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Posts com a tag "Marta Gleich"

Em Pauta ZH recebe diretor de Redação de O Globo

04 de julho de 2016 0

Convidado do projeto Em Pauta ZH – Debates sobre Jornalismo, o diretor de Redação do jornal O Globo, Ascânio Seleme, virá a Porto Alegre na próxima quarta-feira para falar a colaboradores do Grupo RBS e convidados. O tema da palestra do jornalista catarinense de 59 anos, com mediação da diretora de Redação de Zero Hora, Marta Gleich, será Os caminhos e as apostas de O Globo para enfrentar a crise dos jornais.

Agência OGlobo

O evento abre a programação do segundo semestre do projeto traz a Porto Alegre profissionais de atuação reconhecida para debater com jornalistas, professores e estudantes sobre a profissão e o papel da imprensa em uma sociedade livre e democrática.

Leia a entrevista que antecipa o encontro.

 

Leitura certa para o fíndi

30 de abril de 2016 0

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Nas pesquisas que fizemos, vocês, leitores, nos pediram de forma muito clara:
- Queremos mais coisas para ler no fim de semana.
- Adoramos reportagens especiais.
- Gostamos quando os repórteres de ZH viajam e nos contam o que está acontecendo em algum lugar do mundo.

A gente vive ouvindo vocês, seja por pesquisas mais profundas, em pesquisas diárias, nos e-mails que recebemos, nas manifestações pelas redes sociais. Ouvimos e tomamos providências! As transformações do jornal dos últimos tempos são ecos do que os leitores nos disseram: criamos a superedição do fim de semana, o caderno DOC, o caderno Fíndi, estamos fazendo muito mais reportagens especiais e coberturas internacionais.

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Letícia Duarte (E) e Andréa Graiz

Hoje você tem, no caderno DOC, mais uma das investidas pelo mundo dos repórteres de ZH. Letícia Duarte (aquela mesma que caminhou com os refugiados sírios da Turquia até a Alemanha no ano passado) agora foi para Miami para encontrar gaúchos que estão fugindo da insegurança e da falta de perspectivas econômicas do Brasil.

O que a Letícia nos conta:

– Miami pode ter entrado para o imaginário coletivo a partir do embate das últimas eleições presidenciais – quando personagens como Lobão declararam que, em caso de vitória petista, se mudariam para lá –, mas o que a reportagem de ZH encontrou não foram propriamente candidatos a exilados políticos. Ainda que lamentem o cenário de crise em curso no país, um dos aspectos mais repetidos pelos entrevistados como fator determinante para a mudança foi a violência. Tanto entre famílias de classes abastadas quanto entre aqueles que foram em busca de melhores perspectivas, a insegurança foi citado como fator determinante para a migração. Queixas da burocracia brasileira e da dificuldade de fazer negócios
no Brasil também foram comuns.

Em cinco dias batendo perna pela Flórida, Letícia e a fotógrafa Andréa Graiz entrevistaram famílias que deixaram suas casas e seus negócios no Rio Grande do Sul recentemente, em busca de uma nova vida e produziram a reportagem #PartiuFlórida, que você confere no caderno DOC.

Mas a investida internacional de ZH não se limita a esta reportagem. Nos últimos 12 meses, fizemos um mergulho na conturbada Venezuela, acompanhamos a saga de uma família de refugiados sírios na Europa, cobrimos o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais na Argentina e os atentados em Paris. Recentemente, você conferiu a história sobre o turismo da maconha no Uruguai, de Maurício Tonetto e Félix Zucco, que foram a quatro praias do país vizinho para abordar o tema.

ZH também esteve presente em março em Cuba, onde acompanhou o histórico encontro entre Barack Obama e Raúl Castro. Na semana que passou, ZH fez a cobertura jornalística do discurso da presidente Dilma Rousseff na ONU, em Nova York. E já estamos preparando os passaportes para as próximas reportagens no Exterior. Nos próximos dias, o editor e repórter internacional Rodrigo Lopes embarca para o Iraque para mostrar a vida em um dos países mais perigosos do mundo,
que enfrenta décadas de guerra e a constante ameaça de atentados do Estado Islâmico.

