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Posts na categoria "Carta do Editor"

Leitura certa para o fíndi

30 de abril de 2016 0

colunistas-marta-gleich

Nas pesquisas que fizemos, vocês, leitores, nos pediram de forma muito clara:
- Queremos mais coisas para ler no fim de semana.
- Adoramos reportagens especiais.
- Gostamos quando os repórteres de ZH viajam e nos contam o que está acontecendo em algum lugar do mundo.

A gente vive ouvindo vocês, seja por pesquisas mais profundas, em pesquisas diárias, nos e-mails que recebemos, nas manifestações pelas redes sociais. Ouvimos e tomamos providências! As transformações do jornal dos últimos tempos são ecos do que os leitores nos disseram: criamos a superedição do fim de semana, o caderno DOC, o caderno Fíndi, estamos fazendo muito mais reportagens especiais e coberturas internacionais.

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Letícia Duarte (E) e Andréa Graiz

Hoje você tem, no caderno DOC, mais uma das investidas pelo mundo dos repórteres de ZH. Letícia Duarte (aquela mesma que caminhou com os refugiados sírios da Turquia até a Alemanha no ano passado) agora foi para Miami para encontrar gaúchos que estão fugindo da insegurança e da falta de perspectivas econômicas do Brasil.

O que a Letícia nos conta:

– Miami pode ter entrado para o imaginário coletivo a partir do embate das últimas eleições presidenciais – quando personagens como Lobão declararam que, em caso de vitória petista, se mudariam para lá –, mas o que a reportagem de ZH encontrou não foram propriamente candidatos a exilados políticos. Ainda que lamentem o cenário de crise em curso no país, um dos aspectos mais repetidos pelos entrevistados como fator determinante para a mudança foi a violência. Tanto entre famílias de classes abastadas quanto entre aqueles que foram em busca de melhores perspectivas, a insegurança foi citado como fator determinante para a migração. Queixas da burocracia brasileira e da dificuldade de fazer negócios
no Brasil também foram comuns.

Em cinco dias batendo perna pela Flórida, Letícia e a fotógrafa Andréa Graiz entrevistaram famílias que deixaram suas casas e seus negócios no Rio Grande do Sul recentemente, em busca de uma nova vida e produziram a reportagem #PartiuFlórida, que você confere no caderno DOC.

Mas a investida internacional de ZH não se limita a esta reportagem. Nos últimos 12 meses, fizemos um mergulho na conturbada Venezuela, acompanhamos a saga de uma família de refugiados sírios na Europa, cobrimos o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais na Argentina e os atentados em Paris. Recentemente, você conferiu a história sobre o turismo da maconha no Uruguai, de Maurício Tonetto e Félix Zucco, que foram a quatro praias do país vizinho para abordar o tema.

ZH também esteve presente em março em Cuba, onde acompanhou o histórico encontro entre Barack Obama e Raúl Castro. Na semana que passou, ZH fez a cobertura jornalística do discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU, em Nova York. E já estamos preparando os passaportes para as próximas reportagens no Exterior. Nos próximos dias, o editor e repórter internacional Rodrigo Lopes embarca para o Iraque para mostrar a vida em um dos países mais perigosos do mundo,
que enfrenta décadas de guerra e a constante ameaça de atentados do Estado Islâmico.

Vai ter Olimpíada

23 de abril de 2016 2

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Apesar de Cunha, Dilma, Temer, impeachment, crises e corrupção generalizadas, inflação, desemprego e ciclovias que desabam e matam no Rio, chegaremos na quarta-feira a exatos cem dias para a Olimpíada. Em Zero Hora, a equipe de Esportes, comandada por Diego Araujo, deu a largada há muito tempo. Começou com a publicação, desde março de 2015, da coluna No Pódio, da editora de Olimpíada Débora Pradella. Agora, os conteúdos começam a ficar mais frequentes.

Para marcar a data e fazer um balanço de como o país se prepara para o evento gigantesco, ZH percorreu a capital fluminense por uma semana. O resultado é a série de reportagens recheada de infográficos a partir desta edição, nas páginas 40 a 45, até quarta-feira. No site, o material será publicado na forma de um especial na quarta-feira.

O editor Vinicius Vaccaro visitou instalações dos principais polos esportivos dos Jogos, como o Parque Olímpico da Barra da Tijuca e o Complexo Esportivo de Deodoro, acompanhou evento-teste, entrevistou dirigentes da linha de frente da organização para medir o grau de confiança do comitê em relação ao sucesso do evento e conferiu opiniões de comandantes de federações nacionais e internacionais que expressam preocupação com os preparativos e a qualidade das instalações.

