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Posts na categoria "Blog do Editor"

Leia antes de morrer

04 de julho de 2015 0

marta gleich

Há uns quatro meses, encontrei a repórter Larissa Roso carregando um jaleco branco no elevador do jornal. “Que é isso, Larissa? O que tu andas aprontando?”, perguntei. “Uma reportagem sobre os últimos desejos de pacientes sem chance de cura internados no Hospital de Clínicas.” Me deu um nó no estômago. Meu pensamento automático foi “Ai, mas para que isso? Precisa escarafunchar num tema tão doído?”. Sabendo da sensibilidade da Larissa, comecei a acompanhar mais de perto a reportagem. Quando ela me mandou o texto final, respirei fundo, fechei a porta da minha sala, peguei um chá e li de supetão, só parando para procurar os lenços de papel dentro da minha bolsa. Esta é uma reportagem sobre a morte que trata, paradoxalmente, da vida. Não tem como ler e não pensar no que você, eu, todo mundo está deixando de fazer. E no que vale a pena enquanto estamos por aqui.

“Falamos muito pouco sobre a morte”, diz Larissa. “Pensava nesta reportagem havia anos e encontrei resistência pelo caminho. Sempre justifiquei que seria um trabalho muito mais sobre a vida do que sobre a morte. Como dizem os versos do meu amigo psicanalista Celso Gutfreind, ‘Pode-se viver com a morte dentro / e encher-se de vida até morrer’.”

 

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Um dos grandes méritos desta reportagem impactante, até chocante por vezes, mas realizada com extrema delicadeza por Larissa e pelo fotógrafo Júlio Cordeiro (ambos na foto acima), é que a repórter conseguiu, ao longo de um ano, ganhar a confiança de médicos, enfermeiras, famílias, e se mimetizar no ambiente, até que não fosse estranha nos quartos do Núcleo de Cuidados Paliativos do Clínicas. Com autorização dos parentes, Larissa acompanhou as histórias junto às famílias e aos profissionais de saúde, levando o leitor pela mão para dentro dos locais onde os últimos desejos se realizaram – ou não. Como se não estivesse sendo percebido pelos personagens, Júlio registrou imagens impressionantes.

Quero agradecer, em nome dos jornalistas da Zero Hora, aos familiares dos pacientes e ao corpo clínico do hospital por nos permitirem compartilhar essas histórias e essa reflexão. Quais são nossos sonhos mais importantes? O que não podemos deixar de fazer antes de morrer? O que estamos desperdiçando? O que vale a pena e o que não tem a menor importância?

Aquiete-se. Apanhe uma xícara de chá. E leia, do início ao fim, a reportagem especial Últimos Desejos.

Menos tabu, menos agressões, mais debate

27 de junho de 2015 5

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Os repórteres Itamar Melo e Marcelo Gonzatto estiveram mergulhados, nas últimas duas semanas, num questionamento que, em meio a reforma política e ajuste fiscal, vai ganhando força no Congresso Nacional: que definição de família deve ser aprovada e abraçada pela sociedade e pelas leis brasileiras?

Com suporte dos editores Claudia Laitano e Ticiano Osório, Itamar e Gonzatto contaram com uma ajuda que veio do Hemisfério Norte para tornar mais relevante ainda a reportagem. Na sexta-feira, a Corte Suprema dos Estados Unidos reconheceu a legalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo na mais influente e rica das nações ocidentais. A novidade, que entre outras repercussões pintou com as cores do arco-íris a identidade de milhões de pessoas e instituições nas redes sociais, deu mais uma pista da urgência da discussão sobre o tema no Brasil. Não é mais possível tratar como tabu, postergar por razões religiosas ou impor qualquer tipo de restrição ao debate em torno das questões de gênero, determinantes para deliberações sobre família, adoção, direitos civis, entre tantas outras.

