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Posts na categoria "Do Leitor"

Cadernos de Bairros ZH abrem espaço ao leitor

27 de fevereiro de 2014 0

Nasceu o filho da vizinha? Teve apresentação na creche ou uma feira de ciências na escola? Não consertaram o buraco da esquina? Tudo isso é notícia para a equipe dos cadernos de Bairros de ZH.

Os cinco suplementos que circulam nos Bairros de Porto Alegre – ZH Bela Vista, ZH Moinhos de Vento, ZH Menino Deus, ZH Zona Sul e o Mais Canoas – têm no DNA a participação do leitor. Confira as seções e participe.

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Um colecionador bem informado

02 de janeiro de 2013 0


Faz uma década que Luiz Carlos Silva da Silva, 60 anos, diariamente, depois de ler Zero Hora, recorta e cola em folhas de papel os assuntos que considerou mais importantes, seja em colunas ou seções do primeiro caderno, ou nos demais cadernos do jornal, como Casa&Cia e Gastrô.

De tempos em tempos, ele manda encadernar o resultado desta seleção diária em volumes que são cuidadosamente guardados.

Técnico de enfermagem e socorrista de um grupo de resgate por muitos anos, Luiz Carlos está aposentado há um ano, em função de um AVC. Com mais tempo disponível, ele ampliou os cuidados com seus arquivos, que seguidamente são consultados por estudantes da vizinhança.

Sua grande incentivadora é a esposa, a pedagoga Silvia Beiler Martins, 49 anos:

– Ele adora o que faz, parece uma criança colecionando figurinhas.

As garotas de Ipanema

11 de setembro de 2012 0

Os seis cadernos de Bairro de Zero Hora recebem inúmeras contribuições de seus leitores. Esta semana, a leitora Maria Angela Silva Medeiros homenageou as netas enviando a foto acima. E escreveu:

Estamos sempre em Ipanema pois acho maravilhoso esse lugar, é como um paraíso dentro de Porto Alegre. E essas meninas da fotos são as minhas garotas de Ipanema: a Eduarda (E), que tem quatro anos, e a Rafaela, que tem três anos“.

E você? O que gostaria de ler no caderno do seu bairro? Que assuntos lhe interessam mais entre os temas? Quais são as suas seções preferidas? Queremos saber a sua opinião.

Mande um e-mail com seu nome completo e telefone com a sua sugestão. Você pode enviar fotos do bairro, do seu mascote e das crianças da família.

Como entrar em contato: moinhos@zerohora.com.br, zonasul@zerohora.com.br, belavista@zerohora.com.br, meninodeus@zerohora.com.br, lindoia@zerohora.com.br, petropolis@zerohora.com.br



Uma notícia que desorganizou psiquicamente os leitores

28 de julho de 2012 5

Manhã de quinta-feira. Dentre as tantas notícias do dia, uma grande ocorrência policial no quase interiorano bairro Tristeza, de Porto Alegre. Viaturas da Polícia Civil, Brigada Militar, Samu, azuizinhos em frente a um condomínio de classe média. Uma mulher e o filho de cinco anos foram mortos a facadas. O suspeito é o marido, que tentou se matar, mas está vivo.

Aos poucos chegam mais detalhes. A foto de álbum de família da vítima, uma mulher jovem, bonita, abraçada por seu marido, agora principal suspeito. O filho era um anjo de cabelos loiros encaracolados. A imagem da família até então perfeita.

Ao longo do dia, a história é a mais lida no site do jornal. Por quê? O que chama tanto a atenção neste caso? Não é apenas mais um crime passional, e, como os demais, sem nenhuma explicação razoável?
Não costumamos dar crimes passionais na capa, mas, diante da perplexidade e consternação do público, na sexta publicamos um pequeno título no jornal impresso, no pé da primeira página.

Na reunião de editores de sexta-feira pela manhã, segue o assunto. Só se fala disso. O programa Polêmica, da Rádio Gaúcha, aborda o tema. Chegam detalhes dos bilhetes escritos pelo marido, falando das motivações do crime. Qualquer naco de informação sobre a história é devorado pelos leitores no site. Nos portais, vira notícia nacional.
Qual é o papel do jornal numa hora dessas? Saciar a sede de detalhes escabrosos da controversa alma humana? Publicar que o menino estava de pijama ou que tipo de faca foi utilizado para matá-lo? Como não passar do limite e ser responsável, e, ao mesmo tempo, informar e entregar o que o leitor quer? O que você, leitor, quer? O que passa pela sua cabeça? O que você quer do seu jornal?

Zero Hora se define como um jornal que traduz , analisa e aprofunda o que acontece. E foi isso o que tentamos fazer. Sem brigar com a notícia, sem deixar de dar os fatos. Por isso nossa opção para a edição de sábado foi abrir, em profundidade, a discussão “por que este caso mexeu tanto com a população”. Por que causou tanta surpresa e ansiedade. Por que transformou cada gaúcho numa testemunha emocionalmente envolvida na tragédia.

Ouvimos psiquiatras, policiais, especialistas em comportamento, para que tentassem explicar a avalancha de sensações que o crime provocou nos leitores. Pai – até então tido como um bom pai – mata o próprio filho de cinco anos. Esposa bonita e jovem estaria traindo o marido. Família do tipo comercial de margarina acaba em um duplo e brutal assassinato. Nenhum registro policial de violência anterior.

Ou, como disse o psicanalista Abrão Slavutsky, um crime que, por transformar a família de proteção em fonte de ameaça, desorganiza psiquicamente o público.
Não é o ritmo natural das coisas. Por isso mexe, por isso é notícia. E por isso o jornal, com o cuidado de não ultrapassar o perigoso limite entre a realidade e o sensacionalismo, publica e analisa o caso.



