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Posts na categoria "Blog do Editor"

Jornalismo em alta

01 de agosto de 2015 0

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Na última semana, Zero Hora estreou o evento “Em Pauta ZH – Debates sobre Jornalismo”.

Você poderá pensar: problema dos jornalistas! O que isso tem a ver com minha vida? E eu respondo: tem muito a ver.
Muito. Jornalismo não é só uma questão que afeta o mundinho de seus profissionais dentro dos limites das quatro paredes de uma redação. O jornalismo – se bem feito, com liberdade de imprensa e profissionais qualificados – fortalece a democracia, desenvolve uma comunidade, assegura voz a todos, capacita o cidadão.

E é por isso que, neste momento em que a comunicação passa por transformações tão profundas, Zero Hora decidiu promover esses debates, na sede da RBS, com transmissão para os quase mil jornalistas da empresa e com convidados especiais: estudantes de jornalismo, professores das universidades da Região Metropolitana e profissionais de comunicação ligados a agências de produção de conteúdo.

A ideia é fomentar o debate, qualificar ainda mais o jornalismo, investir na atividade, trazendo profissionais que se destacam por sua excelência e pela contribuição para a reflexão sobre a atividade. O primeiro evento foi com Leandro Beguoci, editorchefe da F451, empresa que publica o Gizmodo Brasil e a Trivela, e membro do OrbitaLAB, um laboratório de inovação em jornalismo e mídia. ( Se quiser conferir um site especial sobre o evento, veja em zhora.co/empautazh)

Convidamos Beguoci por um texto que publicou recentemente, com grande repercussão em redações, em que ele aponta as grandes oportunidades deste momento da comunicação, desde que o trabalho dos jornalistas realmente seja relevante e tenha impacto em seus públicos. A cada mês, um novo debate será promovido, aprimorando os jornalistas, discutindo como melhorar a qualidade do jornalismo, refletindo como entregar ao leitor um conteúdo de maior relevância e interesse.

Não mate o mensageiro – Nas últimas semanas, profissionais de ZH têm recebido mensagens furiosas de funcionários públicos estaduais, criticando as notícias e opiniões sobre os atrasos e parcelamentos de salários. Entendemos a indignação dos servidores diante das enormes dificuldades que estão enfrentando em suas vidas pessoais ao não receberem em dia. Mas não faz sentido a reação de algumas pessoas, que, ao receberem uma má notícia, se voltam contra quem a publica, como se o jornalista fosse o responsável pelo fato, e não por sua comunicação ao público. Há um provérbio latino que diz “ ne nuntium necare”, ou “ não mate o mensageiro”. Ele só trouxe a informação, não a criou.

Nossos filhos

25 de julho de 2015 0

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O filho arma uma travessura, e o pai decide repreendê-lo. Como? Proibindo-o de ir à escola. Bizarro, inacreditável, mas aconteceu. Não dentro de uma casa convencional, mas num dos abrigos que o poder público mantém na Capital para acolher crianças e adolescentes que este mesmo poder público retirou da família porque viviam sob risco.

A história da garota de 16 anos impedida de ir ao colégio é uma das muitas que a jornalista Adriana Irion conta na reportagem Vítimas de Abrigos. Tem também a da criança reprovada porque frequentou o ano letivo com os documentos do irmão, ou da que ouvia coisas do tipo “o juiz jogou vocês aqui como animais, bandos de loucos que tomam remédios”. Ou, ainda, como descreve a jornalista Fernanda da Costa, na parte final da reportagem, segunda-feira, a do menino violentado por um funcionário que o assediou com frases do tipo: “Eu sei o que teu avô fez contigo, eu sei que tu gosta”.

Cenas que se passaram em locais como o abrigo Quero-Quero, descrito por Adriana Irion como “lúgubre, feio, escuro, úmido, sujo, desorganizado, um lugar que cheira mal”. Calejada em tratar de assuntos pesados em editorias como a de Polícia, a repórter não escondeu seu espanto ao ver a realidade dos abrigos. Confessa isso no vídeo que está em zhora.co/AdrianaIrion, produzido para compartilhar a reportagem nas redes sociais.

Se você é daquelas pessoas mais geladas, que entendem ser esse um problema “dos outros”, pense pelo lado pragmático: com o dinheiro dos seus impostos, o poder público monta uma rede de proteção falha, imperfeita, cheia de buracos por onde as crianças escorrem e vão para as ruas, onde se transformam em bandidos, que roubarão seu carro, ameaçarão as “pessoas de bem” com armas em ataques violentos.

