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Posts na categoria "Carta do Editor"

Menos tabu, menos agressões, mais debate

27 de junho de 2015 5

carta_nilson

 

Os repórteres Itamar Melo e Marcelo Gonzatto estiveram mergulhados, nas últimas duas semanas, num questionamento que, em meio a reforma política e ajuste fiscal, vai ganhando força no Congresso Nacional: que definição de família deve ser aprovada e abraçada pela sociedade e pelas leis brasileiras?

Com suporte dos editores Claudia Laitano e Ticiano Osório, Itamar e Gonzatto contaram com uma ajuda que veio do Hemisfério Norte para tornar mais relevante ainda a reportagem. Na sexta-feira, a Corte Suprema dos Estados Unidos reconheceu a legalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo na mais influente e rica das nações ocidentais. A novidade, que entre outras repercussões pintou com as cores do arco-íris a identidade de milhões de pessoas e instituições nas redes sociais, deu mais uma pista da urgência da discussão sobre o tema no Brasil. Não é mais possível tratar como tabu, postergar por razões religiosas ou impor qualquer tipo de restrição ao debate em torno das questões de gênero, determinantes para deliberações sobre família, adoção, direitos civis, entre tantas outras.

A reportagem desta edição é uma das contribuições que Zero Hora dá para esse debate. Já na primeira página, vale refletir sobre a opinião do professor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ Valdemar Figueiredo Filho, pesquisador das relações entre política, religião e mídia, a respeito do estágio atual do debate (ou não debate): “Não enxergo debate, enxergo agressões”. As páginas 28 e 29 comparam as visões do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), da bancada evangélica, para quem só é família a entidade formada a partir da união de um homem e de uma mulher, e da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), defensora do reconhecimento legal da união entre pessoas do mesmo sexo. Pelos projetos destes dois políticos passa a discussão sobre o tema. E você? Qual a sua opinião?

Saídas para o RS

20 de junho de 2015 1

marta gleich

 

Até setembro, data das comemorações farroupilhas, Zero Hora publicará um dossiê com mais de 15 visões diferentes e profundas sobre as possíveis saídas para a grave crise do Estado. Em junho, julho, agosto e setembro, uma semana por mês, a página de artigos publicada ao lado dos editoriais abrirá espaço para análises de lideranças empresariais, sindicais e políticas, que responderão às perguntas “O Rio Grande tem saída? Como?”.

A série inicia-se nesta semana, e, de terça a sexta-feira, publicará as contribuições dos presidentes da Fiergs, da Federasul, da Fecomércio e da Farsul. Já adianto que os artigos estão muito interessantes. Heitor José Müller, da Fiergs, defende um “Pacto de Entendimento” entre os três poderes e diz que a saída da crise é pela “porta da frente”. Ricardo Russowski, da Federasul, sugere um processo de desestatização, lembrando que o Estado não cabe mais dentro da nossa economia. Luiz Carlos Bohn, da Fecomércio, lista nove medidas duras, mas factíveis, que deveriam ser adotadas pelo Estado em busca do equilíbrio nas finanças. E Carlos Sperotto, da Farsul, diz que o mais difícil dos desafios é mudar a nós mesmos.

No mês que vem, ocuparão o espaço dirigentes sindicais das entidades mais representativas do Estado. Em agosto, será a vez da representação parlamentar, e, em setembro, farão suas análises os políticos que já governaram o Estado. Cada série semanal terá um vídeo no site de ZH com o resumo das ideias daquelas lideranças.

Foi no meio de uma reunião de rotina da Editoria de Opinião, liderada pelo jornalista Nílson Souza, que surgiu a ideia: ao ver a foto de cinco governadores juntos (Rigotto, Simon, Yeda, Jair e Sartori), tirada pelo fotógrafo Luiz Chaves, da assessoria do Palácio Piratini, e reproduzida pela colunista Rosane de Oliveira, inicialmente a equipe pensou em pedir artigos de ex-governadores com soluções para o Estado. A pauta evoluiu para outras lideranças, além das políticas, incluindo dirigentes de entidades empresariais e sindicais.

– Normalmente, a página de artigos caracteriza-se pela pluralidade, por ter ponto e contraponto, por contemplar visões diversas sobre os temas de interesse dos leitores. Vamos reservar, nessas semanas, o espaço inteiro para um artigo só, para que se possa discorrer com maior profundidade sobre as saídas para o Rio Grande do Sul. Assim, esperamos oferecer uma contribuição diferenciada para o debate em torno da retomada do desenvolvimento do Estado – diz o editor de Opinião de ZH.