Mas, como mostrou o lamentável episódio do desabamento da Ciclovia Tim Maia, em São Conrado, os Jogos não se restringem às praças esportivas. Por isso, visitamos os canteiros de obras de dois dos principais projetos de mobilidade urbana para os Jogos, a Linha 4 do metrô e o terminal Parque Olímpico do BRT Transolímpica (que ligará o Parque Olímpico da Barra e o de Deodoro) e a Vila Autódromo, ao lado do Parque Olímpico.

– Também subi ao topo do Vidigal, uma das favelas pacificadas do Rio, para conhecer uma alternativa de hospedagem, um albergue com uma das paisagens mais privilegiadas da cidade. É uma das abordagens da reportagem, sobre como o Rio se prepara para receber os turistas no evento – conta Vaccaro.

A série sobre os cem dias é mais uma etapa da ampla cobertura que ZH está fazendo dos Jogos. Veja como acompanhar em todas as plataformas:

Infojogos
- Os números e curiosidades sobre as Olimpíadas são apresentados em forma de infográfico na edição impressa e no site de Zero Hora. A série já abordou temas como a participação das mulheres nos Jogos, a história da Chama Olímpica, os recordes do atletismo e o desempenho do Brasil no quadro de medalhas das Olimpíadas.

Poa Olímpica
- A série online Poa Olímpica apresenta, em texto e vídeo, as regras e a história de algumas modalidades dos Jogos, além de mostrar os lugares da Capital em que os esportes podem ser praticados. Já estão disponíveis matérias sobre hóquei na grama, polo aquático, vôlei de praia, esgrima, halterofilismo, luta greco-romana, tiro com arco e remo.

Wianey Olímpico
- Em uma série de vídeos no site de Zero Hora, Wianey Carlet pratica esportes que fazem parte da Olimpíada do Rio. Ao todo, serão cinco episódios – no primeiro, o colunista aprendeu mais sobre as armas e técnicas do tiro esportivo.

Boletim Olímpico
- O repórter André Baibich fala, em uma série de vídeos online, sobre a preparação brasileira para os Jogos do Rio, fazendo uma análise do momento de cada esporte e uma projeção do número de medalhas que eles podem conquistar para o Brasil.

No Pódio
- Todas as sextas-feiras, Débora Pradella apresenta, em uma coluna na edição impressa e em zerohora.com, entrevistas com atletas olímpicos e outros detalhes sobre a preparação do Brasil para receber um dos maiores eventos esportivos do mundo.

No Meio da Rede
- Em todos os finais de semana, o colunista Paulão do Vôlei conta suas experiências de campeão olímpico e faz uma reflexão sobre a preparação do Brasil, dentro e fora das instalações esportivas.

Momento histórico

16 de abril de 2016 5

CARTA EDITOR topo

Não sei se você torce contra ou a favor do governo Dilma. Seja qual for o seu lado, tenho certeza de que estará muito atento neste fim de semana que entrará para a História. Em Zero Hora, dezenas de profissionais foram mobilizados, em Brasília e em Porto Alegre, para entregar a você, minuto a minuto, as notícias, as análises de cada acontecimento, a opinião de nossos colunistas. Preparei aqui um guia de como você pode acompanhar, por ZH, a votação do processo de impeachment.

NAS PLATAFORMAS DIGITAIS
Acompanhe em www.zerohora.com e no aplicativo de ZH

- Cobertura ao vivo das sessões na Câmara no fim de semana. Informações em tempo real das manifestações de rua.
- Em vídeos exclusivos, o colunista Paulo Germano mostra os bastidores da semana mais tensa na Capital Federal em 24 anos.
- Na série Por Dentro da Crise, as colunistas Carolina Bahia, Rosane de Oliveira e Marta Sfredo se encontram em vídeo, para a análise e a informação exclusiva dos fatos.
- Em um quiz, você relembra o que os principais personagens de agora disseram no impeachment de Collor, em 1992.
- Em infográficos, explicamos em detalhes o funcionamento da votação, e no Dicionário da Crise, o abecedário do momento atual.
- Atualização online da negociação dos partidos, o placar da votação e, após a decisão dos deputados, as consequências para o país em reportagens, infográficos e vídeos.