Se, antes desse olhar mais prático, você tem uma percepção, digamos, mais epidérmica para a questão, pense que neste momento crianças estão sendo castigadas pela segunda vez. No jargão técnico, estão sendo revitimizadas. Já sofreram em famílias desestruturadas – tente imaginar a cena de um pai jogando o filho contra um aparelho de TV – e agora padecem em locais ironicamente batizados com nomes como João-de-Barro ou Quero-Quero.

Por onde quer que seja olhada, a reportagem é perturbadora. Um coquetel formado por desleixo, despreparo, desamor e burocracia condena inocentes. Em matéria de cuidado com os pequenos, como bem resume Adriana Irion, temos muito a aprender com o joão-de-barro.

Marta Gleich: três caras aleatórios

18 de julho de 2015 1

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Na última semana, o colunista e crítico de cinema Roger Lerina gravou um vídeo para responder a um leitor de nove anos de idade, Rafael Cohen. Em uma carta à Redação, o menino reclamava: “Fui assistir ao Exterminador do Futuro: Gênesis e adorei muito. Eu acho que seu jornalista está errado. O filme deveria ser cinco estrelas ao invés de ser três. Por que discordo de seu jornalista? Porque o filme tem uma lição que é: não precisa se preocupar com seu futuro, porque o futuro não está escrito”.

No vídeo, Roger lembra que os leitores estão sempre convidados a dizer se concordam ou não com a avaliação de ZH sobre cinema e que achou muito legal o fato de Rafael ter visto uma mensagem positiva e interessante no filme.

Aproveito a carta do pequeno leitor para contar os bastidores da crítica de cinema feita pelo jornal. Afinal, quem decide que um filme vale uma, duas, três, quatro, cinco bolinhas? Três jornalistas especializados em cinema: Roger Lerina, 16 anos de ZH e há 16 também crítico de cinema, Daniel Feix, há oito anos no jornal e crítico de filmes há 11 anos, e Marcelo Perrone, 16 anos na Redação e há 10 anos escrevendo sobre o assunto. O pessoal do 2º Caderno os chama de “três caras aleatórios”, fazendo piada com um telefonema recebido de um leitor há alguns anos. Indignado com a avaliação feita sobre um filme, ele desabafou: “Esses três caras aleatórios aí acham que podem dizer quanto vale um filme!”. A brincadeira pegou e, hoje, os próprios se chamam assim.

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Marcelo Perrone, Daniel Feix e Roger Lerina (da esq. para a dir.)

– Uma avaliação envolve conhecimento do tema e também gosto pessoal. Mas um filme deve, também, ser cotado dentro do seu gênero. Uma produção de Ingmar Bergman pode ganhar cinco, e a mesma nota pode ser dada a um filme de animação da Pixar. Sempre comparamos a obra com as melhores de seu gênero. Toy Story, por exemplo, é um marco em animação. Então, balizamos o ótimo Divertida Mente com o filme top desse tipo, que é Toy Story – explica Perrone.

– O importante é avaliar o quanto o filme fala com o público a que se pretende. As pessoas se equivocam pensando que a gente faz a cotação apenas segundo nosso gosto. Uma comédia romântica precisa ser comparada com outras comédias românticas, para o público que gosta desse gênero. Não vamos comparar um filme desse tipo com Jauja (longa-metragem argentino considerado de difícil compreensão) – diz Roger.

O trio discute muito sobre a cotação – o número de bolinhas, de um a cinco – recebido por cada obra. Algumas vezes, depois de muita conversa, chegam a trocar a nota, caso um dos três não tivesse assistido ao filme e apresente novos argumentos.

– Caverna dos Sonhos Esquecidos, do Herzog, ganhou uma nota 4 quando estreou, ano passado. Agora que voltou a cartaz, rediscutimos e avaliamos que, sim, ele merece um 5 – conta Daniel.

Quem mais discorda são fãs de um determinado personagem ou gênero, quando seu filme predileto recebe uma nota baixa, ou intelectuais que torcem o nariz para uma nota alta dada a um filme da moda campeão de bilheteria.

Se dá tanta polêmica, por que Zero Hora mantém a cotação em forma de notas?

– Já tentamos tirar a avaliação em forma de número de bolinhas – conta Perrone. – Afinal, obras de arte não podem ser reduzidas a notas. Mas não deu certo, os leitores pediram de volta!

– Evitamos dizer “não veja este filme” – conta Roger. Preferimos: “Vá lá, veja, depois avalie”.

