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Grupo RBS cria Editoria de Segurança

27 de agosto de 2016 0

colunistas-marta-gleich

Na manhã de sexta-feira, enquanto Cristine Fonseca Fagundes, morta em um latrocínio em frente à filha ao buscar o filho no colégio, era velada no Cemitério Jardim da Paz, o Estado inteiro, estupefato, se perguntava o que mais precisaria acontecer para que se iniciasse, finalmente, uma virada no descalabro da segurança. Ao mesmo tempo, transcorria uma reunião na Redação de ZH. Alguns dos principais editores e jornalistas da RBS TV, da Rádio Gaúcha, do Diário Gaúcho e de Zero Hora criavam a Editoria de Segurança: uma força-tarefa que se forma, sem prazo definido, para estar ao lado de leitores, ouvintes e telespectadores no debate de saídas para o descontrole da criminalidade no Estado e para cobrar do poder público ações imediatas no combate à violência. Esse tema passa a ser prioridade nas pautas dos veículos do Grupo RBS.

Comandada pelo jornalista Carlos Etchichury, ex-editor de Polícia de ZH e atual editor-chefe do Diário Gaúcho, a Editoria de Segurança contará com jornalistas como Humberto Trezzi e José Luís Costa, de ZH, Cid Martins, da Rádio Gaúcha, Fábio Almeida e Jonas Campos, da RBS TV, e Renato Dornelles, do Diário Gaúcho.

Outra decisão do encontro foi promover, na própria sexta-feira, um Painel Especial para o debate em profundidade de saídas imediatas para a crise. O resultado você confere na página 11.

Também criamos linhas diretas do nosso público com as redações, pelo WhatsApp (51) 9728-3837 e e-mail segurancaja@gruporbs.com.br . Por esses dois canais, você pode sugerir medidas para a solução do problema e se manifestar sobre o tema segurança.

E decidimos lançar o editorial-manifesto que está hoje nas capas de ZH e Diário Gaúcho.

O Rio Grande do Sul não pode mais ser definido como a sociedade em que os bandidos tomaram conta. Não somos isso. Mas a solução da criminalidade não passa apenas pelo Executivo, pelo Judiciário ou pelo Legislativo. Também não passa só pelo Ministério Público, pela Brigada Militar ou pela Polícia Civil. Nem apenas por outras entidades, associações, empresários, ONGs ou imprensa. É um problema de complexa solução, que depende de todos nós. Estamos fazendo a nossa parte. Acompanhe a intensa cobertura do Grupo RBS nos próximos dias. E mande sua contribuição. Confira, na página do leitor, manifestações de nossos leitores sobre o tema que, mais do que nos paralisar ou nos dividir, deve nos unir e mobilizar.

Por que falamos sobre pessoas

26 de dezembro de 2015 0

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Ok, este foi o ano dos atentados, do debate sobre o impeachment e a cassação, da lama de Mariana, do… um estoque de notícias fortes, pesadas, densas a ponto de muita gente achar que 2015 é o ano que não terminou – ou de repetir a frase “acaba, 2015”.
Para ZH, este também foi o ano do menino pobre que virou músico, das pessoas que superaram doenças tidas como incuráveis, do casal que adotou uma filha após esperar cinco anos e de tantas histórias humanas que passaram por nossas páginas digitais e em papel.
Por que contar estas histórias? Vejo duas razões: porque uma única história representa várias. E porque histórias, nas suas singularidades, inspiram, emocionam, fazem pensar e provocam tantas outras reações que estão na raiz do fazer jornalismo.
– Histórias humanas, com rosto, permitem ao leitor se conectar emocionalmente. Diante de uma reportagem sobre mães que perderam os filhos, por exemplo, outras mães se sentiram amparadas e vieram a público compartilhar as suas dores. Perceberam que não estão sozinhas. Assim como não estão sozinhas as famílias que enfrentam uma doença ou encaram o preconceito: ao encontrarem em ZH histórias semelhantes, essas famílias ganham inspiração e força – diz o jornalista
Ticiano Osório, editor de Sua Vida, uma editoria que tem vida até no nome e que publicou muitas histórias em 2015.
Relembre algumas nesta página e receba, da equipe que forma a Redação de Zero Hora, o desejo de um ano novo cheio de boas histórias para contar.