A turma da Arte

13 de junho de 2015 0

marta gleich

Na Redação de Zero Hora, um andar inteiro com mais de 200 jornalistas, há no lado sudoeste uma equipe característica de todo jornal que se preze: o time da infografia. Se você entrar numa redação, é fácil identificá-los. Eles usam computadores Macintosh, enquanto os demais utilizam PCs. Têm telas maiores. Decoram as paredes com páginas premiadas em concursos internacionais. E costumam trabalhar com fones de ouvido para não se distraírem com o barulho ambiente.

Formada por 13 ilustradores, caricaturistas, infografistas, webdesigners e programadores, a equipe de Arte de ZH, liderada por Leandro Maciel, é multipremiada. Neste ano, por exemplo, ganhou um prêmio de excelência da Society for News Design, a mais relevante associação de design de jornais do mundo, com as infografias e pôsteres da Copa de 2014, e teve os trabalhos publicados no site Visualoop, que destaca o que de melhor está sendo produzido em jornalismo visual.

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A turma da Arte, que conta com Gilmar Fraga, Gabriel Renner, Gonzalo Rodriguez, Edu Oliveira, Eduardo Uchôa, Fernando Gonda, Guilherme Gonçalves, Michel Fontes, Diogo Perin, Leonardo Azevedo, Izabel Cruz e Guilherme Maron, contempla os leitores com dois trabalhos nesta edição. Duas páginas com todas as informações da Maratona e o último infográfico de uma série de 12 dos jogadores e times da Copa América. A diferença deste material é que os 12 pôsteres unidos formarão um único mosaico com as principais estrelas da competição, como na imagem abaixo.

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A representação gráfica de informações, de forma a torná-las mais compreensíveis, é tão antiga quanto os famosos desenhos complementados por textos de Leonardo da Vinci. Ou tão popular quanto os insuperáveis mapas de metrô das grandes cidades do mundo (imagine explicar as 468 estações de metrô de Nova York usando só texto!). Nos jornais, a infografia tem o papel de explicar, de forma rápida e visualmente harmoniosa, assuntos complexos ou com muitos dados.

– A editoria de Esporte se presta muito a infográficos, porque eles permitem que destaquemos coisas que não estão na cobertura do dia a dia. Números, históricos, curiosidades são a matéria-prima perfeita – diz Diego Araujo, editor de Esportes. – Também podemos, de forma didática, explicar aos leitores regras sobre modalidades às quais não estão tão acostumados, como fizemos com o Superbowl, o Best Jump ou o boxe. Estamos planejando uma série olímpica para ajudar o leitor a assistir aos esportes com um pouco mais de informações.

A equipe da infografia traduz e organiza a informação para que você tenha páginas bonitas e agradáveis de ler, com muito conteúdo.

ZH é apresentada no Fórum Mundial de Editores

03 de junho de 2015 0

martaA jornalista Marta Gleich, diretora de Redação de ZH, compartilhou práticas do jornal com editores de 80 países nesta terça-feira  no 22º Fórum Mundial de Editores, no Congresso Mundial de Jornais. O painel “Redações multiplataforma – fazendo mais com menos recursos no desafio constante de evoluir rumo ao futuro mobile” detalhou como o time de jornalistas tem mantido sua missão de produzir jornalismo de alta qualidade com produtividade e buscando novos modelos de negócios. O evento se encerra nesta quarta (3), em Washington, nos Estados Unidos.

– Jornalismo de qualidade é a única coisa que manterá os jornais vivos. Precisamos, como líderes de redações, realizar as mudanças necessárias para seguir na nossa missão e continuar tendo valor para as sociedades onde atuamos – disse Marta.

No mundo todo, jornais têm enfrentado o desafio da redução de verbas publicitárias. Por outro lado, nunca se consumiu tanta notícia, e os jornais, em um contexto de múltiplas fontes de informação, têm uma vantagem, como mídia de alta credibilidade.

– Hoje, o Grupo RBS, com seus oito jornais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, é o número 1 em circulação impressa, entre todos os grupos de comunicação brasileiros. Diariamente, imprime 445 mil exemplares – informou Marta.