Filho da Rua - leitores comentam reportagem especial de ZH

17 de junho de 2012 0

Encartado em Zero Hora deste domingo, o caderno especial com a reportagem Filho da Rua causou comoção entre leitores e internautas. Confira abaixo algumas das opiniões enviadas à redação:

“Cumprimento pela brilhante reportagem sobre o menino de rua que acompanharam por tanto tempo. Não tenho palavras para dizer o quanto me sensibilizou ler o texto, e me motivou a participar do Funcriança e tentar ajudar esses heróis anônimos que acreditam no trabalho que desenvolvem e da importância que têm para toda a sociedade. “
Luzia Koehler
Bibliotecária – Porto Alegre

“Parabéns pela reportagem.Serve de lição de vida para todas as famílias. “
Oto Eduardo Rosa Amorim
Major da BM – Santa Cruz do Sul

“A reportagem nos mostra que os governos têm políticas ineficazes para essas situações. A família é outro fator, talvez o principal, para que isto aconteça. O próprio menino diz que, se tivesse levado umas palmadas e a companhia do pai, isto talvez fosse diferente. “
Clenio G. Dias
Aposentado – Porto Alegre

“O menino de rua, Zero Hora, não é filho de todos nós, mas sim de um governo omisso que rouba sem cessar, descaradamente, quando pagamos fortunas de impostos, numa luta tenaz pela sobrevivência e educação dos nossos filhos legítimos. A passividade deste desgoverno, desta impunidade vergonhosa, sim, é filha nossa, parindo os que receberam nosso voto e jogam na rua a nossa dignidade. “
Inês Mascia Carneiro Monteiro
Microempresária – Uruguaiana

“Parabéns, Zero Hora, por Filho da Rua. Presumo que essa voz, de uma forma ou de outra, produzirá seus frutos. Falando por mim, após a leitura da reportagem, passarei a enxergar os “Felipes” que vagam pelas ruas com olhar diferente daquele com que os enxergava outrora. “
Virgílio Melhado Passoni
Aposentado – Jandaia do Sul (PR)

“Parabenizo por Filho da Rua, que mostra a trajetória de Felipe, uma história carregada de emoção e de situação de vulnerabilidade social. Assim, as pessoas podem ter consciência de que a sociedade sustenta a esmola de muitas crianças pelas ruas, e, se cada um fizer a sua parte, não teremos mais crianças nessas situações de precariedade. “
Felipe Spuldaro
Estudante – Marau

“Parabéns pela reportagem…
Sou pai do Marcelo Augusto( Adolescente representante do RS no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente ) para a 9ª Conferência que ocorrerá em Brasília em 10 a 14 de Julho deste ano. Desde 2009 ele vem representando junto a política de melhorias para a criança e adolescente. A cada 2 meses, a partir de 2011, vai a Brasilia com um grupo de 27 adolescentes , um de cada Estado e um do Distrito Federal para discutirem e prepararem a Conferência Nacional, junto com a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República. Ele tem 14 anos, nasceu em 15 de fevereiro de 1998, cursa o 1º ano do Ensino Médio e está no Programa de Aprendizagem do SENAC em Capão da Canoa.
Na contra mão de Felipe teve acesso a todas as oportunidades e a lei. Ele é um menino que está ligado ao CEDICA da SJDH do RS, participa das reuniões em Porto Alegre e ajudou a organizar a Conferência Estadual DCA. Está chegando hoje as 23h e 30 min no aeroporto Salgado filho, vindo do último encontro em Brasilia, antes da Conferência Nacional. Esteve 12 de junho na Assembléia Legislativa na Comissão de Direitos Humanos levantando cartão vermelho contra o trabalho infantil.
Luta pelas causas das violações do ECA e pelas oportunidades aos jovens que não as tem. “
Luciano Luis Flores

“Parabéns pela excelência da reportagem especial de ZH deste domingo. Não há como não ficar tocada pela sensibilidade de teu texto, pela precisão de tuas palavras, que pungem e fazem doer a cada parágrafo.Eu, que nuca fui muito de me sensibilizar com a infância desvalida, militando muito mais na defesa dos animais por considerá-los mais necessitados de meus cuidados, confesso que me senti desconfortável, e impotente, diante da trágica realidade que se expôs, nua e crua, diante de meus olhos.Cheguei a lembrar de um trecho de um conto de Ricardo Ramos- uma releitura de ” A menina dos fósforos “- em que ele diz: ” …eles não tinham a tempo tirado os olhos e tinham visto. ” Um grande abraço e, mais uma vez, parabéns. “
Mafalda Kreutz
Lajeado

“Olha, entre os milhares de e-mails que vão lotar a tua caixa de mensagem, quero dizer que envio o meu também. Quero te parabenizar pela baita reportagem que tu nos brindaste na edição deste domingo (17 de junho) de Zero Hora. É mais do que uma reportagem, é o relato da vida real, que explode todos os dias em nossas faces. É a face dura de uma sociedade a qual não conseguiu acabar com suas mazelas. Mazelas de miséria e exclusão que assolam o Brasil, o Brasil da Copa do Mundo e do novo milagre econômico, o qual vemos no governo petista que nos rege. O Brasil do futuro mundial, onde estrangeiros correm para fugir da crise. Um Brasil que não olha para os brasileiros com o olhar real.
Letícia, fica difícil aqui achar culpados. Felipe é mais um que nasce em meio a miséria e a desestruturação. Felipe é mais um no meio do sistema. Um sistema o qual o Estado só enxuga o gelo com pano úmido. Ou seja, não resolve nada porque nada é pensado com seriedade. O sistema está engolfado no mar do marasmo e da corrupção. Olha, te falo porque hoje trabalho em uma ONG e vejo o quão é dura a realidade da nossa periferia. Sonho em ver os jovens que acompanho em um mundo melhor. Faço a minha parte e tento sim fazer algo. Mas é difícil. Saem dali, uns vão para casa, outros, sei lá para onde. Uns não tem pai, outros tem e os pais são viciados, alcoólatras, inválidos pela violência.
A história de Felipe merece ser sempre lida, analisada e compartilhada. O buraco é muito mais embaixo e a solução é só para longo prazo. Não sei se estarei aqui para ver uma mudança efetiva. O Brasil vive de soluções mirabolantes e mágicas, as quais em quatro ou oito anos, transformam tudo em mar de rosas.
Desejo de coração que Felipe não seja encontrado morto. Que nenhuma desgraça maior suceda em sua dura e dramática vida. Não culpo ele, não culpo sua mãe, por omissão. Sinceramente, não sei a quem culpar…
Mas digo que FILHOS DA RUA é um trabalho digno e que merece ser lido, analisado e compartilhado. É um exercício de cidadania, uma aula de bom jornalismo. O jornalismo o qual gosto de ler.
Para mim, que tenho o privilégio de te conhecer, é uma honra e um orgulho ver o teu trabalho e a tua trajetória como cidadã, seja aqui, seja na África, seja onde estás. Digo que me existência se completa ao ter a oportunidade de conhecer alguém como você. “

