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Posts com a tag "leitores"

Proximidade

07 de maio de 2016 2

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Todo dia, “converso” com alguns leitores por e-mail ou pelo Facebook. Esse contato me gratifica de forma especial e alimenta ZH de ideias para melhorar, cada dia mais, o jornal. Na quarta-feira passada, dia do 52º aniversário de ZH, não só conversei, mas abracei, tirei fotos e olhei de perto dezenas de leitores. Coisa boa poder comemorar a principal data do jornal junto a 70 assinantes! Ok, são uma pequena amostra dos nossos milhares de assinantes, e eu queria ter todos vocês lá, mas mesmo assim foi muito bom.

Se você está pensando “eu também queria ter ido”, deixa eu lembrar como foram feitos os convites. Publicamos uma reportagem em ZH anunciando o evento e os primeiros assinantes que responderam por e-mail ganharam uma vaga. Debatemos durante toda a manhã o futuro do jornalismo, em painéis que reuniram repórteres, editores e colunistas de ZH, Rádio Gaúcha, RBS TV e convidados especiais de fora do Estado: o professor Eugênio Bucci e o repórter da Globo Marcelo Canellas.

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Leitoras (da esquerda para a direita) Clorinda Sagala Denck, Vera Eli Goergen Antoniolli e Ligia Carretta com a diretora de redação, Marta Gleich. Foto: Bruno Alencastro

Vinda de uma “família de leitores de jornal”, como se define, a assinante Ligia Carretta (à direita na foto acima) contou como curte a sua leitura e o que achou do encontro:

— Zero Hora para mim é começar o dia cedo. Sempre abro o jornal com uma xícara de café bem grande. O que mais gostei no evento foi conhecer o outro lado da notícia. Os repórteres investigativos me encantam. Fiquei emocionada com o Cid Martins (da Rádio Gaúcha). E a Letícia Duarte (de ZH) é uma menina muito sensível. Todos os depoimentos, incluindo o do “estagiário” Jayme Sirotsky (presidente emérito do Grupo RBS que se apresentou brincando como “estagiário” no evento), citavam a liberdade de ação. Isso é importante.

Para Clorinda Denck (à esquerda na foto), assistir ao Em Pauta ZH foi a realização de um antigo desejo:

— Já vi e vivi muita coisa. Mas um dos meus sonhos era conhecer os bastidores de um jornal. Sou uma pessoa focada em ler jornal. Meu dia começa assim.

Para comparecer ao encontro e não se atrasar, a professora Vera Antoniolli, de Boqueirão do Leão (segunda da esquerda para a direita), me contou que acordou às 4 horas da manhã. E comentou:

— ZH para mim é como um vício. Tenho que ter essa leitura todos os dias. É o momento em que me informo do mundo. Fiquei maravilhada com o evento. Conhecer de perto os jornalistas e sentir o carinho de todos foi uma experiência inesquecível que desejo a outros leitores.

Estiveram também no encontro não só assinantes, mas algumas de nossas fontes e estudantes e professores de jornalismo. Acreditamos que temos o dever de estimular a formação de novos jornalistas.

Em mais este aniversário de ZH, só temos a agradecer aos assinantes que participam, comentam, gostam, discordam, criticam e se emocionam com o jornal. Continuem mantendo contato. Continuem nos ajudando a fazer um jornal melhor.

A contribuição dos leitores

02 de agosto de 2014 2

marta

Neste fim de semana, o Gustavo Foster, repórter digital de Zero Hora, inventou uma nova. Toda semana, ZH publica no site e em aplicativos “7 Coisas para o Fíndi”. São atividades bacanas para se fazer na sexta, no sábado e no domingo. Cinema, teatro, show, passeio, exposição, tem de tudo. O Gustavo costuma fazer a curadoria desse conteúdo. Mas ele resolveu perguntar, no Facebook de ZH, que está se aproximando de 1,5 milhão de curtidores (obrigada, queridos leitores), que tipo de dicas o público quer. Veio cada ideia boa! Onde fazer trabalho voluntário. Passeios curtos para fazer com a família, próximo à Região Metropolitana. Livros. Passeios de bike. Circo. Veja o resultado.

