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Posts na categoria "Blog do Editor"

O mestre na Redação, por Moisés Mendes

28 de agosto de 2015 0

Armou-se um alvoroço na entrada da Redação, em torno de um visitante, quando se iniciava o fechamento da edição de terça-feira. O fechamento é o momento em que ninguém tira o olho do computador. Repórteres e editores afogam a ansiedade vespertina em copões de café preto e muitos têm certeza de que não cumprirão os prazos para entregar as páginas prontas.

Leia o texto do colunista sobre a visita do professor Leonam à Redação

Lúcia Pires

Lúcia Pires

 

 

Gilmar Fraga agora na página de Economia

28 de agosto de 2015 0

O humor de Gilmar Fraga estreia neste sábado (29) em novo espaço: a coluna +Economia assinada pela jornalista Marta Sfredo. O ilustrador e caricaturista premiado de ZH vai apresentar conteúdo independente semanalmente, sempre aos sábados.

— No dia seguinte ao anúncio oficial de que o Brasil mergulhou em uma recessão técnica, com perspectiva de novas quedas na atividade econômica ao longo dos próximos meses, a cobertura econômica ganha um ingrediente do qual não se pode abrir mão para passar por esse período difícil: o humor.  Rir de si mesmo ajuda a enfrentar períodos difíceis — diz Marta.

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A charge será publicada todos os sábados. Gilmar Fraga é ilustrador e caricaturista de ZH há 19 anos. É premiado em salões de humor nacionais e internacionais. Além do jornal, ilustra livros, revistas, campanhas publicitárias e pesquisa pintura.

Alunos de Design visitam ZH para conhecer projeto gráfico

27 de agosto de 2015 0

Alunos do professor Lorenzo Ellera Bocchese, da Faculdade Ftec, de Porto Alegre, participaram esta tarde de um encontro com o editor de área da Diagramação, Márcio Câmara.  A turma do curso de Design Gráfico conheceu detalhes do projeto de ZH impressa.

Douglas Roehrs

O papo foi na sala de reuniões do jornal e durou mais de uma hora. Uso de cores e fontes, estilos e organização da produção, como é a escolha de fotos e como as imagens e textos chegam ao diagramador foram algumas das curiosidades dos alunos de 2º e 3º semestres da graduação.

— A turma estava muito interessada. Tratamos muito sobre o conceito que usamos para desenvolver a nova marca de ZH, além do processo de construção das páginas e do trabalho diário do diagramador ao lado do editor — contou Márcio.

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Carta da editora: jornal a toda hora

22 de agosto de 2015 1

O anúncio acima deve ter chamado sua atenção na página central da ZH de quinta-feira. Inimaginável há 10 ou 15 anos, quando os congressos de comunicação apregoavam em tom apocalíptico que a internet acabaria com os jornais em pouco tempo, a campanha, promovida pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) e pelos 125 títulos que a formam, revela que 92% dos usuários de smartphones leem notícias pelo celular, 800 milhões de adultos leem jornais em formato digital no mundo, 58% dos brasileiros confiam mais nos jornais do que em outras mídias e que 79% dos brasileiros que leem notícias dos jornais o fazem no jornal impresso.
Ler jornal é um hábito muito forte. E este hábito está consumindo mais, e não menos tempo do leitor. Hoje o assinante de um jornal se informa não só pela edição impressa, mas também pelo site ou pelos aplicativos daquela marca. À rotina de dedicar um tempo ao jornal de papel no café da manhã, somaram-se dezenas de pequenas consultas às informações ao longo do dia, nos meios digitais. Ou seja: antigamente, você dedicava 30 ou 40 minutos ao jornal numa só vez, no início do dia. Hoje, pode até dedicar menos tempo à leitura do papel, especialmente em dias da semana, mas, em compensação, consulta as notícias várias vezes ao longo do dia no desktop ou no celular. No fim das contas, o tempo de consumo de informações aumentou. O temor de estar perdendo algo importante, que os americanos apelidaram de fomo (fear of missing out), faz crescer o consumo de notícias. Um dos
motes da campanha será justamente “antes eu lia jornal todo dia, agora leio jornal o dia todo”.
Veja alguns números de Zero Hora. Em 2005, tínhamos apenas a edição impressa, com 177 mil exemplares em média de segunda a domingo. Hoje, 10 anos depois, a circulação está em 152 mil exemplares em média. Mas somamos a isso 12 milhões de usuários nos meios digitais e 46 mil assinaturas digitais, algo que simplesmente não existia. São 12 milhões de diferentes smartphones, tablets e desktops acessando em um único mês o conteúdo de ZH.
Não há dúvida de que hoje o jornal é mais lido. E, no total, somando-se assinaturas impressas e digitais, o crescimento de 2005 a 2015 é de 12%. Não há dúvida de que hoje você consome mais, e não menos informação. Mesmo os jovens, a quem acusamos de não ler e não se informar, estão lendo muito mais jornal: eles chegam às notícias pelas redes sociais. Os amigos compartilham links de informações que acharam importantes e eles acabam lendo mais jornal do que seus pais ou seus avós!
Por tudo isso, a campanha da ANJ não só é uma maneira de os jornais reforçarem sua relevância. É também um convite à reflexão: como estamos consumindo notícias, como nossos hábitos estão mudando e o que é essencial para você em termos de consumo de informações.