Oscar Henrique Marques Cardoso

“Nesta noite de sábado peguei a ZH dominical para ler antes de dormir, e por causa de uma reportagem comovente, acabo de ler só agora. Queria lhe parabenizar pela reportagem Filho da Rua, primeiramente pelo texto maravilhosamente bem escrito e segundo pela coragem de sair pelas ruas de Porto Alegre e até mesmo Torres para poder passar para nós leitores uma realidade que muitos fingem não enxergar.
Mais uma vez lhe parabenizo, você e toda a equipe. “

Bianca Fraga

“Impressionante, emocionante e revelador o reportagem do menino Felipe; quero, sendo gaúcho por adoção, te parabenizar e sinto-me orgulhoso de ter nesta terra jornalistas como você. Continua nessa direção que todos vamos te apoiar.
Também gostei muito das fotos de Jefferson que mostram o menino em seu habitat sem identificar ele. “

Alberto Acle

“Cumprimentos pela importante matéria publicada em ZH de domingo. Produziste um trabalho que mostra a dor de crianças que não puderam usufruir de seus direitos fundamentais, como prevê a lei. Fica o desejo de que o documentário possa provocar um maior envolvimento de todos com a proteção à infância!
Valeu a tua dedicação e coragem!”

Maria Regina Fay de Azambuja
Procuradora de Justiça

“Gostaria de cumprimentá-los pela brilhante resportagem sobre esse menino de rua que acompanharam por tanto tempo. Imagino que tenha sido um caminho muito sofrido e ao mesmo tempo enriquecedor nesse convivio com o drama que é de todos nós.
Nao tenho palavras para dizer o quanto me sensibilizou ler o texto, e o quanto me motivou a participar do Funcriança e tentar ajudar esses heróis anonimos que acreditam no trabalho que desenvolvem e da importancia que tem para toda a sociedade.
Parabéns também pela escolha desse tema sempre tao presente em nossa vida. Estejam certos de que motivaram muitas pessoas com esse trabalho.
Minha admiração pela coragem e talento.”

Luzia Koehler

“Fiz uma incursão ao submundo hoje de manhã.
Li a matéria especial da Zero Hora, um caderno com 16 páginas. Uma ode ao comportamento injusto e incompreensível de um adolescente de 14 anos, que troca seu lar pelas ruas de Porto Alegre.
Resultado: revolta e compaixão. Ainda não sei se mais um, ou mais outro sentimento. Revolta: uma mulher que colocou 6 crianças no mundo, e que não entende como pode o filho mais novo ter “fugido” de casa aos 5 anos. Alega que o filho preferiu a rua porque há quem dê esmolas. E na rua está até hoje por conta do crack. Além de ignorar qualquer parcela de culpa que possa a ter no destino dos filhos.
Os outros não tiveram nem melhor nem diferente sorte: um assassinado, outro preso por roubo, o terceiro passou pela Fase, e as duas meninas também caíram nas drogas e perambulam pelas ruas. Pois bem. Não sou a favor de “dar esmolas”. E nem de imputar as próprias irresponsabilidades à sociedade ou ao governo. Mas sou a favor da maternidade responsável. Para que as crianças possam ser crianças. E para que não prefiram a rua à própria casa, independente do tipo de casa que tenham.
Ser mulher não significa ter que ser mãe. Ser pobre não é o mesmo que ser ignorante. E ter responsabilidade não depende de situação financeira favorável. 14 anos. É a idade que esse menino tem hoje. Anos demais de fome, de abandono, de algumas drogas e possíveis infrações penais. Anos de menos para assumir uma vida que ninguém deveria ter.
E a compaixão, bom… é pena é por uma vida, ou por tantas outras nesse mundo, ter sido desperdiçada por conta da negligência das pessoas que a geraram. Aliás, uma última observação. Ao final do caderno, junto às instruções de “faça sua parte”, porque não, além do item “cidadãos”, “ONG’s”, um intitulado “mulheres que têm filhos”? Sim, porque mães, na real acepção da palavra, são apenas aquelas mulheres que assumem o dever legal, moral e emocional de cuidar das crianças para as quais dão a vida. “

Amanda Melo

“Meu nome é João Marcondes Vargas Trindade, tenho 35 anos, casado, 3 filhas e morador de Porto Alegre, nascido em Alegrete. Gostaria de parabenizar o grupo pelo trabalho que vem fazendo junto a sociedade gaúcho neste caso em especial e com referencia ao menino de rua (filho de rua) reportagem de Zero Hora dominical 17 de junho 2012. Perdi minha mãe aos 2 anos de idade (assassinada ) meu pai foi sempre um pai ausente, e ai a vida me esperava, imaginem uma criança sem qualquer estrutura familiar num mundo onde o que mais rápido se aproxima de ti são as coisas ruins e as drogas. Posso falar que tive sorte, pois as drogas na minha época não eram tão quantitativas quanto é hoje, mas o que quero falar pra vocês e o seguinte, minha tia após deduzir que não teria condições de me educar, criar, e me dar uma família, foi ao juizado (Alegrete) e me entregou, o juiz mais do que pronto olhou aquela criança e me lembro como se fosse hoje me perguntou “tu gostaria de morar comigo” eu sem entender nada e assustado acho que falei que não (quem sabe ai perdi uma grande oportunidade), mas o fato é que ele naquele momento fez a melhor coisa que poderia ter feito na sua vida, salvou a minha, isto mesmo, graças a este Juiz estou aqui hoje, e sou o homem que sou se o encontrasse hoje não saberia o que fazer acho que só agradeceria e o daria um abraço.
O Juiz, lembro bem dele me falando, vou fazer o que é melhor para você João, vou encaminha-lo ao IRMA (Instituto Rural Metodista de Alegrete), ai começa minha estória de quase um menino de rua. Fui criado dos 9 aos 13 anos de idade nesta instituição chamada IRMA (Instituto Rural Metodista de Alegrete), esta instituição eu acredito, e muito que foi o segundo ato para salvar este homem que aqui esta escrevendo, posso contar como foi morar neste lugar, mas é uma estória longa e muito bonita, o que quero com este texto é me pronunciar sobre o que li na contracapa da reportagem.
No item CHAME AJUDA, tem uma frase que diz “ Os educadores conversam com as crianças e procuram encaminhá-las a programas, mas não as retiram à força das ruas”. Lembram da minha primeira proposta que tive, “tu gostaria de morar comigo” esta eu perdi, já a segunda ela foi imposta pelo Juiz “vou fazer o que é melhor para você João” graças a esta imposição hoje estou aqui. Gostaria que as autoridades parassem com estas imposições que hoje trancam quem sabe, o futuro e a vida de nossas crianças, crianças precisam sim, serem conduzidas, orientadas, regradas, educadas e amadas, e muita das vezes contra a própria estrutura da família, pois estas famílias como a minha, não poderia me dar o que esta instituição IRMA me deu.
Parabéns grupo RBS, pelo excelente trabalho de reportagem e de mostra deste que é um assunto que tenho uma enorme dor de minha infância, mas como gostaria que esta reportagem tocasse as nossas autoridades, assim como ela tocou o meu coração, obrigado novamente, e obrigado Sr. Juiz do Alegrete.”