Redes sociais são o máximo. A contribuição dos leitores é sempre uma boa surpresa, por sua diversidade, riqueza e pluralidade de opiniões. Recentemente, lançamos no site de ZH os “50 filmes que você tem de assistir no Netflix” . Fez o maior sucesso, mas era uma lista incompleta. Os leitores nos bombardearam com ótimas sugestões, e criamos uma segunda lista, “Mais 20 filmes para assistir no Netflix”.

Sempre que o leitor interage, o conteúdo fica melhor. Foi o caso também desta notícia sobre o saque do abono do PIS/Pasep. Publicamos
um texto simples, com serviço e as principais dicas. Gerou tantos acessos e perguntas nos comentários e nas redes sociais que produzimos uma segunda reportagem, respondendo às dúvidas dos leitores.

Cada vez mais relevante na Redação de ZH, a área responsável por redes sociais hoje é encabeçada por Paula Minozzo. Trabalham com ela Stéfano Souza, Leila Endruweit (que também produz a página diária do Leitor na edição impressa) e Cristiely Carvalho. A equipe atua muito próximo de todos os principais editores de ZH, discutindo constantemente o conteúdo que vai para redes sociais e assuntos vindos do leitor que podem virar pauta. O time também monitora quais são os conteúdos que mais estão gerando audiência via redes sociais. E, mais importante, interage com a audiência, conversando nos campos de comentários, respondendo às mensagens privadas e solucionando problemas de leitores.

Em congressos de jornalismo, há alguns anos cunhou-se a expressão User Generated Content – conteúdo gerado pelo usuário. Em ZH, o leitor gera conteúdo, contribui com a pauta, incrementa reportagens, torna o jornal melhor.

ZH virou beta

03 de maio de 2014 16

marta

Nesta edição, completamos um primeiro ciclo de transformação de Zero Hora. Mudamos radicalmente o jornal na quinta- feira e agora você recebe a dominical igualmente renovada. E por que eu falo de primeiro ciclo? Porque a ZH cinquentona – o jornal faz 50 anos exatamente neste dia 4 de maio – virou beta.

Como assim, beta? Vai mudar todo dia?

Olhe a sua volta. Tudo virou beta (a definição vem dos desenvolvedores de software, quando lançam um produto ainda não 100% finalizado, para os consumidores testarem. Em ZH, beta é o espírito de permanente mudança, inovação, abertura ao novo). As transformações no mundo, na cidade onde você mora, no jeito de consumir informação, na forma como se relaciona com as pessoas, com que lida com a tecnologia são vertiginosas. Se você e eu e o resto do mundo e o time de ZH e este jornal não nos reinventarmos todo dia, ficaremos para trás.

Na quinta- feira, reposicionamos a marca, estreamos logotipo e identidade visual.

Relançamos site, aplicativos e mobile site. No papel, transformamos editorias para entregar novos conteúdos (agora são quatro: Notícias, Sua Vida, Esporte e Segundo Caderno).

O jornal de domingo muda na capa, bem arrevistada, e em colunas (Tulio Milman com mais espaço, Verissimo na página 2 e não mais no Donna, Potter na “ Coluna do Meio”, entre David Coimbra e Paulo Sant’Ana, no finzinho do jornal). O caderno Cultura deixa de circular aos sábados. Agora é o PrOA, aos domingos, com mais informação, páginas, debate, polêmica, artigos, colunistas e reportagem. Criamos a seção 7 x 7, com o resumo da semana que passou e a projeção da que começa.

Fizemos tudo isso conectados ao leitor. O que você espera? Como quer ler seu jornal? Quais conteúdos gostaria de ter mais – ou menos? Houve pesquisas online, presenciais, em profundidade. Que continuam. E vamos ajustando o jornal. O de domingo é resultado dessas investigações junto ao público. Vocês pediram mais profundidade. Vocês pediram uma editoria como Sua Vida. Vocês pediram novos colunistas. E a gente vai mudando.

