Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts na categoria "Carta do Editor"

Marta Gleich: agradecimento aos leitores

27 de setembro de 2014 1

marta gleich

Quase cinco meses depois de termos transformado a edição dominical de Zero Hora, escrevo para agradecer a você, leitor, protagonista maior desta mudança. Explico. No início deste ano, constatamos que a dominical dava algum sinal de cansaço: o sintoma era uma pequena queda nas vendas em banca e nos jornaleiros, em relação ao ano anterior. Resolvemos ouvir o leitor e o ex-leitor: aquele que tinha deixado de consumir a edição de domingo. Desta pesquisa, saíram vários recados vindos do público: a dominical deveria ser mais densa. Com assuntos variados. Num equilíbrio maior entre temas leves e pesados. Uma entrevista de fôlego. Um produto diferente dos dias de semana, já que no domingo há mais tempo para leitura. Reportagens maiores? Sim, senhora! Donna é importante? Sim, senhor! Foram muitos os pedidos.

Tentamos fazer o tema de casa e atender a seus anseios. Desde o dia 4 de maio, está nas ruas uma nova edição de domingo. Lançamos o caderno PrOA, que traz novos colunistas e conteúdo denso, debates, ideias, cultura. Reforçamos as reportagens de fôlego (como duas especiais que temos na edição dominical: a chocante história da vida do menino Bernardo, contada pela repórter Adriana Irion, e o total descontrole da “praga dos javalis” no interior gaúcho, revelada pelos jornalistas Nilson Mariano e Carlos Macedo). Passamos a publicar sempre uma entrevista especial (hoje, a uma semana da eleição, Carolina Bahia e Guilherme Mazui entrevistam o presidente do TSE, Dias Toffoli). Donna ganhou ainda mais relevância (já espiou a edição de 76 páginas especial de primavera? Está um luxo!). Uma editoria de Esporte mais caprichada.

E o resultado veio, não só em e-mails com elogios que temos recebido todo fim de semana de generosos e queridos leitores, mas também pelo termômetro das bancas. Carlos Kruger, nosso gerente de Venda Avulsa, me conta que estamos com um excelente desempenho na dominical.

Queria contar essa história a vocês, agradecer a cada um dos leitores e convidá-los a seguir avaliando o jornal. Não está gostando de algo? Escreva para mim, no meu e-mail. Na última semana, o presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, recebeu uma entrega surpresa: uma gaiola dourada que simboliza a indicação ao Caboré, o mais prestigiado prêmio da indústria da comunicação do país, realizado pelo grupo Meio&Mensagem. Zero Hora está concorrendo ao Caboré 2014, na categoria Veículo de Comunicação – Produtor de Conteúdo.

No ano de seu cinquentenário, e depois de passar por uma transformação profunda, que mudou do logotipo aos conteúdos da versão impressa, do site aos aplicativos, o jornal não poderia receber reconhecimento maior. ZH concorrerá nesta categoria com outros dois veículos e o resultado sai no dia 3 de dezembro. Comemoramos muito por aqui. E renovamos nosso compromisso com a produção de jornalismo de qualidade.

Remédio para a memória

20 de setembro de 2014 5

carta

Não creio que, em 27 de janeiro de 2023, um jornalista queira noticiar algo como: “Dez anos depois, Caso Kiss continua sem punição aos culpados”. Mas se esta for a realidade, ela precisará ser informada.

Há cerca de um mês, numa troca de mensagens entre jornalistas de nossa equipe, decidimos voltar a Erechim dez anos depois do acidente que matou 17 jovens, passageiros de um veículo escolar que caiu nas águas de uma represa no interior do município. Não sabíamos o que encontraríamos. A comunidade segue de luto? As famílias ainda moram no local? Como estão a ponte, a represa, as pessoas que viviam ao redor? A lista de questionamentos que deu base ao trabalho da repórter Taís Seibt e do fotógrafo Ricardo Duarte tinha esses itens. E, claro, um que previa conferir como está o caso na Justiça, se houve julgamentos, recursos, decisões, culpados, condenados, absolvidos… Como em tantas outras reportagens que fazemos no dia a dia, partimos da percepção da relevância do fato somada a uma série de informações que deveriam ser apuradas.

