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Posts na categoria "Blog do Editor"

Bastidores: despedida de pés descalços

22 de outubro de 2014 0

O repórter Carlos Wagner se despediu esta tarde da Redação de ZH onde atuou por 31 anos e tornou-se um dos 10 jornalistas mais premiados do país.

De pés descalços, recebeu o aplauso caloroso dos colegas depois de uma breve, divertida e emocionada mensagem sobre jornalismo, carreira e entusiasmo pelo futuro.

NIlson SouzaNIlson Souza

Na despedida, o editor-chefe, Nilson Vargas, abriu os trabalhos abraçando um dos mais queridos repórteres de ZH.

Rosane de Oliveira

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Carlos Wagner teve muitos momentos de despedida…

Marcelo Rech

Com Nelson Sirotsky e conselho editorial…

Vanessa

Com a turma da reportagem…

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E recebeu o carinho de parceiros de uma vida de trabalho. Na foto abaixo, com o editor Diego Araujo.

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Enem 2014: série de vídeos dá dicas para o Enem

20 de outubro de 2014 0

ZH preparou uma série de vídeos para os estudantes que vão prestar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 8 e 9 de novembro. As dicas são dos professores do curso Universitário que também estarão na Redação do jornal nos dias do exame para a correção em tempo real.

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A série Voando pro Enem terá 13 vídeos com cerca de 1m30seg. No primeiro, o professor Tiago Trombetta enumera acontecimentos recentes que podem ser cobrados nas provas. A série vai explorar diariamente, de segunda a sábado, as principais disciplinas do Enem: além da redação e atualidades, haverá episódios dedicados a geografia, história, inglês, espanhol, matemática, português, física, química, biologia, sociologia e filosofia.

Confira o calendário

20/10: atualidades, com o professor Tiago Trombetta

21/10: química, com Paulo Silva

22/10: biologia, com Paulo Vargas

23/10: história, com Davi Ruschel

24/10: física, com Jorge Jr.

25/10: filosofia e sociologia, com Demétrius Ávila

27/10: redação, com Maria Tereza Faria

28/10: matemática, com Mauro Weigel

29/10: português, com Maria Tereza Faria

30/10: espanhol, com Manuela Arcos, e inglês, com Michel Ayala

31/10: geografia, com Pastor

1º/11: literatura, com Tatiana De Camillis

Donna tem edição dedicada ao Outubro Rosa

17 de outubro de 2014 0

capadonnaO câncer de mama é destaque da revista Donna deste domingo (19). Considerada uma das doenças mais devastadoras para a mulher, por atacar uma das regiões que simbolizam a sexualidade feminina, o tema ganhou espaço especial na revista além de ações como a criação de blog e campanha nas redes sociais que integram o movimento mundial Outubro Rosa pela detecção precoce do câncer.

— A revista faz questão de se relacionar com intimidade com sua leitora, por isso tratamos o tema com a seriedade necessária, mas sem perder a leveza e a ternura com as palavras — diz a editora Mariana Kalil.

A edição começa com entrevista da médica Maira Caleffi, presidente da Federação Nacional da Mama e do Instituto da Mama do Rio Grande do Sul. Além de atualizar as leitoras, a revista apresenta a história de três amigas que lutam com coragem e alegria contra a doença.

 

 

Leia na ZH deste domingo

05 de setembro de 2014 0

Racismo é tema da segunda fase de seleção do Primeira Pauta

05 de setembro de 2014 0

O Rio Grande do Sul é um Estado racista?

Construa um texto jornalístico, com no máximo 30 linhas (em word, corpo 12), tratando do tema acima. Não esqueça que você deve ouvir pelo menos dois entrevistados.

Se desejar, poderá incluir foto ou link de vídeo postado no YouTube.

Para alunos de Design, o tema deve ser tratado com ilustração ou infográfico (formato jpeg, tamanho máximo 1MB) ou arte em vídeo (máximo 2 minutos, publicar no YouTube e enviar o link).

Os trabalhos serão recebidos pelo e-mail primeirapauta@zerohora.com.br.

Dúvidas? consulte novamente o regulamento.

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Humberto Trezzi conversa com alunos da Urcamp

26 de agosto de 2014 0

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Texto: Yuri Cougo Dias

Em Bagé, a Universidade da Região da Campanha (Urcamp) recebeu na noite de quarta-feira (20), no Salão de Atos, a palestra do repórter Humberto Trezzi, de Zero Hora. O evento faz parte do ciclo de palestras anual de ZH pelas escolas de Jornalismo.

Formado pela PUCRS, Trezzi trabalha há 25 anos como repórter de ZH. Ele afirma ter ingressado no jornalismo totalmente por acaso. “Queria algo que não tivesse cálculos, fiz uni-duni-tê com as ciências humanas e o dedo caiu sobre o jornalismo”, completa Trezzi.

Durante o encontro, relatou experiências em coberturas internacionais, como a viagem com as Forças Armadas à Angola, a cobertura do tráfico no Rio de Janeiro, os conflitos no Paraguai, Equador, Colômbia, os desastres em Santa Catarina, o terremoto no Chile, entre outros.

Marcado por coberturas internacionais de guerras, como a Primavera Árabe, no qual foi ferido, Trezzi comentou sobre a situação em que a Líbia se encontrava e exibiu fotos e vídeos dos conflitos. “Na Líbia todos os homens maiores de 16 anos foram para a guerra, ficando a cargo das crianças o policiamento nas ruas. A rebelião foi extremamente violenta, pois todos os grupos se posicionaram com apenas uma ideia, derrubar o ditador. Eram todos contra o governo”, afirma.

A estudante do sexto semestre de jornalismo, Thaís Nunes, ressaltou a importância da promoção de palestras de jornalistas em cidades do interior. “Acho muito importante essa troca de conhecimentos com pessoas experientes, principalmente porque estamos longe dos grandes centros”, falou.

O Coordenador do Curso de Comunicação Social, Murian Ribeiro destacou a importância da palestra para o curso: “atividades como essa trazem um novo ponto de vista para os estudantes de jornalismo, aumentando suas perspectivas e dando ‘um gás’ quanto a prática profissional após a formatura”. Ribeiro completa ainda “tem-se a ideia de que o jornalista formado no interior necessariamente ficará no interior, a presença de Trezzi aqui prova que essa afirmativa não é verdadeira”.

Uma conversa sobre fotografia na UFSM/Cesnors

22 de agosto de 2014 0

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Por Maurício Cattani

No dia 21 de agosto de 2014, no auditório do CAFW ( Colégio Agrícola de Frederico Westphalen), Jefferson Botega, editor de fotografia do jornal Zero Hora ministrou uma palestra para os acadêmicos de Jornalismo da UFSM/CESNORS-FW sobre sua área de atuação no jornalismo.

Na ocasião, os alunos puderam saber um pouco mais sobre a profissão do mesmo e receber uma colaboração para entender como ser um bom profissional e ainda, destacou que para despertar o interesse do leitor, nos dias atuais, é necessário que se faça uma foto diferente do usual.

Segundo Botega, apesar de receber várias criticas no dia a dia, ele procura fotografar de forma que desperte reflexões ao seu público. Lembra também, que a foto não basta ser boa, ela precisa ainda causar um impacto àqueles que terão acesso à mesma.

Em uma breve entrevista, Jefferson Botega relatou que quando almejamos uma boa pauta, por mais que a primeiro momento nos emocione, devemos separar o lado emocional do profissional.

Porém, quando se trata de fotografar, é fundamental que nossos sentimentos sejam expostos, pois, segundo ele:  “Um fotógrafo sem sentimentos não consegue  arrancar emoções das pessoas que vêem suas fotografias.”

O evento faz parte do ciclo de palestras de ZH que passa pelos 24 cursos de Jornalismo do Estado. A cobertura é feita pelos estudantes.