ZH 23.08.2015 - Nasce uma mãeZH 12.06.2015 - Amor sem limites

ZH 26.04.2015 - Pela honra do paiZH 15.12.2015 - Uma festa para Lulu

Marta Gleich: agradecimento aos leitores

27 de setembro de 2014 1

marta gleich

Quase cinco meses depois de termos transformado a edição dominical de Zero Hora, escrevo para agradecer a você, leitor, protagonista maior desta mudança. Explico. No início deste ano, constatamos que a dominical dava algum sinal de cansaço: o sintoma era uma pequena queda nas vendas em banca e nos jornaleiros, em relação ao ano anterior. Resolvemos ouvir o leitor e o ex-leitor: aquele que tinha deixado de consumir a edição de domingo. Desta pesquisa, saíram vários recados vindos do público: a dominical deveria ser mais densa. Com assuntos variados. Num equilíbrio maior entre temas leves e pesados. Uma entrevista de fôlego. Um produto diferente dos dias de semana, já que no domingo há mais tempo para leitura. Reportagens maiores? Sim, senhora! Donna é importante? Sim, senhor! Foram muitos os pedidos.

Tentamos fazer o tema de casa e atender a seus anseios. Desde o dia 4 de maio, está nas ruas uma nova edição de domingo. Lançamos o caderno PrOA, que traz novos colunistas e conteúdo denso, debates, ideias, cultura. Reforçamos as reportagens de fôlego (como duas especiais que temos na edição dominical: a chocante história da vida do menino Bernardo, contada pela repórter Adriana Irion, e o total descontrole da “praga dos javalis” no interior gaúcho, revelada pelos jornalistas Nilson Mariano e Carlos Macedo). Passamos a publicar sempre uma entrevista especial (hoje, a uma semana da eleição, Carolina Bahia e Guilherme Mazui entrevistam o presidente do TSE, Dias Toffoli). Donna ganhou ainda mais relevância (já espiou a edição de 76 páginas especial de primavera? Está um luxo!). Uma editoria de Esporte mais caprichada.

E o resultado veio, não só em e-mails com elogios que temos recebido todo fim de semana de generosos e queridos leitores, mas também pelo termômetro das bancas. Carlos Kruger, nosso gerente de Venda Avulsa, me conta que estamos com um excelente desempenho na dominical.

Queria contar essa história a vocês, agradecer a cada um dos leitores e convidá-los a seguir avaliando o jornal. Não está gostando de algo? Escreva para mim, no meu e-mail. Na última semana, o presidente do Grupo RBS, Eduardo Sirotsky Melzer, recebeu uma entrega surpresa: uma gaiola dourada que simboliza a indicação ao Caboré, o mais prestigiado prêmio da indústria da comunicação do país, realizado pelo grupo Meio&Mensagem. Zero Hora está concorrendo ao Caboré 2014, na categoria Veículo de Comunicação – Produtor de Conteúdo.

No ano de seu cinquentenário, e depois de passar por uma transformação profunda, que mudou do logotipo aos conteúdos da versão impressa, do site aos aplicativos, o jornal não poderia receber reconhecimento maior. ZH concorrerá nesta categoria com outros dois veículos e o resultado sai no dia 3 de dezembro. Comemoramos muito por aqui. E renovamos nosso compromisso com a produção de jornalismo de qualidade.

Marta Gleich: renovação no Casa&Cia

13 de setembro de 2014 0

editora de zero hora

Quando abrir a sua ZH da próxima quarta-feira, dia 17, você verá uma grande novidade: o Casa&Cia mudou. Do logotipo da marca ao conteúdo. Mesmo já sendo um dos preferidos dos nossos assinantes, por tratar de algo tão importante como o investimento no bem-estar e na beleza dos ambientes onde se mora e trabalha, descobrimos em pesquisas que o caderno poderia melhorar ainda mais. E aproveitamos o desafio para reinventar o Casa. Com 16 anos a serem completados nesta segunda, o caderno amanhecerá mais cool, descolado e aberto para todos os aspectos do estilo de vida contemporâneo. A reportagem da primeira capa deste novo projeto (confira abaixo em primeira mão!), sobre um casal de artistas que transformou um imóvel caindo aos pedaços numa casa dos seus sonhos em Nova York, dá bem o tom do novo caderno.

