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Arquivos da categoria ‘Palavra do editor’

Empolgação sustentável

O terceiro número do caderno Nosso Mundo Sustentável está saindo do forno. Encartada em Zero Hora nesta segunda, a edição, que trará na capa reportagem sobre uma reserva particular na Barra do Ribeiro, já está sendo esperada por um público muito especial.

Nesta semana, a equipe — que ganhou uma ilha novinha na Redação — descobriu, e se emocionou, com novos e pequenos leitores em uma escola da Capital. Instaladas no centro da editoria de Geral, a maior equipe do jornal, a produtora Mariana Müller e a editora Anna Silveira estão integradas e prontas para receber a colaboração de todas as áreas de ZH.

— O tema sustentabilidade é amplo e abrange tudo o que resulte em qualidade de vida — diz o diretor de Redação, Ricardo Stefanelli.

Na edição desta segunda, o caderno traz ainda uma pesquisa que mostra um ruído na comunicação de ações sustentáveis entre as empresas produtoras e seus consumidores. O levantamento aponta as diferenças entre a percepção de quem compra um produto e o que a empresa realmente faz pelo futuro.

Os leitores do Nosso Mundo Sustentável também podem conferir mais novidades no blog do caderno.

Em tempo: Mariana foi a vencedora da promoção Primeira Pauta de ZH, que terá nova edição este ano. Ela concorreu com estudantes de Jornalismo de todos os cursos do Estado e embarcou na Expedição Lagoa Mirim, em setembro de 2009.

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Com a palavra, o leitor

Zero Hora também “começa o ano” nesta segunda-feira. E como pais e estudantes, tem expectativas positivas para 2010. Entre elas, a de retomar a comunicação mais afinada com seu público por meio de seus Conselhos de Leitores.

Criado em 2000, o Conselho do Leitor é um dos canais de comunicação do jornal que se espalha por diferentes áreas. A função primordial dos conselheiros é opinar sobre a cobertura, as colunas e os cadernos de ZH. Os conselheiros também apontam falhas, avaliam reportagens, questionam decisões editoriais e discutem enfoques com colunistas e editores. Com isso, contribuem para que o jornal cumpra criteriosamente seu papel social.

O conselho é formado a partir de convites a leitores que costumam enviar observações críticas ou que, por sua atividade, possam trazer visões diferenciadas para as reuniões mensais. Por não ser um método científico de avaliação, não há a intenção de que o conselho reflita à exatidão a composição do público de ZH. Os convites são formulados a pessoas de diferentes idades e estratos sociais.

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MP homenageia trabalhos de ZH

Foi hoje a homenagem aos premiados na 11ª edição do Prêmio de Jornalismo Ministério Público do Rio Grande do Sul, no Palácio do Ministério Público, na Capital. Com a reportagem “Condenados à liberdade”, os repórteres de Zero Hora Francisco Amorim e Humberto Trezzi mereceram o primeiro lugar na categoria Reportagem/Impressa.

Publicada no dia 21 de junho, a reportagem revelou quem eram e quais os crimes cometidos pelos condenados gaúchos beneficiados pela Justiça com a prisão domiciliar devido à superlotação carcerária.
_ Mostramos que presos estavam indo para casa sem que esse direito estivesse previsto em lei para eles naquele momento da pena _ afirmou Trezzi, durante a cerimônia.

Na categoria Fotojornalismo, o vencedor foi o fotógrafo Ronaldo Bernardi, também de ZH, com uma sequência de fotos que mostram o flagrante de furto de caminhões. Outro fotógrafo do jornal ficou com o segundo lugar: Daniel Marenco, com fotos que mostram a precariedade do Presídio Central.

Na categoria Rádio, venceu a reportagem Operação Grande Família - Um golpe no tráfico de drogas na Região Metropolitana de Porto Alegre, do repórter Cid Martins. Veiculada em 22 de outubro, a reportagem narra a ação que desarticulou uma das maiores quadrilhas de tráfico de entorpecentes da Capital.
Com a série Caos nos presídios, exibida nos dias 23, 24 e 25 de março, o repórter Daniel Scola venceu na categoria TV. O tema foi a superlotação prisional que dificulta a recuperação de presos e favorece a criação de facções criminosas.
– As matérias vencedoras contaram com apoio de promotores que, muitas vezes, franquearam o acesso a informações que precisavam chegar ao público – disse Scola.