João Marcondes Vargas Trindade

“Parabéns pela matéria; serve de lição de vida para todas famílias”
Major Amorim

“Parabens pela reportagem Filho da Rua. Nunca tinha visto a ZH dar 16 páginas para uma história feita em três anos. Letícia, já estou antevendo um prêmio nacional para o teu trabalho, pois ficou magnifico, porém, se me permite, tenho alguns reparos a fazer, não sobre o teu trabalho mas pela história desse menino. A mãe de Felipe teve seis filhos, página 2, e a gente não ficou sabendo o destino deles. Antes dessa história, já tinha visto o filme Pixote, a lei do mais fraco, de Hector Babenco, de 1981. As histórias se parecem, menos em um detalhe. Pixote foi morto pela polícia, mais tarde embaixo de uma cama, depois de ter praticado vários crimes (furtos, assaltos e assassinatos). Os dois têm a mesma história: Pixote foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua “educação”, pois convivevu com todo o tipo de criminoso e jovens deliquentes que seguiram o mesmo caminho. Sobreviveu por um pequeno tempo se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.Essa é a sinopse do filme.Por mais que a sociedade (e o governo)tente ajudar, em verdade esses meninos não querem ajuda, pois essa ajuda significa a perda da liberdade. Conheci muitos meninos iguais a ele que deram certo e outros não, apesar de inúmeros conselhos dados para esses. Creio que cada um tem o seu destino. Paulo Sant’Ana, por exemplo, no seu artigo Louça Quebrada (ZH,17/6), tinha tudo para dar errado. E deu certo, apesar da frase dita por seu pai: “nunca serás nada na vida”. Um abraço. “
Alceu Medeiros
Bento Gonçalves

“Emocionei-me com a excelente reportagem de ZH dominical de 17 julho de 2012 de Letícia Duarte: Felipe, 14 anos, filho da rua. É uma história comovente e ao mesmo tempo triste, pra não dizer trágica, mas expõe de forma completa e objetiva a realidade de muitas famílias, entre as quais a deste menino. Uma história que desejaria que todos lessem pois nos reeduca e transforma nossa modo de pensar e conviver com a miséria, drogas e a violência que nos cercam todos os dias! E o mais importante é que também nos dá uma visão universal das causas desses três problemas que assolam toda a nossa sociedade. Como é dito no filme: tropa de elite 2, vai matar muita gente inocente! Isso afirmo, sem ser hipócrita, pois sei que Felipe não é um inocente, mas também entendo que Felipe é vítima de todos nós, que fazemos parte desta sociedade e deste sistema e que, de alguma forma ou de outra, contribuimos a tragédia de vida do Felipe até hoje. Aos 14 anos sem saber ler, viciado em crack, sem ter limites na vida, sem esperança e com medo de seu futuro, penso eu que, cada um de nós (parte da sociedade gaúcha e brasileira) deve, ao invés de apenas lamentar, assumir que também é culpado e que pode sim, fazer algo para mudar este quadro (não só do Felipe mas de tantas e tantas outras crianças e adolescentes que nos rodeiam). Como? colaborando com os fundos estaduais e municipais que estão no final da reportagem (ao invés de dar esmola), contribuindo de alguma forma ou de outra com projetos de reabilitação para dependentes químicos, e torcendo para que nossos políticos façam aquilo que prometem: mais educação(com mais professores, mais qualificação e melhores salários), mais Conselhos tutelares (com mais profissionais qualificados e bem remunerados), mais vagas em clínicas e fazendas terapêuticas de recuperação de dependentes e, principalmente, projetos que impliquem em capacitação profissional e geração de renda para adolescentes e suas famílias. Caso contrário, vamos continuar lendo outras reportagens como esta, que traduzem em palavras a incompetência humana, no seu sentido mais amplo, de proteção, cuidado e amor aos seus próprios semelhantes!”
Leandro Almeida
Santa Maria

“Não tenho palavras, aliás, penso que posso ficar falando aos borbotões e não vou conseguir dizer tudo que senti ao ler a reportagem e tudo que se pode falar sobre este tema. Na verdade fiquei confuso com o que li, me emocionou muito, ao mesmo tempo me irritou, me deixou frustrado, fiquei impressionado, minha cabeça não para de pensar sobre o assunto,não tem como ficar alheio.
Gostaria de parabenizá-la e também a equipe pelo belo trabalho, realmente impressionante pela relevância do tema, pela abrangência geográfica, pela dimensão de tempo envolvido; é realmente uma história de vida (verídica) que poderia virar livro, um romance ou estudo de caso, aliás poderia servir de material de apoio a políticas públicas. O que mais gostei foi a forma ISENTA com que a reportagem foi feita, sem acusações, sem avaliações tendenciosas e sem sentimentalismos, muito pelo contrário, é preciso ter muito “coração” e profissionalismo para fazer uma reportagem destas.
Me considero incompetente sobre o tema, embora conheça vários casos, inclusive um familiar mas que ocorre em outra ambiente sócio-econômico no extremo oposto deste da reportagem mas que não tem um final muito diferente do relatado. O que me chama a atenção, e aqui vou repetir o que já sabemos, é a falta de “alinhamento estratégico” por parte das políticas públicas para tratar do assunto, seja por falta de estrutura adequada, falta de pessoal e também metodologia. Sei que existem profissionais capacitados e competentes por traz de toda esta zorra e que eles, e somente eles, estão de parabéns pelo esforço realizado. Sei que muitas crianças e adolescentes tem sido recuperados, mas precisa-se de mais.
O que não concordo está escrito na contracapa da reportagem que sugere o que podemos fazer para contribuir. Embora considere válido e importante a sugestão entendo que, a cima de qualquer coisa, deve haver e estar o poder público; este sim tem a maior responsabilidade e se mostra ausente ou no mínimo fraco e incapaz de conduzir soluções para problemas de tamanha importância. Entendo que somente após uma proposta estratégica pública e muita vontade política é que poderemos contribuir de maneira organizada e eficaz. Não acredito em projetos sem objetivos claros, metodologia, recursos e principalmente um responsável competente e atuante.
Infelizmente, não acredito na mais em coisas do tipo…faça sua parte como cidadão….é sabido que qualquer ação isolada não surtirá efeito nenhum, a reportagem provou isto. Mas acredito na vontade do ser humano, dos profissionais de saúde, em reportagens como a que vocês fizeram, mas resultado efetivo somente se houver um projeto com embasamento para sustentar estas ações.
Algumas casas de atendimento não receberam o Felipe por que ele tinha mais ou menos de 12 anos, que “horror”, o critério para internamento deixou de ser o crack, a doença ou a necessidade da pessoa doente, e passou a ser a idade, isto é um absurdo, não tem cabimento.
Em breve teremos as famosas, onerosas e enjoadas campanha políticas para prefeitura. Tua reportagem deveria ser lida por todos futuros candidatos e pelo atual representante da prefeitura, deveria servir de material para debate político e muito estudo pois relata a vida como ela é num período de tempo muito expressivo.
Recentemente levantou-se a questão da legalização do porte de “pequenas doses” de maconha para consumo pessoal. Esta bosta (droga) para ser consumida deve ser comprada e quem vende ou quem entrega essa droga são outros tantos Felipes da vida. Meu Deus, a lógica seria então discutir uma lei que penalizasse e responsabilizasse este tipo de consumidor pois, é ele quem estimula e contribui ativamente para que a sociedade crie outros Felipes. Esta sim é talvez a maior responsabilidade da sociedade, é a contribuição que cada um pode dar. Permitir que jovens ou adultos, com lar, trabalho, carro e dinheiro, que desfrutam de uma condição social diferenciada e muitas vezes até protegida, estimulem este tipo de atividade, é de uma irresponsabilidade sem tamanho seja com o jovem adolescente drogado, seja com os cofres públicos que investem dinheiro com baixo retorno para a sociedade. Me entristece a situação do Felipe pois o futuro deste jovem é conhecimento de todos, já sabemos o final do filme. Mais uma vez parabéns pela reportagem, sinceramente me faltam palavras para falar da grandiosidade da matéria. Se contribuir de alguma forma pode realmente ajudar na solução do problema então me rendo, vocês fizeram a parte de vocês, fizeram muito, parabéns. “

Paschoal Buglione

“Excelente a reportagem, acima de tudo pela tua perseverança, em acompanhar por mais de 3 anos a vida do Felipe. Neste período tu e Jeferson correram risco, até de vida, por frequentarem os locais de venda de droga e de drogados. Relata-nos uma história de uma vida perdida para a droga, Quantas outras semelhantes, dezenas, centenas, milhares que desconhecemos no detalhe, mas sabemos que existem. Maria a mãe de Felipe teve outros 5 filhos e perdeu o 7º. Disse que não fez laqueadura de trompas, para não ser impedida ter mais um bebe, mesmo não podendo criá-los, muito menos educar e por isto deixando aos cuidados de terceiros. Relatas que a sociedade por pagar seus impostos, sente que já fez sua parte, como poderá ser diferente se o cidadão há muito não tem voz. E a mídia atrás do sensacionalismo não tem a tua persistência, não tendo, deixa todos os assuntos sumirem na memória fraca de seus leitores. Só a mídia nacional e somente ela pode, querendo, mudar esta situação que abordas e muitas outras que nos afligem diariamente. A Zero Hora fez uma elogiável campanha, CRACK NUNCA MAIS, que recebeu aplausos e apoio de eminentes membros da sociedade. Faltou o complemento fundamental, uma campanha com a mesma dimensão e duração, pedindo penas mais duras ao traficante, que hoje entra porta da frente da cadeia, o logo sai pela dos fundos, protegido por habeas corpos. Pelo contrário, assistimos a pena ser reduzida. Droga para consumo próprio não dá prisão e aí, como é de conhecimento geral, o traficante adaptou-se célere, passou a consumidor, seus mulas sempre carregam consigo pouca droga, o justo para não ser preso. Chocolatão, Vila dos Papeleiros e milhares de outros locais idênticos, são conhecidos pela polícia e nada acontece, até porque com o abrandamento constante da pena, preso hoje livre amanhã, desestimula o policiamento. Encerrando também faz falta uma campanha com a mesma intensidade, CRACK NUNCA MAIS, sobre o PLANEJAMENTO FAMILIAR, causa do problema que abordas. Para isto também é preciso muita coragem, pois como menciona na ZH, 17/06 página 13, o empresário Paulo Vellinho, em seu brilhante artigo “Opção pela mediocridade”. Pergunto: interessa aos demagogos, populistas e às próprias religiões uma sociedade que não tenha os desníveis hoje existentes, que condenam a exclusão social uma grande parcela da sociedade brasileira? Claro que não, pois o que alimenta a vida destes senhores e fertiliza o seu solo é a pobreza e a miséria.” 
Heitor Monteiro Lima