"O Jornalismo precisa se reinventar", afirma Nilson Souza no IPA

22 de agosto de 2014 0

Bruno Dietrich

Veja a cobertura dos alunos do IPA

Confira o Storify produzido pelos alunos

Escrito por Gabriel Guidotti   e foto Bruno Dietrich

Uma noite de debates jornalísticos, de conhecimentos compartilhados e boa música. A aula de abertura do semestre do Jornalismo/IPA teve todos estes ingredientes, além da participação de dezenas de alunos do curso. Para coroar o evento, tivemos a presença do editorialista e colunista do jornal Zero Hora, Nilson Souza, que veio falar um pouco de sua trajetória profissional e discutir temas como mídia, cenário jornalístico contemporâneo e o futuro da profissão.

Ao dar início à Noite Cultural, o coordenador do Jornalismo/IPA, Fábio Berti, destacou a nova proposta que permeia o curso: mixar aprendizados teóricos com a participação de grandes profissionais de mercado na formação. Além disso, valorizou a ação integrada entre os cursos de comunicação da instituição, que, além de excelência no aprendizado, se complementam em diversos segmentos. A abertura contou também com palavra da Pastoral do IPA – que troxe sua mensagem de fé, de acordo com os princípios metodistas, e a música do estudante Marcelo Noms, que animou os presentes.

Humildade e simpatia 

“Sinto-me constrangido de ser chamado de palestrante. Sou um simples jornalista”, relatou Nilson Souza, de forma humilde, no começo de sua explanação. Nas quatro décadas despendidas à atividade, afirma ser apaixonado pela profissão, mas explica que os estudantes de hoje terão uma difícil tarefa à frente: reinventar o Jornalismo. Segundo ele, os veículos de massa estão sendo exigidos para entregar a informação em diferentes plataformas ao público receptor. A Zero Hora, buscando se adaptar aos novos tempos, se remodelou, alterando tanto sua identidade visual quanto seu organograma editorial.

Nilson afirma  que a Publicidade é o que sustenta o Jornalismo, e explica que as empresas estão sendo obrigadas a se reestruturar. “Sobre as demissões na Zero Hora, perdemos quatro colegas. Se fosse apenas um já seria doloroso”. Entretanto, para ele, o  fato foi superdimensionado: “não foram 130 jornalistas demitidos”.  E complementa: “Nós estamos sendo desafiados, no mercado de comunicação, a reestruturar o Jornalismo. As empresas estão precisando se adaptar a isso também”.

Repórter Paulo Germano conversa com alunos da Ulbra sobre reportagem

22 de agosto de 2014 0

Bruna BatistaFotos: Bruna Batista e Cristielen Souza

Jornalistas de Zero Hora percorreram esta semana os 24 cursos de Jornalismo do Estado. O ciclo de palestras passou por 15 cidades e termina da segunda-feira, dia 25, em Pelotas.

Confira a cobertura dos estudantes do curso da Ulbra sobre a palestra do jornalista Paulo Germano.

Texto: Esteban Duarte – Agex/ULBRA

Com a presença do repórter especial do jornal Zero Hora, Paulo Germano, foi realizada mais uma edição do “Papo de Redação”. A atividade ocorreu na sala 203 do prédio 14, no campus da Ulbra Canoas.

A reportagem “Dinheiro farto para organizada”, e o projeto “Na Beira da Copa”, foram os trabalhos destacados pelo repórter no inicio do evento. Paulo atua como repórter especializado em violência nos estádios e torcidas organizadas. Segundo ele, em conversas na redação, se chegou ao consenso de que o assunto não recebia a devida atenção da imprensa, “a mídia cobria muito mal esses fatos, então resolvi me aprofundar nesse mundo”.

O jornalista fez um resumo do trabalho de investigação sobre as torcidas organizadas e a relação que elas mantinham com as direções dos clubes gaúchos de futebol.

Cristielen Souza
A série de reportagens começou com a investigação e flagrante de torcedores frequentando estádios mesmo estando proibidos pela Justiça. A apuração do caso demandou pesquisa no fórum central de Porto Alegre, consultando atas de ocorrências nos estádios, buscas no facebook, assim como consultas de boletins de ocorrência. Foram utilizadas diversas ferramentas para tentar mapear os torcedores. Paulo ainda relatou a perseguição aos torcedores para conseguir as fotos que seriam utilizadas como provas.