NAS REDES SOCIAIS
Acompanhe no Facebook e no Twitter de ZH

- Na conta do Twitter @aovivozh, acompanhamento, em tempo real, de todos os acontecimentos deste domingo. Na conta oficial (@zerohora), a opinião dos nossos colunistas, as reportagens e toda a análise dos fatos.
- A página de ZH no Facebook também se dedica à cobertura, repercutindo o trabalho da Redação, interagindo com os leitores e publicando vídeos ao vivo durante todo o domingo.

NAS EDIÇÕES IMPRESSAS E NO JORNAL DIGITAL
Acompanhe nas páginas de ZH (edições de fim de semana e de segunda-feira e ZH Domingo Digital)

- Nesta edição, leia no caderno DOC reportagem sobre a atuação e os limites do Supremo Tribunal Federal, que teve papel preponderante e polêmico durante o processo de impeachment. ZH também preparou um guia do processo de impeachment, com argumentos técnicos para quem quiser defender ou criticar o afastamento da presidente em conversas com amigos e familiares. Além disso, uma reportagem sobre os desafios políticos e econômicos que o país enfrentará a partir de segunda-feira, com ou sem a aprovação do impedimento da presidente.

- Em ZH Domingo Digital, o leitor receberá um resumo do que terá ocorrido na tarde e na noite de sábado e na manhã de domingo, com as informações mais importantes da votação, que se inicia às 14h de domingo, na Câmara dos Deputados, e das manifestações de rua.

- Na edição de segunda-feira, em mais de 30 páginas, a análise e os bastidores da decisão do plenário da Câmara, um serviço de como votaram os 513 deputados, reportagem mostrando como o país será governado – com a aprovação ou a rejeição do impeachment –, o futuro da Lava-Jato, o olhar estrangeiro para a crise brasileira, o papel das ruas e das redes sociais nos debates dos últimos meses, além das reportagens que nossa equipe fará sobre os protestos pelo país e as articulações em Brasília.

Dias de muito trabalho

09 de abril de 2016 0

marta gleich

Na semana em que a crise política brasileira chega a seu ápice, uma força-tarefa está montada na redação de Zero Hora, para levar ao leitor uma cobertura diferenciada, não só na edição impressa, mas também no site, nos aplicativos e nas redes sociais. A agitação já começa nesta segunda-feira, quando a comissão especial votará o parecer favorável ao processo de afastamento da presidente, e segue muito quente até a votação do impeachment na Câmara dos Deputados, possivelmente
no próximo domingo.

À frente de 60 repórteres e editores, a experiente editora Dione Kuhn comanda a cobertura. Há 21 anos em ZH, 19 deles dedicados à área política, Dione já participou da cobertura de 10 eleições ou de outros momentos tensos, como a crise do mensalão. Em 1992, na crise do governo Collor, era repórter iniciante de política no Correio do Povo, mas acompanhava com atenção e interesse os desdobramentos políticos que culminariam no impeachment do então presidente.

– O que temos de mais parecido com este momento na história recente é o impeachment de Collor – diz Dione.

– Ainda assim, as circunstâncias eram bem diferentes.

Foto: Félix Zucco/Agência RBS

A editora Dione Kuhn, ao centro, e a equipe da força-tarefa. Foto: Félix Zucco/Agência RBS

A começar que não existia internet e as manifestações se davam apenas nas ruas. Hoje, as disputas também são travadas nas redes sociais. Para os jornalistas, as transformações são grandes. A instantaneidade da informação e as diferentes formas de levar o conteúdo ao público estão entre as principais mudanças. O que realmente não mudou para os jornalistas e nunca vai mudar são a precisão da informação, os textos de qualidade, o equilíbrio na apuração, a isenção, a conduta ética, a investigação e o olhar diferenciado.

A força-tarefa já está mobilizada a partir deste fim de semana. A sucursal de Brasília ganha os reforços dos repórteres Carlos Rollsing, Fábio Schaffner e Paulo Germano e dos profissionais de imagem Anderson Fetter e Diego Vara. O grupo de Porto Alegre vai se somar à equipe da sucursal, integrada pela colunista Carolina Bahia, pela chefe de reportagem Silvana Pires e pelo repórter Guilherme Mazui.

Na redação de ZH, a editoria de Notícias, que hoje concentra a cobertura política, terá, a partir desta segunda, o reforço de repórteres e editores de outras áreas. Conteúdos exclusivos e de análise estão sendo preparados pela equipe para dar ao leitor a dimensão do momento. Em Brasília, nossos repórteres Carlos Rollsing, Fábio Schaffner e Guilherme Mazui estão com a missão de produzir reportagens aprofundadas, que façam o leitor mergulhar nos bastidores do poder. O repórter Paulo Germano ficará dedicado às reportagens em vídeo e em texto da movimentação de Brasília, sempre com um olhar diferenciado em relação à cobertura política tradicional.