Concorreram 46 trabalhos.

Confira a lista completa dos vencedores:

Reportagem/Impressa

1º lugar — Condenados à liberdade, de Francisco Amorim e Humberto Trezzi (ZH)

2º lugar — Promotores do diálogo, de Emilio Rotta e Ermilo Drews (O Informativo do Vale, de Lajeado)

Rádio

1º lugar — Operação Grande Família - Um golpe no tráfico de drogas na Região Metropolitana de Porto Alegre, de Cid Martins (Rádio Gaúcha)

2º lugar — Jovens de Santa Cruz transformam Internet em área para espalhar vídeos que mostram badernas, bebedeiras e brigas, de José Renato Andrade Ribeiro (Rádio Gazeta AM 1180, de Santa Cruz do Sul)

Televisão

1º lugar — Caos nos presídios, de Daniel Scola (RBS TV)

2º lugar — Transformando caça-níqueis, de Aline Schneider (TV Record)

Fotografia

1º lugar — Ronaldo Bernardi (ZH), com sequencia de fotos que mostram o flagrante de furto de caminhões

2º lugar — Daniel Marenco (ZH), com fotos que mostram a precariedade do Presídio Central

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Minha primeira leitura de ZH no Kindle

Zero Hora está no Kindle a partir de hoje. O leitor eletrônico da Amazon é ofertado aos brasileiros desde outubro. A versão global do aparelho pode ser comprada pelo site amazon.com e por meio do próprio dispositivo o leitor compra a assinatura do jornal. Quem já tem a versão americana do kindle precisam assinar a ZH no site, não é possível assinar direto do kindle. É preciso fazer a compra e voltar ao seu perfil para ativar. Depois está pronto!  A sua ZH será atualizada diariamente.

A primeira leitura de Zh no kindle a gente nunca esquece, então resolvi publicar aqui as minhas impressões:

- o índice de notícias é a “capa” do jornal no Kindle, assim a leitura pode ser direcionada para a editoria de minha preferência. No meu caso, começo a leitura de ZH pelas páginas 4 e 5. Então desci o cursor para a reportagem especial e cliquei no número seis. Pronto, os títulos dos seis artigos apareceram listados para eu construir a minha leitura da forma que eu escolher.

- gosto também de saber das notícias da dupla e normalmente vou ao esporte. No kindle eu posso terminar a minha leitura da reportagem sobre educação e meio ambiente e abrir uma pesquisa para ir direto aos artigos do meu time. Digito inter e/ou grêmio e o kindle abre um campo de pesquisa direto. Pronto as 28 citações de Inter e as 27 de Grêmio estavam à minha disposição. ZH no kindle também mantém o equilíbrio entre a dupla.

- é bem verdade que senti falta de ver a capa de ZH do papel transposta ao kindle, já que as notícias entram em listas. Mas ao clicar no número de artigos destacados na editoria capa, entendi que o primeiro destaque “Telhas para flagelados cobrem quartéis da BM” era a manchete do jornal. Ou seja, a lista da capa me diz o que tem de mais relevante entre as notícias do dia.

- As colunas de Sant’Ana e Hà 30 anos em ZH também entraram na lista de seções. É possível ir direto à leitura delas também. Há ainda o direcionamento para os cadernos do dia e o guia Hagah.

- Em vez de virar a folha do papel, eu clico na tecla “next page”. O kindle é leve e fácil de manusear. Ele é também intuitivo, autoexplicativo, na base do erro e acerto, eu fui encontrando os artigos que gostaria de ler.

- Os olhos não cansam graças a uma tecnologia chamada e-ink na tela. Eu fiquei encantada com a ideia de ler sem a fadiga nos olhos que os monitores tradicionais provocam, pelo menos para mim. Para ler um livro será uma maravilha.

- E depois o Kindle proporciona seis tamanhos de letras, à escolha do usuário.