17CASA
Casa&Cia mantém as reportagens preferidas pelos leitores, com foco em interiores e design (tema campeão de interesse, conforme as pesquisas), e abre para um passeio por outros temas que também marcam a vida contemporânea, como iluminação, paisagismo, tecnologia, sustentabilidade, arte e urbanismo, vistos com a perspectiva estendida até chegar ao luxo, que mereceu uma seção batizada de Premium. Outra novidade são os perfis de profissionais relevantes nas suas áreas, em textos tratados com um misto de leveza e informação. E novos nomes entrarão em cena: farão parte do convívio dos leitores quatro colunistas fixos. São eles o arquiteto Henrique Steyer, um profissional contemporâneo conectado com as inovações; o jornalista especializado Allex Colontonio, que tem na bagagem a reestruturação de revistas como Casa Vogue e Wish Casa; a designer Tatiana Laschuk, que atua em design de superfície ligado a tecnologia; e Fah Maioli, atualmente radicada em Milão, mas com atuação em toda a Europa e nos Estados Unidos, especializada em tendências e design de produto. Outros colunistas eventuais ou com menor regularidade reforçarão a proposta de criar novas janelas de conteúdos de lifestyle.

Esses assuntos e personalidades serão mostrados dentro da reformulação do projeto gráfico, desde o logotipo (veja ao lado), criado pela agência Escala, e que atingiu todas as páginas do caderno, em uma renovação concebida pelo editor de Arte de ZH, Luiz Adolfo, e desenvolvida por Ana Maria Benedetti.  Em breve, essa grande reforma do Casa&Cia abrangerá a internet: um novo site Casa&Cia entrará no ar com uma proposta customizada para o formato digital.
A editora do caderno desde o primeiro número, Eleone Prestes, comemora a chegada à edição 836 do produto que se tornou uma marca de referência no segmento:
– Cada mês de setembro penso no que o Casa pode oferecer de presente de aniversário às avessas para os seus leitores. Em vez de ganhar, encaro 15 de setembro como hora de retribuir. Desta vez, o pacote vem com embalagem nova e conteúdo revisto e atualizado, para aumentar ainda mais a intimidade com os leitores.

A contribuição dos leitores

02 de agosto de 2014 2

marta

Neste fim de semana, o Gustavo Foster, repórter digital de Zero Hora, inventou uma nova. Toda semana, ZH publica no site e em aplicativos “7 Coisas para o Fíndi”. São atividades bacanas para se fazer na sexta, no sábado e no domingo. Cinema, teatro, show, passeio, exposição, tem de tudo. O Gustavo costuma fazer a curadoria desse conteúdo. Mas ele resolveu perguntar, no Facebook de ZH, que está se aproximando de 1,5 milhão de curtidores (obrigada, queridos leitores), que tipo de dicas o público quer. Veio cada ideia boa! Onde fazer trabalho voluntário. Passeios curtos para fazer com a família, próximo à Região Metropolitana. Livros. Passeios de bike. Circo. Veja o resultado.

Redes sociais são o máximo. A contribuição dos leitores é sempre uma boa surpresa, por sua diversidade, riqueza e pluralidade de opiniões. Recentemente, lançamos no site de ZH os “50 filmes que você tem de assistir no Netflix” . Fez o maior sucesso, mas era uma lista incompleta. Os leitores nos bombardearam com ótimas sugestões, e criamos uma segunda lista, “Mais 20 filmes para assistir no Netflix”.

Sempre que o leitor interage, o conteúdo fica melhor. Foi o caso também desta notícia sobre o saque do abono do PIS/Pasep. Publicamos
um texto simples, com serviço e as principais dicas. Gerou tantos acessos e perguntas nos comentários e nas redes sociais que produzimos uma segunda reportagem, respondendo às dúvidas dos leitores.

Cada vez mais relevante na Redação de ZH, a área responsável por redes sociais hoje é encabeçada por Paula Minozzo. Trabalham com ela Stéfano Souza, Leila Endruweit (que também produz a página diária do Leitor na edição impressa) e Cristiely Carvalho. A equipe atua muito próximo de todos os principais editores de ZH, discutindo constantemente o conteúdo que vai para redes sociais e assuntos vindos do leitor que podem virar pauta. O time também monitora quais são os conteúdos que mais estão gerando audiência via redes sociais. E, mais importante, interage com a audiência, conversando nos campos de comentários, respondendo às mensagens privadas e solucionando problemas de leitores.