As colunistas de política, Carolina Bahia e Rosane de Oliveira, e de economia, Marta Sfredo, farão comentários diários em vídeo sobre as decisões tomadas no Congresso e no Palácio do Planalto, além das colunas no jornal impresso e das participações no Twitter. A equipe de reportagem de Brasília também produzirá, a partir de terça-feira, para o impresso, o Diário de Brasília, com notas curiosas, exclusivas e de bastidor.

ZH está preparando conteúdos digitais especiais que ajudarão o leitor a compreender o complexo processo de impeachment. A preocupação é detalhar ao máximo as informações. Ao longo da semana, estará disponível um infográfico mostrando como se dará a votação no plenário da Câmara, um “dicionário da crise” mostrando palavras e expressões que dominaram os debates dos últimos meses no país, testes que comparam 1992 e 2016, entre outros.

Por dentro do DOC

02 de abril de 2016 2

marta gleich

Quando pensamos em quem seria o melhor editor para cuidar do caderno DOC, que está completando um mês,  o nome de Ticiano Osório surgiu por unanimidade. Há 21 anos em ZH (metade de sua vida de 42 anos), Ticiano une três características importantes para editar o novo suplemento de grandes reportagens da edição de fim de semana: versatilidade para tratar de diferentes assuntos, bom gosto estético e obsessão pelos detalhes de edição. Atual editor de Sua Vida, o pai de Helena e Aurora já trabalhou em editorias tão variadas quanto Esporte e 2º Caderno, e em coberturas tão diversas quanto eleições e Carnaval, e ainda 11 de Setembro e show do Paul McCartney. Conheçam aqui, em cinco perguntas e respostas, o editor que está por trás do caderno DOC.

ticiFoto: Fernando Gomes, Agência RBS

Quais podem ser os temas do DOC?
O DOC está aberto para qualquer assunto que mereça profundidade. Venha de que área vier: saúde, política, esporte, comportamento, ambiente, cultura, família, cidades… Podemos retratar um personagem, como a médica Adriana Melo, a primeira pesquisadora a comprovar associação entre o vírus zika e o surto de microcefalia no Brasil, ou uma cena, caso da reportagem de capa da edição deste fim de semana: como é a rotina dos adolescentes do interior gaúcho que precisam fazer malabarismos para acessar a internet? Podemos tratar de um tema bem local, como a falta de infraestrutura para turistas nos parques do Rio Grande do Sul, ou refletir sobre um mal nacional, a corrupção, como na outra reportagem especial do caderno deste fim de semana. Podemos, na seção Com a Palavra, entrevistar um escritor israelense conhecido por seu pacifismo (David Grossman) ou um artista brasileiro conhecido pelo mundo inteiro (Romero Britto).

Como é montada a pauta, o cardápio do caderno?
Procuro imprimir versatilidade ao DOC. Gosto de misturar assuntos leves com assuntos pesados, abordagens mais coloridas com abordagens mais densas. Acho que a edição que o leitor encontrará nesta ZH é um bom cartão de visitas. Além das reportagens citadas acima, temos artigos sobre a morte de Cruijff, sobre um filme tailandês que é sucesso de crítica mas afugenta espectadores, sobre o malfadado experimento da Microsoft no Twitter e sobre os movimentos feministas nas ruas e nas redes.

O que não entra no DOC?
Por questões industriais, o caderno é fechado nas noites de quinta-feira. Portanto, evitamos colocar no DOC matérias que corram o risco de ficar desatualizadas na sexta-feira, que estejam atreladas demais a coisas que podem ter um desdobramento ao longo da sexta-feira.

O jeito de fazer as páginas é diferente dos demais cadernos de ZH?
Sim. No DOC, que tem um formato arrevistado (as folhas são grampeadas, por exemplo), há mais espaço para os textos e liberdade para ampliar as fotos, quer dizer, podemos publicar uma foto de página inteira, como a boneca enlameada que abriu a reportagem do dia 19/3 sobre a tragédia ambiental de Mariana (MG). Isso significa que subiu a régua da qualidade para os textos e para as imagens.