Dias intensos

19 de março de 2016 4

marta gleich

Em vários momentos desta semana, a sensação, não só na Redação de Zero Hora, mas em qualquer redação do Brasil, era de não dar conta de tanta informação. Mal surgia uma notícia bombástica e, antes que se pudesse processá-la, interpretá-la, publicá-la, outra bomba explodia.

Só para lembrar dos fatos principais: o ministro Teori Zavascki homologa a delação premiada do senador Delcídio Amaral.
A presidente Dilma e Lula ficam horas reunidos. Dilma nomeia Lula como ministro da Casa Civil. Moro libera dezenas de conversas grampeadas do ex-presidente. Milhares de pessoas saem às ruas para protestar contra Lula e Dilma – ou para apoiá-los. Lula é empossado. Liminar cassa posse de Lula. Mais manifestações. Mais medidas judiciais. Mais embates. E assim foi, uma bomba atrás da outra, ante os olhos perplexos do país.

Em momentos como esse, a Redação se transforma num lugar tenso. Uma força-tarefa é criada, com repórteres e editores requisitados de todas as áreas. Correspondentes são enviados ao centro da crise. Carlos Rollsing viajou para reforçar a Sucursal de Brasília, onde já estavam a postos Guilherme Mazui e Silvana Pires. Fábio Schaffner foi para São Paulo, acompanhar os protestos na Avenida Paulista. Comandado pela editora de Notícias Dione Kuhn, um exército de repórteres e editores trabalhou sem parar.

Transformada em uma usina de informação, a Redação produz conteúdos em diferentes velocidades: informações ao vivo e via Twitter, que abastecem um fluxo de notícias minuto a minuto nas plataformas digitais. Conteúdos para redes sociais, especialmente Facebook, alertando sobre as novidades mais importantes. Vídeos curtos, de flagrantes das manifestações nas ruas, feitos pelos repórteres com celulares. Outros mais analíticos, explicando os fatos, com interpretação de nossos colunistas. E também videorresumos para entender os acontecimentos do dia ou de um turno. De terça a sexta-feira, foram 60 vídeos publicados.

Só de textos – para o site e os aplicativos, com as últimas notícias, mas também entregando ao leitor análise, contexto, histórico e projeção dos próximos acontecimentos –, foram mais de 240, entre quarta-feira e sexta-feira. Complementados por muita análise e opinião de nossos colunistas (nesses episódios, em especial, Rosane de Oliveira, Marta Sfredo, Carolina Bahia, Humberto Trezzi, Tulio Milman, David Coimbra, Luiz Antônio Araujo, Luis Fernando Verissimo). Às 19h, a edição de ZH Noite, para as plataformas digitais. E, fechando a noite, uma edição impressa completa enviada às rotativas, com dezenas de páginas sobre a crise, com a curadoria de nossos editores, contando tudo o que aconteceu, por que aconteceu, que consequências pode ter para o país.

A edição em papel, que antes era a única do dia, agora foi substituída por uma edição a cada minuto, já que você, leitor, consome Zero Hora pelo Facebook, pelo Twitter, pelo aplicativo, pelo mobile site, no tablet, no computador e também na edição impressa.

O jornalismo se torna mais desafiador e envolvente quando trata de temas de grande interesse da sociedade. A motivação de qualquer editor, repórter ou colunista amplia-se na medida em que eles sentem a ansiedade do público por notícias e análises.
Seguimos aqui, 24 horas por dia, nessa cobertura frenética, para levar a você informação completa, análise dos fatos e opinião plural sobre este grave momento da vida política brasileira.

**

Mudando de assunto. Em resposta a pedidos de leitores, a superedição passa a ter, a partir deste sábado e domingo, o horóscopo de sábado e de domingo e duas palavras cruzadas. Outras modificações dizem respeito a colunistas: Antonio Prata volta a escrever no fim de semana e Carolina Bahia passa a ter uma página inteira. Boa leitura!

A sua opinião

12 de março de 2016 1

marta gleich

De uma forma quase unânime, os leitores nos disseram que gostaram muito da superedição de fim de semana. De tudo o que ouvimos de retorno positivo, o resumo seria:

- A edição unificada tem muita coisa para ler, com temas variados, agradando a todos os públicos. Até apareceu um “bom problema”: alguns leitores não deram conta de ler tudo e guardaram colunas e reportagens para digerir durante a semana.