Eu aprovei. A leitura de ZH no kindle vai estreitar ainda mais a relação dos leitores com o seu jornal. Cada um poderá construir a sua leitura de ZH, seja começando pelos destaques de capa, pelos colunistas ou pelo mecanismo de busca de palavra-chave. Imagine quando o kindle vier em cores e ZH com uma página das fotos do dia? No futuro, vamos olhar para trás e dizer: “lembra quando o kindle era preto e branco?”.

Siga o exemplo dos nossos editorialistas, Nilson Souza e Olyr Zavaschi. Sempre abertos às novidades, eles foram os primeiros da redação a aprender a ler no kindle, guiados por Renato Santos, da área de tecnologia:

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Uma coisa e outra

por Ricardo Stefanelli

Viciada em tecnologia, a ponto de trocar passeios em Paris em meio às férias para navegar pela internet, minha colega Vanessa Nunes afirma que os torpedos estão com os dias contados e que, em breve, o Orkut perderá charme. Com a autoridade de quem manteve uma dupla vida no Second Life, febre da rede em 2007 que logo perdeu o gás, Vanessa gosta de brincar com a volatilidade do mundo web, em especial das redes sociais.

Particularmente, resisti ao Orkut, mas não ao Twitter, onde me conectei como @ristefanelli no dia seguinte ao apagão que escureceu boa parte do Brasil na terça-feira. Logado, navega-se pelo mundo do importante e do irrelevante. É possível acompanhar William Bonner para receber com antecedência de algumas horas temas das reportagens do Jornal Nacional. Ou se divertir ajudando @realwbonner a selecionar a gravata do dia em enquete que ele próprio promove para estar alinhado, ao lado de Fátima Bernardes, na bancada.

O Twitter - microblog cujo texto das mensagens não pode ultrapassar 140 caracteres - é a rede social da hora, mas é provável que já na semana que vem, quem sabe, comece a sair de moda. Por fora, corre com fôlego o Facebook, criado em 2004 por um ex-estudante de Harvard e que agora se expande em diversos países.

O importante não é a ferramenta, e sim a transformação em curso: milhares de pessoas conectadas em tempo real, sem fronteiras, dispostas a trocar informações sobre qualquer assunto, a qualquer tempo. Ou mesmo jogar conversa fora. O objetivo das redes é facilitar a interação entre as pessoas, missão número 1 dos meios de comunicação social.

À frente de um veículo com 45 anos de história, percebo como as mídias sociais podem servir como aliadas do jornalismo tradicional. Para isso, é preciso filtrar o que está trafegando e, em especial, ficar atento a tendências. Em uma analogia, é como mandar um repórter à rua atrás de bons temas jornalísticos. Pois agora, além das ruas, há as redes sociais.

Para aproveitar a abundância de dados, pautas e discussões desse novo ambiente, ZH criou a função da editora de Mídias Sociais, ainda recente nas redações de todo o mundo. Há poucos meses, o The New York Times, a BBC e O Estado de S.Paulo também criaram o cargo. Escolhida para o posto, Barbara Nickel, 29 anos, passa a monitorar as redes a fim de flagrar tendências, acompanhando sugestões, críticas e perguntas de leitores. Barbara, em suma, terá de ser o que todo jornalista competente sempre precisou ser: atento.

Essa mudança estimula ainda mais a reflexão sobre a relação entre a web e o jornalismo. Vista com temor ou até preconceito no final do século passado, a internet se tornou imprescindível para viver nos anos 2000. Seu papel indispensável pôde ser comprovado, por exemplo, na noite de terça, quando milhares de brasileiros se conectaram pelo Twitter em meio ao apagão. Alertada por uma mensagem de 140 caracteres, ZH soube que a falta de energia já atingia até o Paraguai, enquanto a versão oficial admitia o blecaute em apenas quatro Estados brasileiros (no dia seguinte, o balanço subiria para 18 Estados).

No fim de semana passado, em Florianópolis, em meio ao 5º Encontro RBS de Jornalismo e Entretenimento, o professor Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas, convidado especial do evento, alertou que neste mundo digital vão sobreviver os jornais, rádios, TVs e projetos online relevantes para seu público. Como enfatizou o professor Rosental em sua palestra, não é mais “uma coisa ou outra”, como gostávamos de separar. Hoje, disse ele, “é uma coisa e outra”.
É Zero Hora - e @zerohora
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