Em congressos de jornalismo, há alguns anos cunhou-se a expressão User Generated Content – conteúdo gerado pelo usuário. Em ZH, o leitor gera conteúdo, contribui com a pauta, incrementa reportagens, torna o jornal melhor.

Aposta no futuro do jornalismo

19 de julho de 2014 6

marta

Duas iniciativas em julho e agosto reafirmam a crença de Zero Hora no jornalismo de qualidade e nos futuros talentos dessa área: a 6ª edição do programa Primeira Pauta e o ciclo de palestras de profissionais de ZH em todas as faculdades de Comunicação do Rio Grande do Sul.

Iniciado em 2009, o Primeira Pauta é um concurso para estudantes de Jornalismo. Neste ano, o programa cresceu e selecionará cinco, em vez de um acadêmico. Outra novidade é que podem concorrer estudantes de Cinema e Design, além de Jornalismo. Eles formarão um time que trabalhará um dia por semana, durante cinco semanas, na Redação de ZH, convivendo com profissionais e desenvolvendo uma reportagem multimídia. Todos os detalhes do projeto podem ser conferidos aqui.

Disputadíssimo todos os anos, o Primeira Pauta destaca estudantes nota 10 que, normalmente, depois dessa peneira, acabam trabalhando no Grupo RBS. Hoje, dos cinco que já passaram pelo programa, quatro trabalham no Grupo – Álvaro Andrade (Ulbra), Fabiane Paza (UFSM), Camila Faraco (UFPel) e Jéssica Rebeca Weber (Feevale) –, a quinta, nossa querida Mariana Müller (UFRGS), depois de importantes realizações em ZH, saiu para fazer um doutorado – é uma turma realmente qualificada.

A segunda iniciativa está em sua 6ª edição. Todo ano, ZH promove um ciclo de palestras em todas as faculdades de Jornalismo do Estado. Profissionais da Redação vão ao encontro dos estudantes para compartilhar experiências, ouvir os alunos, contar do mercado de trabalho. Neste ano, estaremos presentes nos 24 cursos de Jornalismo em 15 cidades gaúchas, de 18 a 22 de agosto. Estão envolvidos 21 editores, repórteres e colunistas.

Para incrementar a atividade, Zero Hora propõe aos professores que não ocorra apenas uma palestra: os alunos são convidados a realizar uma cobertura diferenciada do evento. Em 2013, por exemplo, além de vídeos e coberturas ao vivo pela internet, que muitos fizeram, os estudantes da Unipampa realizaram uma cobertura especial por meio de uma página no Facebook para a conversa com o repórter Humberto Trezzi. O Núcleo Experimental de Jornalismo da Universidade de Passo Fundo produziu um infográfico multimídia para cobrir a palestra do colunista Diogo Olivier. E a aluna Gabriela Bortolon, da Faculdade de Comunicação da PUCRS, criou um time-lapse (sequência de fotos formando um vídeo), mostrando a chegada dos alunos ao evento à universidade. Agora, o professor Edelberto Behs, coordenador do curso na Unisinos, ao receber a proposta de ZH, já começou a bolar uma coisa diferente. Quer usar a presença do colunista Tulio Milman para uma transmissão ao vivo na TV Unisinos e para formatar um programa que depois será utilizado em sala de aula.

Para os profissionais de ZH, essas duas atividades de aproximação com os estudantes de Comunicação, além de permitirem uma saudável troca com os universitários, significam a confirmação da aposta no jornalismo e nos futuros profissionais que, um dia, terão como missão levar conteúdo de qualidade a seus públicos.

Nosso voto vai para o leitor

05 de julho de 2014 3

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Por Marta Gleich

Nas redações de jornais de todo o país, o ano de 2014 foi planejado com dois grandes momentos: Copa do Mundo e Eleições. Duas grandes coberturas, dois assuntos de altíssimo interesse dos leitores.

