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Posts na categoria "Blog do Editor"

Boas notícias

18 de abril de 2015 0

Marta Gleich

 

No campo da economia, está difícil publicar manchetes positivas em 2015. Todas as projeções indicam que o PIB deve encolher. A elevação do dólar pressiona ainda mais os preços. O desemprego mostra sinais de alta. E a inflação ameaça fechar o ano em 8%, coisa que não acontecia desde 2003. A exceção tem sido o agronegócio, que deve colher em 2015 um novo recorde de grãos no Rio Grande do Sul. Na última terça-feira, Zero Hora publicou reportagem especial sobre a supersafra de soja no Estado, produzida pela repórter Joana Colussi e pelo fotógrafo Tadeu Vilani (se você perdeu, pode conferir em zhora.co/infosoja).

Más notícias econômicas diárias, infelizmente, tornaram-se a rotina nas redações e no conteúdo que o leitor recebe. Nesse momento, o que vira notícia, novidade, surpresa é o contrário: setores, negócios e pessoas que ignoram o cenário difícil e conseguem bons resultados. É por isso que Zero Hora inaugura, nesta edição, a série “RS que dá certo”. A expressão foi utilizada em outra série, publicada em 2012 e 2013, e volta, agora, para identificar reportagens e notícias sobre empresas, setores e iniciativas que enfrentam as dificuldades e crescem.

Nesta primeira reportagem, contamos a história de três empresas gaúchas que sofreram com a crise econômica internacional de 2008, mas conseguiram dar a volta por cima. Com áreas de atuação e tamanhos diferentes, elas adotaram estratégias diversas para continuar crescendo e hoje têm uma lição para ensinar neste momento de turbulência econômica.

O “RS que dá certo” não será publicado apenas em Zero Hora: Rádio Gaúcha e RBS TV também colocarão no ar conteúdos com o mesmo espírito. Exemplos pequenos, médios e grandes de negócios com bons resultados em meio ao ambiente sombrio.

Faz parte de nossa responsabilidade editorial mostrar esses casos, para que sejam inspiradores e se multipliquem, ajudando nossos leitores e as comunidades a enfrentar o ano de 2015.

PARA ENTENDER OS DEPÓSITOS JUDICIAIS

Durante as duas últimas semanas, a repórter Juliana Bublitz percorreu repartições públicas, ouviu técnicos, conversou com ex-governadores e ex-secretários de Estado e reuniu-se com especialistas. Revirou números, tabelas, códigos. Tudo isso com um único objetivo: traduzir para você um tema árduo e cada vez mais importante no debate sobre a crise nas finanças públicas do Estado: os depósitos judiciais. A ideia da reportagem, que você lê nas páginas 12 a 15 desta edição, nasceu de uma obsessão. Há dois anos, Juliana produziu um material especial sobre a história da dívida do Estado com a União. Desde então, se especializou no assunto e botou na cabeça que havia ficado faltando esclarecer melhor esse outro mecanismo, que também é uma fonte de endividamento e que passou a ser usado com cada vez mais frequência pelo Poder Executivo para tapar buracos nas contas. Para ajudar na compreensão do tema, foi produzido um vídeo de dois minutos com gráficos animados, disponível no site de ZH.

— O maior desafio foi encontrar uma forma simples, e não simplista, de explicar o jargão técnico e o que o uso desses recursos representa para o Estado e, em última instância, para o cidadão — diz Juliana.

O leitor em movimento

04 de abril de 2015 4

Marta Gleich

Cada vez mais, o leitor leva Zero Hora consigo, na rua, no caminho para a faculdade ou trabalho, no supermercado, no estádio, no parque, no ônibus, na praia, em todo lugar. No primeiro trimestre de 2015, chegou a 46% o percentual de visitas mobile a nossos conteúdos digitais. Ou seja: de cada cem vezes que alguém consulta informações e notícias digitais de ZH, 46 são de dispositivos móveis (smartphones e tablets) e 54 de desktops, ou computadores de mesa. E este número só cresce. Quanto será até o fim do ano: 60%? 70%? Outro número impressionante, pelo qual toda a Redação agradece aos leitores, é o da audiência desses conteúdos digitais, que bateu mais um recorde em março: 26,9 milhões de visitas. Se comparados os números do primeiro trimestre de 2015 aos do primeiro trimestre de 2014, o crescimento é de 30%, de 59,5 milhões de visitas, somando-se janeiro, fevereiro e março, para 78,0 milhões.