Redações estão passando por profundas transformações. A mesma equipe que antes fazia o jornal impresso hoje produz vídeos, reportagens multimídia para plataformas digitais e conteúdos para redes sociais. De um processo de edição que ocorria a cada 24 horas no modelo antigo, de conclusão de uma edição impressa toda noite, os jornais hoje têm processos a cada minuto, com publicação contínua para aplicativos, sites, mobile sites e redes sociais.

– Quando Zero Hora completou 50 anos, criamos um novo slogan, estampado na primeira página junto ao logotipo do jornal: “Papel. Digital. O que vier”. Isso significa que estamos prontos para produzir notícias em qualquer formato para atender às necessidades do leitor. No mobile, em vídeo, em redes sociais, ao vivo, no que vier. Criamos o conceito de “redação beta”, que busca constantemente pontos a melhorar no produto, nos processos e na estrutura. Precisamos nos reinventar a cada dia para fazer frente ao novo cenário de negócios dos jornais – afirmou Marta.

Seis cadernos para pensar o futuro

30 de maio de 2015 1

marta gleich

 

Por um instante, tente imaginar 2050.
Como estarão os países, os conflitos, as imigrações? Como estará o Brasil? E as cidades? As pessoas ainda irão de ônibus e de carro para o trabalho? O que elas colocarão no prato do almoço todo dia? A cura do câncer já terá sido descoberta? Água estará sendo racionada? As famílias terão as mesmas estruturas que as de hoje?
Com o desafio não de tentar responder, mas de debater tudo isso, Zero Hora lança, na próxima quarta-feira, com o patrocínio da Unisinos, o caderno e o site Rumo.

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Em seis edições, de junho a novembro, sempre na primeira quarta-feira de cada mês, um dos seguintes temas será debatido em profundidade:
1) Comida – O que vamos comer? Como vamos comer? Quais as estratégias para garantir a produção e a distribuição de alimentos em 2050, quando seremos 10 bilhões de pessoas?
2) Mobilidade – Como vamos nos locomover em 2050? Quais serão os grandes desafios para as cidades e seus habitantes? No que a tecnologia pode ajudar? No que uma mudança de comportamento pode ajudar? Vamos precisar ir ao trabalho ou à escola, ou faremos as atividades em casa?
3) Saúde – Encontraremos a cura para doenças como câncer e aids? Que pesquisas inovadoras já apontam novos caminhos para combater velhas doenças?
4) Água – A água vai acabar? Quais são as previsões de especialistas em recursos naturais em relação à distribuição e ao consumo em 2050? Como deverão estar os rios gaúchos? Que estratégias devem ser traçadas e seguidas para evitar o colapso do abastecimento?
5) O amor – De que forma vamos nos relacionar? Como serão as famílias? Até 2050, que transformações as redes sociais vão operar nos relacionamentos, nas amizades?
6) O mundo – Em que mundo viveremos? É possível prever conflitos que mudem cenários e até fronteiras? A questão dos imigrantes: que Europa vem aí? Quais serão as potências econômicas? Que papel terá o Brasil? Continuaremos apenas neste planeta?
– Escolhemos esses temas porque são perenes e essenciais para a vida humana, e algumas dessas discussões já são urgentes – explica Ticiano Osório, editor responsável pela iniciativa, junto com Fernando Corrêa e Henrique Tramontina. –

Miramos em 2050 porque, além de ser um ano “redondo”,  é suficientemente longe para ser chamado de futuro e, ao mesmo tempo, razoavelmente perto para que os especialistas ouvidos por ZH sintam-se confortáveis para projetar.

A repórter dos assuntos inexplicáveis

23 de maio de 2015 0

marta gleich

Apaixonada por missões jornalísticas intrincadas, Juliana Bublitz apresenta nesta edição mais uma de suas façanhas: explicar de forma profunda e clara a remuneração e a carreira do magistério estadual.

Você deve ouvir há horas as tais discussões sobre o piso do magistério e o plano de carreira dessa categoria. Mas quem consegue desvendar esses temas incompreensíveis? Juliana, esta santa-cruzense de 35 anos, há 12 em Zero Hora, encarou o desafio:

— Descobri que gosto de traduzir temas difíceis. Destrinchar assuntos que outros repórteres hesitam em fazer, pelas dificuldades que isso implica. É uma forma de estar em constante aprendizado e, ao mesmo tempo, de contribuir para debates importantes e dos quais o jornalismo qualificado, aprofundado, não pode prescindir.

