O jornalista de Zero Hora Carlos Wagner é um dos 10 repórteres mais premiados de todos os tempos do Brasil. O ranking elaborado por Jornalistas & Cia e Instituto Corda foi divulgado nesta sexta-feira. O campeão é José Hamilton Ribeiro, repórter do Globo Rural. Em segundo lugar está Eliane Brum, ex-repórter de Zero Hora e hoje colunista e blogueira da revista Época. Em seguida vem Caco Barcellos, Miriam Leitão, Cid Martins, da Rádio Gaúcha, Giovani Grizzotti, da RBS TV, Mauri König, Carlos Wagner, Clovis Rossi e Marcelo Canellas.
Já a repórter de ZH Letícia Duarte é a terceira mais premiada de 2012. Este ano, entre outros prêmios, ela recebeu o Esso Nacional de Reportagem e o Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos na categoria especial, ambos por Filho da Rua.
Em primeiro lugar ficou a jornalista Miriam Leitão e em segundo Mauri König. Empatados na quarta posição, ficaram Cristiane Segatto, Eugênio Bucci e Wilton de Sousa Júnior. Na sétima posição ficou o repórter fotográfico Carlos Alexandre Alliperti, enquanto o oitavo posto foi ocupado por Wendell Rodrigues da Silva. Na nona posição, também empatados, ficaram Cid Martins, da Rádio Gaúcha, e Wilson Júnior.
Quem são os repórteres
Em Zero Hora desde 1983, o repórter especial Carlos Wagner é formado pela Ufrgs. Já recebeu 38 distinções, publicou dez livros e participou de outros quatro. Além de multipremiado, Wagner é um pioneiro. Levam sua assinatura algumas das mais inovadoras reportagens já produzidas no país. Em 1993, ele perfilou, um a um, os magnatas da jogatina clandestina no Estado. Em 1996, mapeou o Brasil de Bombachas, refazendo a trilha dos gaúchos que migraram e fizeram prosperar a imensa fronteira com os vizinhos países de fala castelhana. Com suas reportagens, Wagner provocou a prisão de cafetões que exploravam índias adolescentes nas reservas gaúchas, na série de reportagens Índias Prostituídas, e adquiriu carteira de motorista em nome de morto para mostrar a corrupção vinculada ao Detran. Percorreu o país de Norte a Sul e de Leste a Oeste, entrevistando garimpeiros, pistoleiros, sem-terra ou engravatados.
Letícia Duarte, 32 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), cidade onde nasceu. Além dos prêmios deste ano, ela já havia ganho o Esso de Jornalismo na categoria Regional Sul em 2002, pela série de reportagens Adolescência Prostituída, publicada no mesmo ano no Pioneiro. Desde 2003, trabalha em ZH, onde conquistou outras distinções, como o Prêmio Iberoamericano pelos Direitos da Infância e da Adolescência na categoria HIV/Aids, concedido pela Unicef (2005), pela reportagem Herdeiros da Aids. Depois de sete anos como repórter da editoria de Geral, Letícia está há dois anos na editoria de Política. Além de trabalhar na coluna Página 10, é comentarista de política do programa TVCOM Tudo Mais, da TVCOM.