A reportagem desta edição é uma das contribuições que Zero Hora dá para esse debate. Já na primeira página, vale refletir sobre a opinião do professor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ Valdemar Figueiredo Filho, pesquisador das relações entre política, religião e mídia, a respeito do estágio atual do debate (ou não debate): “Não enxergo debate, enxergo agressões”. As páginas 28 e 29 comparam as visões do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), da bancada evangélica, para quem só é família a entidade formada a partir da união de um homem e de uma mulher, e da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), defensora do reconhecimento legal da união entre pessoas do mesmo sexo. Pelos projetos destes dois políticos passa a discussão sobre o tema. E você? Qual a sua opinião?

Fotografia ZH comemora destaque entre o melhor do fotojornalismo do Brasil

23 de junho de 2015 0

A equipe de fotógrafos de Zero Hora está bem representada na 7ª edição do livro O melhor do Fotojornalismo Brasileiro, publicado pela editora Europa, lançada nesta terça-feira. Oito profissionais emplacaram 19 fotos na seleção anual.

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A escritora Lya Luft com as atrizes Nicette Bruno e Beth Goulart em Porto Alegre (RS) é um dos trabalhos escolhidos. O encontro ocorreu durante o lançamento nacional da peça teatral “Perdas e Ganhos”, no Theatro São Pedro, na capital gaúcha. A obra é baseada no livro de mesmo nome escrito por Lya – publicada em 27 de novembro de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Adriana Franciosi]

Confira todos os trabalhos selecionados no focoblog

A turma da Arte

13 de junho de 2015 0

marta gleich

Na Redação de Zero Hora, um andar inteiro com mais de 200 jornalistas, há no lado sudoeste uma equipe característica de todo jornal que se preze: o time da infografia. Se você entrar numa redação, é fácil identificá-los. Eles usam computadores Macintosh, enquanto os demais utilizam PCs. Têm telas maiores. Decoram as paredes com páginas premiadas em concursos internacionais. E costumam trabalhar com fones de ouvido para não se distraírem com o barulho ambiente.

Formada por 13 ilustradores, caricaturistas, infografistas, webdesigners e programadores, a equipe de Arte de ZH, liderada por Leandro Maciel, é multipremiada. Neste ano, por exemplo, ganhou um prêmio de excelência da Society for News Design, a mais relevante associação de design de jornais do mundo, com as infografias e pôsteres da Copa de 2014, e teve os trabalhos publicados no site Visualoop, que destaca o que de melhor está sendo produzido em jornalismo visual.

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A turma da Arte, que conta com Gilmar Fraga, Gabriel Renner, Gonzalo Rodriguez, Edu Oliveira, Eduardo Uchôa, Fernando Gonda, Guilherme Gonçalves, Michel Fontes, Diogo Perin, Leonardo Azevedo, Izabel Cruz e Guilherme Maron, contempla os leitores com dois trabalhos nesta edição. Duas páginas com todas as informações da Maratona e o último infográfico de uma série de 12 dos jogadores e times da Copa América. A diferença deste material é que os 12 pôsteres unidos formarão um único mosaico com as principais estrelas da competição, como na imagem abaixo.

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A representação gráfica de informações, de forma a torná-las mais compreensíveis, é tão antiga quanto os famosos desenhos complementados por textos de Leonardo da Vinci. Ou tão popular quanto os insuperáveis mapas de metrô das grandes cidades do mundo (imagine explicar as 468 estações de metrô de Nova York usando só texto!). Nos jornais, a infografia tem o papel de explicar, de forma rápida e visualmente harmoniosa, assuntos complexos ou com muitos dados.

– A editoria de Esporte se presta muito a infográficos, porque eles permitem que destaquemos coisas que não estão na cobertura do dia a dia. Números, históricos, curiosidades são a matéria-prima perfeita – diz Diego Araujo, editor de Esportes. – Também podemos, de forma didática, explicar aos leitores regras sobre modalidades às quais não estão tão acostumados, como fizemos com o Superbowl, o Best Jump ou o boxe. Estamos planejando uma série olímpica para ajudar o leitor a assistir aos esportes com um pouco mais de informações.