- Ao receber as duas edições numa só, no sábado de manhã cedinho, dá para se organizar melhor e planejar a leitura no melhor horário do fim de semana, o que resulta em mais tempo para ler todos os conteúdos.

- Os novos cadernos, DOC e Fíndi, e ainda mais conteúdo no Vida e no Donna foram muito elogiados.

Um resumo dos problemas apontados pelos leitores, ainda que de forma muito pequena e pontual, diz que:

- Antes havia mais cruzadinhas. Estamos pensando em uma solução para isso!

- A migração do colunista Antonio Prata do domingo para a segunda-feira não foi bem comunicada por nós: Prata sairá sempre às segundas no Segundo Caderno.

- Alguns leitores (recebemos duas reclamações) disseram que o tamanho de algumas reportagens poderia ser menor. A história da médica que descobriu a relação do zika vírus com a microcefalia foi o exemplo citado.

Mesmo com a avaliação da primeira edição em mãos, queremos ouvi-lo de uma forma mais detalhada, tanto sobre a superedição de sábado e domingo quanto sobre ZH Domingo Digital (publicada sempre aos domingos, às 11h, com a atualização das notícias de sábado, somente para smartphones, tablets e computadores). Por isso, estamos fazendo uma pesquisa, a que você pode responder em zhora.co/zhpesquisa. Entre lá e dê sua opinião. Queremos entender melhor como podemos melhorar.

Manifestações de domingo
Na sexta-feira à tarde, conversei com a editora de Notícias Dione Kuhn para falarmos sobre a cobertura das manifestações pró e contra governo federal deste domingo. Como você pode perceber na reportagem da página 10 e no editorial da página 34 (confira aqui a versão digital), defendemos o direito de expressão e de opinião de todos, e pregamos que os movimentos sejam pacíficos. ZH trará uma ampla cobertura online das manifestações em suas plataformas digitais a partir da manhã deste domingo, e uma análise completa dos movimentos na edição de segunda-feira.

Refugiados

03 de outubro de 2015 2

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No dia 26 de setembro, a repórter Letícia Duarte viveu o mais emocionante aniversário de seus 35 anos de vida. Passou a noite em uma estação de trem da Áustria, com refugiados sírios que sonhavam em chegar à Alemanha. Ganhou de presente um lado no cobertor que fazia as vezes de cama no chão frio da estação, onde dividiu com centenas de famílias que fogem da guerra a angústia da travessia e a esperança de um futuro melhor.

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A repórter Letícia Duarte


Dias depois, já na Alemanha, Letícia postou uma foto no Facebook e agradeceu pelos cumprimentos de amigos:

“Passei os últimos dias acompanhando refugiados pela Europa, para produzir uma reportagem especial para ZH. Foram vários dias dormindo pelo meio do caminho, em estações de trem e até ao relento. Mais do que sobre refugiados, aprendi lições extremas de generosidade e solidariedade humanas. Gente que reparte a comida, o cobertor e a alma para suportar a jornada que parece não ter fim. Apesar de todas as dificuldades que testemunhei, volto desta viagem acreditando mais no ser humano. E sinto profunda gratidão por isso. Foi o mais feliz aniversário desta repórter, reportando pelo mundo para contar histórias que merecem ser contadas”.

No domingo que vem, em caderno especial e conteúdo multimídia digital, você conhecerá a história da família do menino Mohammad Alissa, de três anos, em sua jornada pela Europa. Mohammad tem a idade de Aylan, o garoto sírio que se tornou símbolo do drama dos refugiados ao ser encontrado morto na praia que foi o ponto de partida da jornada de Letícia, em Bodrum, na Turquia.

Em 16 páginas, a reportagem acompanha a família de sírios até a Alemanha, desde a ilha de Kos, na Grécia, uma das portas de entrada dos refugiados na Europa, aonde chegam em botes superlotados. Exposta a riscos idênticos, a família que acompanhamos cumpriu a mesma travessia que a de Aylan não conseguiu completar.

Zero Hora tem acompanhado o drama de migrantes e refugiados, que está longe de terminar, não só no outro lado do Oceano Atlântico. Nesta edição, você confere a reportagem “Sonhos partidos”, de Carlos Rollsing. Um ano depois de chegarem ao Rio Grande do Sul, haitianos e senegaleses que migraram esperançosos com a possibilidade de uma nova vida enfrentam a crise econômica, transferem-se do interior do Estado para a periferia da Região Metropolitana e, em muitos casos, começam a viagem de volta aos seus países de origem.