Na lista de assuntos complexos da repórter, estão reportagens como a da história da dívida pública do Estado com a União, em 2013, que passou a ser referência inclusive em faculdades. Ou a explicação sobre finanças públicas estaduais, outro tema árduo. Ou, ainda, a reportagem sobre os depósitos judiciais, publicada neste ano. Sempre em dupla com o editor Leandro Fontoura, corresponsável por tornar a numeralha compreensível.

Há anos, ZH deve aos leitores uma reportagem aprofundada sobre a remuneração e a carreira dos professores da rede pública estadual. Desde que a lei do piso nacional do magistério foi sancionada, em 2008, entra governo, sai governo, e o valor continua não sendo pago. E a justificativa é quase sempre a mesma: sem alterar o plano de carreira, seria impossível cumprir a lei. Juliana decidiu, então, mergulhar no assunto e entender por quê.

Durante um mês, debruçou-se sobre o tema, no Portal da Transparência e na Secretaria Estadual da Fazenda, via Lei de Acesso à Informação. Conversou com ex-secretários de Educação, entre eles o coronel Mauro Costa Rodrigues, que comandou a pasta durante o governo de Euclides Triches, na década de 1970.

O grande desafio era traduzir o significado do plano de carreira, datado de 1974. É o mais antigo em vigência entre os Estados brasileiros, o único remanescente da ditadura militar. Esse plano divide a carreira dos professores estaduais em uma série de classes e níveis, alguns deles relacionados a habilitações que já nem existem mais.

O governo estima que, para pagar o piso, teria de aplicar R$ 3,3 bilhões a mais por ano na folha de pagamento. Diante da atual situação financeira do Estado, a cifra é classificada como “impagável”. O Piratini se limita a dizer que não tem dinheiro, enquanto o Cpers não abre mão de benefícios e teme negociar. A alteração do plano, por ser complexa e por não haver fórmula pronta, é tratada como tabu. O resultado disso é que, desde 2011, o Estado já acumula um passivo de mais de R$ 10 bilhões por não pagar o piso, e a dívida com os professores gaúchos só tende a aumentar.

Em um detalhamento inédito, a reportagem apresenta números exclusivos, a partir dos quais os gaúchos finalmente vão entender como se compõe a remuneração dos professores e quanto, afinal, eles ganham. Além disso, em ZH.com, Juliana mostra, em vídeo, por que o governo não paga o piso nacional.

O momento decisivo

16 de maio de 2015 0

marta gleich

O momento decisivo

Em um ritual que harmoniza tecnicismo e intuição, a escolha da foto de capa é um processo de garimpo que ocorre todo dia bem no centro da redação. Centenas, às vezes milhares, de imagens passam pela tela do computador do editor de Fotografia Jefferson Botega, estrategicamente sentado ao lado do editor-chefe Nilson Vargas e da editora de capa Rosane Tremea, até que a foto se manifesta.

Nem sempre a descoberta é tão nítida: em alguns dias difíceis, a pepita simplesmente não está lá. Mas na noite de quarta-feira, entre centenas de imagens de Ricardo Duarte e Fernando Gomes do jogo do Inter contra o Atlético-MG no Beira-Rio, surgiu o que Henri Cartier-Bresson descreveu em 1952 em seu livro The Decisive Moment: “O fotógrafo trabalha em uníssono com o movimento, como se este fosse o desdobramento natural da forma, como a vida se revela. No entanto, dentro do movimento existe um instante no qual todos os elementos que se movem ficam em equilíbrio. A fotografia deve intervir neste instante, tornando o equilíbrio imóvel”.

Veterano em coberturas de futebol, Ricardo Duarte obteve uma foto (abaixo) que se destacou nacionalmente entre especialistas:

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– Mesmo com o jogador de costas para a minha lente, acompanhei o lance. O segredo nas fotos de futebol é ficar concentrado até a cena acabar – contou Ricardo.

O fotojornalismo passou por grandes transformações nas últimas décadas, como avalia Botega:

– Em 20 anos, passamos do analógico, com revelações de filmes e ampliações em papel, para o digital dos cartões de memória, dos megabytes e gigabytes. Quando nos demos conta, as câmeras de fotografia começaram também a filmar, inventou-se a câmera compacta estilo GoPro, que nos trouxe ângulos totalmente inusitados, passamos a usar drones para fotografar remotamente. É um privilégio viver este momento, sempre buscando as melhores imagens para os leitores de ZH.