Investimento em reportagem

11 de julho de 2015 0

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No domingo passado, publicamos a reportagem “Últimos Desejos”, fruto de um ano de apuração da repórter Larissa Roso e do fotógrafo Júlio Cordeiro. Em um trecho de um e-mail recebido do leitor Elvis Marchis, resumo a avalanche de comentários que chegou à Redação elogiando o trabalho:

– A reportagem foi a mais sensível, profunda e realista que li em minha vida. Ajuda muito a percebermos nossos desejos mais essenciais e verdadeiros. Sentir-se feliz ficou mais fácil. Elvis, te confesso que passei a semana pensando nessa tua frase: sentir-se feliz ficou mais fácil. Comentei com uma porção de colegas: o que mais se pode desejar, trabalhando numa redação, do que ouvir algo assim de um leitor?

Nesta edição, mudamos totalmente de assunto, mas, novamente, apresentamos ao leitor uma das grandes reportagens do ano, fruto de uma viagem da repórter Joana Colussi e do fotógrafo Tadeu Vilani à mais nova fronteira agrícola do país. A grande maioria das pessoas sequer sabe o que significa essa região, também chamada de Mapito, Bamapito ou Mapitoba. Que confusão!

A ideia surgiu há dois anos, em uma feira agrícola em Ribeirão Preto, quando Joana ouviu do produtor gaúcho Júlio
Cézar Busato, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), que gaúchos estavam desbravando a última fronteira agrícola do Brasil, em mais uma de suas históricas colonizações pelo país.

– Desde então, passei a buzinar no ouvido da Gisele Loeblein (editora de Campo e Lavoura) para fazermos a reportagem. Agora, em 2015, o projeto ganhou força com a criação oficial pelo governo da região do MATOPIBA –iniciais de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, conta Joana.

Durante 10 dias, Joana e Tadeu viajaram 3 mil quilômetros pelos quatro Estados, onde encontraram produtores com 100 mil hectares que andam de avião particular, em contraste com boa parte da população, ainda em condições miseráveis. No Piauí, na Vila Nova Santa Rosa, famílias descendentes de alemães, originárias aqui da nossa Santa Rosa, vivem no meio do nada, a 100 quilômetros de estrada de chão do lugar mais próximo. Até 2009, não tinham energia elétrica. Falam de Grêmio e Inter como se estivessem ali na esquina da Rua da Praia. Informam-se das coisas do Rio Grande pela RBSTV via satélite e por zerohora.com. Há menos de duas décadas, quando migraram, dormiam em barracas e tinham que abrir as próprias estradas. Hoje, prósperos, são os senhores do novo polo do agronegócio brasileiro, alcançaram uma boa condição de vida e têm a certeza de que tudo valeu a pena.

ZH mapeia centros culturais de Porto Alegre

09 de julho de 2015 0

2c001_10Nesta sexta-feira (10), os leitores poderão acompanhar um roteiro pelos principais centros culturais de Porto Alegre. A reportagem do Segundo Caderno, nas versões impressa e digital, apresenta ainda uma série de vídeos sobre os espaços voltados às expressões artísticas tradicionais, na maior parte mantidos pelo Estado, e também novos conceitos com propostas diferenciadas.

Conheça os centros culturais
Além de teatro, música e cinema, os espaços apresentam atividades na área de bem-estar e saúde física, debates sobre sexualidade e comportamento, festas, brechós e ações que discutem arquitetura e urbanismo. O especial, elaborado pelo editor Daniel Feix, apresenta ainda o que está por trás de cada uma das propostas  dos centros multiculturais.

Leia antes de morrer

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Há uns quatro meses, encontrei a repórter Larissa Roso carregando um jaleco branco no elevador do jornal. “Que é isso, Larissa? O que tu andas aprontando?”, perguntei. “Uma reportagem sobre os últimos desejos de pacientes sem chance de cura internados no Hospital de Clínicas.” Me deu um nó no estômago. Meu pensamento automático foi “Ai, mas para que isso? Precisa escarafunchar num tema tão doído?”. Sabendo da sensibilidade da Larissa, comecei a acompanhar mais de perto a reportagem. Quando ela me mandou o texto final, respirei fundo, fechei a porta da minha sala, peguei um chá e li de supetão, só parando para procurar os lenços de papel dentro da minha bolsa. Esta é uma reportagem sobre a morte que trata, paradoxalmente, da vida. Não tem como ler e não pensar no que você, eu, todo mundo está deixando de fazer. E no que vale a pena enquanto estamos por aqui.