Encare a crise com Erik

05 de setembro de 2015 2

marta gleich

Foi numa reunião de editores que a pergunta surgiu: como a gente pode se tornar mais relevante e útil na vida do leitor?

Todo dia, o jornal fala em crise. O país está em recessão. A inflação sobe. O dólar subiu para a estratosfera. O desemprego assusta. A crise não deve dar trégua em 2016. Desse jeito, o jornal só deixa o leitor ainda mais deprimido!

–Precisamos ajudar o leitor a passar por essa crise – disse a editora FêCris Vasconcellos.

E as ideias se sucederam:

“Vamos fazer várias matérias sobre isso, um mês inteiro de reportagens”.

“Que tal aproveitar a crise para aprender boas práticas de saúde financeira?”

“O papel do jornal é ajudar o leitor não só a passar bem pela crise, mas a sair fortalecido desta crise, com novas ferramentas para lidar com o seu dinheiro”.

Surgiu a série Encare a Crise, que, de 1º a 30 de setembro, abordará soluções práticas para o leitor enfrentar a recessão: como cortar gastos desnecessários, comparar opções de investimentos, saber se é hora de comprar à vista ou a prazo, ensinar aos filhos o real valor do dinheiro, aproveitar as oportunidades no mercado de trabalho e atravessar a tormenta da crise financeira do país em segurança, entre outros conteúdos.

Erik Farina, 34 anos, desde 2011 em Zero Hora, foi imediatamente identificado como o jornalista certo para a missão. Repórter de economia especializado em finanças pessoais, investimentos, organização financeira e empreendedorismo, abraçou a missão não só como jornalista, mas como personagem.

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– O Erik torna o assunto mais fácil, conversa com o leitor – diz FêCris. – Ele pega as pessoas pela mão e as ajuda a enfrentar a crise.

O artista Gabriel Renner criou a caricatura que todo dia mostra o personagem Erik junto à reportagem: no posto de combustível, pagando o aluguel, viajando nas férias. Não perca na edição de hoje as dicas de como falar da crise com seus filhos: e se o pai ou a mãe perderem o emprego? Como abordar esse momento difícil com as crianças? E se a viagem de férias, tão esperada, tiver de ser adiada?

– Quando a população passa a falar de economia – diz Erik –, é sinal de que algo muito errado está acontecendo.

O retorno dos leitores foi imediato:

– Recebo muitos e-mails comentando as reportagens, sugerindo pautas, e muitos compartilhamentos nas redes sociais. O que me leva a concluir que estamos, com muito orgulho, cumprindo nossa missão de fazer a diferença na vida das pessoas – complementa o jornalista.

Se você perdeu alguma das reportagens, pode achar tudo o que publicamos em zhora.co/encareacrise. Se quiser mandar sugestões de temas, envie para o WhatsApp (51) 9667-4125, ou comunique-se direto com o Erik pelo e-mail erik.farina@zerohora.com.br ou @farina_erik.

Compromisso com o campo

29 de agosto de 2015 0

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Durante o ano todo, a repórter de Campo e Lavoura Joana Colussi (de branco na foto abaixo) viaja milhares de quilômetros para encontrar as centenas de fontes de suas reportagens, não só no Rio Grande do Sul, mas também em outros Estados e até em outros países. Mas, em uma semana específica do ano, ela não precisa viajar. Quase todos os protagonistas da agricultura e da pecuária reúnem-se num lugar só: o parque Assis Brasil de Esteio.

– Na Expointer, o mundo agro se encontra. A Casa RBS, ao lado da pista central, passa a ser a nossa Redação e referência em debates técnicos. Estamos entre os primeiros que chegam ao parque e entre os últimos que saem – conta Joana.

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Neste ano, a expectativa é de que a Expointer tenha uma atmosfera diferente, na avaliação da editora e colunista de Campo e Lavoura, Gisele Loeblein:

– A feira vai refletir o momento econômico complicado. Tanto que a projeção para o segmento de máquinas, principal motor das vendas, é de redução nos negócios. Nesse contexto, a pecuária tende a retomar seu protagonismo. Em um cenário como esse, a importância da gestão nas propriedades promete pautar os debates da exposição.