Com quanta antecipação o caderno é feito?
Todas essas características do DOC têm uma exigência comum: tempo. É preciso tempo para se aprofundar numa pauta, é preciso tempo para burilar o texto, é preciso tempo para produzir fotos impactantes, é preciso tempo para editar esse material e diagramá-lo da melhor maneira. É preciso tempo, antes disso tudo, para pensar. Qual é a pauta? Que história queremos contar? Como vamos contar? Quem vai contar? Para fazer, precisamos de quanto tempo?

Um retrato de Porto Alegre

26 de março de 2016 0

marta gleich

Ao longo de quase um ano, a editora de Capa de ZH, Rosane Tremea, e o editor de Fotografia, Jefferson Botega, prepararam a reportagem Pessoas de Porto Alegre, que você confere no caderno DOC desta edição e em um especial no site. São cem personagens, dos 18 aos 87 anos, achados de forma aleatória nas ruas e que responderam a uma pergunta tão banal quanto reveladora: “Qual a história mais incrível que você viveu em Porto Alegre?”.
Inspirados num projeto semelhante, o Humans of New York, de um fotógrafo chamado Brandon, que já registrou mais de 10 mil personagens (confira em humansofnewyork.com), Rosane e Jefferson volta e meia sumiam da Redação. “Onde está a Rosane?”, perguntava um. “Está no projeto das pessoas de Porto Alegre”. “Cadê o Jefferson?”, queria saber outro. “Hoje eles tiraram algumas horas para fotografar o pessoal da pauta de aniversário da cidade”.

Felix Zucco

Jefferson e Rosane colhendo depoimentos na Praça da Alfândega

Cada vez mais empolgada, a dupla voltava da rua contando histórias mil. Gravaram cem vídeos de menos de um minuto cada, tiraram igual número de fotografias e, entre todos os entrevistados, trataram de pinçar uma dezena para aprofundar um pouco mais os momentos relatados.
Ao todo, foram 18 saídas em 17 pontos diferentes – repetiram apenas a Praça da Alfândega, onde iniciaram e terminaram o projeto.
– Nós ganhamos abraços, contribuímos para a caixinha de recém-aprovados no vestibular, recebemos muitos “não” e um grande número de “sim”, ouvimos música e poesia, escutamos histórias contadas por pessoas de todas as idades – conta Rosane. – Mesmo quem não respondeu à nossa pergunta parou para nos ouvir, ainda que o horário escolhido por nós não fosse dos melhores – em geral, a hora do almoço, quando as pessoas estão indo ou voltando do intervalo, apressadas, atrasadas. E ainda que não tenham gravado o depoimento, nos desejaram sorte, aplaudiram a ideia.
O objetivo da reportagem não era encontrar grandes façanhas, mas momentos muito particulares passados na capital gaúcha – a cidade que completa, neste 26 de março, 244 anos – e que, reunidos, resumem bem o que é viver Porto Alegre.
Segue a Rosane:
– De poucos ou muitos anos de vida surgiram situações singulares, como o nascimento de filhos, a vitória especial do time do coração assistida ao vivo no estádio, o trabalho voluntário, o pôr do sol na orla, o passeio de barco, a criação de uma biblioteca, o ativismo, shows inesquecíveis, o amor encontrado numa esquina, o ingresso na universidade, a primeira visão da cidade, o trabalho e as oportunidades, o convívio com a família e os amigos, a abertura de um negócio, o retorno após muito tempo fora…
A reportagem traz, também, uma reflexão para todos nós.
Ao encerrar a conversa, Rosane e Jefferson pediam que as pessoas deixassem um recado e dissessem o que desejam de sua cidade.
Só uma das cem pediu uma grande obra (o metrô). A resposta de quase todas foi – adivinhe? – segurança para andar tranquilamente pela Capital e poder curtir ainda mais nossa cidade.

Dias intensos

19 de março de 2016 4

marta gleich

Em vários momentos desta semana, a sensação, não só na Redação de Zero Hora, mas em qualquer redação do Brasil, era de não dar conta de tanta informação. Mal surgia uma notícia bombástica e, antes que se pudesse processá-la, interpretá-la, publicá-la, outra bomba explodia.

Só para lembrar dos fatos principais: o ministro Teori Zavascki homologa a delação premiada do senador Delcídio Amaral.
A presidente Dilma e Lula ficam horas reunidos. Dilma nomeia Lula como ministro da Casa Civil. Moro libera dezenas de conversas grampeadas do ex-presidente. Milhares de pessoas saem às ruas para protestar contra Lula e Dilma – ou para apoiá-los. Lula é empossado. Liminar cassa posse de Lula. Mais manifestações. Mais medidas judiciais. Mais embates. E assim foi, uma bomba atrás da outra, ante os olhos perplexos do país.