Botega criou, em 2009, o Focoblog, dedicado a publicar ensaios fotográficos e imagens especiais da editoria de Fotografia do jornal, além de destacar e debater produções de outros fotógrafos ao redor do mundo. Hoje alimentado também pelo editor Bruno Alencastro, o blog é uma aula para quem gosta de fotografia. Acesse em zerohora.com/focoblog

CARTUNS – ZH lança nesta edição um concurso para revelar novos talentos na arte do desenho de humor. Editores e ilustradores do jornal escolherão os finalistas, e o público julgará quais são os três melhores trabalhos. Confira o regulamento e como participar aqui.

Investimento em grandes histórias

09 de maio de 2015 0

marta gleich

Reportagens de fôlego são cada vez mais raras em jornais do mundo todo. Por exigirem que os jornalistas fiquem semanas ou meses acompanhando um assunto, viajando ou investindo muitas horas de observação e imersão no tema, acabam não sendo prioridade das redações. Na contramão dessa tendência, Zero Hora tem entre seu time de repórteres, editores e fotógrafos um gosto especial por grandes reportagens. Coordenador da produção do jornal, o editor Rodrigo Lopes mantém um planejamento de médio e longo prazos que permite essas incursões em profundidade, para oferecer uma leitura diferenciada a nossos assinantes. Nesta edição, apresentamos mais uma reportagem de fôlego: Vida de árbitro.

Durante dois meses, Jones Lopes da Silva e Sérgio Villar, ambos veteranos da editoria de Esportes, acompanharam a dura jornada de árbitros de futebol. Viajaram 5 mil quilômetros observando a rotina de duplo emprego, perigosas viagens de madrugada, pressões. E produziram a reportagem que começa nesta edição, com o tema da vida desses profissionais na estrada, e segue pelos próximos três dias, com as mulheres árbitras, as divisões de acesso do futebol gaúcho e os juízes Fifa.

Leia com atenção. E, da próxima vez que for a um estádio ou que assistir a uma partida pela televisão, tenho certeza de que você enxergará o juiz com outros olhos.

FRONTEIRAS DO PENSAMENTO – A entrevista “Com a Palavra” deste domingo é de luxo: a duas semanas da estreia do evento Fronteiras do Pensamento 2015, trazemos a visão do primeiro palestrante, o polêmico biólogo britânico Richard Dawkins. Citado entre os cem maiores gênios vivos, Dawkins lota auditórios por onde vai, como um dos intelectuais mais influentes do mundo. Nos anos 70, lançou O Gene Egoísta, que apresenta uma nova leitura dos trabalhos de Darwin, e, mais recentemente, escreveu Deus – Um Delírio, em que aborda os aspectos positivos do ateísmo. Dawkins falará para 3 mil pessoas no auditório Araújo Vianna, o que dá a dimensão do convidado que ZH apresenta a você com antecedência, e do sucesso do Fronteiras do Pensamento, um evento que, nos últimos anos, trouxe alguns dos intelectuais, artistas e cientistas mais importantes do mundo a Porto Alegre.

APROXIMAÇÃO COM AS UNIVERSIDADES – Na semana de seu aniversário de 51 anos, Zero Hora esteve em todas as faculdades de Jornalismo do Rio Grande do Sul. São 22 editores, repórteres e fotógrafos que compareceram a 25 universidades para trocar ideias com os futuros colegas. Foi bom ver uma gurizada interessada, curiosa e comprometida com o futuro do jornalismo.

A transformação continua​

02 de maio de 2015 1

marta gleich

 

Nesta segunda-feira, ZH celebra, com seus leitores, 51 anos.

Há um ano, no cinquentenário, houve grandes mudanças no jornal. Lançamos uma nova edição dominical, com muito mais conteúdo, reportagens aprofundadas, entrevistas, novos colunistas e o novo caderno PrOA, que tem recebido grande aprovação do público. Também modificamos o site e os aplicativos. Criamos uma nova identidade visual e um novo logotipo, em todas as plataformas.

De lá para cá, Zero Hora segue inovando, se reinventando todo dia. A transformação continua para atender às demandas dos leitores. Somente em março e abril, lançamos dois novos cadernos, o Educa – voltado a vestibular, educação, Enem, carreira, desenvolvimento profissional – e o ATL Paper, com conteúdo da turma do Pretinho Básico da Rádio Atlântida, voltado ao público jovem.