A equipe da infografia traduz e organiza a informação para que você tenha páginas bonitas e agradáveis de ler, com muito conteúdo.

Com a Palavra debate a relação Educação e Desenvolvimento no RS. Participe!

12 de junho de 2015 0

logocomapalavraOs leitores de ZH estão convidados a debater os números do Índice de Desenvolvimento Estadual-RS 2015 nesta quinta-feira (18), em mais uma edição do Com a Palavra. O evento gratuito ocorre no StudioClio, às 19h, no mesmo dia em que os dados serão divulgados pela imprensa. Para participar, basta enviar o nome para o e-mail comapalavra@zerohora.com.br.

Com o tema “A qualidade da Educação e os efeitos sobre o desenvolvimento econômico”, o debate terá a participação de Ely José de Mattos, economista e professor (PUCRS), um dos responsáveis pelo índice, e do professor Fernando Becker, doutor em Educação (UFRGS).  A mediação será da jornalista e colunista de Economia de ZH, Marta Sfredo.

O evento aberto ao público ocorrerá no StudioClio – Instituto de Arte & Humanismo que fica na Rua José do Patrocínio, 698. Outras informações pelo telefone (51) 3218-4399.

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O iRS mede o desempenho do Rio Grande do Sul em três dimensões: padrão de vida, educação e, reunidos, longevidade e segurança. No ranking do ano passado, o Rio Grande do Sul apareceu em quarto lugar comparado ao restante do país. Todos os dados usados são oficiais e de fácil acesso. A meta do trabalho é traduzir a realidade de quem vive no Estado. A exemplo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o foco é nas pessoas, não nas instituições ou no poder público.

Elaborado pela Faculdade de Administração (Face) da PUCRS, em parceria com Grupo RBS e apoio da Celulose Riograndense, os dados do iRS incluem comparativos de desenvolvimento do RS de 2005 a 2013.

PUCRS DO TAMANHO DO FUTUROCMPC RSlogozhnovo

 

 

 

 

Jornalismo e opinião em sala de aula de Canguçu

11 de junho de 2015 0

Alunos do 5º ano da Escola Neusa Paes do Amaral, de Canguçu, provocados pelo professor Lázaro de Canto Gomes, surpreenderam ao interpretar artigo da repórter Adriana Irion publicado em Zero Hora. Em sala de aula, eles discutiram e opinaram sobre o texto que abordou a violência em Porto Alegre, com foco o caso emblemático da menina de 7 anos morta com bala perdida e a polêmica resposta do governo sobre o crime.

— Com o artigo A culpa não é das mães, propus que os alunos respondessem aos questionamentos levantados pela autora. Resolvi compartilhar alguns fragmentos que considerei bastante reflexivos, visto que a faixa etária da turma fica na média de 10-11 anos — disse o professor Lázaro, 26 anos, agradecendo a oportunidade de refletir com seus alunos.

Arquivo pessoal

Confira destaques dos textos:

“E a pequena Laura de 7 anos foi atingida com um fuzil na cabeça, e eu sei que os pais foram embora rapidamente porque estavam com medo daquele bairro. Se eu morasse lá não iria gostar de morar lá.”
Nátali

“Eu vou começar respondendo os questionamentos da repórter Adriana Irion, que provavelmente o secretário não irá responder.
Primeiro questionamento: O estado deixa a desejar, pois muitas crianças não têm acesso à escola.
Segundo questionamento: Bom, eu acho que a culpa é dos criminosos que estão à vontade.
O compromisso das famílias é de dar educação e não deixar seus filhos soltos na rua.
O compromisso do Estado é de dar mais garantia escolar, incentivar a população a buscar melhores condições de trabalho.” Alice

“Eu como filho vejo minha mãe e meu pai falarem sobre direito, deveres e obrigações, mas infelizmente eles dizem que o governo poderia e deveria fazer mais.”
Tairan

“O governo tem que cuidar das pessoas e o bem estar. Mas deixa esses maconheiros e traficantes dominarem as cidades e escolas dificultando a aprendizagem das crianças.”
Wendel