Em momentos como esse, a Redação se transforma num lugar tenso. Uma força-tarefa é criada, com repórteres e editores requisitados de todas as áreas. Correspondentes são enviados ao centro da crise. Carlos Rollsing viajou para reforçar a Sucursal de Brasília, onde já estavam a postos Guilherme Mazui e Silvana Pires. Fábio Schaffner foi para São Paulo, acompanhar os protestos na Avenida Paulista. Comandado pela editora de Notícias Dione Kuhn, um exército de repórteres e editores trabalhou sem parar.

Transformada em uma usina de informação, a Redação produz conteúdos em diferentes velocidades: informações ao vivo e via Twitter, que abastecem um fluxo de notícias minuto a minuto nas plataformas digitais. Conteúdos para redes sociais, especialmente Facebook, alertando sobre as novidades mais importantes. Vídeos curtos, de flagrantes das manifestações nas ruas, feitos pelos repórteres com celulares. Outros mais analíticos, explicando os fatos, com interpretação de nossos colunistas. E também videorresumos para entender os acontecimentos do dia ou de um turno. De terça a sexta-feira, foram 60 vídeos publicados.

Só de textos – para o site e os aplicativos, com as últimas notícias, mas também entregando ao leitor análise, contexto, histórico e projeção dos próximos acontecimentos –, foram mais de 240, entre quarta-feira e sexta-feira. Complementados por muita análise e opinião de nossos colunistas (nesses episódios, em especial, Rosane de Oliveira, Marta Sfredo, Carolina Bahia, Humberto Trezzi, Tulio Milman, David Coimbra, Luiz Antônio Araujo, Luis Fernando Verissimo). Às 19h, a edição de ZH Noite, para as plataformas digitais. E, fechando a noite, uma edição impressa completa enviada às rotativas, com dezenas de páginas sobre a crise, com a curadoria de nossos editores, contando tudo o que aconteceu, por que aconteceu, que consequências pode ter para o país.

A edição em papel, que antes era a única do dia, agora foi substituída por uma edição a cada minuto, já que você, leitor, consome Zero Hora pelo Facebook, pelo Twitter, pelo aplicativo, pelo mobile site, no tablet, no computador e também na edição impressa.

O jornalismo se torna mais desafiador e envolvente quando trata de temas de grande interesse da sociedade. A motivação de qualquer editor, repórter ou colunista amplia-se na medida em que eles sentem a ansiedade do público por notícias e análises.
Seguimos aqui, 24 horas por dia, nessa cobertura frenética, para levar a você informação completa, análise dos fatos e opinião plural sobre este grave momento da vida política brasileira.

**

Mudando de assunto. Em resposta a pedidos de leitores, a superedição passa a ter, a partir deste sábado e domingo, o horóscopo de sábado e de domingo e duas palavras cruzadas. Outras modificações dizem respeito a colunistas: Antonio Prata volta a escrever no fim de semana e Carolina Bahia passa a ter uma página inteira. Boa leitura!

A sua opinião

12 de março de 2016 1

marta gleich

De uma forma quase unânime, os leitores nos disseram que gostaram muito da superedição de fim de semana. De tudo o que ouvimos de retorno positivo, o resumo seria:

- A edição unificada tem muita coisa para ler, com temas variados, agradando a todos os públicos. Até apareceu um “bom problema”: alguns leitores não deram conta de ler tudo e guardaram colunas e reportagens para digerir durante a semana.

- Ao receber as duas edições numa só, no sábado de manhã cedinho, dá para se organizar melhor e planejar a leitura no melhor horário do fim de semana, o que resulta em mais tempo para ler todos os conteúdos.

- Os novos cadernos, DOC e Fíndi, e ainda mais conteúdo no Vida e no Donna foram muito elogiados.

Um resumo dos problemas apontados pelos leitores, ainda que de forma muito pequena e pontual, diz que:

- Antes havia mais cruzadinhas. Estamos pensando em uma solução para isso!

- A migração do colunista Antonio Prata do domingo para a segunda-feira não foi bem comunicada por nós: Prata sairá sempre às segundas no Segundo Caderno.

- Alguns leitores (recebemos duas reclamações) disseram que o tamanho de algumas reportagens poderia ser menor. A história da médica que descobriu a relação do zika vírus com a microcefalia foi o exemplo citado.