Imagens em movimento

08 de agosto de 2015 0

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A Redação de Zero Hora tornou-se uma usina de produção de vídeos: foram mais de 450 em julho, ou 15 por dia, publicados nas plataformas digitais de ZH. O número triplicou em sete meses. Em uma revolução que se repete nos principais jornais do mundo, o que era exclusividade de emissoras de TV virou rotina entre jornalistas mais voltados para textos e fotos. Por quê? Simples: porque cada vez mais consome-se informação em formato de vídeos, seja no desktop ou nos smartphones.

O processo começa na reunião de pauta, como explica o editor de Produção de ZH, Rodrigo Lopes:

– Vídeos ocupam boa parte do tempo das discussões. Não raro, começamos a construção dos conteúdos que teremos ao longo do dia pelo debate sobre vídeos. Ou seja, a capacidade imagética da pauta conta muito.

Novas funções foram criadas na Redação, e hoje a equipe diretamente envolvida com roteiros, produção e edição de vídeos conta com 10 pessoas em ZH, que se somam ao time de 17 fotógrafos.

– Em décadas passadas, o fotógrafo trazia a imagem sintética do evento. Hoje, ele precisa contar a história também através de imagens em movimento. Antes, cuidava da composição, da luz, do quadro. Hoje, além desses cuidados para uma boa foto, por exemplo, ele precisa ficar atento ao áudio, detalhe fundamental em um bom vídeo jornalístico – relata Jefferson Botega, editor de Imagem.

– Interessante ressaltar que, nesse contexto multimidiático que o jornalismo vive, a nossa Editoria de Fotografia deu lugar a uma Editoria de Imagem, contemplando fotografia, vídeo e inovações de linguagens e narrativas – complementa Bruno Alencastro, editor assistente de Imagem.

Como se tornou prioridade, vídeo não é uma preocupação exclusiva dos fotógrafos. Pode-se dizer, sem exagero, que todo mundo na Redação está envolvido nisso. Editores precisam prever vídeos em seus conteúdos.

Colunistas transmitem suas informações também por vídeos. Webdesigners criam e editam videográficos.

– Para mim, tudo mudou, em termos de vídeo, no dia em que o editor Rodrigo Müzell me pediu um sobre superávit primário, assunto bastante árido. Inacreditavelmente, ele ficou entre os mais vistos. Agora, várias vezes vídeo é a primeira coisa que eu faço. E me orgulho muito quando vão bem, não por mim, mas pelo interesse no assunto – diz a colunista de Economia, Marta Sfredo.

Além dos colunistas, cada vez mais os repórteres gravam vídeos com smartphones, os editam e os entregam prontos, ancorando suas reportagens.

– Fazer vídeos com o iPhone e editar sozinha, da rua mesmo, tem sido uma forma de complementar o texto, construir a história sob outro viés, mais informal, incluindo um pouco dos bastidores – diz a repórter Lara Ely, que tem tido sucesso também nas redes sociais com suas produções. Uma delas, publicada em julho, teve alcance de 1 milhão de pessoas.

Assuntos do dia a dia, como as recentes cheias, são complementados por vídeos da Redação, e também por imagens enviadas pelo público.

– Cobrimos as inundações em todo o Estado com imagens aéreas dos locais atingidos, e também muita colaboração de leitores, levando quem assiste aos vídeos para dentro da notícia – explica o produtor Felipe Costa.

– Além dos conteúdos diários, factuais, estamos investindo em produções diferenciadas, programas especiais e séries. Com a priorização dos vídeos em ZH, um cronograma está em desenvolvimento para garantir entregas que gerem impacto para o leitor, agora também espectador – explica a coordenadora de projetos de ZH, Sabrina Passos. Ela relembra exemplos como a produção Matopiba Tchê, que virou série no programa Campo & Lavoura, da RBSTV, o documentário Inferno na Terra Prometida (sobre os imigrantes haitianos) e a websérie Entra na Sala, protagonizada pela colunista Fernanda Pandolfi.

– Alguns vídeos especiais, como o da reportagem Inferno na Terra Prometida, têm chamado atenção pelo tempo de engajamento das pessoas ao assisti-los: mais de oito minutos, em alguns casos, quebrando o paradigma de que as pessoas só assistem a vídeos curtos na web – assinala Bruno Alencastro. – Ou chamam atenção pelo número de visualizações, como o vídeo da primeira partida com torcida mista no Beira-Rio, que já foi assistido 1,4 milhão de vezes.

Jornalismo em alta

01 de agosto de 2015 0

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Na última semana, Zero Hora estreou o evento “Em Pauta ZH – Debates sobre Jornalismo”.

Você poderá pensar: problema dos jornalistas! O que isso tem a ver com minha vida? E eu respondo: tem muito a ver.
Muito. Jornalismo não é só uma questão que afeta o mundinho de seus profissionais dentro dos limites das quatro paredes de uma redação. O jornalismo – se bem feito, com liberdade de imprensa e profissionais qualificados – fortalece a democracia, desenvolve uma comunidade, assegura voz a todos, capacita o cidadão.

E é por isso que, neste momento em que a comunicação passa por transformações tão profundas, Zero Hora decidiu promover esses debates, na sede da RBS, com transmissão para os quase mil jornalistas da empresa e com convidados especiais: estudantes de jornalismo, professores das universidades da Região Metropolitana e profissionais de comunicação ligados a agências de produção de conteúdo.

A ideia é fomentar o debate, qualificar ainda mais o jornalismo, investir na atividade, trazendo profissionais que se destacam por sua excelência e pela contribuição para a reflexão sobre a atividade. O primeiro evento foi com Leandro Beguoci, editorchefe da F451, empresa que publica o Gizmodo Brasil e a Trivela, e membro do OrbitaLAB, um laboratório de inovação em jornalismo e mídia. ( Se quiser conferir um site especial sobre o evento, veja em zhora.co/empautazh)

Convidamos Beguoci por um texto que publicou recentemente, com grande repercussão em redações, em que ele aponta as grandes oportunidades deste momento da comunicação, desde que o trabalho dos jornalistas realmente seja relevante e tenha impacto em seus públicos. A cada mês, um novo debate será promovido, aprimorando os jornalistas, discutindo como melhorar a qualidade do jornalismo, refletindo como entregar ao leitor um conteúdo de maior relevância e interesse.

Não mate o mensageiro – Nas últimas semanas, profissionais de ZH têm recebido mensagens furiosas de funcionários públicos estaduais, criticando as notícias e opiniões sobre os atrasos e parcelamentos de salários. Entendemos a indignação dos servidores diante das enormes dificuldades que estão enfrentando em suas vidas pessoais ao não receberem em dia. Mas não faz sentido a reação de algumas pessoas, que, ao receberem uma má notícia, se voltam contra quem a publica, como se o jornalista fosse o responsável pelo fato, e não por sua comunicação ao público. Há um provérbio latino que diz “ ne nuntium necare”, ou “ não mate o mensageiro”. Ele só trouxe a informação, não a criou.

Nossos filhos

25 de julho de 2015 0

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O filho arma uma travessura, e o pai decide repreendê-lo. Como? Proibindo-o de ir à escola. Bizarro, inacreditável, mas aconteceu. Não dentro de uma casa convencional, mas num dos abrigos que o poder público mantém na Capital para acolher crianças e adolescentes que este mesmo poder público retirou da família porque viviam sob risco.

A história da garota de 16 anos impedida de ir ao colégio é uma das muitas que a jornalista Adriana Irion conta na reportagem Vítimas de Abrigos. Tem também a da criança reprovada porque frequentou o ano letivo com os documentos do irmão, ou da que ouvia coisas do tipo “o juiz jogou vocês aqui como animais, bandos de loucos que tomam remédios”. Ou, ainda, como descreve a jornalista Fernanda da Costa, na parte final da reportagem, segunda-feira, a do menino violentado por um funcionário que o assediou com frases do tipo: “Eu sei o que teu avô fez contigo, eu sei que tu gosta”.

Cenas que se passaram em locais como o abrigo Quero-Quero, descrito por Adriana Irion como “lúgubre, feio, escuro, úmido, sujo, desorganizado, um lugar que cheira mal”. Calejada em tratar de assuntos pesados em editorias como a de Polícia, a repórter não escondeu seu espanto ao ver a realidade dos abrigos. Confessa isso no vídeo que está em zhora.co/AdrianaIrion, produzido para compartilhar a reportagem nas redes sociais.

Se você é daquelas pessoas mais geladas, que entendem ser esse um problema “dos outros”, pense pelo lado pragmático: com o dinheiro dos seus impostos, o poder público monta uma rede de proteção falha, imperfeita, cheia de buracos por onde as crianças escorrem e vão para as ruas, onde se transformam em bandidos, que roubarão seu carro, ameaçarão as “pessoas de bem” com armas em ataques violentos.

Se, antes desse olhar mais prático, você tem uma percepção, digamos, mais epidérmica para a questão, pense que neste momento crianças estão sendo castigadas pela segunda vez. No jargão técnico, estão sendo revitimizadas. Já sofreram em famílias desestruturadas – tente imaginar a cena de um pai jogando o filho contra um aparelho de TV – e agora padecem em locais ironicamente batizados com nomes como João-de-Barro ou Quero-Quero.

Por onde quer que seja olhada, a reportagem é perturbadora. Um coquetel formado por desleixo, despreparo, desamor e burocracia condena inocentes. Em matéria de cuidado com os pequenos, como bem resume Adriana Irion, temos muito a aprender com o joão-de-barro.

Marta Gleich: três caras aleatórios

18 de julho de 2015 1

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Na última semana, o colunista e crítico de cinema Roger Lerina gravou um vídeo para responder a um leitor de nove anos de idade, Rafael Cohen. Em uma carta à Redação, o menino reclamava: “Fui assistir ao Exterminador do Futuro: Gênesis e adorei muito. Eu acho que seu jornalista está errado. O filme deveria ser cinco estrelas ao invés de ser três. Por que discordo de seu jornalista? Porque o filme tem uma lição que é: não precisa se preocupar com seu futuro, porque o futuro não está escrito”.

No vídeo, Roger lembra que os leitores estão sempre convidados a dizer se concordam ou não com a avaliação de ZH sobre cinema e que achou muito legal o fato de Rafael ter visto uma mensagem positiva e interessante no filme.

Aproveito a carta do pequeno leitor para contar os bastidores da crítica de cinema feita pelo jornal. Afinal, quem decide que um filme vale uma, duas, três, quatro, cinco bolinhas? Três jornalistas especializados em cinema: Roger Lerina, 16 anos de ZH e há 16 também crítico de cinema, Daniel Feix, há oito anos no jornal e crítico de filmes há 11 anos, e Marcelo Perrone, 16 anos na Redação e há 10 anos escrevendo sobre o assunto. O pessoal do 2º Caderno os chama de “três caras aleatórios”, fazendo piada com um telefonema recebido de um leitor há alguns anos. Indignado com a avaliação feita sobre um filme, ele desabafou: “Esses três caras aleatórios aí acham que podem dizer quanto vale um filme!”. A brincadeira pegou e, hoje, os próprios se chamam assim.

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Marcelo Perrone, Daniel Feix e Roger Lerina (da esq. para a dir.)

– Uma avaliação envolve conhecimento do tema e também gosto pessoal. Mas um filme deve, também, ser cotado dentro do seu gênero. Uma produção de Ingmar Bergman pode ganhar cinco, e a mesma nota pode ser dada a um filme de animação da Pixar. Sempre comparamos a obra com as melhores de seu gênero. Toy Story, por exemplo, é um marco em animação. Então, balizamos o ótimo Divertida Mente com o filme top desse tipo, que é Toy Story – explica Perrone.

– O importante é avaliar o quanto o filme fala com o público a que se pretende. As pessoas se equivocam pensando que a gente faz a cotação apenas segundo nosso gosto. Uma comédia romântica precisa ser comparada com outras comédias românticas, para o público que gosta desse gênero. Não vamos comparar um filme desse tipo com Jauja (longa-metragem argentino considerado de difícil compreensão) – diz Roger.

O trio discute muito sobre a cotação – o número de bolinhas, de um a cinco – recebido por cada obra. Algumas vezes, depois de muita conversa, chegam a trocar a nota, caso um dos três não tivesse assistido ao filme e apresente novos argumentos.

– Caverna dos Sonhos Esquecidos, do Herzog, ganhou uma nota 4 quando estreou, ano passado. Agora que voltou a cartaz, rediscutimos e avaliamos que, sim, ele merece um 5 – conta Daniel.

Quem mais discorda são fãs de um determinado personagem ou gênero, quando seu filme predileto recebe uma nota baixa, ou intelectuais que torcem o nariz para uma nota alta dada a um filme da moda campeão de bilheteria.

Se dá tanta polêmica, por que Zero Hora mantém a cotação em forma de notas?

– Já tentamos tirar a avaliação em forma de número de bolinhas – conta Perrone. – Afinal, obras de arte não podem ser reduzidas a notas. Mas não deu certo, os leitores pediram de volta!

– Evitamos dizer “não veja este filme” – conta Roger. Preferimos: “Vá lá, veja, depois avalie”.

Investimento em reportagem

11 de julho de 2015 0

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No domingo passado, publicamos a reportagem “Últimos Desejos”, fruto de um ano de apuração da repórter Larissa Roso e do fotógrafo Júlio Cordeiro. Em um trecho de um e-mail recebido do leitor Elvis Marchis, resumo a avalanche de comentários que chegou à Redação elogiando o trabalho:

– A reportagem foi a mais sensível, profunda e realista que li em minha vida. Ajuda muito a percebermos nossos desejos mais essenciais e verdadeiros. Sentir-se feliz ficou mais fácil. Elvis, te confesso que passei a semana pensando nessa tua frase: sentir-se feliz ficou mais fácil. Comentei com uma porção de colegas: o que mais se pode desejar, trabalhando numa redação, do que ouvir algo assim de um leitor?

Nesta edição, mudamos totalmente de assunto, mas, novamente, apresentamos ao leitor uma das grandes reportagens do ano, fruto de uma viagem da repórter Joana Colussi e do fotógrafo Tadeu Vilani à mais nova fronteira agrícola do país. A grande maioria das pessoas sequer sabe o que significa essa região, também chamada de Mapito, Bamapito ou Mapitoba. Que confusão!

A ideia surgiu há dois anos, em uma feira agrícola em Ribeirão Preto, quando Joana ouviu do produtor gaúcho Júlio
Cézar Busato, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que gaúchos estavam desbravando a última fronteira agrícola do Brasil, em mais uma de suas históricas colonizações pelo país.

– Desde então, passei a buzinar no ouvido da Gisele Loeblein (editora de Campo e Lavoura) para fazermos a reportagem. Agora, em 2015, o projeto ganhou força com a criação oficial pelo governo da região do MATOPIBA –iniciais de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, conta Joana.

Durante 10 dias, Joana e Tadeu viajaram 3 mil quilômetros pelos quatro Estados, onde encontraram produtores com 100 mil hectares que andam de avião particular, em contraste com boa parte da população, ainda em condições miseráveis. No Piauí, na Vila Nova Santa Rosa, famílias descendentes de alemães, originárias aqui da nossa Santa Rosa, vivem no meio do nada, a 100 quilômetros de estrada de chão do lugar mais próximo. Até 2009, não tinham energia elétrica. Falam de Grêmio e Inter como se estivessem ali na esquina da Rua da Praia. Informam-se das coisas do Rio Grande pela RBSTV via satélite e por zerohora.com. Há menos de duas décadas, quando migraram, dormiam em barracas e tinham que abrir as próprias estradas. Hoje, prósperos, são os senhores do novo polo do agronegócio brasileiro, alcançaram uma boa condição de vida e têm a certeza de que tudo valeu a pena.

ZH mapeia centros culturais de Porto Alegre

09 de julho de 2015 0

2c001_10Nesta sexta-feira (10), os leitores poderão acompanhar um roteiro pelos principais centros culturais de Porto Alegre. A reportagem do Segundo Caderno, nas versões impressa e digital, apresenta ainda uma série de vídeos sobre os espaços voltados às expressões artísticas tradicionais, na maior parte mantidos pelo Estado, e também novos conceitos com propostas diferenciadas.

Conheça os centros culturais
Além de teatro, música e cinema, os espaços apresentam atividades na área de bem-estar e saúde física, debates sobre sexualidade e comportamento, festas, brechós e ações que discutem arquitetura e urbanismo. O especial, elaborado pelo editor Daniel Feix, apresenta ainda o que está por trás de cada uma das propostas  dos centros multiculturais.