– Tínhamos um perfil de leitor “corporativo”, que nos lia quase sempre no desktop e nos horários comerciais (os chefes que nos perdoem!). Agora, ele fica na nossa companhia também em casa: em março, a maior média de acessos foi durante a noite, entre 19h e 22h, enquanto há alguns anos os picos de consumo ocorriam em horário comercial, entre 8h e 12h e 14h e 18h – constata Barbara Nickel, editora-chefe digital de Zero Hora.

Para acompanhar a crescente audiência digital e as mudanças de comportamento do usuário, estamos sempre ajustando a rotina dos jornalistas da Redação. Uma das estratégias tem sido publicar cada vez mais conteúdo online (em março o volume de notícias no digital foi 44% superior ao de fevereiro, por exemplo, e nossa meta para 2015 é fazer 50% mais vídeos do que em 2014). A equipe de ZH se organiza de forma a produzir jornalismo de qualidade, em qualquer plataforma, acompanhando o leitor onde ele estiver, na hora que quiser.

COBERTURA DA OPERAÇÃO ZELOTES – Na última semana, a Redação de ZH recebeu, especialmente via redes sociais, perguntas de leitores sobre o posicionamento do jornal em relação à Operação Zelotes, que apura possível esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). Como o Grupo RBS foi incluído entre as empresas investigadas por supostos benefícios com anulação ou redução de valores contestados no Carf, o questionamento foi: Zero Hora vai mesmo publicar as notícias sobre o assunto?

A resposta é: sim, não só vai, como está publicando reportagens e colunas em que o Grupo RBS é citado, assim como são mencionados os nomes das outras mais de 70 empresas. Um bom exemplo foi a entrevista com o procurador Frederico Paiva, um dos coordenadores da operação, já na edição de segunda-feira, na qual ele admitia a hipótese de delação premiada durante a investigação.

Há um natural conflito de interesse no caso, como ocorre em ocasiões em que a própria empresa é, de alguma forma, parte do noticiário. Mas, também na semana, dirigentes da RBS estiveram nas redações conversando com editores e colunistas para reiterar a orientação: também neste episódio, façam jornalismo e se manifestem livremente sobre o assunto. Vamos seguir cobrindo a Operação Zelotes por acreditar que nossos leitores têm o direito de receber normalmente informações e opiniões sobre o assunto, como em qualquer outra situação.

Editor de Imagem de ZH integra júri do Chipp 2015

17 de março de 2015 0

Félix ZuccoO editor de imagem de ZH, Jefferson Botega, embarcou nesta terça-feira (17) para Chengdu, província de Sichuan, na China, para participar do julgamento do 11º Chipp (China International Press Photo Contest), concurso que ocorre entre os dias 20 e 25 de março. Trabalhos de fotógrafos de diferentes partes do mundo concorrem com imagens que promovem os esforços pela paz mundial e o progresso na política e na economia.

Fotojornalista premiado com as principais distinções do Brasil, como Esso, Vladimir Herzog e Direitos Humanos, Botega representará a América do Sul no comitê de julgamento que reunirá profissionais de países como Inglaterra, Alemanha e Rússia. Formado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), Botega iniciou a carreira em ZH em 1996. Atualmente, é também professor no Centro Universitário UniRitter.

 

Jornalista gosta de más notícias?

14 de fevereiro de 2015 6

marta-gleich2

 

Na sexta-feira, o leitor e jornalista (ex-colega de Zero Hora) Antônio Goulart me puxou as orelhas num e-mail: “Ultimamente, as manchetes de ZH têm sido negativas e preocupantes, em especial sobre a situação econômica do Estado. Acho, por isso, que o jornal deixou de destacar em capa, hoje, uma notícia alvissareira que aparece escondida no meio de um texto na página 24 (coluna de Gisele Loeblein). Segundo um órgão oficial, a Conab, o RS se prepara para colher uma safra recorde de soja, 10% superior à do ano passado. Será que isso não merecia uma manchete? E talvez até um editorial?”.

Merece, sim, Goulart. A supersafra de soja que está se delineando no horizonte gaúcho e seus bons impactos econômicos serão tema de reportagem especial – e potencial manchete do jornal – no caderno Campo e Lavoura do dia 24. “É um volume histórico de soja. Não faltarão oportunidades de destacarmos essa boa notícia”, promete a editora e colunista Gisele.