Desde quinta- feira, os leitores têm mandado novos recados: faltou a programação “ Hoje na TV” nos Esportes! Desculpa aí. Foi babada: Já voltou. A loteria volta a ter rateio, o tamanho das letras na cotação do futebol cresce. Palavras cruzadas no final do jornal? A maioria gostou, mas outros preferiam no Segundo Caderno. Teve quem criticou a redução no número de assuntos na capa. Mas a maioria gostou da capa.

Uma pesquisa com os leitores que acessam o site mostrou críticas ao design das versões digitais e ao logotipo. Pelo visual mais clean, alguns acharam que ficou simples demais. Há menos conteúdo? Claro que não. Vamos continuar aperfeiçoando as capas para que você encontre mais facilmente o que procura.

Continue mandando suas impressões. Estamos, aqui, em estado beta, plugados no nosso público.

Equipe de ZH recebe leitores do ZH Moinhos

22 de agosto de 2013 0

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Leitores do ZH Moinhos, suplemento de Zero Hora que circula em seis bairros da região do Moinhos de Vento, levaram dicas e sugestões aos jornalistas de ZH no Café Galgos Brancos (Rua Dinarte Ribeiro, 171). O encontro promovido pelo jornal começou às 14h e segue até as 19h. As jornalistas recebem dicas e sugestões para o caderno.

divulgação, Galgosdivulgação, Galgos

O Café ZH estreou no dia 25 de fevereiro de 2010, com o caderno ZH Moinhos, que circula também nos bairros Auxiliadora, Floresta, Independência, Rio Branco e Bom Fim. Zero Hora realiza encontros com leitores mensalmente em cafés das regiões onde circulam os outros seis cadernos de bairro, além do jornal + Canoas.

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Agende-se: Café ZH reúne leitores no Moinhos de Vento nesta quinta

21 de agosto de 2013 0

Leitores do ZH Moinhos estão convidados para a primeira edição do ano do Café ZH no bairro Moinhos de Vento. O encontro entre jornalistas e leitores será nesta quinta-feira, no Café Galgos Brancos (Rua Dinarte Ribeiro, 171), das 14h às 19h.

Na pauta das conversas, os problemas que afetam o cotidiano dos moradores e as delícias de morar na região. Os leitores que passarem pelo local também serão clicados para a coluna Calçada da Fama em algum dos charmosos ambientes do Galgos, um casarão de 1935 no coração do Moinhos.

Divulgação, Mariana Pesce

No Café ZH, os leitores têm a oportunidade de dar dicas de moradores da região cuja história ou trabalho é interessante para publicação nas seções O Nome, Conheça Seu Vizinho ou Vizinho Nota 10. É possível, também, indicar festas comunitárias, eventos escolares e iniciativas sociais que podem virar notícia no ZH Moinhos. Fotos de algo curioso, de uma paisagem interessante ou de algum problema de um dos bairros de abrangência do caderno são esperadas pelas jornalistas Bruna Porciúncula, Janaina Kalsing, Laura Schenkel, Rossani Thomas.

Andreia Graiz

A equipe de ZH recebe ainda fotografias de mascotes para a seção dedicada aos bichinhos de estimação Meu Mascote, fotos de bebês para a seção Novo Morador, imagens tiradas da janela que mostrem o bairro e textos que poderão ser publicadas na seção Eu e Meu Bairro. O material será publicado no caderno e postado no blog  e no facebook.

cafezh1O Café ZH estreou no dia 25 de fevereiro de 2010, com o caderno ZH Moinhos, que circula também nos bairros Auxiliadora, Floresta, Independência, Rio Branco e Bom Fim. Zero Hora mantém outros seis cadernos de bairro, além do jornal + Canoas.

 

Céu turvo por leitores de ZH

18 de outubro de 2011 0

O acinzentado do céu no Rio Grande do Sul mobilizou repórteres e leitores de Zero Hora nas últimas 24 horas. Antes das 17h desta terça-feira, a leitora Marli, moradora do bairro Rio Branco, em Porto Alegre, ligou para a Redação alertando sobre o turvo do céu. O mistério foi resolvido rapidamente pela repórter Vanessa Beltrame em contato com a meteorologista Estael Sias:

— Tem notícia, a Estael confirmou que  partículas do vulcão chileno foram trazidas pelo vento ao Estado — disse Vanessa prontamente.