Leia outras Cartas do Editor

Tecnicamente falando, ao apurar que 3.652 dias depois do acidente não havia um desfecho na Justiça sobre os culpados – alguém acreditaria que um fato como o descrito nas páginas 26 a 29 não teve culpados? –, tínhamos aquilo que o repertório de jargões de redação chama de gancho para a reportagem. E lá está, no título principal da própria reportagem (“17 mortos, 10 anos, nenhum culpado”) e em um dos títulos de capa desta edição (“Dez anos de dor e impunidade”), o gancho transformado em espinha dorsal do trabalho.

A leitura confirma o que muitos jornalistas que cobrem este tipo de assunto já entenderam: saudade e perda misturadas com impunidade fazem a dor aumentar e alimentam o questionamento sobre a capacidade de se fazer justiça em muitos casos. E confirma também uma das mais importantes vocações do jornalismo, que é manter os grandes temas sempre vivos na memória da sociedade. Esta não é uma jogação de confete sobre ZH e sua equipe. É uma característica do bom jornalismo, seja qual for o veículo ou o profissional, e algo de que nos orgulhamos mesmo quando se trata de fatos que não gostaríamos de noticiar.

Leia a matéria

carta1

Marta Gleich: renovação no Casa&Cia

13 de setembro de 2014 0

editora de zero hora

Quando abrir a sua ZH da próxima quarta-feira, dia 17, você verá uma grande novidade: o Casa&Cia mudou. Do logotipo da marca ao conteúdo. Mesmo já sendo um dos preferidos dos nossos assinantes, por tratar de algo tão importante como o investimento no bem-estar e na beleza dos ambientes onde se mora e trabalha, descobrimos em pesquisas que o caderno poderia melhorar ainda mais. E aproveitamos o desafio para reinventar o Casa. Com 16 anos a serem completados nesta segunda, o caderno amanhecerá mais cool, descolado e aberto para todos os aspectos do estilo de vida contemporâneo. A reportagem da primeira capa deste novo projeto (confira abaixo em primeira mão!), sobre um casal de artistas que transformou um imóvel caindo aos pedaços numa casa dos seus sonhos em Nova York, dá bem o tom do novo caderno.

17CASA
Casa&Cia mantém as reportagens preferidas pelos leitores, com foco em interiores e design (tema campeão de interesse, conforme as pesquisas), e abre para um passeio por outros temas que também marcam a vida contemporânea, como iluminação, paisagismo, tecnologia, sustentabilidade, arte e urbanismo, vistos com a perspectiva estendida até chegar ao luxo, que mereceu uma seção batizada de Premium. Outra novidade são os perfis de profissionais relevantes nas suas áreas, em textos tratados com um misto de leveza e informação. E novos nomes entrarão em cena: farão parte do convívio dos leitores quatro colunistas fixos. São eles o arquiteto Henrique Steyer, um profissional contemporâneo conectado com as inovações; o jornalista especializado Allex Colontonio, que tem na bagagem a reestruturação de revistas como Casa Vogue e Wish Casa; a designer Tatiana Laschuk, que atua em design de superfície ligado a tecnologia; e Fah Maioli, atualmente radicada em Milão, mas com atuação em toda a Europa e nos Estados Unidos, especializada em tendências e design de produto. Outros colunistas eventuais ou com menor regularidade reforçarão a proposta de criar novas janelas de conteúdos de lifestyle.

Esses assuntos e personalidades serão mostrados dentro da reformulação do projeto gráfico, desde o logotipo (veja ao lado), criado pela agência Escala, e que atingiu todas as páginas do caderno, em uma renovação concebida pelo editor de Arte de ZH, Luiz Adolfo, e desenvolvida por Ana Maria Benedetti.  Em breve, essa grande reforma do Casa&Cia abrangerá a internet: um novo site Casa&Cia entrará no ar com uma proposta customizada para o formato digital.
A editora do caderno desde o primeiro número, Eleone Prestes, comemora a chegada à edição 836 do produto que se tornou uma marca de referência no segmento:
– Cada mês de setembro penso no que o Casa pode oferecer de presente de aniversário às avessas para os seus leitores. Em vez de ganhar, encaro 15 de setembro como hora de retribuir. Desta vez, o pacote vem com embalagem nova e conteúdo revisto e atualizado, para aumentar ainda mais a intimidade com os leitores.

Mês quente na política

06 de setembro de 2014 1

marta gleich
O leitor já percebeu: ZH ampliou e aprofundou os conteúdos ligados às eleições. Estamos a quatro semanas do primeiro turno, o período mais interessante do embate político, com disputas concorridas tanto no Estado quanto no país. Como cresce o interesse do leitor-eleitor, aumenta de forma proporcional nossa produção de reportagens especiais sobre o assunto.