Todo dia, fazemos um esforço para dar notícias positivas, até para que o jornal não seja uma bofetada no leitor. Nem sempre é possível, e concordo que andamos com manchetes pesadas. Na sexta, o título principal de capa foi “Delator diz que Dirceu sabia de propina ao PT“, sobre a declaração do doleiro Alberto Youssef, colocando o ex-ministro José Dirceu no centro do escândalo. Na quinta, “Explosão e mortes em plataforma da Petrobras“. Na quarta, “19 carros roubados por dia na Capital“. Na terça, “Conta da luz vai ficar de 37% a 66% mais alta“. Na segunda, “Mais 3 obras no RS citadas em esquema de propina“. Semana difícil! Algum desses temas, na sua opinião, não deveria ser manchete? Com a situação da economia no Estado e o cenário de corrupção no país, vamos forçar manchetes positivas? Não tem como.

Editar é escolher e, no mundo todo, comentários de que jornalistas adoram uma má notícia volta e meia surgem como críticas à imprensa. Durante a última semana, o editor de Opinião de ZH, Nílson Souza, compartilhou com colegas da RBS um texto de Arianna Huffington, a fundadora do portal Huffington Post, em que ela defende um maior equilíbrio entre as notícias boas e as notícias ruins. “Histórias de violência, tragédia e corrupção sempre ganham destaque”, argumenta Arianna. “Como jornalistas, nossa função é mostrar para nossa audiência um retrato preciso do que acontece no mundo. Se nós, da mídia, mostrarmos só o lado sombrio, estamos fracassando.”

Notícias ruins – acidentes, tragédias – são campeãs de audiência online e sempre “ganham” de histórias edificantes. É o jornalista que erra quando escolhe publicar esse tipo de conteúdo ou é o leitor que, ao fazer suas escolhas, está dizendo ao editor o que ele prefere? A característica de prestar mais atenção no que é ruim é do jornalista ou do ser humano? Um comentário clássico entre jornalistas lembra que ninguém comenta no bar “sabia que todos os aviões do mundo hoje decolaram e pousaram sem problemas?” No entanto, se um, unzinho dos milhares de voos não chegar a seu destino, isso vira manchete em todos os jornais e comentário obrigatório em todas as rodas. E você, leitor, o que acha disso? O jornal está muito negativo? Ou os fatos é que estão? Escreva para mim: marta.gleich@zerohora.com.br

Hotel Farrapos estreia na TV

02 de dezembro de 2014 0

O ilustrador de ZH Gabriel Renner é também o diretor de arte do Hotel Farrapos, curta-metragem feito pela Cartunaria Desenhos que circula em festivais e mostras pelo país e foi exibido na TV na semana passada.

O filme é um passeio no “lado B” de Porto Alegre, mais precisamente na Av. Farrapos, com seus botecos, boates e personagens típicos da vida noturna com como pano de fundo a Revolução Farroupilha.

reprodução

A saga de Elias, o personagem da trama, tem direção de Lisandro Santos e foi financiado pelo Fumproarte.

Clique aqui para assistir ao filme

Veja os destaques de ZH deste domingo

28 de novembro de 2014 0

Conheça a história de Gilda, a lancha usada por presidentes da República, e na Revista Donna, um guia com 150 sugestões de presentes para o fim de ano.

Veja os destaques de ZH desta quinta-feira

26 de novembro de 2014 0

Um ano e dez meses após a tragédia da Boate Kiss, como está o andamento do processo na Justiça, o que acontece com seu cérebro quando você joga vídeo game e as atrações do Planeta Atlântida 2015. Na ZH desta quinta:

Veja os destaques de ZH desta quarta-feira

25 de novembro de 2014 0

Como evitar as falsas promoções e fazer bons negócios na Black Friday e no Casa & Cia, quatro ideias de dormitórios de casal onde o conforto é a prioridade.

Guia ZH Matrículas circula nesta quarta

25 de novembro de 2014 0

matriculazhUm Guia com a lista das instituições que oferecem cursos desde a Educação Infantil até o Ensino Médio e Técnico em Porto Alegre circula com a edição impressa de Zero Hora nesta quarta-feira (26), na Capital e Região Metropolitana.

O suplemento traz informações essenciais para a hora da matrícula, como método de avaliação, currículo, número de alunos e professores, atividades extraclasse e como é feita a segurança.

Veja também como cada diretor traduz em uma frase o pensamento da escola e dicas sobre a compra do material escolar e atividades extraclasse. O Guia oferece ainda o calendário de matrículas na rede pública.

Veja os destaques de ZH desta terça-feira

24 de novembro de 2014 0

Quem são os responsáveis por prender os envolvidos na Operação Lava-Jato e o que as escolas precisam para oferecer uma educação em tempo integral. Na ZH desta terça: