mais incrível que você viveu em Porto Alegre?”.
Inspirados num projeto semelhante, o Humans of New York, de um fotógrafo chamado Brandon, que já registrou mais de 10 mil personagens (confira em humansofnewyork.com), Rosane e Jefferson volta e meia sumiam da Redação. “Onde está a Rosane?”, perguntava um. “Está no projeto das pessoas de Porto Alegre”. “Cadê o Jefferson?”, queria saber outro. “Hoje eles tiraram algumas horas para fotografar o pessoal da pauta de aniversário da cidade”.

Felix Zucco

Jefferson e Rosane colhendo depoimentos na Praça da Alfândega

Cada vez mais empolgada, a dupla voltava da rua contando histórias mil. Gravaram cem vídeos de menos de um minuto cada, tiraram igual número de fotografias e, entre todos os entrevistados, trataram de pinçar uma dezena para aprofundar um pouco mais os momentos relatados.
Ao todo, foram 18 saídas em 17 pontos diferentes – repetiram apenas a Praça da Alfândega, onde iniciaram e terminaram o projeto.
– Nós ganhamos abraços, contribuímos para a caixinha de recém-aprovados no vestibular, recebemos muitos “não” e um grande número de “sim”, ouvimos música e poesia, escutamos histórias contadas por pessoas de todas as idades – conta Rosane. – Mesmo quem não respondeu à nossa pergunta parou para nos ouvir, ainda que o horário escolhido por nós não fosse dos melhores – em geral, a hora do almoço, quando as pessoas estão indo ou voltando do intervalo, apressadas, atrasadas. E ainda que não tenham gravado o depoimento, nos desejaram sorte, aplaudiram a ideia.
O objetivo da reportagem não era encontrar grandes façanhas, mas momentos muito particulares passados na capital gaúcha – a cidade que completa, neste 26 de março, 244 anos – e que, reunidos, resumem bem o que é viver Porto Alegre.
Segue a Rosane:
– De poucos ou muitos anos de vida surgiram situações singulares, como o nascimento de filhos, a vitória especial do time do coração assistida ao vivo no estádio, o trabalho voluntário, o pôr do sol na orla, o passeio de barco, a criação de uma biblioteca, o ativismo, shows inesquecíveis, o amor encontrado numa esquina, o ingresso na universidade, a primeira visão da cidade, o trabalho e as oportunidades, o convívio com a família e os amigos, a abertura de um negócio, o retorno após muito tempo fora…
A reportagem traz, também, uma reflexão para todos nós.
Ao encerrar a conversa, Rosane e Jefferson pediam que as pessoas deixassem um recado e dissessem o que desejam de sua cidade.
Só uma das cem pediu uma grande obra (o metrô). A resposta de quase todas foi – adivinhe? – segurança para andar tranquilamente pela Capital e poder curtir ainda mais nossa cidade.

Dias intensos

19 de março de 2016 4

marta gleich

Em vários momentos desta semana, a sensação, não só na Redação de Zero Hora, mas em qualquer redação do Brasil, era de não dar conta de tanta informação. Mal surgia uma notícia bombástica e, antes que se pudesse processá-la, interpretá-la, publicá-la, outra bomba explodia.

Só para lembrar dos fatos principais: o ministro Teori Zavascki homologa a delação premiada do senador Delcídio Amaral.
A presidente Dilma e Lula ficam horas reunidos. Dilma nomeia Lula como ministro da Casa Civil. Moro libera dezenas de conversas grampeadas do ex-presidente. Milhares de pessoas saem às ruas para protestar contra Lula e Dilma – ou para apoiá-los. Lula é empossado. Liminar cassa posse de Lula. Mais manifestações. Mais medidas judiciais. Mais embates. E assim foi, uma bomba atrás da outra, ante os olhos perplexos do país.

Em momentos como esse, a Redação se transforma num lugar tenso. Uma força-tarefa é criada, com repórteres e editores requisitados de todas as áreas. Correspondentes são enviados ao centro da crise. Carlos Rollsing viajou para reforçar a Sucursal de Brasília, onde já estavam a postos Guilherme Mazui e Silvana Pires. Fábio Schaffner foi para São Paulo, acompanhar os protestos na Avenida Paulista. Comandado pela editora de Notícias Dione Kuhn, um exército de repórteres e editores trabalhou sem parar.

Transformada em uma usina de informação, a Redação produz conteúdos em diferentes velocidades: informações ao vivo e via Twitter, que abastecem um fluxo de notícias minuto a minuto nas plataformas digitais. Conteúdos para redes sociais, especialmente Facebook, alertando sobre as novidades mais importantes. Vídeos curtos, de flagrantes das manifestações nas ruas, feitos pelos repórteres com celulares. Outros mais analíticos, explicando os fatos, com interpretação de nossos colunistas. E também videorresumos para entender os acontecimentos do dia ou de um turno. De terça a sexta-feira, foram 60 vídeos publicados.

Só de textos – para o site e os aplicativos, com as últimas notícias, mas também entregando ao leitor análise, contexto, histórico e projeção dos próximos acontecimentos –, foram mais de 240, entre quarta-feira e sexta-feira. Complementados por muita análise e opinião de nossos colunistas (nesses episódios, em especial, Rosane de Oliveira, Marta Sfredo, Carolina Bahia, Humberto Trezzi, Tulio Milman, David Coimbra, Luiz Antônio Araujo, Luis Fernando Verissimo). Às 19h, a edição de ZH Noite, para as plataformas digitais. E, fechando a noite, uma edição impressa completa enviada às rotativas, com dezenas de páginas sobre a crise, com a curadoria de nossos editores, contando tudo o que aconteceu, por que aconteceu, que consequências pode ter para o país.

A edição em papel, que antes era a única do dia, agora foi substituída por uma edição a cada minuto, já que você, leitor, consome Zero Hora pelo Facebook, pelo Twitter, pelo aplicativo, pelo mobile site, no tablet, no computador e também na edição impressa.

O jornalismo se torna mais desafiador e envolvente quando trata de temas de grande interesse da sociedade. A motivação de qualquer editor, repórter ou colunista amplia-se na medida em que eles sentem a ansiedade do público por notícias e análises.
Seguimos aqui, 24 horas por dia, nessa cobertura frenética, para levar a você informação completa, análise dos fatos e opinião plural sobre este grave momento da vida política brasileira.

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Mudando de assunto. Em resposta a pedidos de leitores, a superedição passa a ter, a partir deste sábado e domingo, o horóscopo de sábado e de domingo e duas palavras cruzadas. Outras modificações dizem respeito a colunistas: Antonio Prata volta a escrever no fim de semana e Carolina Bahia passa a ter uma página inteira. Boa leitura!