Quero anunciar para você duas novidades deste fim de semana. A primeira é que o sucesso do caderno PrOA nos levou a lançar uma página no site de Zero Hora com o conteúdo desses 12 meses: as melhores reportagens, artigos, colunas. O site será atualizado toda semana, sempre com o melhor do PrOA. Para marcar o aniversário do caderno, preparamos um vídeo especial, com formadores de opinião que analisam a importância do debate, da cultura, da reflexão, que é exatamente o espírito desta marca.

capa do caderno proa
- É uma ótima notícia para o jornalismo constatarmos, na prática, com a boa acolhida que o PrOA teve desde as primeiras edições, que há muitos leitores interessados em textos longos, reflexivos, profundos, ao contrário do que sugere o senso comum. O vídeo que preparamos para comemorar o primeiro aniversário do caderno é exatamente sobre isso – diz a editora Cláudia Laitano, que comanda a equipe do caderno.

Na edição de seu primeiro aniversário, o PrOA fala de futuro. A reportagem desta edição, do jornalista Paulo Germano, mostra os usos da realidade virtual e do seu potencial para os próximos anos em diferentes áreas.

A segunda novidade do fim de semana é o lançamento de um site das reportagens diferenciadas. Lá  você encontra conteúdos multimídia produzidos pelo jornal, como a reportagem sobre a Venezuela publicada no domingo passado. O conteúdo sobre realidade virtual também já está lá, assim como assuntos educacionais, culturais, históricos. Não deixe de conferir, toda semana terá novidade.

capa de Zero Hora
No seu aniversário, Zero Hora se renova, para atender você, leitor, cada vez melhor. Em nome dos mais de 200 jornalistas e cem colunistas, agradeço por sua leitura em mais este ano e reforço nosso compromisso de fazer jornalismo de qualidade, com informação, investigação, serviço, diversão, reflexão, pluralismo e opinião, todos os dias.

Por dentro da Venezuela

25 de abril de 2015 2

Marta Gleich

Sem sair de onde você está neste momento lendo o seu jornal, viaje virtualmente para Caracas pela próxima meia hora. É mais ou menos o tempo necessário para mergulhar na reportagem de nove páginas sobre a Venezuela, do jornalista Léo Gerchmann e do fotógrafo Mateus Bruxel, publicada a partir da página 13 da edição impressa e que pode ser lida em ZH Digital – Venezuela Frente e Verso.

Da mesma forma como eles fizeram, resigne-se por horas na fila do supermercado para tentar achar produtos básicos, como papel higiênico, fraldas, açúcar, leite ou frango. Vibre com a consumidora que conseguiu achar um pacote de manteiga – para descobrir segundos depois que ela estava vencida. Entre nos quartos do Hospital da Universidade Central e solidarize-se com os doentes amontoados nas macas de lençóis puídos, sem medicamentos, sem refeições (a não ser que algum parente providencie). Ouça, no rádio e na televisão, os discursos inflamados de Nicolás Maduro contra os “imperialistas” americanos e os “apátridas” da oposição. Mas não desanime: encha o tanque com apenas um centavo de dólar no país em que o petróleo é responsável por 96% das divisas.

Divulgação
Léo Gerchmann e Mateus Bruxel

Nos últimos meses e anos, a Venezuela figura no noticiário internacional como o país dos problemas econômicos, da inflação sem controle, da mão de ferro do sucessor de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, contra seus opositores. Mas como vivem de fato os venezuelanos? Como está a situação do país? É isso que o especialista em América Latina Léo Gerchmann mostra em detalhes nesta reportagem especial de Zero Hora. Acompanhado do fotógrafo Mateus Bruxel, ele esteve por cinco dias em Caracas, convivendo com a população no transporte público, no comércio, nos hospitais e nas ruas, para trazer aos leitores de ZH um retrato sem filtros do duro cotidiano dos venezuelanos.

– Estive em Caracas por três vezes nos últimos cinco anos: nas eleições legislativas de 2010, nas eleições presidenciais de 2013 e agora. Percebi uma deterioração socioeconômica e institucional, além de uma opressão crescente, nítida na propaganda oficial e na ausência de espaços para a oposição – avalia Gerchmann.

NOVO COLUNISTA

Nesta segunda-feira, estreia em ZH como colunista semanal o jurista Nelson Jobim. Nascido em Santa Maria e formado em Direito pela UFRGS, foi deputado federal, membro da Assembleia Constituinte, ministro da Justiça, ministro da Defesa, ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral e presidente do Conselho Nacional de Justiça. Jobim une-se ao time de mais de cem colunistas de Zero Hora, que oferece aos leitores um amplo leque de opiniões, para que cada um construa sua própria visão dos fatos.