“Falamos muito pouco sobre a morte”, diz Larissa. “Pensava nesta reportagem havia anos e encontrei resistência pelo caminho. Sempre justifiquei que seria um trabalho muito mais sobre a vida do que sobre a morte. Como dizem os versos do meu amigo psicanalista Celso Gutfreind, ‘Pode-se viver com a morte dentro / e encher-se de vida até morrer’.”

 

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Um dos grandes méritos desta reportagem impactante, até chocante por vezes, mas realizada com extrema delicadeza por Larissa e pelo fotógrafo Júlio Cordeiro (ambos na foto acima), é que a repórter conseguiu, ao longo de um ano, ganhar a confiança de médicos, enfermeiras, famílias, e se mimetizar no ambiente, até que não fosse estranha nos quartos do Núcleo de Cuidados Paliativos do Clínicas. Com autorização dos parentes, Larissa acompanhou as histórias junto às famílias e aos profissionais de saúde, levando o leitor pela mão para dentro dos locais onde os últimos desejos se realizaram – ou não. Como se não estivesse sendo percebido pelos personagens, Júlio registrou imagens impressionantes.

Quero agradecer, em nome dos jornalistas da Zero Hora, aos familiares dos pacientes e ao corpo clínico do hospital por nos permitirem compartilhar essas histórias e essa reflexão. Quais são nossos sonhos mais importantes? O que não podemos deixar de fazer antes de morrer? O que estamos desperdiçando? O que vale a pena e o que não tem a menor importância?

Aquiete-se. Apanhe uma xícara de chá. E leia, do início ao fim, a reportagem especial Últimos Desejos.

Menos tabu, menos agressões, mais debate

27 de junho de 2015 5

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Os repórteres Itamar Melo e Marcelo Gonzatto estiveram mergulhados, nas últimas duas semanas, num questionamento que, em meio a reforma política e ajuste fiscal, vai ganhando força no Congresso Nacional: que definição de família deve ser aprovada e abraçada pela sociedade e pelas leis brasileiras?

Com suporte dos editores Claudia Laitano e Ticiano Osório, Itamar e Gonzatto contaram com uma ajuda que veio do Hemisfério Norte para tornar mais relevante ainda a reportagem. Na sexta-feira, a Corte Suprema dos Estados Unidos reconheceu a legalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo na mais influente e rica das nações ocidentais. A novidade, que entre outras repercussões pintou com as cores do arco-íris a identidade de milhões de pessoas e instituições nas redes sociais, deu mais uma pista da urgência da discussão sobre o tema no Brasil. Não é mais possível tratar como tabu, postergar por razões religiosas ou impor qualquer tipo de restrição ao debate em torno das questões de gênero, determinantes para deliberações sobre família, adoção, direitos civis, entre tantas outras.

A reportagem desta edição é uma das contribuições que Zero Hora dá para esse debate. Já na primeira página, vale refletir sobre a opinião do professor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ Valdemar Figueiredo Filho, pesquisador das relações entre política, religião e mídia, a respeito do estágio atual do debate (ou não debate): “Não enxergo debate, enxergo agressões”. As páginas 28 e 29 comparam as visões do deputado Anderson Ferreira (PR-PE), da bancada evangélica, para quem só é família a entidade formada a partir da união de um homem e de uma mulher, e da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), defensora do reconhecimento legal da união entre pessoas do mesmo sexo. Pelos projetos destes dois políticos passa a discussão sobre o tema. E você? Qual a sua opinião?

Fotografia ZH comemora destaque entre o melhor do fotojornalismo do Brasil

23 de junho de 2015 0

A equipe de fotógrafos de Zero Hora está bem representada na 7ª edição do livro O melhor do Fotojornalismo Brasileiro, publicado pela editora Europa, lançada nesta terça-feira. Oito profissionais emplacaram 19 fotos na seleção anual.

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A escritora Lya Luft com as atrizes Nicette Bruno e Beth Goulart em Porto Alegre (RS) é um dos trabalhos escolhidos. O encontro ocorreu durante o lançamento nacional da peça teatral “Perdas e Ganhos”, no Theatro São Pedro, na capital gaúcha. A obra é baseada no livro de mesmo nome escrito por Lya – publicada em 27 de novembro de 2014 no jornal Zero Hora. [Foto: Adriana Franciosi]

Confira todos os trabalhos selecionados no focoblog

A turma da Arte

13 de junho de 2015 0

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Na Redação de Zero Hora, um andar inteiro com mais de 200 jornalistas, há no lado sudoeste uma equipe característica de todo jornal que se preze: o time da infografia. Se você entrar numa redação, é fácil identificá-los. Eles usam computadores Macintosh, enquanto os demais utilizam PCs. Têm telas maiores. Decoram as paredes com páginas premiadas em concursos internacionais. E costumam trabalhar com fones de ouvido para não se distraírem com o barulho ambiente.