Mesmo com a avaliação da primeira edição em mãos, queremos ouvi-lo de uma forma mais detalhada, tanto sobre a superedição de sábado e domingo quanto sobre ZH Domingo Digital (publicada sempre aos domingos, às 11h, com a atualização das notícias de sábado, somente para smartphones, tablets e computadores). Por isso, estamos fazendo uma pesquisa, a que você pode responder em zhora.co/zhpesquisa. Entre lá e dê sua opinião. Queremos entender melhor como podemos melhorar.

Manifestações de domingo
Na sexta-feira à tarde, conversei com a editora de Notícias Dione Kuhn para falarmos sobre a cobertura das manifestações pró e contra governo federal deste domingo. Como você pode perceber na reportagem da página 10 e no editorial da página 34 (confira aqui a versão digital), defendemos o direito de expressão e de opinião de todos, e pregamos que os movimentos sejam pacíficos. ZH trará uma ampla cobertura online das manifestações em suas plataformas digitais a partir da manhã deste domingo, e uma análise completa dos movimentos na edição de segunda-feira.

Superedição

05 de março de 2016 2

marta gleich
Queridos leitores. Vou pedir licença para não falar do assunto mais quente do momento, o ápice da Operação Lava-Jato, que chega ao ex-presidente Lula, para explicar as mudanças em seu jornal. A partir de hoje, todo fim de semana será assim: você receberá sua ZH bem cedinho na manhã de sábado, com o melhor das edições de sábado e de domingo. Juntamos as duas edições impressas numa só, para que você tenha mais tempo de ler todo o conteúdo. A superedição de fim de semana deverá circular sempre com mais de 160 páginas no total – esta que você tem em mãos fechou com 216 páginas.
O novo jornal de fim de semana vem cheio de novidades. No início, pode haver um pequeno estranhamento, como em toda mudança. Fizemos cada modificação com base em muita pesquisa com nossos leitores, então esperamos que você goste. É certo que não vamos acertar em tudo, e eu espero receber a sua avaliação. Pode escrever para o meu e-mail que está ali em cima. Não prometo responder a todos, mas pode ter certeza de que vamos considerar cada comentário.

Segue aqui um guia das novidades e mudanças:
NOVO CADERNO DOC – Em formato arrevistado, grampeado, para ler durante toda a semana, esse suplemento traz as melhores reportagens, conteúdos em profundidade, entrevistas (o “Com a Palavra” migrou para lá) e colunistas. Luis Fernando Verissimo e Paulo Germano, por exemplo, estão lá, assim como os colunistas do PrOA.

NOVO CADERNO FÍNDI – Em 16 páginas, o melhor da programação de TV, cinema, teatro, shows, espetáculos, exposições. Tudo o que dá para fazer dentro e fora de casa em termos de cultura e entretenimento. Esse caderno reúne conteúdos do TV Show e do Segundo Caderno.

CONTEÚDO PARA CRIANÇAS – Duas páginas no caderno Fíndi voltadas para os pequenos: uma de programação do fim de semana e outra de passatempos, com a Turma da Mônica.

NOVOS COLUNISTAS – Fernando Eichenberg, de Paris, e Fernanda Zaffari, de Londres, contam novidades da Europa no caderno DOC. Monica de Bolle e Paulo Nogueira Batista Júnior escrevem, um a cada fim de semana, sobre economia no primeiro caderno de ZH.

MAIS ESPORTE – No fim de semana, os leitores que curtem futebol adoram ler conteúdos sobre Grêmio e Inter. Dedicamos mais páginas para esses conteúdos, e criamos uma capa (confira à página 43) para marcar bem onde começa a editoria.

CLASSIFICADOS – As ofertas de sábado e de domingo agora chegam a suas mãos no sábado bem cedinho, para que você possa conferir o melhor dos anúncios de Imóveis, Veículos, Empregos e Serviços.

VIDA – Um dos cadernos mais queridos dos leitores ganha mais quatro páginas e uma nova seção, a +Saúde, que a cada fim de semana trará as novidades de prevenção e tratamento de alguma das doenças que mais acometem a população.

DONNA – Ainda com mais conteúdo (nesta edição, com 52 páginas), com ampliação da coluna de Fernanda Pandolfi para duas páginas e agora com a coluna de Marcos Piangers.