A notícia publicada no site às 18h21min foi também destaque da página 26 da edição impressa desta terça-feira. O assunto que instigava os gaúchos desde ontem ganhou repercussão ao longo do dia e chegou a cancelar voos no aeroporto Salgado Filho.

O canal de jornalismo participativo de ZH recebeu 15 fotos tiradas por  leitores atentos ao fenômeno pelo Estado. Foi por meio da colaboração que recebemos imagens de Torres, no Litoral Norte, a Paverama, no Vale do Taquari.

“Moro no alto de um prédio de 10 andares nas alturas da Oscar Pereira, no Bairro Santo Antônio, e tenho visualização de uma ampla parte da cidade.  A foto foi em zoom e no horizonte está a zona norte”  Tatiana Araujo de Lima, de Porto Alegre

“Os carros estacionados fora de suas garagens amanheceram cobertos por uma camada de cinzas hoje, em Torres” Cesar Luiz Carraro

Também registrou as cinzas no Estado? Mande as suas fotos para nós

Leia mais no site Cinzas no RS


As vozes e as imagens das ruas

24 de outubro de 2009 3

por Ricardo Stefanelli

Tão antigo quanto o jornalismo é a participação do público na produção de conteúdo dos meios de comunicação, mas, nos anos 2000, leitores, ouvintes e telespectadores assumiram tamanha importância que não se faz mais jornalismo sem o público _ como mostrou a capa de ZH de terça-feira, produzida por um auxiliar de enfermagem.

A foto principal era um flagrante impressionante e fiel da vida das pequenas cidades, dia sim, dia não, sobressaltadas pela ação de quadrilhas especializadas em assaltos a bancos. Os criminosos, como sabemos, não se contentam mais em atacar as agências, eles também usam a população à sorrelfa como escudo para as ações guerrilheiras.

Até uma década atrás, mais ou menos, somente quem vivienciava uma situação dessas tinha a exata noção do pavor. As demais, em geral via imprensa, recebiam relatos posteriores, nem sempre com a mesma carga de emoção ou de medo ou de veracidade. Agora, as imagens instantâneas produzidas por anônimos fornecem uma visão aproximada da vida real, e mudam o jornalismo.

Vinte minutos depois de iniciada a ação terrorista em Anta Gorda _ e antes ainda de ela ser concluída _ já chegavam à Redação de Zero Hora os primeiros relatos, no início da tarde de segunda-feira. Em seguida, desembarcaram as primeiras imagens. Aqui no Blog do Editor está a historia de moradores locais transformados segunda-feira em jornalistas por um dia. Vou contar dois casos deles.

Um dentista usou a máquina que fotografa a face e a arcada de seus pacientes para produzir, naquele dia, as cenas de guerra, como se no front estivesse. Colocou-se atrás das placas de um posto de combustível de modo a registrar as imagens de clientes e funcionários do banco de mãos dadas, fechando a rua em um cordão protetor ao bando armado com metralhadoras.

Um auxiliar administrativo abaixou-se próximo à janela do posto de saúde onde trabalha, bem em frente ao local onde a quadrilha manobrava, se abaixou, mirou a câmera do celular para rua a e observou tudo do visor do aparelho, improvisado como retrovisor. Em minutos, os telefones da Redação de ZH tocavam em todos os lados, de leitores oferecendo imagens de todos os ângulos das cenas de terror.

Foi-se o tempo em que máquinas de fotografia e filmadoras serviam apenas para registros familiares, confraternização entre amigos ou para eternizar viagens. A proliferação de câmeras permite também uma comunicação cada vez mais ágil – e, em especial, útil. Querem ver?

Graças a esta rede informal de colaboradores, cada vez mais pública, a polícia pôde ser acionada com rapidez e a Brigada Militar pôde prender quatro dos cinco bandidos. Graças à agilidade dos fotógrafos e cinegrafistas amadores (amadores?) pôde-se ter uma real dimensão do pavor que assola cidades até pouco tempo carimbadas de pacatas.

O flagrante deixou de ser uma exclusividade da polícia e da imprensa _ e por isso a polícia e a imprensa estão desafiadas a serem mais ágeis e atentas para auscultar o que vem do público.