Durante as investigações, Germano localizou documentos que comprovavam que o clube gaúcho efetuava repasses de, em média, R$ 45 mil por mês, destinado às torcidas organizadas.

O repórter relatou a entrevista com o líder das brigas que externaram a divisão da Geral do grêmio, Paulo Roballo Brum, o “zóio”. “O ex-líder da geral revelou que os membros mais elevados na hierarquia das organizadas embolsavam grandes valores repassados pela direção do Grêmio. Conforme o clube, as verbas eram destinadas para as despesas das viagens das torcidas, mas nunca foi exigida qualquer prestação de contas”, completou Germano.

A matéria ainda destacou entrevista com o presidente do Grêmio entre 2011 e 2012, Paulo Odone. Questionado sobre a responsabilidade do clube, o dirigente afirmou ter recebido denúncias de desvios nos repasses, mas alegou que não tinha condições de fiscalizar o destino do dinheiro.

O jornalista também falou sobre a produção da matéria, “esse projeto deu muito trabalho, foi um grande processo. Algo que deve ser levado em conta é a importância do desenvolvimento de fontes, elas me ajudaram muito na colheita de informações e provas.”

Para Germano, a situação do jornalismo atual pode ser aproveitada para realizar uma renovação no perfil profissional, “vivemos uma fase de renovação. ser referência em um assunto é um diferencial muito importante. A especialização vai ser muito valorizada no futuro da profissão.”
Questionado sobre a parcialidade dos meios de comunicação e interesses que poderiam travar a reportagem, Germano afirmou que o jornalista não deve se importar com as posições ideológicas da empresa.

Finalizando o encontro, Paulo Germano falou sobre a longevidade do jornal impresso, comentou as mudanças gráficas e estruturais do jornal Zero Hora, e fez um breve relato do projeto “Na Beira da Copa” que rodou 12 mil quilômetros pelos confins do país, durante o mês de maio, mostrando como o Brasil distante das cidades-sede aguardava a Copa do Mundo.
 

 

 

 

Entrevista: FêCris Vasconcellos na Unisc

21 de agosto de 2014 0

Monique RodriguesMovida a desafios

Por Vânia Soares

Foto: Monique Rodrigues

A moça gosta de um bom papo. Adora mudanças e está sempre pronta para encarar novos desafios, essa é a Fernanda Vasconcellos, a Fê Cris, editora do Vida/Estilo de Zero Hora digital. A jornalista esteve na manhã da última quarta-feira dia 20 de agosto, na sala 101 da Unisc falando para a turma de comunicação social. Confira a entrevista na integra:

A4- Atualmente tu trabalhas na editoria de Entretenimento / Vida e Estilo, como foco na produção digital. Como tu vês a tendência deste meio? Está em ascensão?

Fê Cris Vasconcellos - Eu acho que sim. Eu tenho uma opinião bem radical quanto a isso. Eu acho que o digital é o único lugar que qualquer área da comunicação vai se envolver, seja o jornal impresso, seja a TV. Todas as áreas vão acabar se envolvendo com o digital. Interagir com o leitor é uma destas formas.É imprescindível ter uma intimidade com o digital, e essas duas editorias são muito próximas do nativo digital. O Vida/Estilo é muito procurado no digital, as pessoas compartilham muito e interagem bastante com os conteúdos, então, eu sou muito feliz com o que trabalho. Hoje é bem próximo do que é o futuro da comunicação.

 A4- No teu mestrado tu pesquisastes as interações de jovens por meio das redes sociais. Quais foram tuas conclusões nesta pesquisa?

 FêCris - Eu estava tentando entender como é que um jovem se torna influenciador dentro do seu grupo. Hoje o jovem nativo digital, que é o cara que nasceu já imerso nessas tecnologias, não confia mais em primeira instância nos meios de comunicação. Para entregar conteúdo, ele confia mais na curadoria dos seus amigos, mais na curadoria do seu grupo social. Esta pesquisa foi muito legal porque eu acabei descobrindo que a coisa mais importante não é o cara mais letrado digitalmente. Interagir com os amigos, se mostrar presente,  participar das conversas, isso é o mais importante para os jovens. Foi uma conclusão muito surpreendente pra mim e acabei transpondo isso para o meu trabalho e meu cotidiano e acho que marcas podem se apropriar disso. É basicamente tu entender que tu tem que participar da conversa, tu tem que ser mais um agente da conversa na comunicação digital.