Neste domingo, a emoção da Copa abre espaço para o início oficial da campanha eleitoral, um tema menos envolvente, mas fundamental para a vida do país. A partir do dia seis, a propaganda poderá tomar conta das ruas, candidatos começam a apertar a mão de potenciais eleitores, comícios estão liberados. ZH foca na campanha, trazendo reportagens voltadas para o cidadão, mostrando os problemas que esperam os eleitos.

Há mais de 20 anos, ZH tem pautado a cobertura de eleições pelo interesse do público. Não fazemos, aqui, reportagens para candidatos ou partidos. Nosso enfoque é a vida do leitor/eleitor, o que interessa a ele, o que pode mudar na sua vida em termos de saúde, educação, segurança, transporte, emprego, infraestrutura, economia e assim por diante.

É um período de muita pressão sobre as redações. Os candidatos e seus militantes leem o jornal com lupa e, se não gostam de uma frase, ligam para reclamar. Sem problema, faz parte. Estamos calejados e preparados para isso, e costumamos explicar a todos nossos critérios técnicos e o enfoque no leitor/eleitor. Não somos infalíveis: se erramos, admitimos e corrigimos nossos erros.

Mas costumamos dizer na redação que cada candidato, se pudesse optar, gostaria de ver sua foto (com Photoshop!) gigante na capa, com uma manchete positiva e, ainda, algo como “vote em mim”. Isso a gente já vê na propaganda política, não? Jornalismo é outra coisa.

Junto com a campanha, aparecem enxurradas de promessas. Cabe aos profissionais de ZH destrinchar essas propostas, mostrando se são viáveis ou não. Outro ponto importante é questionar os políticos para que falem de assuntos polêmicos ou de difícil solução, mas de alto interesse do cidadão comum. O eleitor precisa saber o que pensam os candidatos e cabe a nós, jornalistas, apresentar isso de forma didática.

Em detalhes. Não somente “melhorar a educação”, coisa que todos prometem, mas “como resolver”, por exemplo, a queda na qualidade do ensino, a falta de infraestrutura nas escolas públicas e a evasão escolar.

O período é de cuidados redobrados, porque não estamos aqui para favorecer este ou aquele, ou cair em denuncismos e bate-bocas inócuos, tão típicos dos meses que antecedem as eleições. Somente um time de profissionais isentos saberá avaliar o que é notícia e o que agrega ao leitor.

E, por fim, não custa repetir. Não temos partido nem torcemos para A ou B. Nosso candidato é o leitor, nossa torcida e nosso trabalho são para ele.

ZH virou beta

03 de maio de 2014 16

marta

Nesta edição, completamos um primeiro ciclo de transformação de Zero Hora. Mudamos radicalmente o jornal na quinta- feira e agora você recebe a dominical igualmente renovada. E por que eu falo de primeiro ciclo? Porque a ZH cinquentona – o jornal faz 50 anos exatamente neste dia 4 de maio – virou beta.

Como assim, beta? Vai mudar todo dia?

Olhe a sua volta. Tudo virou beta (a definição vem dos desenvolvedores de software, quando lançam um produto ainda não 100% finalizado, para os consumidores testarem. Em ZH, beta é o espírito de permanente mudança, inovação, abertura ao novo). As transformações no mundo, na cidade onde você mora, no jeito de consumir informação, na forma como se relaciona com as pessoas, com que lida com a tecnologia são vertiginosas. Se você e eu e o resto do mundo e o time de ZH e este jornal não nos reinventarmos todo dia, ficaremos para trás.

Na quinta- feira, reposicionamos a marca, estreamos logotipo e identidade visual.

Relançamos site, aplicativos e mobile site. No papel, transformamos editorias para entregar novos conteúdos (agora são quatro: Notícias, Sua Vida, Esporte e Segundo Caderno).

O jornal de domingo muda na capa, bem arrevistada, e em colunas (Tulio Milman com mais espaço, Verissimo na página 2 e não mais no Donna, Potter na “ Coluna do Meio”, entre David Coimbra e Paulo Sant’Ana, no finzinho do jornal). O caderno Cultura deixa de circular aos sábados. Agora é o PrOA, aos domingos, com mais informação, páginas, debate, polêmica, artigos, colunistas e reportagem. Criamos a seção 7 x 7, com o resumo da semana que passou e a projeção da que começa.