NOVA EDIÇÃO DIGITAL AOS DOMINGOS – Para atualizar o leitor com tudo o que aconteceu no sábado (inclusive rodadas de futebol, quando houver) e no domingo pela manhã, uma edição digital será publicada às 11h de domingo. Semelhante a uma edição impressa, com páginas para folhear na tela, a ZH Domingo Digital pode ser baixada em seu smartphone, tablet e desktop.
São muitas mudanças. Todas elas feitas com cuidado e carinho, ouvindo o leitor, testando cada ponto. Espero que você goste. Boa leitura!

Falta uma semana!

27 de fevereiro de 2016 1

marta gleich
No fim de semana que vem, 5 e 6 de março, sua Zero Hora vai ficar ainda melhor. Você não deve estar surpreso com o que estou dizendo, porque já falei várias vezes disso, fizemos muitos anúncios no jornal avisando e mandamos e-mails detalhados para nossos assinantes. Mas eu queria ter certeza de que você sabe tudinho o que vai acontecer. Toda mudança gera algum estranhamento no princípio, e eu acredito que esta conversa clara pode ajudar você a entender a transformação e a aproveitar ainda mais a sua ZH.

SUPEREDIÇÃO DE FIM DE SEMANA

No dia 5, sábado pela manhã, começa a circular a nova ZH de fim de semana, que junta as edições impressas de sábado e domingo. Ou seja: você receberá sua edição em papel no sábado de manhã e não receberá mais a edição de domingo no sábado de tarde. Elas foram reunidas numa edição só, melhorada. Você não perderá conteúdos, pelo contrário, está tudo lá, e muito mais.

NOVOS CADERNOS

Essa superedição contém cadernos que você já conhece e novos cadernos:

O novo caderno DOC, com 28 páginas, virá com reportagens megaespeciais, entrevistas e novos colunistas. Deixa eu contar: está liiiindo! Acho que você vai adorar.

Criamos o novo caderno Fíndi, um guia de 16 páginas com toda a programação de cultura e entretenimento, com dicas de o que fazer dentro e fora de casa e – novidade! – duas páginas para crianças, uma delas com conteúdos da Turma da Mônica.

Os Classificados, com anúncios de Imóveis, Veículos, Empregos e Serviços, reunirão as edições de sábado e domingo, entregando já no sábado pela manhã todas as ofertas para você ter todo o fim de semana para conferir.

O Donna vem ainda com mais páginas, e com a Rede Social, da Fernanda Pandolfi, em duas páginas em vez de uma.

O Vida, outro caderno campeão de audiência, passa de 8 para 12 páginas, e vem com uma nova seção, chamada + Saúde, para guardar: a cada semana, uma doença será abordada em profundidade, para o leitor saber como prevenir e tratar. A primeira já tem pauta definida, hipertensão arterial.

NOVOS COLUNISTAS

Zero Hora passa a oferecer ao assinante cinco novos nomes, tornando ainda mais completo e plural seu time de colunistas: na economia, Paulo Nogueira Batista Júnior e Monica de Bolle, dois pesos-pesados nacionais. Eles se revezam na superedição, cada um escrevendo num fim de semana. Começa com Paulo Nogueira, na edição de 5 e 6 de março, segue com Monica, na edição dos dias 12 e 13 de março, e assim por diante. Na política, Dênis Rosenfield, sempre às terças-feiras. No caderno DOC, Fernando Eichenberg, de Paris, e Fernanda Zaffari, de Londres.

NOVA EDIÇÃO DIGITAL

Desde sempre os leitores reclamam que ZH não oferece uma edição aos domingos, com as notícias de sábado, já que a dominical sempre circulou na tarde de sábado. Quando acontece um jogo de futebol no sábado, por exemplo, a gente recebe muita crítica. Criamos, então, uma edição chamada ZH DOMINGO DIGITAL, para ler no tablet, no smartphone ou na tela do computador. Essa edição não circula em papel, só nos meios digitais, mas ela é semelhante ao papel, porque é construída em páginas para folhear. Disponível para baixar às 11h da manhã de domingo, antes do churrasco ou daquele almoço em família, a edição Domingo Digital trará toda a atualização do que aconteceu no sábado e também nas primeiras horas de domingo, e uma antecipação do que acontecerá no domingo.

Aqui na Redação, estamos animadíssimos com as mudanças, preparando com muita dedicação as reportagens, as colunas, os novos cadernos. Tudo foi feito com base em pesquisas com os leitores, para tentarmos fazer uma ZH ainda melhor para você. Como em toda mudança, vamos acertar aqui, errar ali, e sua opinião será muito importante para que possamos corrigir logo aquilo que não ficar bom. Até semana que vem, quando esta coluna estará na superedição que você receberá no sábado pela manhã.