 A4- Ainda nesta abordagem temática, achas que as redes sociais influenciam as rotinas jornalísticas?

 FêCris - Com certeza. Não tenho dúvidas. É impossível fazer jornalismo hoje em dia se não prestarmos atenção nas redes sociais. Imagina. Na morte do Eduardo Campos, nós estávamos tentando contato para confirmar, e as redes sociais já estavam falando e trocando informações. Tava bombando, só se falava nisso. Faz parte de tudo no nosso cotidiano. É relevante. As redes sociais têm este tamanho, nós temos que participar das conversas, entender o que os nossos leitores se preocupam,  como é a vida deles, quais as preocupações, quais os anseios, o que é importante pra eles. Se busca pautas nas redes, são ferramentas indispensáveis hoje no jornalismo e na comunicação.

 A4- Tu ministras um curso chamado “De Elvis a Miley Cyrus: comunicação, consumo, cultura e juventude”. Me fale um pouco sobre ele.

 FêCris – O meu mestrado foi voltado para a juventude. Eu estudei a juventude mais recente e uma colega minha, a Paulinha, a dos anos 60 e 70. A adolescência é uma fase importante da vida, pois tu acaba sendo o topo da pirâmide de influência, o centro das atenções. Então, estudar essa fase da vida e essas pessoas é bem importante pra gente entender quais são as tendências de consumo e tendências de comportamento. Nós resolvemos montar este curso para compartilhar com as pessoas  como é a adolescência e como a gente pode entender essa juventude pra poder conversar com ela e compreender as tendências. Acabamos associando sempre  os produtos da indústria cultural, especialmente o cinema  e música para tentar entender as características de cada época, do final do século XIX até os dias atuais. É bem legal.

A4- O Jornal Zero Hora completa 50 anos em 2014. O que significa pra ti estar atuando nesta empresa, em um momento tão significativo, marcado por tantas mudanças (gráficas, editoriais e, como sabemos, também na equipe da redação)?

 FêCris - Bah! É maluco assim…eu trabalhei em vários lugares antes de chegar na Zero Hora. Estou desde novembro de 2013. Eu adoro mudanças, sou movida a desafios, não gosto de me acomodar, pra mim é sempre bom. Nós tivemos uma mudança bem expressiva e eu participei ativamente. Estava fazendo o mestrado na PUC e participava de um grupo de pesquisa que era do Grupo RBS, que tentava entender esses movimentos e propor novas maneiras de pensar o jornal. Então pra mim foi muito legal. E é muito legal ver gente com 30 anos de estrada, gente que tem tempo de redação com o tempo que tenho de vida, e ao mesmo tempo com gente nova assim como eu, trocando ideias, convivendo. A redação está muito mais aberta para isso, nós temos editorias maiores, mais abrangentes e podemos conversar mais. O digital fica no centro da redação, então a gente conversa muito com as pessoas que trabalham no multiplataforma. Eu fico muito feliz. É óbvio que não é feliz quando acontecem demissões, mas dentro da redação foram muito poucas, foram quatro cortes, quando existem quase duzentas pessoas, então é muito pequena, ainda que doa muito ver colegas saindo da redação. Mas faz parte, as pessoas estão mudando, como é que o jornalismo não vai mudar? A gente trabalha para as pessoas.

A4-E sobre estar hoje aqui em Santa Cruz compartilhando ideias com jovens universitários, quais são as tuas expectativas?

 FêCris – Eu fiz mestrado justamente porque adoro gurizada assim, eu gosto de estar na Universidade sempre que posso. Eu gosto de Santa Cruz do Sul, tenho família aqui e seguidamente venho pra cá. Então é muito legal estar aqui. Estar na universidade hoje é meio assustador, pois tudo está mudando e quem está aqui não sabe o dia de amanhã, mas eu espero acalmar um pouco os ânimos e dizer que não é tão difícil assim.