Formada por 13 ilustradores, caricaturistas, infografistas, webdesigners e programadores, a equipe de Arte de ZH, liderada por Leandro Maciel, é multipremiada. Neste ano, por exemplo, ganhou um prêmio de excelência da Society for News Design, a mais relevante associação de design de jornais do mundo, com as infografias e pôsteres da Copa de 2014, e teve os trabalhos publicados no site Visualoop, que destaca o que de melhor está sendo produzido em jornalismo visual.

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A turma da Arte, que conta com Gilmar Fraga, Gabriel Renner, Gonzalo Rodriguez, Edu Oliveira, Eduardo Uchôa, Fernando Gonda, Guilherme Gonçalves, Michel Fontes, Diogo Perin, Leonardo Azevedo, Izabel Cruz e Guilherme Maron, contempla os leitores com dois trabalhos nesta edição. Duas páginas com todas as informações da Maratona e o último infográfico de uma série de 12 dos jogadores e times da Copa América. A diferença deste material é que os 12 pôsteres unidos formarão um único mosaico com as principais estrelas da competição, como na imagem abaixo.

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A representação gráfica de informações, de forma a torná-las mais compreensíveis, é tão antiga quanto os famosos desenhos complementados por textos de Leonardo da Vinci. Ou tão popular quanto os insuperáveis mapas de metrô das grandes cidades do mundo (imagine explicar as 468 estações de metrô de Nova York usando só texto!). Nos jornais, a infografia tem o papel de explicar, de forma rápida e visualmente harmoniosa, assuntos complexos ou com muitos dados.

– A editoria de Esporte se presta muito a infográficos, porque eles permitem que destaquemos coisas que não estão na cobertura do dia a dia. Números, históricos, curiosidades são a matéria-prima perfeita – diz Diego Araujo, editor de Esportes. – Também podemos, de forma didática, explicar aos leitores regras sobre modalidades às quais não estão tão acostumados, como fizemos com o Superbowl, o Best Jump ou o boxe. Estamos planejando uma série olímpica para ajudar o leitor a assistir aos esportes com um pouco mais de informações.

A equipe da infografia traduz e organiza a informação para que você tenha páginas bonitas e agradáveis de ler, com muito conteúdo.

Com a Palavra debate a relação Educação e Desenvolvimento no RS. Participe!

12 de junho de 2015 0

logocomapalavraOs leitores de ZH estão convidados a debater os números do Índice de Desenvolvimento Estadual-RS 2015 nesta quinta-feira (18), em mais uma edição do Com a Palavra. O evento gratuito ocorre no StudioClio, às 19h, no mesmo dia em que os dados serão divulgados pela imprensa. Para participar, basta enviar o nome para o e-mail comapalavra@zerohora.com.br.

Com o tema “A qualidade da Educação e os efeitos sobre o desenvolvimento econômico”, o debate terá a participação de Ely José de Mattos, economista e professor (PUCRS), um dos responsáveis pelo índice, e do professor Fernando Becker, doutor em Educação (UFRGS).  A mediação será da jornalista e colunista de Economia de ZH, Marta Sfredo.

O evento aberto ao público ocorrerá no StudioClio – Instituto de Arte & Humanismo que fica na Rua José do Patrocínio, 698. Outras informações pelo telefone (51) 3218-4399.

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O iRS mede o desempenho do Rio Grande do Sul em três dimensões: padrão de vida, educação e, reunidos, longevidade e segurança. No ranking do ano passado, o Rio Grande do Sul apareceu em quarto lugar comparado ao restante do país. Todos os dados usados são oficiais e de fácil acesso. A meta do trabalho é traduzir a realidade de quem vive no Estado. A exemplo do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o foco é nas pessoas, não nas instituições ou no poder público.

Elaborado pela Faculdade de Administração (Face) da PUCRS, em parceria com Grupo RBS e apoio da Celulose Riograndense, os dados do iRS incluem comparativos de desenvolvimento do RS de 2005 a 2013.

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