– Estamos entrando com força nas propostas dos candidatos para os principais problemas do Estado. Nesta edição, estreamos a série que leva o selo Vida Real, com foco sobre a qualidade das nossas estradas, um dos principais gargalos da infraestrutura – explica Dione Kuhn, editora de Notícias e responsável pela força-tarefa de eleições em Zero Hora.

A ideia do Vida Real é tratar de temas pontuais que têm grande impacto na vida do leitor. Em vez de perguntarmos genericamente, por exemplo, “qual sua proposta para as estradas?”, questionamos os candidatos especificamente sobre três pontos: 1) Em relação aos pedágios, o senhor vai manter a EGR ou vai voltar a fazer a concessão de estradas à iniciativa privada? 2) Tendo em vista a situação financeira do Estado, é possível esperar investimento públicos em estradas nos próximos quatro anos? 3) É possível que todos os municípios do Estado tenham acessos asfálticos até 2018?

Com esta abordagem, o jornal pretende ser mais útil para que o leitor compare propostas, conheça o pensamento dos candidatos e decida seu voto. Alguns temas que trataremos na série Vida Real: número de CCs; piso nacional e plano de carreira do magistério; rombo na previdência; efetivo da Brigada Militar.

Vida Real é apenas um dos conteúdos especiais de ZH para as eleições. Nas plataformas digitais, lançamos o programa Cena Eleitoral, apresentado pela colunista Rosane de Oliveira e jornalistas da Redação, com análises do cenário político. Estamos publicando, também, a seção “É isso mesmo?”, que confere se números, dados e realizações dos candidatos batem com a realidade.

Ainda em setembro, apresentaremos perfis e vídeos com os candidatos a governador e entrevistas em profundidade com os concorrentes ao Piratini, que se somam à já iniciada série de entrevistas com os candidatos a presidente. Teremos, também, um vídeo especial com foco no desafio das finanças do Estado e um comparativo relacionado a áreas-chave na gestão, como saúde, educação e segurança.

Em um conteúdo mais descontraído, inventamos o La Urna, produzido por Paulo Germano, Anderson Fetter, Gustavo Foster e Marcelo Carôllo, de Zero Hora, Arthur Gubert e Marcos Piangers, da Rádio Atlântida, e Marina Ciconet, do Kzuka. A coluna #LaUrna você confere nas edições impressas de quartas-feiras e domingos – na página 20 desta ZH Dominical – e todos os vídeos e conteúdos no blog.

A partir deste domingo, contamos com mais um colunista em ZH: Maurício Saraiva, comentarista da RBS TV e da Rádio Gaúcha e apresentador do Botequim do Maurício, passa a escrever semanalmente na editoria de Esportes. Aos 50 anos e 28 de jornalismo esportivo, Maurício realiza um sonho:

– Quando eu era adolescente, escrevia uma coluna de futebol por dia na minha máquina Olivetti (a foto mostra Saraiva com uma das colunas). Guardei todas numa pasta que existe até hoje. Foram cinco anos neste exercício da escrita que agora se transformam em realidade nas páginas do jornal. A responsabilidade só não é maior do que o prazer de começar a escrever em Zero Hora.

TVCOM, divulgação

Maurício Saraiva é novo colunista de ZH

04 de setembro de 2014 8

O próximo domingo (7) aguarda uma novidade aos leitores de Esportes. Estreia em Zero Hora a coluna de Maurício Saraiva, comentarista da RBS TV e da Rádio Gaúcha. O espaço vai se chamar Jogando o Jogo e vai tratar da rodada que passou e da rodada que virá do campeonato em andamento, de torneios que já acabaram e do futebol em todas as suas dimensões.

TVCOM, divulgaçãoMaurício, 50 anos e 28 de jornalismo esportivo, define o novo trabalho como a oportunidade de convidar o leitor a refletir sobre os motivos pelos quais as coisas acontecem no futebol, sem acaso, mas com causa e consequência como na vida. Na nova experiência, o comentarista terá o auxílio dos leitores que, por e-mail, poderão sugerir temas a serem tratados pela coluna.

— A responsabilidade só não é maior do que o prazer de começar a escrever em Zero Hora. Realiza o sonho de adolescente que escrevia uma coluna sobre futebol por dia na sua máquina Olivetti e guardava todas numa pasta que até hoje existe… Foram cinco anos neste exercício da escrita que agora, em tempo, se transformam em realidade nas páginas do jornal — conta Maurício.

Marta Gleich: botas de chuva e dias ensolarados

30 de agosto de 2014 0

editora de zero hora

Semana passada chegou para aprovação uma despesa curiosa da Redação: compra de botas e capas de chuva. “A Expointer vem aí de novo”, pensei. O pessoal que planeja a cobertura lembrou bem: tão tradicional quanto a exposição de Esteio é… pisar no barro e estar debaixo de chuva por lá!

Nossa Casa RBS, posto avançado de Zero Hora e dos demais veículos do grupo dentro do Parque de Exposições, está fervilhando a partir deste fim de semana. Só de ZH, são 15 profissionais que se mudam para a sucursal, entre repórteres, editores e fotógrafos.

Em 2014 o evento tem um caráter especial. Por ser ano de eleição, o componente político ganha destaque. Neste sábado, está prevista uma sabatina com os principais candidatos a governador na Casa RBS, para apresentação dos planos para o setor primário.

– Esta é uma Expointer de decisões políticas – destaca Gisele Loeblein, editora e colunista de Campo e Lavoura. – Política e campo se misturam no evento. Por isso, decidimos que o principal acontecimento de ZH na Casa RBS seria justamente a presença dos candidatos, para ouvir suas estratégias para o agronegócio. Qualquer plano que se faça neste Estado precisa contemplar o setor, responsável por um quarto do PIB.

Além do painel com os principais candidatos ao governo do Estado, em parceria com a Federasul, vale destacar a primeira edição do troféu Gente do Campo, realizado por Zero Hora e Farsul. Quatro produtores recebem as homenagens. Vilmar Brasil (Produtor do Ano), Nairo Bittencourt (Tecnologia), Fernanda Costabeber (Jovem) e Charles Venturin (Empreendedorismo).

Em Esteio, Zero Hora promove ainda duas edições do Campo em Debate: um na quinta-feira, às 14h, em parceria com o Conselho Regional de Medicina Veterinária, e outro na sexta-feira, às 16h, sobre Cadastro Ambiental Rural. Na edição de segunda-feira, dia 1º, ZH traz encartado o caderno especial da feira, com 24 páginas, sob a temática “O efeito multiplicador do campo”, mostrando como o setor impulsiona outras áreas, e um serviço completo.

Neste ano, Zero Hora terá um olhar digital sobre a Expointer, mostrando com vídeos especiais o universo rural que o público urbano irá encontrar no parque. As tendências do setor consolidadas durante o evento também serão retratadas no caderno Campo e Lavoura pós-feira, no próximo dia 8.

Mesmo com algum sinal de desaceleração na venda de máquinas, a 37ª Expointer deve manter um bom volume de negócios, na esteira de dois anos seguidos de safra cheia. A última colheita, de mais de 30 milhões de toneladas, foi recorde. E há perspectiva de um bom resultado na próxima, que será plantada a partir de setembro. Neste período de tempo ruim na economia brasileira, o setor da agropecuária no Rio Grande do Sul resiste, sempre com boas previsões. Nossos jornalistas têm à mão as botas e capas, sim, se for necessário proteger-se de eventuais dias chuvosos na feira, mas a cobertura deve ser de dias ensolarados no campo gaúcho.

 

 

"Um momento histórico dos jornais"

23 de agosto de 2014 3

marta gleich
Imagine um mundo sem jornais. Não apenas sem um jornal, como Zero Hora. Imagine Porto Alegre sem Zero Hora, Correio do Povo, O Sul, Jornal do Comércio, Diário Gaúcho, Metro. Imagine o Rio Grande do Sul sem suas dezenas de jornais locais. Imagine o Brasil sem a Folha de S.Paulo, o Estadão ou o Globo. Imagine o mundo sem The New York Times.

Nos últimos anos, jornais em geral têm encolhido – em receita publicitária, em assinantes do papel. E têm SE encolhido também. Em fóruns especializados, o “fim dos jornais” virou assunto recorrente na última década. Mas na semana passada, em São Paulo, os 130 periódicos membros da Associação Nacional de Jornais estabeleceram o momento da virada. Durante o 10º Congresso Brasileiro de Jornais, sob o lema “Ruptura, Inovação e Avanço”, lançaram um movimento histórico. Uniram-se para mostrar o que já é realidade: inserido num novo mundo, o jornal mudou.

Primeiro, este movimento inaugura um estado de espírito, o de não aceitação do encolhimento do meio jornal. Segundo, mostra sua relevância, expressa nos pontos abaixo. Terceiro, convoca os principais publicitários, agências e anunciantes a se unirem a este momento – estava presente em São Paulo a nata do mundo da publicidade brasileira. Quarto, está lançando ações concretas para o mercado, como uma plataforma de internet chamada Digital Premium, onde será possível negociar, num único local, campanhas nos sites de vários jornais brasileiros, e como o Marketplace de jornais, uma ferramenta que permitirá, em 2015, simular a compra de anúncios impressos em dezenas de veículos.

Confira alguns dados:

- No Brasil, 73 milhões de pessoas leem jornais impressos. 50 milhões leem notícias pela internet. Em todo o mundo, 2,5 bilhões de pessoas leem jornais impressos e 800 milhões buscam informações em plataformas digitais.

- Nunca se consumiu tanta informação no mundo. E nunca se consumiu tanto jornal: porque jornal, hoje, está ressignificado. Não é só papel. Também está no laptop, no tablet, no celular, nas redes sociais. A audiência, portanto, tem sido subestimada ao se considerar somente o número de exemplares impressos. A abrangência se multiplicou, com as novas plataformas. Entre janeiro e junho deste ano, por exemplo, o acesso ao conteúdo dos quatro maiores jornais brasileiros via telefone celular aumentou 430%.

- Em 2012, segundo dados da ANJ, as assinaturas digitais nos sites jornalísticos cresceram 128% em relação ao ano anterior.

- Pesquisa do governo federal aponta que os jornais são o meio de mais credibilidade: 53% dos entrevistados dizem confiar sempre ou muitas vezes nos jornais.

- A atenção de quem lê jornal é maior: 62% dos que leem jornal não fazem outra atividade ao mesmo tempo. Isso quer dizer que a mensagem publicitária tem uma chance muito menor de dispersão do que em outros meios, como TV, rádio e internet. Público de jornal, segundo pesquisa do Ipsos Marplan, é o que mais presta atenção aos anúncios – e o que mais se lembra da publicidade vista.

- Jornais certificam: uma vez que a informação é publicada num jornal, seja no papel ou no site, ela se espalha pelas redes sociais como informação verdadeira.

A existência de jornais não é apenas uma questão empresarial desta ou daquela marca. É um problema da sociedade como um todo. Jornais independentes aprofundam e sustentam a democracia. Jornais defensores da verdade são, historicamente, os baluartes da liberdade de expressão. Jornais plurais estimulam o debate e garantem espaço a todas as vozes na discussão de temas relevantes. Jornais comprometidos com a justiça social investigam e denunciam esquemas de corrupção, o crime organizado, o funcionalismo público incompetente, violações de direitos humanos. Jornais de qualidade educam, entretêm, estimulam a cultura. Jornais saudáveis financeiramente conseguem manter um time de colunistas e jornalistas que faz a diferença. Jornais de qualidade ajudam o leitor a melhorar sua vida, apoiam uma comunidade no seu desenvolvimento, mudam o curso da História. Em suas páginas, uma sociedade se enxerga, trava embates, discute soluções e caminhos.

A campanha “Jornais em movimento”, lançada terça-feira em São Paulo, foi um momento histórico para a comunicação do país. A morte da indústria de jornais, disse Ken Doctor, analista da indústria de mídia e autor de Newsonomics, foi anunciada de forma exagerada. E o leitor, o que tem a ver com tudo isso? Quanto mais fortes forem os jornais, mais qualidade terá seu conteúdo: mais investigação, melhores colunistas, melhor serviço.

Vídeo sobre a nova ZH é destaque na semana de palestras pelo Estado

21 de agosto de 2014 0

Repórteres, editores e colunistas de ZH estão percorrendo mais de 6,8 mil quilômetros para conversar com estudantes de Jornalismo do Estado. São 24 cursos, em 15 cidades. Os encontros têm como tema central as mudanças de ZH realizadas em maio, na passagem dos seus 50 anos.

Esta é a sexta edição do evento. Todo ano, ZH visita as faculdades como uma forma de aproximar seus profissionais dos futuros colegas. Para os encontros, a Redação preparou uma edição especial de 8 páginas e um vídeo que apresenta as mudanças.

Primeira Pauta ZH recebe inscrições até sábado

21 de agosto de 2014 0

A 6ª edição do Primeira Pauta, projeto de ZH que vai selecionar cinco estudantes para formar uma equipe na Redação, recebe inscrições até sábado (23). A experiência inclui aulas, treinamento e a realização de uma reportagem. Podem se inscrever alunos de Jornalismo, Cinema, Realização Visual e Design de universidades gaúchas.

Clique aqui para fazer a sua inscrição

logo_horizontal

Para participar, é preciso estar matriculado entre o quarto e o sexto semestre da graduação e passar por duas etapas de seleção – a primeira delas, uma prova presencial (com questões de português, conhecimentos gerais e inglês), e a segunda, uma atividade online.

Os cinco selecionados realizarão atividades na redação de Zero Hora por quatro horas semanais, entre 17 de setembro e 15 de outubro, com oficinas que complementam a formação acadêmica.

Como será a seleção:

Primeira etapa: uma prova eliminatória será aplicada em Porto Alegre, Caxias do Sul e Santa Maria. O estudante deve escolher a cidade na inscrição e aguardar a indicação de dia, local e horário. O teste será aplicado nos dias 28, 29 de agosto e 1º de setembro. Todos os participantes aprovados na prova terão seus currículos incluídos no banco de talentos da RBS.

Segunda etapa: os estudantes enviarão trabalhos para a Redação de ZH, seguindo orientações do regulamento

 Confira o regulamento

 Em caso de dúvidas, escreva para a equipe do projeto no e-mail primeirapauta@zerohora.com.br

 

Um fenômeno histórico em andamento

16 de agosto de 2014 2

marta gleich

No último mês, os repórteres Humberto Trezzi, 51 anos e há 25 em ZH, e Carlos Rollsing, 29 anos e há três no jornal, aprofundaram um tema que vem pipocando aqui e ali: a migração de caribenhos e africanos para o Rio Grande do Sul. Nesse período, acompanhados dos fotógrafos Diego Vara e Mauro Vieira, viajaram para Encantado, Lajeado, Marau, Passo Fundo, Erechim, Gravataí, Caxias do Sul e Bento Gonçalves, para apresentar aos leitores na edição deste domingo e de segunda-feira um completo mapeamento deste fenômeno. É uma faceta do Rio Grande do Sul que o próprio Rio Grande do Sul desconhece: negro, migrante, carente – e trabalhador.

Já são 11.500 caribenhos e africanos no Estado. Em municípios como Encantado, representam 2% da população. Em uma das unidades do Frigorífico Dália, são 30% dos funcionários. No país, o assunto se desdobra. Em 2010, cerca de mil migrantes dessas origens pediram refúgio. Em 2014, somente no primeiro semestre, já são quase 18 mil.

trezzi_rollsing

Foto: Jefferson Botega

A história de migrações faz parte da cultura do RS: alemães, italianos, poloneses, japoneses, entre outros, se fixaram no Estado e ajudaram a construir o que hoje é nossa economia, nosso jeito de ser, nossas crenças. O que acontece agora é uma nova onda migratória, só que ainda pouco estudada e compreendida. A reportagem de Trezzi e Rollsing tem o mérito de contextualizar e aprofundar um fenômeno em pleno andamento e que começa a se tornar assunto de teses acadêmicas e livros.

– Foi muito interessante observar a influência muçulmana nas fábricas onde trabalham – conta Trezzi. – Eles comem com as mãos e rezam cinco vezes ao dia, estejam onde estiverem. Por serem muito religiosos, são pacíficos, calmos. Essa característica também os credencia para o trabalho. São considerados funcionários “ideais”.

– Pensei que iria encontrar casos de racismo – diz Rollsing. – Mas não há nada disso. Em todas as cidades por onde passei, não há registro de reclamações nem brigas. As pessoas têm demonstrado muito respeito por quem chega. Foi uma surpresa positiva. Alguns migrantes estão formando família aqui e já têm filhos. Outros querem trazer a família de seus países.

Aqui você confere um documentário sobre o assunto. Na continuação desta reportagem, na edição de segunda-feira, ZH trará dois aspectos preocupantes dos bastidores desta migração.
As empresas que faturam trazendo caribenhos e africanos para o Estado e os coiotes, que os exploram ao longo da viagem.