Neste sábado, dia da abertura dos portões do parque, um caderno Campo e Lavoura de 20 páginas circulou em ZH, com serviço, mapas, destaques da programação e uma reportagem especial justamente sobre gestão de propriedades rurais. No dia 8 de setembro, outro caderno especial destacará o que marcou a feira.

Além da cobertura no site e na edição impressa, Zero Hora coloca o campo em evidência na Casa RBS por meio de eventos e debates sobre temas relevantes para o agronegócio, reafirmando seu compromisso com o setor responsável por um terço da economia gaúcha.

Dia D, de domingo

15 de agosto de 2015 1

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Quanto mais avança a crise política no país, menos indiferentes estão os leitores. As posições são cada vez mais claras: tem gente que apoia Dilma incondicionalmente. Outros não estão contentes com ela, mas não acham que seja caso de impeachment. Um terceiro grupo quer que ela deixe a Presidência da República, para Temer assumir. E há, ainda, aqueles que sugerem sua saída, com convocação de novas eleições. Só se fala disso.

Em que quadrante você se encaixa?

O que vai fazer neste domingo, considerado um dia decisivo para o governo Dilma, com manifestações marcadas para diversas cidades?

Pensando em ajudar o leitor a se encontrar neste cenário, Zero Hora preparou a reportagem especial desta edição e um teste político (confira às páginas 11 a 14 ou clique aqui).

– Neste momento de extrema fragilidade política, ZH trata o assunto com a dimensão que merece, mas com isenção, responsabilidade, serenidade e sem paixões – pondera a editora Dione Kuhn, responsável pela editoria de Notícias, onde são publicados os assuntos de política e economia.

– Pensamos em fazer o teste de posicionamento político para aquele leitor que não está bem definido. Há aqueles que vão para a rua hoje protestar, ou que já vêm manifestando sua opinião claramente em redes sociais. Mas e aqueles que acordarem neste domingo e pensarem “onde eu me enquadro nesta confusão?”. É para esses que produzimos o teste, que pode até ter um formato lúdico, mas que formula perguntas muito sérias – explica o subeditor de Notícias, Leandro Fontoura.

– Nossa cobertura não tem tom alarmista, não reproduz previsões catastróficas: a situação é grave por si só – avalia Dione. Toda a cobertura da crise é embasada em fatos e fontes com credibilidade. É papel do jornal traçar cenários, interpretar fatos e ficar atento à subida e à descida do termômetro da crise. Este domingo será o dia D do governo, um termômetro do que virá pela frente. O futuro do governo Dilma passa por este domingo. E ZH está atenta a isso, terá repórteres na rua, com equipe que irá tuitar, fazer vídeos e atualizar o site a todo momento.

Os jornalistas de Zero Hora cobrem esta grave crise política prestando atenção em todos os lados, captando os anseios da população, informando tudo o que está ocorrendo, com equilíbrio, para que você tire as suas conclusões e ajude a encontrar saídas para o país. Então, qual é a sua posição neste momento?

A turma da Arte

13 de junho de 2015 0

marta gleich

Na Redação de Zero Hora, um andar inteiro com mais de 200 jornalistas, há no lado sudoeste uma equipe característica de todo jornal que se preze: o time da infografia. Se você entrar numa redação, é fácil identificá-los. Eles usam computadores Macintosh, enquanto os demais utilizam PCs. Têm telas maiores. Decoram as paredes com páginas premiadas em concursos internacionais. E costumam trabalhar com fones de ouvido para não se distraírem com o barulho ambiente.

Formada por 13 ilustradores, caricaturistas, infografistas, webdesigners e programadores, a equipe de Arte de ZH, liderada por Leandro Maciel, é multipremiada. Neste ano, por exemplo, ganhou um prêmio de excelência da Society for News Design, a mais relevante associação de design de jornais do mundo, com as infografias e pôsteres da Copa de 2014, e teve os trabalhos publicados no site Visualoop, que destaca o que de melhor está sendo produzido em jornalismo visual.