“Eu gostaria de parabenizá-la pelo excelente trabalho neste caderno, você conseguiu através deste período fazer um material muito rico não somente por acompanhar a história deste menino, que como disseram é igual a de muitos outros mostrando as mazelas da sociedade,expondo que as instituições não estão preparadas para darem um destino diferente a milhares de pessoas na mesma situação, mas também chamando atenção para o fato de que este é um problema nosso também do cidadão, seja cobrando as entidades responsáveis, exercendo de fato nossa cidadania, seja com gestos simples como não dar esmola,enfim pela riqueza dos detalhes e pelo aspecto humano que conseguiu imprimir ao caderno me arrisco a dizer que vem mais prêmio por aí. “
Marco Antônio Simas Araújo

“Gostaria de parabenizá-los pela tocante reportagem veiculada hoje em Zero Hora – “Filho da Rua”. Sou professora da rede municipal de ensino de Porto Alegre, no Morro da Cruz, e é incrível como há tantos Felipes na nossa cidade, infelizmente. Da mesma forma que vocês, sinto-me impotente diante de casos como o dele, ao ver os nossos Felipes distanciando-se da escola, da sua família, perdendo o brilho do olhar infantil e perdendo-se nas ruas, no submundo das drogas. Um dos fatores que mais me comove, em casos como o dele e da sua família, é que famílias incapacitadas de dar um bom subsídio e educação a essas crianças tem uma quantidade grande de filhos. Vejo o mesmo na minha escola, é frequente uma mãe ter seis ou sete filhos sem mínimas condições financeiras e psicológicas para isso… É triste, é estarrecedor, nos inquieta, mas vocês trouxeram à tona um retrato muito fiel dessa mazela social. E o pior de tudo, nos sentimos responsáveis por financiar esses meninos de rua. Espero que essa reportagem tenha tocado também outras pessoas e órgãos governamentais, para que seja reavaliado onde está o cerne do problema, para que não surja tantos Felipes por aí. “
Letícia Germano

“Está demais o especial Filho da Rua, uma super reportagem muito bem contada nos mínimos detalhes. Mostra a trajetória de um menino que representa muitos outros. Parabéns Letícia e Jefferson Botega o Web Documentário também está excelente Só não concordei com o fato de terem condenado tanto as esmolas. Tudo bem, as esmolas realmente favorecem a permanência deles nas ruas mais como o próprio ”Felipe” contou: a partir do momento que lhe falta esmola ele recorre aos roubos e furtos, ou seja se as pessoas pararem de dar esmolas conforme recomenda ZH quem garante que eles não irão começar a cometer muito mais delitos para bancar seus vícios e outras despesas? Ai quem paga a conta somos nós, principalmente as pessoas idosas que são alvos fáceis, frequentemente eu vejo ”Meninos de Rua” furtando ou roubando pessoas e estabelecimentos. Ou damos por bem ou damos por mal, a não ser que as instituições e órgãos responsáveis tomem as devidas providências. Eu espero que mostrem daqui a algum tempo o que acabou acontecendo, se ele mudou para melhor ou para pior. “
Matheus Andrade

“Sou professor universitário, acadêmico do curso de Psicologia e pesquisador do fenômeno da violência social, trajetória essa que levou-me a escrever o livro MEDO: Fronteira Entre o Sobreviver e o Viver, as véspera de sua quarta edição. Valeu viver até aqui para ler sua ousada e arrebatadora obra jornalística “FILHO DA RUA”. No meu entender como educador, o jornal ZERO HORA, ao acolher essa matéria, consolida seu papel como instrumento de informação transformadora, ao gerar o desconforto numa pátria que se vê refletida no espelho da derrota, do fracasso. No dizer da própria matéria, de “caniço” ante a perda de cada filho seu. Cada “Felipe” perdido, é o atestado que perdemos todos. Permito-me afirmar que enquanto não investirmos com seriedade em EDUCAÇÃO, nos dois primeiros grupos de pertencimento do indivíduo, FAMÍLIA E ENSINO FUNDAMENTAL, estaremos investindo longe de fazermos JUSTIÇA, ou seja tarde demais. “
Italo Abrantes Sampaio

“Impossível ficar inerte a essa realidade. Não consegui parar a leitura, comi todas as letras da reportagem. Estou mais triste hoje e já fui à missa bem cedo para rezar. Quero respostas que ficaram abertas. Condeno sumariamente a mãe de Felipe, ela não poderia sequer ter nenhum filho. Gerar filhos indesejados e colocar todos no mundo para sofrer como esta história que li? E estes filhos vão gerar novos filhos indesejados que tornarão infelizes toda uma geração. É muito fácil transferir a responsabilidade para o estado e cobrar dele suas inconsequências. A mãe do Felipe sabe, como disse: caso continue sua perigrinação pelas ruas: a cadeia ou a morte. Ela não pensa que o filho dela, o Felipe pode assassinar algum inocente e destruir alguma família, como a minha, a sua ou de alguém que amamos. Cadeia não recupera ninguém e hoje o crime compensa, a impunidade é uma manobra para leis fracas e presídios superlotados. E não será diferente ou ele cometerá algum crime, ou será morto, não existe outra saída. Essa mãe jamais poderia ter filhos, assim como tantas outras, existem muitos métodos para evitar filhos, todos os orgãos que na trajetória da vida atenderam o Felipe, poderiam ter como princípio instruir as mulheres no CONTROLE DE NATALIDADE, não me refiro ao planejamento familiar, que é para famílias conscientes, e não será necessário resolver problemas como o que acabo de ler. Não concordo que os projetos sociais dos governos fracassaram na missão de ajudá-lo. Todos os orgãos fizeram o que lhes cabia, ele dando despesas ao município, ao estado e à união. O projeto social mais adequado para evitar futuros dramas como este, será sem dúvida o acompanhamento de futuras “Marias” a não gerar filhos, pois como no exemplo, será tarde demais. “
Luís Carlos Ianick