“Na minha opinião, o Estado que deveria tirar as crianças das ruas e dar uma escola sem precariedade, mas não faz nada para ajudar.” Marina

“Não é a mãe que quer ver o seu filho no caminho do mal. Elas querem que os seus filhos sigam em um bom caminho e um futuro feliz.” Mayka

“O Estado tem se importado pouco com os problemas do mundo, com o jeito que os jovens estão vivendo. Mesmo fazendo algumas coisas tudo isso ainda é pouco e não dá resultados fortes. Lugares famosos e bastante frequentados sendo usado para vender drogas por jovens que deveriam estar estudando e tentando ser alguém do bem.” Andrine

“Sim concordo, o Estado não cuida de quase nada! Pois é, o secretário não sabe que tem mães que trabalham mas igual cuidam dos seus filhos e trabalham ao mesmo tempo.” Karini

“Eu acho que as famílias devem estar sempre do lado de seus filhos, e que o Estado deve proteger a sociedade e que o Estado mande mais segurança para que as famílias se sintam com mais proteção.” Paola

“… e eu fiquei aterrorizada com a vida das pessoas na Restinga.

(…)

Você tem toda a razão de defender as mães. Eu tenho mãe e apostaria que se ela fosse você responderia o mesmo para o secretário.” Miriane

“Para sua primeira pergunta a minha resposta seria que a família faz falta e o Estado deveria ter mais creches e mais vagas para crianças enquanto os pais trabalham.

Para a segunda pergunta respondo que na minha opinião o problema é que ele é um Secretário de Segurança, então ele tem que fazer com que todos se sintam seguros.” Luíza

“… não é só o Estado, pois à vezes quando as mães chegam do trabalho e têm tantas coisas para fazer que nem dão atenção para seus filhos. (…) mas pense se uma mãe de uma criança ser prostituta, drogada, alcoólatra, e até mesmo coisa pior, a criança não tem atenção pela mãe. Então todas as crianças do mundo se sentem melhor quando os pais estão em casa cuidando delas.
A culpa é dos criminosos e das mães. O motivo dos criminosos é que o Estado não tem prendido essas pessoas criminosas. Se o estado não prender eles, os criminosos irão se adonar de bairros e vai chegar uma hora que o Estado não vai conseguir parar essas coisas.
O motivo das mães é que tem mães que se preocupam mais com o trabalho do que com os filhos. Então elas deixam seus filhos irem para a rua e lá eles conhecem as drogas, os cigarros ou até coisa pior.
Então, por isso que eu acho que a culpa é dos criminosos e das mães também.” Cristiano

Julgamento do Caso Kiss é destaque na ZH desta quinta

03 de junho de 2015 0
Jean Pimentel

Jean Pimentel

A Justiça Militar concluiu o julgamento em primeira instância dos oito bombeiros suspeitos de envolvimento no incêndio da boate Kiss, que causou a morte de 242 pessoas na madrugada de 27 de janeiro de 2013.

Moisés Fuchs, tenente-coronel da reserva e ex-comandante do 4º Comando Regional dos Bombeiros, e o capitão Alex da Rocha Camillo foram condenados pelo crime de inserção de declaração falsa, relativo à assinatura do segundo alvará da Kiss.

Fuchs também foi condenado por prevaricação — crime praticado por servidor contra a administração pública, cumprindo ato de ofício indevidamente para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.

Saiba por que os demais réus foram absolvidos na ZH desta quinta (4/6).

Confira os demais destaques da edição no vídeo abaixo.

Editora de capa palestrou nos dois cursos de Caxias do Sul

14 de maio de 2015 0

A editora de capa de ZH, Rosane Tremea, esteve com estudantes dos cursos da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG) durante o roteiro dos jornalistas de ZH pelos 25 cursos do Estado. A conversa sobre a profissão passou pelo futuro da Comunicação e os desafios do mercado de trabalho.