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A turma da Arte, que conta com Gilmar Fraga, Gabriel Renner, Gonzalo Rodriguez, Edu Oliveira, Eduardo Uchôa, Fernando Gonda, Guilherme Gonçalves, Michel Fontes, Diogo Perin, Leonardo Azevedo, Izabel Cruz e Guilherme Maron, contempla os leitores com dois trabalhos nesta edição. Duas páginas com todas as informações da Maratona e o último infográfico de uma série de 12 dos jogadores e times da Copa América. A diferença deste material é que os 12 pôsteres unidos formarão um único mosaico com as principais estrelas da competição, como na imagem abaixo.

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A representação gráfica de informações, de forma a torná-las mais compreensíveis, é tão antiga quanto os famosos desenhos complementados por textos de Leonardo da Vinci. Ou tão popular quanto os insuperáveis mapas de metrô das grandes cidades do mundo (imagine explicar as 468 estações de metrô de Nova York usando só texto!). Nos jornais, a infografia tem o papel de explicar, de forma rápida e visualmente harmoniosa, assuntos complexos ou com muitos dados.

– A editoria de Esporte se presta muito a infográficos, porque eles permitem que destaquemos coisas que não estão na cobertura do dia a dia. Números, históricos, curiosidades são a matéria-prima perfeita – diz Diego Araujo, editor de Esportes. – Também podemos, de forma didática, explicar aos leitores regras sobre modalidades às quais não estão tão acostumados, como fizemos com o Superbowl, o Best Jump ou o boxe. Estamos planejando uma série olímpica para ajudar o leitor a assistir aos esportes com um pouco mais de informações.

A equipe da infografia traduz e organiza a informação para que você tenha páginas bonitas e agradáveis de ler, com muito conteúdo.

Caçadores de histórias

08 de fevereiro de 2015 1

marta gleich

26 de janeiro, 17h30min. A repórter Lara Ely e o fotógrafo Bruno Alencastro correm três quilômetros numa trilha de mata fechada, no meio do barro, com pedras soltas, por subidas e descidas íngremes. O objetivo: serem os primeiros a alcançar, em Maquiné, algum lugar com sinal de internet para informar aos leitores que havia sido concluído o resgate dos corpos dos integrantes de um grupo de rapel atacado por abelhas.
Os dias seguintes seriam mais calmos, com uma reportagem sobre os caminhões e ônibus que vendem sorvetes, frutas, verduras e outras comilanças pelas praias – os precursores do movimento hoje conhecido como Food Truck –, outra sobre as santas do Litoral Norte, quando a equipe descobriu que o Rio Grande do Sul é o Estado com maior número de imagens à beira-mar, ou mais uma, sobre as golden tatoos, as tatuagens provisórias que são moda neste verão.

Bruno Alencastro
A baixa adrenalina durou pouco. No dia 31, cedinho pela manhã, Lara e Bruno pegaram a estrada até Palmares do Sul para uma aventura de 10 quilômetros e três horas de remada na Lagoa Bacopari, para alertar sobre a preservação das águas.
Dois dias depois, pela manhã, após conhecer o pessoal da Cia do Ar em terra firme, na BR-101 em Osório, a dupla subiu ao Morro da Borússia, de onde saltou de parapente para registrar imagens e impressões do Litoral visto de cima. O registro dos céus também foi feito de planador e helicóptero.

Bruno Alencastro
Para variar o cardápio de aventuras por terra, por água e por ar, a equipe foi, no dia seguinte, 3 de fevereiro, conversar com os donos da última casa na beira da praia de edifícios de Capão da Canoa. Recebidos com limonada, descobriram por que dona Isilda dos Santos resiste há duas décadas ao assédio de construtoras para a venda do milionário terreno.
Os dias seguintes seriam recheados com uma reportagem sobre o açaí gaúcho, publicada nesta edição, outra sobre um seminarista-surfista e um padre que celebra missas à beira-mar (publicada no sábado) e mais uma sobre as tartarugas e os animais marinhos recuperados pelo Ceclimar.
Lara e Bruno são uma das quatro duplas de jornalistas que se revezarão neste ano na sucursal de praia de Zero Hora. Há décadas, seguindo o movimento migratório dos gaúchos rumo ao Litoral, ZH envia seus correspondentes para a orla. Acompanhando bombeiros na tragédia de Maquiné, voando de parapente, remando num caiaque, ouvindo histórias de antigos veranistas ou provando o gosto do açaí da Mata Atlântica, esses caçadores de boas reportagens tentam contar, para quem vai à praia ou fica na cidade, as melhores histórias do litoral gaúcho.
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