Fizemos tudo isso conectados ao leitor. O que você espera? Como quer ler seu jornal? Quais conteúdos gostaria de ter mais – ou menos? Houve pesquisas online, presenciais, em profundidade. Que continuam. E vamos ajustando o jornal. O de domingo é resultado dessas investigações junto ao público. Vocês pediram mais profundidade. Vocês pediram uma editoria como Sua Vida. Vocês pediram novos colunistas. E a gente vai mudando.

Desde quinta- feira, os leitores têm mandado novos recados: faltou a programação “ Hoje na TV” nos Esportes! Desculpa aí. Foi babada: Já voltou. A loteria volta a ter rateio, o tamanho das letras na cotação do futebol cresce. Palavras cruzadas no final do jornal? A maioria gostou, mas outros preferiam no Segundo Caderno. Teve quem criticou a redução no número de assuntos na capa. Mas a maioria gostou da capa.

Uma pesquisa com os leitores que acessam o site mostrou críticas ao design das versões digitais e ao logotipo. Pelo visual mais clean, alguns acharam que ficou simples demais. Há menos conteúdo? Claro que não. Vamos continuar aperfeiçoando as capas para que você encontre mais facilmente o que procura.

Continue mandando suas impressões. Estamos, aqui, em estado beta, plugados no nosso público.

As imagens que não publicamos

11 de janeiro de 2014 37

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Em uma Redação, inúmeras decisões são tomadas durante um dia. Que notícias – dentre as milhares que acontecem no mundo, no país, no Estado e na cidade – serão escolhidas? Quem vai apurar cada matéria? Vamos ouvir a fonte A, B ou C? Que foto será publicada – e quantas outras serão descartadas? Que expressão traduz melhor o que se quer dizer a cada frase escrita? Dentre três assuntos que podem ser manchete, qual é o melhor?

A cada minuto, escolhas como essas são feitas para entregar ao leitor o melhor conteúdo possível, seja no site de zerohora.com, nos aplicativos do tablet e do smartphone, ou na edição impressa de todo dia – como esta que você tem em mãos.

Muitas das decisões são fáceis e, quanto mais tarimbado é o jornalista, mais natural torna-se a escolha. Outras nem tanto. E, em algumas, não há certo e errado. Na terça-feira à tarde, um desses momentos aconteceu. O site da Folha de S.Paulo publicou, na manchete, um vídeo – reproduzido no YouTube – mostrando presos decapitados no complexo de Pedrinhas, no Maranhão. Gravado por detentos amotinados, os dois minutos e 32 segundos são um filme de terror: as cabeças colocadas em cima dos corpos, o chão ensanguentado. A Redação de Zero Hora em seguida obteve o vídeo original com o Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Maranhão.

Seguiu-se uma discussão na Redação e no Comitê Editorial do Grupo RBS: devemos ou não publicar o vídeo no site e frames no jornal impresso do dia seguinte? É preciso mostrar a cena para denunciar a barbárie? É um documento histórico do indizível terror das prisões brasileiras? Podemos sonegar essa informação? A publicação contribui para a discussão de soluções para o sistema penitenciário? Ou a cena é forte demais, só vai chocar nossos leitores, e é a violência pela violência?

Venceu a segunda interpretação. Não publicamos o vídeo, nem imagens no jornal impresso. Curiosa e sintomaticamente, quem mais consome internet e games na Redação votou a favor da publicação. Talvez acostumados a ver coisas piores no YouTube e nos jogos de violência. Assim como os repórteres ligados aos temas de Segurança, que lidam com isso todo dia. Os argumentos para não publicarmos foram que as cenas eram terríveis demais, que poderíamos estar escorregando para o sensacionalismo, ou explorando a desgraça.

O fato de estar no YouTube “libera” os sites de jornais a publicarem as imagens, já que o público pode encontrá-las de qualquer forma? É preciso publicar para que o registro mobilize a sociedade contra o horror? O jornal, como veículo de massa, tem limites na publicação desse tipo de imagem ou estamos sendo muito conservadores, já que crianças e adolescentes estão vendo coisa pior na internet? O que você, leitor, acha da nossa decisão?