“Com sensibilidade, tua reportagem reflete o drama ainda vivenciado por muitas crianças, apesar da batalha da rede que busca se articular para vencer os limites do abandono, da drogradição, de vidas com pouca ou, às vezes, nenhuma perspectiva.A pauta das crianças choca, mas também grita para que a sociedade se mobilize. O drama do crack e das crianças violentadas em contextos de miséria, drogas e abandono nos chegam diariamente na Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa.E, a cada história, se reforça a nossa indignação diante da violência que vitima antes sempre os mais fracos. Mas, também renovamos a convicção de que só o trabalho duro, precoce e articulado em favor das crianças e adolescente pode lhes garantir um caminho de dignidade e segurança, fortalecendo as oportunidades para uma vida feliz e produtiva.Parabéns pelo excelente trabalho, certamente ele nos ajuda a lançar luz sobre esta pauta difícil e urgente. “
Miki Breier

[View the story "Filho da Rua" on Storify]

Quem não assina Zero Hora também pode conferir a íntegra da reportagem, além de um webdocumentário que retrata a rotina de quem perambula pelas ruas da Capital. Acesse http://clic.rs/filhodaruawebdoc e confira.


ZH alcança 200 mil seguidores no Twitter

27 de maio de 2012 1

A Redação de Zero Hora comemorou neste fim de semana uma marca especial: o perfil do jornal no Twitter atingiu 200 mil seguidores.

De manhã, de tarde, de noite e de madrugada, a equipe de ZH.com publica no @zerohora as manchetes e outras notícias de destaque. Os posts da dupla Gre-Nal e informações sobre o tempo ganham maior número de retuites.

O Twitter já se tornou um dos principais meios de interatividade entre o jornal e os leitores. Além de levar informações aos tuiteiros em tempo real, o perfil recebe sugestões de pauta e responde a dúvidas dos leitores

Agradecemos a todos os 200 mil seguidores que fazem do nosso espaço no Twitter um lugar para se manter informado, interagir e trocar ideias.

Experimentos com animais revoltam leitores

11 de maio de 2012 21

O que você pensa sobre uso de animais em pesquisas científicas? Um caso ocorrido na Universidade Federal de Santa Maria no qual um doutorando em Veterinária utilizou 12 cães sadios para testar uma prótese mandibular (leia matéria aqui)  gerou comoção e levantou a polêmica entre os leitores. 
Em mais de 100 comentários em zerohora.com e quase uma centena de manifestações na página de ZH no Facebook, pessoas opinaram sobre o assunto. Veja o que foi dito:

“Os fins não justificam os meios. Eles poderiam ter procurado animais que já estivessem sem a mandíbula, e não fazer isso.”
Andressa Feijó, via Facebook

“Deveria haver outra forma de realizar estes experimentos. E se não há, que pelo menos sejam feitos em condições dignas, sob cuidado extremo daqueles que estão realizando a pesquisa.”
Marina Lohmann Arend, via Facebook

“Pelo que entendi, não foi testado em cachorros doentes, que realmente precisariam dessa prótese, mas retiraram a mandíbula de cachorros saudáveis. Isso é mais do que mau-trato, é mutilação.”
Mateus Bauer, via Facebook

“Pesquisas são necessárias, mas de uma forma digna, com responsabilidade.”
Lô Wendt Baierle, via Facebook

“Se não for testado em indivíduos com esse mal, como vão saber se irá funcionar em outros animais que têm o mesmo problema?”
Pablus Filipi Bisognin Nunes, via Facebook

“As gaiolas são limpas pelos bolsistas dos projetos. Essas fotos foram tiradas antes de uma dessas limpezas e qualquer pessoa que não seja ignorante e conheça o mínimo do comportamento animal sabe que eles costumam fazer essa bagunça.”
Le, via zerohora.com

“Em que pese os comentários acerca da validade do experimento (em tese, para dar qualidade de vida a animais que sofreram mutilações), ninguém pensou no que irá acontecer depois com esses cães. Antes eram “inteiros”, agora foram mutilados propositadamente.”
Izabel Mello dos Santos, via zerohora.com

“É, inadmissível que animais sejam tratados dessa maneira. Se isso é avanço na medicina, devem ser encontradas maneiras que não prejudiquem os animais.”
Graziele, via zerohora.com

“A UFSM não acompanha e não interfere. Logo, para que serve toda a estrutura acadêmica? Apenas para preencher fomulários do CNPq e do Capes, publicar currículos Lattes e receber bolsas? O projeto de pesquisa não descrevia o que seria feito? Ninguém fiscaliza como os animais são tratados?”
Igor Freiberger, via zerohora.com

Um ídolo para ser lembrado

04 de maio de 2012 0

Em entrevistas dadas depois da morte do irmão, Ayrton Senna, Viviane Senna destacou um fato um curioso: todas as pessoas que conhecia e se dirigiam a ela para falar sobre Senna lembravam exatamente o que faziam no momento da morte do piloto, num acidente durante o GP de San Marino, há 18 anos. 
Numa postagem realizada pela página de ZH no Facebook no dia 1º de maio, data do aniversário da tragédia que levou o principal ídolo do automobilismo brasileiro, os leitores de Zero Hora mostraram que não só a constatação é verdadeira como os feitos do piloto continuam presentes na memória coletiva.

Em mais de 700 “curtidas” e 91 comentários, as pessoas lembraram e saudaram Ayrton Senna. Confira o que foi dito:

“Estava ajudando minha mãe a limpar a casa quando ouvimos a notícia no rádio…Parecia mentira.”
Michele Marques

“Todos assistíamos à corrida quando aconteceu o acidente que nos levou o mais querido e competente piloto brasileiro… Custei muito a voltar a ver novamente as corridas.”
Tania Maria Sempé Baladão

“A Fórmula 1 nunca mais foi a mesma.”
Maristela Ribeiro

“O primeiro de maio mais triste para o trabalhdor brasileiro.”
Rubem Scasso Colman

“Na época lembro que todos os carros tinham uma fita preta amarrada, em sinal de Luto. Aqui em Porto Alegre, as casas e apartamentos tinham em suas janelas faixas pretas em homenagem ao grande ídolo que havia partido precocemente… Tristeza e comoção geral.”
Maristela Ribeiro