Leonardo Borges

Veja a cobertura dos alunos estagiários da Agência Experimental de Comunicação da UCS.

Em Frederico Westphalen, palestra aborda o jornalismo internacional

11 de maio de 2015 0

Rafael Franceschet

Na sétima edição do evento que leva jornalistas de Zero Hora aos cursos de Comunicaçã0, o campus de Frederico Westphalen da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) recebeu o editor e colunista internacional Luiz Araujo. Mais de 100 pessoas acompanharam a conversa sobre o futura da profissão. Além dos alunos do Jornalismo, professores, egressos da graduação, alunos de RP e jornalistas do Alto Uruguai.

Veja a cobertura realizada por Cleusa Jung, da Agência Da Hora do curso.

Fotos: Rafael Franceschet

Rafael Franceschet

Rafael FranceschetOs estudantes receberam uma edição impressa com as 11 premissas do estudo The Communication (R) Evolutio

 

 

Unipampa recebeu o jornalista Rodrigo Müzell para debater os rumos do jornalismo digital

10 de maio de 2015 0

Bianca Garcia

Por Bianca Garcia, acadêmica do 5º Semestre de Jornalismo.

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus São Borja, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, abriu o III Seminário de Atualidades Jornalísticas com uma roda de conversas sobre a profissão com Rodrigo Müzell, editor digital de Zero Hora. O evento conta anualmente com jornalistas e profissionais ligados à comunicação, cujo intuito é debater e esclarecer os pontos primordiais da carreira na prática cotidiana.

“Essa parceria entre a Unipampa e o Jornal Zero Hora é muito importante, pois é um momento raro para nossos estudantes terem acesso àquilo que pensam os profissionais que atuam no mercado jornalístico para, assim, entenderem determinadas lógicas, bem como serve também para os professores poderem se reciclar”, afirma o professor e coordenador do Curso de Jornalismo da Unipampa, Marco Bonito.

Rodrigo Müzell é editor da ZH Digital e compartilhou com os acadêmicos da Unipampa as experiências de 15 anos de atividades no Jornal Zero Hora, a relação do Jornalismo digital com as redes sociais, assim como as mudanças ocorridas na área nos últimos anos. O público debateu questões como: “O que é o jornalismo digital?”; “Quem é meu leitor?”; “O que é interessante?”; “Qual o papel do jornalista?”.

A universitária colombiana Tatiana Rubio, 22 anos, em intercâmbio, fez a primeira pergunta ao palestrante, questionando sobre as desvantagens da mídia digital para a práxis jornalística: “Fala-se muito das vantagens do jornalismo digital e de suas ferramentas tecnológicas na prática jornalística, mas não se fala das desvantagens”. Rodrigo respondeu que para ele não existem necessariamente “desvantagens”, mas que, às vezes, no contexto da era digital, os jornalistas se interessam mais pelo imediato e isso gera desinformação, já que não há apuração devida e reflexão sobre o contexto.

Outro ponto de destaque foi a relação dos jornalistas com as redes sociais e as demais tecnologias da informação. Rodrigo explicou que os profissionais desejados pelo mercado devem estar aptos para desempenhar funções de produção multimídia. Andrezza Lisboa, 23 anos, estudante do 5º semestre de Jornalismo, expôs um dos grandes problemas da produção jornalística contemporânea: a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência. Ela questionou o fato do ZH Digital ter extinguido as versões em áudio das principais matérias, conteúdo que seria importante às pessoas com deficiência visual (PDV).

Rodrigo explicou que o ZH Digital ainda não contempla este público e que não tem dados suficientes sobre a audiência de PDV que consomem as informações no site, mas acredita ser importante realizar um trabalho que seja acessado por todas as pessoas.

Ao final, Rodrigo pediu que os estudantes participassem mais com sugestões de pautas da região da fronteira e recomendou que estes investissem em produções próprias em seus blogs e demais redes sociais a título de formar um portifólio que sirva de parâmetro do perfil profissional de cada um. Os professores do curso também assistiram à palestra.