 

Na edição deste domingo, inauguramos uma nova seção, Seu Dinheiro. Para aqueles leitores que na virada do ano prometeram colocar as contas em dia ou aumentar a renda em 2014, Zero Hora pretende dar uma forcinha. Identificadas pelo selo acima, as reportagens abordarão temas como a saída do endividamento, roteiro para a compra da casa própria e a troca do carro, guia de seguros, plano de investimentos, educação financeira dos filhos e, como todos precisam de um refresco, como planejar bem as férias. Em fevereiro, apresentaremos um guia do juro, para ninguém se enrolar no custo do crediário. No site de Zero Hora, no endereço zhora.co/seudinheirozh, você encontrará todos os conteúdos sobre o assunto. Na primeira reportagem, que você encontra no caderno Dinheiro, abordamos os motivos da sensação que a maioria dos brasileiros tem de que os índices de inflação não combinam com o ritmo de aumento de suas contas e como se organizar para não estourar o orçamento e ainda economizar.

 

Carta da Editora: PG leva você ao baile funk

02 de novembro de 2013 0

carta-da-editora1
Vou te dar uma dica. Leia na revista Donna a reportagem de Paulo Germano, jornalista que aqui na Redação a gente chama de PG, sobre a burguesia em bailes funk na periferia. Mesmo que você não suporte funk ou não tenha ideia de onde fica o Campo da Tuca.

Roqueiro de carteirinha, PG conta que, em toda festa que frequentava _ fosse de casamento, formatura ou aniversário —, percebia que o ponto alto era quando o DJ tocava funk. Achava curioso que, embora o sucesso desse gênero musical na classe média fosse evidente, não houvesse em Porto Alegre boates dedicadas ao estilo. Em conversas com amigos, descobriu que universitários estavam saciando a vontade de dançar até o chão em bailes funk na periferia.

carta editora

— Quando cheguei à festa no Campo da Tuca, no meio da vila, fiquei preocupado porque nenhum jovem de classe alta queria aparecer. “Meu pai me deserda se souber que estou aqui”, disse um deles. Mas essa sensação de experimentar o proibido era justamente o que mais parecia entusiasmá-los — relata PG.

Interessados em cativar novos públicos, os líderes comunitários são intolerantes ao tráfico e às brigas nos bailes — bem diferente do que nos acostumamos a ver, desde os anos 90, em reportagens de TV sobre os morros cariocas. PG conta que os ricos entram pelas vielas da Tuca com seus Audis, Tucsons, Vera Cruzes e Cayennes, estacionam ao lado do campo de futebol e só buscam os carrões ao amanhecer, no fim da festa.

Acompanhado dos fotógrafos Carlos Macedo e Dani Barcellos, Paulo Germano virou madrugadas e ouviu cerca de 30 pessoas, entre frequentadores, donos de casas noturnas, sociólogos e antropólogos, para explicar por que a cultura da periferia arrebata jovens de classes mais elevadas.

fernanda

Estreia a coluna Rede Social
Nesta segunda-feira, a jornalista Fernanda Pandolfi estreia no Segundo Caderno a coluna Rede Social e o blog de mesmo nome em zerohora.com: uma mistura de tendência, comportamento, eventos, gente, podendo ter pitadas de cultura, moda, design, gastronomia e viagens. Apesar dos 26 anos, Fernanda é uma experiente e multifacetada profissional. “Desde que comecei o curso de Jornalismo na PUCRS sabia que trabalharia na área de variedades. Sempre busquei me aprofundar em sociologia, psicologia, história. Quando o jornalismo ainda era um sonho, morei em Nova York e lá me descobri uma apaixonada por tendências, desde a moda (hoje faço MBA em Marketing de Moda na ESPM) até a música, a arte e a tecnologia.” Na RBS, já trabalhou como tradutora, repórter de Geral, do Segundo Caderno, do Esporte, fez produção do Jornal do Almoço na RBS TV, atuou como editora online da revista Donna e fez parte das equipes das colunistas Cláudia Ioschpe e Milena Fischer. Não me perguntem como tudo isso cabe num currículo de alguém de 26 anos! Fernandinha é ligada em 220 volts. É essa energia que você verá, a partir desta semana, na nova coluna e no novo blog Rede Social, este, como ela mesma define, “no ritmo do relógio digital”.