Durante uma semana, os leitores de Zero Hora foram provocados a responder a seguinte pergunta: "Você conhece algum político condenado por desvio de recursos públicos ou recebimento de propina que esteja, neste momento, atrás das grades?". A polêmica que começou aqui no site alimentou a reportagem especial de Leandro Fontoura que estampou as páginas 4, 5 e 6 da edição dominical do jornal. Figurões acusados de corrupção raramente vão para a cadeia no Brasil. Para entender essa realidade, ZH conversou com especialistas de diferentes setores da sociedade, professores universitários, juízes, promotores e antropólogos.
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Hoje durante o dia, a repercussão foi grande. Mais leitores enviaram e-mails elogiando ou criticando a reportagem. A reportagem também foi tema de comentário do jornalista Lasier Martins no Jornal do Almoço. Assista.
As críticas partiram principalmente de advogados, indignados com as opiniões do historiador Marco Antonio Villa, da Universidade Federal de São Carlos, e do juiz Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, da 5ª Vara Criminal de Vitória, no Espírito Santo. Ambos afirmaram que os advogados que atuam em grandes escândalos de corrupção se utilizam de recursos judiciais como forma de protelar julgamentos e levar acusações à prescrição.
Mais contundente, Villa afirmou que os defensores de criminosos de colarinho branco são copartícipes porque teriam consciência de que são pagos com dinheiro sujo. Bastou para provocar a ira dos advogados, entre eles o presidente da OAB-RS, Claudio Lamachia.