“Parece que foi ontem. Me emociono muito ao lembrar dos domingos com a família, assistindo o Senna vencer… Nao há quem, na minha geração, não tenha se espelhado nele.”
Cíntia Porto

“Uma tarde que realmente foi muito triste para a nação brasileira . Um dos poucos heróis que tinhamos se foi. Uma pessoa com grande personalidade e caráter, que ainda deixa saudades em todos nós…”
Douglas Ramires

“Como esquecer? Acordava sempre para acompanhar as corridas. Foi como se todos nós, brasileiros, tivéssemos perdido um parente próximo. Foi a maior comoção nacional que me lembro. O homem se foi, mas mito é eterno.”
Tiago Cavallin

Caso Pensador marca comentários dos leitores na semana

27 de abril de 2012 1

Sobrou para Gabriel o Pensador a responsabilidade de esclarecer a questão que marcou a semana dos gaúchos. Patrono da Feira do Livro de Bento Gonçalves, o artista receberia uma cachê de R$ 170 mil por um show durante o evento e a venda dois mil livros à prefeitura (leia matérias sobre o caso aqui).
O valor, considerado alto por alguns escritores – visto que o cachê simbólico oferecido aos demais escritores não passava de R$ 1 mil -, provocou manifestações (confira o posicionamento da Associação Gaúcha dos Escritores aqui) e a desistência de Fabrício Carpinejar de sua participação na feira (leia carta do autor à organização do evento aqui)
Em meio ao que considerou “uma briga de gaúchos”, Gabriel o Pensador desistiu do cachê, cancelando o show que seria realizado na feira. A polêmica estimulou leitores a opinarem sobre o preço da cultura, a relevância de um show musical para um evento literário e, claro, o uso do dinheiro público. Confira um pouco do que foi dito via e-mail e na página de ZH no Facebook:

“Fez bem o Gabriel em desistir dos R$ 170 mil que o Prefeito de Bento Gonçalves pagaria por sua atuação na Feira do Livro. Um artista pode cobrar o que quiser quando o espetáculo tem ingresso pago pelo público. O poder público não deve gastar para um show artístico quando se trata de literatura. O livro é o show e nada pode substituí-lo como atração. Feira de livro tem a ver com leitura e cultura, não com cantoria.”
Fortunato dos Santos Oliveira, via e-mail

“Não vi ainda as pessoas se revoltarem e exigirem a devolução do dinheiro que os políticos afanam a toda hora dos cofres públicos. Dinheiro este, que deveria ser investido em direitos citados como obrigação do estado na constituição. Gabriel o Pensador, cidadão que conquistou seu posto através de trabalho e usufrui da benesse de seus dons desenvolvidos, não pode cobrar quanto merece porque a opinião pública critica o preço do seu trabalho honesto e honroso.”
Ana Paula Carneiro Monteiro, via e-mail

“Alguém faz alguma coisa de graça? Alguém no governo trabalha de graça? Então por que querem que o cara venha la de outro estado trabalhar aqui de graça? É muito fácil criticar ou condenar alguém, mas ninguém trabalha de graça. “
Célia Ronaldo Maslinkiewicz, via Facebook

“O problema não é com o Gabriel, é com o valor do cachê. Quantas escolas, bibliotecas, eventos culturais poderiam ser feitos se o dinheiro público não fosse mal aplicado?”
Cristina Menna, via Facebook

“Estão levando em conta o dinheiro envolvido, e não a cultura em si. Cada um cobra o que quiser pelo seu talento. Acredito que um livro do Carpinejar é bem mais caro do que um do Gabriel o Pensador.”
Cristiano De Souza Menezes, via Facebook

“De que adianta pagar R$ 100 se ninguém quer ver o escritor convidado? Daí sim que é dinheiro mal gasto! Gabriel o Pensador é muito inteligente e deve ser valorizado. Claro que os valores estão altos, mas não cabe a ele diminuí-los, cabe à prefeitura avaliar seus gastos e decidir o que é sensato e o que não é.”
Clara Faes Schönardie, via Facebook

Agressão de criança à professora provoca debate

20 de abril de 2012 1

Quem é responsável pela educação de crianças e adolescentes? Um caso ocorrido em Santa Maria nesta semana, no qual um aluno de sete anos agrediu a professora dentro da sala de aula (leia matéria aqui), levantou a questão entre os leitores. Em comentários em zerohora.com e na página de ZH no Facebook, pessoas manifestaram sua opinião sobre os papéis dos pais, da escola e do Estado na criação. 
Confira o que foi dito:

“Esse ciclo só vai acabar quando os pais aprenderem que a escola ensina, mas quem educa são os pais!”

Ricardo Aquino, via Facebook


“O Congresso não tem que mudar a idade do menor infrator, tem que mudar as leis, para que crianças e adolescentes sejam castigados de forma que sejam educados e conheçam o respeito por tudo e por todos.”

Célia Ronaldo Maslinkiewcz, via Facebook


“Ok, a educação de uma criança é unica e exclusiva dos pais. E quando são desestruturados, quem assume a responsabilidade? Nossas escolas caóticas, com professores mal remunerados, ou a nossa sociedade perfeita que dá todo amparo psicossocial a quem necessita?”

RosaLia Vargas, via Facebook


“Tempos nos quais os jovens não têm mais valores e respeito pelos mais velhos e autoridades. Teremos um futuro preocupante.”

Reinaldo EW, via Facebook


“Isso está no decálogo de Lênin, escrito em 1913. Incrível como regras de manipulação tão simples estão sendo aplicadas em um país tão grande, sem nenhuma contestação. O ECA foi criado não para proteger a criança, mas para subvertê-la. Ela pode tudo, mas não pode ser tocada. Pode agredir, mas não pode ser punida.”

Marcelo Noll Prudente, via Facebook


“Engraçado que no Brasil só existem vítimas e direitos. O pior é que o Rio Grande do Sul está ficando igual ao resto. Prevalece a mediocridade e a falta de consciência.”

Guilherme, via zerohora.com


“Para variar, a direção da escola, ao invés de manifestar apoio à professora, alega que o aluno não é agressivo! Se isso não é agressão, desconheço o que seja.”

Vitória Madrid, via zerohora.com